segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Como me tornei estúpido, ou, fase de bloqueio de idéias

Eu nunca gostei de 911, aquela série médica que passou na Globo. Sinceramente, aqueles dramas pra mim eram um saco. Talvez foi a partir de não gostar da dramatização médica de 911 que eu tenha começado a desenvolver meu senso crítico e analítico das coisas. Aí, eu tava assistindo a Record num dia desses e o que eu vejo que ta passando lá depois das 11 da noite? House. Nossa, eu tava querendo assistir House há meses. E agora eu tinha a oportunidade (com uma dublagem sofrível é claro, Deus, chega a doer nos meus ouvidos).

House é uma série americana que conta sobre o dia a dia do doutor House e sua equipe médica. Comum? Eu não vou nem explicar muita coisa. Apenas fiquem com esse comentário do House sobre uma criança com câncer: “Não pode aparecer uma criança com a cabeça careca por aqui que todo mundo já considera ela Madre Teresa de Calcutá”. Bizarro, não? Para o doutor House, um caso é só um caso e ele só os trata com frieza, arrogância e um humor negro que lembra eu mesmo nos meus bons tempos. A equipe de House é mais humana, menos o negão (não é porque ele é preto, mas ele é nojento). E nossa, eu me empolgo assistindo aquela série, fico até agitado. É muito bom, de uma inteligência que eu sempre procurei num programa de televisão.

Aliás, a Record ta com um momento fantástico de séries. Além de House, ta passando também CSI e estreou Heroes (com o perdão da palavra, Heroes é do caralho). Também não me arrisco em dizer que esse é o melhor momento das séries americanas no próprio EUA. Pow, esse ano estreou as novas temporadas de Roma, Família Soprano e Desperate Housewives, além disso, a competição de Heroes e Lost foi ferrenha.

Mas o assunto aqui não é esse. Ontem eu estava lendo Os Sonhos Morrem Primeiro, de Harold Robbins. É um livro bastante interessante, mesmo escrito em 1978, talvez porque eu adore estórias de bastidores de mundos pouco conhecidos, como o da indústria editorial pornográfica dos EUA (aliás, eu sempre me perco nos valores de dólares, U$2.000 naquela época era uma fortuna considerável). Quando de repente eu largo o livro e solto um: “Eu to ficando burro”. Minha avó, que estava lendo A Bruxa de Portobello (eu não suporto Paulo Coelho desde O Zahir) na hora, largou o livro e ficou me olhando.

Não que eu esteja deixando de estudar, ler ou me informar das coisas. Pelo contrário. Mas ultimamente eu estou sentindo que meu senso crítico não é mais a mesma coisa. Eu sempre tive um tipo de posição contrária ou polêmica das outras opiniões. Aliás, a maioria das coisas que as pessoas “cultas” gostam eu sempre tenho uma análise própria (tipo, sabe O Caçador de Pipas? Então, achei chatíssimo). Eu gosto de ter uma visão das coisas de um jeito só meu. Sempre uma crítica particular e um senso de captar as coisas ao meu redor com uma facilidade grande. Agora, sei lá, sinto como se tivesse perdendo isso.

Quando falei isso pra minha avó, ela disse: “Deve ser porque você ta ficando mais centrado na vida”. Fiquei doidinho. Se começar a ter a capacidade crítica mais pros cantos do senso comum é ficar centrado na vida, eu prefiro largar tudo, morar numa casa no campo, escrever contos baratos e ter um caso sórdido de amor (esse é o tema de um filme cujo título me foge a cabeça no momento).

Essa conversa que eu tive me lembrou o livro que eu quero comprar, Como me Tornei Estúpido, do francês Martin Page. A sinopse do livro diz que o personagem principal, Antoine, sofre com a inteligência e o senso crítico que tem. Tortura a mente dele e nunca o levou a lugar algum (eu sempre fui a favor da idéia de que a nossa mente é nossa maior torturadora). Então ele tenta de tudo pra ser menos crítico e analítico, ate mesmo arrancar parte do cérebro. Não dá certo, mas ele descobre um remédio poderoso e se torna amigo de um corretor de imóveis que o faz ficar rico sendo pouco inteligente, além de ingressá-lo na elite de Paris. Então se tornando estúpido, a vida de Antoine começa a melhorar. Mas de vez em quando o efeito do remédio passa, e o senso crítico volta pra torturar.

Engraçado. Eu to tentando ser diferente de Antoine. Entrei em crise por causa disso, mas ontem mesmo, depois de me tocar que talvez eu esteja me tornando estúpido, eu tive um lapso. Uma idéia, que sinceramente eu achei boa como poucas que eu criei. Já to de mãos a obra e vamos lá. Lá vou eu tentar salvar meu senso crítico e analítico e quem sabe um dia eu poderei me equiparar aos pés do próprio doutor House e não precisar me tornar estúpido, muito menos por vontade própria.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Sonhos de Consumo, Alerta Solar e Heroína - tudo a mesma droga!

"Qual é o seu maior sonho de consumo?" Eu fico impressionado quando pergunto isso pras pessoas e ninguém demora mais que dois segundos pra começar a dar a resposta. Consumistas! Enfim, quando me perguntavam qual era meu maior sonho de consumo, eu respondia: é um Ray Ban Mirrored. É isso mesmo, meu sonho de consumo era um óculos escuro, modelo aviador, de lentes espelhadas da marca Ray Ban.

Antes de entrar no fato desse sonho de consumo bizarro, adentremos em um fato interessante. Os óculos aviadores de lentes espelhadas finalmente saíram da 25 de Março para o Camelódromo Box 5. Eu estava indo pro trabalho quando vi um "galeroso" (ZL em São Paulo) com um aviador espelhado no rosto. Tremi. O pior é que uma loja de bugigangas lá perto de casa também ta vendendo um. Então, o pior aconteceu. Uma menina dentro do ônibus também usava um. Logo, eu me desesperei. Motivo: se os aviadores espelhados falsificados chegaram ao Acre, significa que a moda deles pelo eixo RJ – SP morreu.

Ah, me lembro que criei a paixão pelos aviadores espelhados vendo as fotos das raves que o Elder colocava no flog dele, isso quatro anos atrás, sempre quis um então. Aos poucos a moda de óculos escuros na rave passou para as baladas, balada agora só com óculos escuro. Só que agora não era só Ray Ban, eram Diors, Gucci, Oakley (bem ridiculizinhos na minha opinião) e principalmente, os belos e ostensivos Armanis. Ah, mas eu não tava nem ai, ainda queria meu Ray Ban Mirrored. Então eu fui pra uma balada de “verdade”. O efeito foi punk. Mas enfim, o que eu vi de interessante por lá? Ninguém mais usava óculos escuro a noite.

A moda passou. Os óculos voltaram a brilhar apenas durante o dia pelas grandes metrópoles. E os espelhados chegaram ao Acre. Como dizia Stephen King em A Torre Negra, “Oh, discórdia!”. Resultado, meu único sonho de consumo morreu de forma drástica. Logo, sou um menino sem sonhos de consumo (oh Deus, eu deixei de ser humano).

Esse negócio de óculos escuros e sol é engraçado. É interessante observar que quase todos ao meu redor gostam de reclamar do meio onde vivem. Ta fazendo um calor infernal por essas bandas. Quase todo mundo no Acre odeia calor. Odeiam calor num lugar em que faz uns 350 dias de sol absoluto por ano. Uma vez tinha um idiota no meu MSN com o nick mais ou menos desse jeito “To me sentindo na Europa com esse frio”, ou algo parecido. Enquanto isso, conheço sulistas que vivem reclamando do frio, gostariam de viver em terras mais quentes e ar mais leve. Por que eu gosto de calor? Porque eu simplesmente não gosto de frio. Por mais que eu ande lindo com minha jaqueta Civil, eu não suporto o rachar da pele, as câimbras, o pesadelo que vira um banho e visão de corpos bonitos com muita roupa. Aliás, ta ai uma coisa que gosto muito no Acre, as pessoas andam com pouca roupa.

Tava assistindo Sunshine – Alerta Solar esse fim de semana. Danny Boyle é um europeu filho da puta. Ele conseguiu fazer dois clássicos da era do cinema moderno “homenageando” e “reinventando” clássicos da cultura pop. Sunshine é belamente inspirado e traçado em 2001 – Um Odisséia no Espaço, assim como Extermínio (de longe, um dos meus filmes favoritos) é inspirado nas grandes obras de terror de George Romero. Como alguém consegue ser tão bom copiando os outros? Putz, queria ser igual o Danny Boyle.

Voltando a Sunshine, o filme fala de um grupo de cientistas e astronautas que vai jogar uma bomba no centro do sol para dar uma xupeta nele e conseguir fazer o astro engatar a 5ª, já que ele entrou na 1ª e a Terra ta congelando. Acreditem, pode ate parecer idiota lendo assim, mas tirando a perseguição estilo Jason X e um vilão estilo Fredy Gruger (Deus, ainda bem que ele aparece só por 15 minutos), o roteiro não aparenta falhas, ele simplesmente deixa muita coisa propositalmente em aberto, o que o faz muito bom, mesmo acima de momentos quase decepcionantes.

Aliás, Boyle marcou o cinema com Trainspotting (que eu por coincidência assisti um dia antes de Sunhine). História fantástica sobre as drogas e um grupo de jovens perdidos ou que se perdem pelas vidas em Edimburgo. Baseado no fodástico de livro de Irvine Welsh (NOTA MENTAL: quando for falar de literatura contemporânea, voltar a falar dele). O personagem principal de Trainspotting usa as drogas para fugir da possibilidade de uma vida igual a que todos nós levamos. O começo e o final do filme são genais, pois é usado o mesmo monólogo em contextos diferentes. No fim, ele acaba desejando ter tudo aquilo que nunca quis, ser igual a todos, porque havia cansado de ser tão diferente (e porque também tava cheio da nota, pronto pra ter uma vida tranqüila e longe da atual, afinal, ele também não é besta).

Ai eu volto ao sonho de consumo. Não ter um faz eu me sentir um usuário de heroína. Eu me sinto mais livre e longe daquilo que eu não quero ser, ao mesmo tempo, eu sei que isso vai durar pouco. Já já vou querer o carro do ano ou coisa parecida. Não sei com os sonhos de consumo, mas com a heroína é assim (pelo menos em Trainspotting) ou você larga uma hora, ou ela é que vai largar você.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Cultura Pop, Harry Potter, Literatura Anti-Pop e trocadilhos horríveis...


Eu adoro o blog do Zeca Camargo. Ele começa falando de nada e termina com porra nenhuma. Isso é modo de dizer, claro, afinal o cara é dono de uma cultura (e de carimbos no passaporte) que eu definitivamente invejo positivamente. Mas eu não to aqui pra falar dele ou do blog dele. Na verdade começo esse post falando de um dos últimos textos dele, o “Já Estou no Quinto Capítulo do último Harry Potter”.

O texto em questão começa falando da leitura do Zeca do último Potter (íntimos, não?) mas acho que o Zeca nunca faria um post só sobre o Potter (se ele fizer eu paro de ler aquela merda), o post falava sobre a companhia de dança Grupo Corpo e seu espetáculo. Muito bom por sinal, queria assistir. Porém, o Zeca teve uma surpresa desagradável nos comentários. Uma trupe de pottermaníacos se revoltou e não parava de falar que ele havia usado Harry só pra atrair atenção do blog e que pararam a leitura assim que ele começou a falar de dança e corpo. Me poupa, né? Um pottermaníaco ir no blog do Zeca só pra ler sobre é Harry e ainda sair reclamando porque leu sobre dança, e podendo encontrar muita coisa sobre musica, literatura, cinema e arte, é na verdade não um fã, mas um perfeito idiota.

Onde eu entro nessa história mesmo? Ah sim, lembrei. Sou fã incondicional de Harry Potter. Isso mesmo que você leu. Não acredita? Lê de novo. E não li ainda o último livro (o que está corroendo a minha alma) e para desastre geral da minha consciência como cidadão brasileiro que tenta o máximo possível agir como um não-cidadão-brasileiro-típico eu já sei o final do livro.

Até hoje eu sinto vontade de socar alguém ate sangrar ou no mínimo ficar em estado de semi-insconsciente com a cara toda inchada (alguém sabe de alguém que seja pago pra receber esse tipo de serviço?). Mas não posso. Por quê? Porque a pessoa que me contou o final de Harry Potter and the Deathly Hallows foi ninguém mais ninguém menos que minha priminha de 9 anos. NOVE ANOS. Não acredita? Lê de novo então porra, se eu to dizendo que foi é porque foi. Foi ela, aquela fedelha, que não entende de cultura, que não lê nada além das legendas do Xuxa Só Para Baixinhos, que não houve nada além de RBD e não assiste muita coisa além do desenho da Polly.

Um estrago que nunca será corrigido na minha alma. Uma espera de mais de cinco anos foi estragada por uma criança de 9 anos em que nem bater eu posso.

Ai pra piorar eu estava discutindo literatura com o Cristopher, o Gildson, a Daigliene e o Elzer (na verdade era so eu, o Chris e o Gil, a Daí e o Elzer so balançavam as cabeças de vez em quando). Aí entramos na questão da importância cultural de Harry Potter. Gil falou que tanto faz como tanto fez (quanta apatia), eu defendia que Harry Potter tinha um valor cultural gigantesco e serviria de influência para milhares de crianças numa nova forma de literatura e agregação de valores, e qual não foi minha total falta de expressão quando o Chris disse que o Potter só servia para difundir Magia Negra nas crianças (detalhe: é nisso que ele acredita e ele falou isso sério).

Desfazer o argumento do Gildson de que Harry não tem valor nenhum foi fácil. Afinal, ele usou de todos os valores possíveis de outro história para escrever seu próprio livro e possivelmente trilogia, o fantástico O Senhor dos Anéis, que tantas outras pessoas condenam, mas que o Gil idolatra. Lembrei ele desse fato com um sorriso vitorioso no rosto, logo ele ficou calado. Quanto ao Cristopher e aquela idéia extremamente maluca e de pouca visão, eu nem tentei mudar a concepção dele, ou eu teria que faze-lo deixar de ser crente.

A discussão levou outro rumo. Por que lemos tantos autores estrangeiros e poucos brasileiros? Por que gostamos tanto de livros de auto ajuda da Sextante (na verdade eu não gosto nem um pouco, condeno auto ajuda) e não de livros de valores morais do Frei Beto? Pra mim a literatura brasileira morreu com Clarice Lispector (a que eu chamo de “a última diva da literatura”). Nossos novos escritores não sabem inovar, criar referências, usam apenas a daqueles que já morreram. Os novos escritores brasileiros (que dificilmente fazem sucesso) se agregam demais ao que já existe para criar suas obras ao invés de criar o novo. As editoras também não colaboram é claro, mas em suma é isso.

Eu gostaria de uma revolução cultura. Uma nova Semana da Arte Moderna Versão 2.0. Uma valorização da nova literatura brasileira. Um recomeço. E eu adoraria fazer parte desse movimento, tanto como um ávido leitor, como de um homônimo escritor. Pois como disse minha “última diva da literatura”: É que eu, simbolicamente, morro várias vezes só pra experimentar a ressurreição. Ou coisa parecida...

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Do Tim Festival 2007 ao Pseudo Cult

Em minhas andanças pela internet, ando acompanhando a possível programação para o Tim Festival 2007. Sim, eu digo possível programação, porque se a crise dos aeroportos continuar assim, mesmo que os artistas confirmem presença, chegar vai ser difícil. Meu Deus, imaginem o desastre, vai acontecer a mesma coisa que no Skol Beats.

Voltando ao festival em si. Nossa, esse tem tudo para ser o melhor Tim Festival de todos os tempos e dificilmente será superado tão cedo. Para quem reclamava que o Brasil não tem muitos shows descentes, esse ano esta tudo saindo das expectativas. Eu sou suspeito pra falar porque quando soube que o Placebo viria em março eu quase gozo, mas quando vi que não podia ir pro show brochei na hora. Portanto, 2007 com Placebo já foi “O Ano” e olha que ainda estamos na metade.

Mas voltando ao assunto, alguém já viu a lista de artistas que virá esse ano para o dito cujo festival? Não responda ainda! A começar pelo som “indie-rock/pseudo-indie-rock/indie-rock-comercial” dos garotos ultradescolados do Arctic & Monkeys. Um fato interessante é que ate hoje na minha cidade eu acho que sou o único que curte esta banda. O som deles é muito bom, uma mistura dos maiores clássicos do passado com um jeito que é realmente só deles. Eu particularmente adoro os clips que eles fazem. São uma coisa tão cult, tão super “in está out”. Sem falar no novo álbum, “Favourite Worst Nightmare”, quem eu aposto será o repertório dos garotos que não são tão conhecidos pelas terras tupiniquins.

Outros dois nomes que chamam muito minha atenção são o The Killers, aquele som ultra comercial indefinível (eu não sou tão bom assim com rótulos), que eu gostei apenas do primeiro álbum, principalmente dos hits de maior sucesso, “Somebody Told Me” (lembro que nos tempos de escola eu e a Marilia achávamos um barato aquela batidinha de pé que o vocalista dava no clipe) e “Mr. Brightside”. O Duo francês Air também parece estar confirmadíssimo. O Air é aquele tipo de grupo que todo mundo já ouviu uma musica, mas quase ninguém sabe quem canta (também não vamos generalizar, esse “todo mundo” é na verdade o povo que adora musica eletrônica mas não se interessa muito pelos cantores). Eu adoro “Sexy Boy”, é quase psicodélica. Depois de ter perdido o Daft Punk no ano passado, perder o Air também será um soco no estômago.

Também dizem que Juliette & The Licks esta confirmado, mas esse eu tenho que admitir em minha grande ignorância que nem sei quem é.

Mas a grande estrela, aquela que vai arrastar todos os holofotes e que sem dúvida será idolatradíssima nesse meio tempo, é ela, a incrível, a grande, a super queridinha do momento, a “cult/alternativo/sem-definição-própria/ícone-gay/e, puta-que-pariu, ela-fez-um-filme-com-o-Lars-Von-Trier”, Björk. Pêra aí, Björk no Tim Festival? O que é que tem a ver o cu com as calças (como diz a minha mãe)? Ta, ela tem um som ate animadinho, mas o publico dela é bem seleto, não entendo se a combinação com o publico do Tim Festival será realmente boa. Ah, se for assim, só faltou chamar o Mika (aliás, eu sou completamente a favor da teoria da conspiração musical de que o novo álbum da Björk abafou total o do Mika, tadinho).

Todos os meios culturais e pseudo-culturais falam atualmente de Björk e seu novo álbum. Eu sinceramente não gostei muito. Não faz tanto meu tipo. Mas tenho que admitir que ela tem um talento enorme e alguns arranjos em suas musicas são de uma originalidade realmente única. Mas Björk está sofrendo com essa super exposição. Ela está sendo cultuadíssima, todos estão festejando sua obra, ela está la em cima. Mas cuidado, a queda pode ser vertiginosa (sempre lembro do Mika e do James Blunt, repito, tadinhos).

O que eu fico irritado é que parece que falar dela atualmente lhe da um status de cult, cool, de “você entende das coisas”. Falar de Björk ou do cantor referência-alternativa-internacional do momento faz você parecer que tem um QI muito acima da média. Tem gente que fala da cantora islandesa como se fosse amigo íntimo dela e conhecesse sua discografia e a dos Beatles (tem que conhecer a dos Beatles também, senão não é cult) de cabo a rabo, mas só ta falando daquilo que leu na internet, assistiu na MTV ou ouviu de alguém que realmente entende, ou pior, de alguém que não entende.

Bancar o alternivo/cult hoje em dia é pior das modas. Não me diga que você não conhece alguém que adora falar de musicas, livros e cinema sendo que não assistiu os filmes, leu os livros ou ouviu as musicas. O pior acontece se essa pessoa usa óculos estilo “armação de emo” e All Star (ta, eu fui nojento agora). Mas enfim, isso me irrita.

Infelizmente não poderei ir pra São Paulo ver o Tim Festival de perto, já estourei meu cartão de credito em uma viagem, não quero ter esse “prazer-pessoal/desprazer-monetário” de novo enquanto não poder me organizar. Tem cara de que realmente vai ser um sucesso, igual ao atual momento de glória da Björk.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Consciência?!



Estou eu aqui sem fazer porra nenhuma no trabalho, quando finalmente resolvo criar meu blog pessoal depois de meses de repúdio a idéia!

Aliás, também faziam meses que eu já tinha a idéia do título do blog (só não tinha a idéia do que colocar no conteúdo, daí o repúdio da idéia de criá-lo)...

Só que, três filhos de uma p%!@ ja tem o domínio dos títulos de blog que eu almejava, o http://pareomundo, o http://paremomundo e o http://semmoderacao E o pior... os mesmos F.D.P. abandonaram seus blogs as traças... quando eu agora, super afim, to querendo encher o meu bloguinho de idéias de uma mente que não está fazendo nada no trabalho...

Resultado, sabe o Seu Puto do "Terça Insana"? To mais puto que ele... sem dúvida vou demorar séculos pra ter uma idéia nova boa para um domínio.

caralho ¬¬

Mas, eu não demorei tanto não. E agora está nascendo o Fala Consciência.

do Lat. conscientia
s. f.,
verdade;
honestidade;
rectidão;
honradez;
conhecimento, ciência;
facto que produz remorso;
cuidado extremo com que se executa qualquer trabalho;
Psic.,
consciência do eu por si mesmo.
- moral: função da consciência que consiste na distinção entre o bem e o mal;
em -: de boa vontade;
meter a mão na -: examinar com atenção os próprios actos ou sentimentos;
objecção de -: acto de recusar servir como soldado;
voz da -: sentimento íntimo que nos avisa do que se passa em nós, dando-nos o conhecimento das nossas acções, aprovando-as ou reprovando-as.

Para todos aqueles que tem, ou não, essa peça fundamental, ou não, na vida!

Consciência?! Fala comigo consciência