<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255</id><updated>2012-01-30T11:45:57.725-08:00</updated><category term='Devaneios'/><category term='musica'/><category term='UFAC'/><category term='musica alternativa'/><category term='férias'/><category term='carnaval'/><category term='MSN'/><category term='ano novo'/><category term='moda'/><category term='piriguete'/><category term='zumbis'/><category term='séries'/><category term='sonhos/pesadelos'/><category term='artes plásticas'/><category term='cotidiano'/><category term='nota do autor'/><category term='natal'/><category term='literatura'/><category term='cultura'/><category term='cinema'/><category term='aniversário'/><category term='emo'/><category term='tv'/><category term='comportamento'/><category term='conversas bizarras'/><category term='trabalho'/><category term='questionamentos'/><title type='text'>Fala Consciência!</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>59</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-5033912476123239694</id><published>2012-01-03T13:05:00.000-08:00</published><updated>2012-01-30T11:45:57.733-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Os 10 melhores filmes de 2011 que você NÃO assistiu</title><content type='html'>E pelo quarto ano consecutivo, esse que vos escreve encerra mais uma temporada (ultra fraca, to pior que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dexter&lt;/span&gt;) desse humilde blog, com a tradicional lista dos 10 melhores filmes de 2011 que você na verdade não assistiu. Embora tenha esse nome, você possivelmente pode ter assistido algum desses filmes, é apenas uma brincadeira para divulgar filmes não comerciais de destaque internacional e obras que merecem ser vistas mas não tiveram lá tanto marketing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E 2011 foi definitivamente o ano do drama. Não to falando do típico drama que se faz no Twitter e Facebook, mas realmente do gênero cinematográfico que era um dos mais caídos nos últimos anos de tão desgastados. Agora, a lista desse ano encabeça simplesmente oito dramas, sendo que a novidade é de pela primeira vez termos uma comédia em quatro anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi definitivamente um ano fraco para o cinema experimental, obras que ousassem sair dos padrões contemporâneos. Os diretores simplesmente se acomodaram, resolveram apostar no certo e passar longe do duvidoso. Assim, o cinema se perde um pouco mais, mas ainda se encontra, nesse eterno processo de realizações. Foi uma lista difícil de fazer (esta ficando pior a cada ano), portanto, divirtam-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Obs: nem todos os filmes citados foram produzidos e lançados em seus países de origem em 2011, mas a repercussão internacional e principalmente dentro do Brasil, foi esse ano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-tZEZEg2LkRU/TwNuyu1nFnI/AAAAAAAAAsM/OTCh55nrGjo/s1600/Je%2Bsuis%2Bheureux%2Bque%2Bma%2Bm%25C3%25A8re%2Bsoit%2Bvivante.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-tZEZEg2LkRU/TwNuyu1nFnI/AAAAAAAAAsM/OTCh55nrGjo/s200/Je%2Bsuis%2Bheureux%2Bque%2Bma%2Bm%25C3%25A8re%2Bsoit%2Bvivante.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693516171771844210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10° Lugar: Feliz que minha mãe esta viva (Je suis heureux que ma mère soit vivante – França)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A família é uma estrutura. E como toda estrutura emocional, existem pessoas que não são capazes de suportá-la. Talvez essa seja a premissa de Feliz que minha mãe este viva, filme francês baseado em fatos reais que conta a história de Thomas, jovem abandonado pela mãe, adotado junto com o irmão mais novo por um casal, mas que nunca superou esse trauma. A primeira cena do filme é uma metáfora, temos ali na praia Thomas nadando e o pai adotivo atrás, que não consegue alcança-lo. Será assim a vida inteira. Descontrói-se a história fofinha do amor pelos filhos adotivos, não é bem assim. Thomas é um inconformado e por isso vai atrás de sua mãe verdadeira, ate encontra-la e descobrir que ela é tão inconformada quanto ele, não por ter abandonado os filhos, mas pela vida que sempre teve. É um filme sobre a família, mas é um filme frio. Não porque é ruim, mas a frieza é seu estilo. A única felicidade na vida de Thomas foi descobrir que sua mãe esta viva, mas o que torna o filme inesquecível é justamente o momento em que Thomas percebe que a vida dela é justamente aquilo que prejudica a sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;9° Lugar: Tarde Demais (Beautiful Boy – Estados Unidos)&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Xt3GE5iCwOk/TwNu6VsmP6I/AAAAAAAAAsY/I1xITxkkZBk/s1600/Beautiful%2BBoy.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Xt3GE5iCwOk/TwNu6VsmP6I/AAAAAAAAAsY/I1xITxkkZBk/s200/Beautiful%2BBoy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693516302462107554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os eventos monstruosos que aconteceram em Columbine, nos Estados Unidos, geraram duas coisas: 1) uma série de novos eventos inspirados no mesmo, e 2) uma série de livros e documentários inspirados no mesmo. No meio da segunda opção encontramos o excelente Tiros em Columbine e o medíocre Elefante. Beatiful Boy segue essa linha de produção, mas de uma ótica diferente. É impossível se manter indiferente nesse filme. Ele escorre tristeza, sem luz no fim do túnel, de seu começo ao fim. A obra pega uma outra linha, como fica a vida do casal Bill e Kate, pais de Sam, garoto que em seu primeiro ano de faculdade entrou no campus, matou 17 pessoas e se matou com um tiro logo depois. O caos passa a reinar na vida do casal, que já se preparava para se separar, e é atingido por um baque sem tamanho. Eles são culpados? Por que o filho fez aquilo? Interessante em Tarde Demais é que essas respostas não são dadas. O filme foca apenas essa desestruturação, essa dor causada. Mais seu ponto alto é justamente mostrar que a tão famosa frase “A vida continua”, que tantos usam para se enganar, nem sempre funciona. Existem eventos que aniquilam qualquer funcionalidade dessa pequena oração, seu filho que você tanto ama matar várias pessoas e se matar logo em seguida é um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-fIUoX8ul-YY/TwNvKwbuOiI/AAAAAAAAAsk/ZTJNKGKSQhg/s1600/The%2BBoat%2BThat%2BRocked.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-fIUoX8ul-YY/TwNvKwbuOiI/AAAAAAAAAsk/ZTJNKGKSQhg/s200/The%2BBoat%2BThat%2BRocked.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693516584516991522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;8° Lu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;gar: O Barco do Rock (The Boat That Rocked – Inglaterra) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Existe a lenda de que os opostos se atraem, depois aquela de que os dispostos é que se atraem. Balela pros dois. As vezes o que gera amor e liga as pessoas pode ser um único ponto em comum. E no caso de O Barco do Rock, esse ponto é a música. E música muito boa, diga-se de passagem. A história fala-nos das tão famosas rádios piratas da década de 60 na Inglaterra, o melhor do rock britânico, um pouco censuradas pelas rádios da BBC que se limitavam a transmitir duas horas semanais de rock (?). Somos então levados a um barco onde funciona uma destas rádios, com oito DJ’s que se encarregam de espalhar o caos das músicas frenéticas da tão afamada década, e onde um jovem, a ordem da mãe, em consequência de ter sido expulso da escola, se junta a eles e adquire este estilo de vida um pouco libertino, cujo lema era sexo, drogas e rock’n’roll. O sensacional filme junta uma série de situações hilárias e bizarras. É uma comédia, de auto nível. A quantidade de tramas paralelas é de se perder na conta, mas o filme decai ao ser mais longo do que deveria e por seu final um tanto quanto forçado. Mais do que um retrato ficcional de uma época interessantíssima, O Barco do Rock mostra que podemos fazer algo realmente bom e fora dos padrões quando queremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7° Lugar: Tomboy (Tomboy – França)&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-4NMULocNUKE/TwNvXHE82aI/AAAAAAAAAsw/wPaRln7Wvrg/s1600/Tomboy.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 142px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-4NMULocNUKE/TwNvXHE82aI/AAAAAAAAAsw/wPaRln7Wvrg/s200/Tomboy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693516796753926562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Me surpreendeu que Tomboy tenha sido o filme gay mais aclamado do ano. Não que seja ruim, mas eu particularmente não considero sua temática exatamente gay. É um filme que fala principalmente sobre identidade, e embora a militância LGBT faça questão de usar essa palavra na defesa de seus direitos, a questão da identidade pessoal é algo que atinge a todos, indiferente a opção sexual. Em Tomboy temos Laura, uma menina que surpreende os desavisados do filme por parecer um garoto. Após se mudar com a família, ela resolve fazer novas amizades com as crianças do condomínio, assumindo primeiramente uma nova identidade, surge então Michel. E é isso, Laura é uma menina que quer ser um menino. O filme ao contrário do que sugere, não é ousado, não é pesado. É doce, é divertido, é emotivo. Temos essa obrigação de Laura em ter que amadurecer, mesmo ela sendo apenas uma miudinha. Temos o incrível momento em que sua irmã mais nova descobre, ameaça contar, e tudo parece uma cena de adultos, ate que Laura compra seu silêncio e pensamos: “Porra, são só crianças”, para depois sermos pegos pela linda cena de aceitação da mais nova na mesa de jantar.  É um filme sobre crianças sendo crianças, de como elas podem ser maravilhosas e as vezes cruéis, mas acima de tudo, toda criança é sincera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-FB0aKNvvU_Y/TwNvlvnqRNI/AAAAAAAAAs8/vYq1BPNQdKU/s1600/O%2BPalha%25C3%25A7o.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 136px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-FB0aKNvvU_Y/TwNvlvnqRNI/AAAAAAAAAs8/vYq1BPNQdKU/s200/O%2BPalha%25C3%25A7o.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693517048155096274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6° Lugar: O Palhaço (Brasil)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O maior feito de O Palhaço é justamente o de não parecer um filme brasileiro. E não falo pelo status da produção delicada, do roteiro cheio de pequenos detalhes, da direção de arte caprichada, mas pelo simples fato de que é um filme simples, sem a pretensão de mudar o mundo ou ser gigante, megalomaníaco, suprassumo da brasilidade. No filme, o palhaço Benjamin, que comanda o pequeno circo que passa de cidade em cidade, esta em crise de identidade. Enquanto todos ao seu redor estão em harmonia em seus laços - o casal de acrobatas, os irmãos músicos, o ilusionista e sua filha - o palhaço conversa pouco com seu pai, também palhaço e dono do picadeiro. Existe algo incomodando Benjamin em O Palhaço, e não parece ser somente a pressão para comprar um ventilador novo para a namorada do pai, Lola, a estonteante dançarina do circo. É um filme igual vinho, em que cada situação é um gole e todas merecem ser bem degustadas. É um filme que estimula a auto descoberta. Naquela velha piada do palhaço depressivo que vai ao consultório médico e recebe como receita ver a si mesmo, O Palhaço mostra que o ideal as vezes não é estar no palco, mas por um momento simplesmente ser público desse picadeiro que é a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5° Lugar: Submarine (Submarine – Inglaterra)&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-I13AAaVjhCs/TwNvupBMoBI/AAAAAAAAAtI/wigN2Q8TdmY/s1600/Submarine.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-I13AAaVjhCs/TwNvupBMoBI/AAAAAAAAAtI/wigN2Q8TdmY/s200/Submarine.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693517201001979922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É meio triste ver Submarine passando como comédia indie por todos os festivais que vai. Não é só isso. Aliás, Submarine tem a capacidade de nos fazer rir várias vezes, mas todos esses sorrisos vem acompanhado de um travamento, um misto de vergonha alheia. Submarine conta a história de Oliver Tate, um garoto de quinze anos que passa por um momento conturbado ao se apaixonar pela primeira vez, enquanto paralelamente vive uma situação complicada em sua casa, com o relacionamento abalado dos seus pais. É de longe um dos filmes mais bizarros que assisti pelo fato de TODOS os seus personagens serem/terem comportamentos bizarros. O próprio Oliver acha que o mundo gira ao seu redor sendo que na verdade ele é um grande looser. Sua namorada, Jordana, é durona e completamente sem preceitos de moralidade. Seus pais são simplesmente medonhos, eu não sei como ele mora com eles. Coloque situações cada vez mais surreais na história e temos uma tragicomédia bem esquisita aqui. A verdade é que todos ali são um submarino, sem vontade nenhuma de emergir das águas e revelar suas verdadeiras faces, assim como todos nós nos comportamos alguma vez na vida, principalmente quando temos 15 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-FkF3DBqzCR0/TwNv6VpYCyI/AAAAAAAAAtU/txEag-gp13k/s1600/Toast.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 136px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-FkF3DBqzCR0/TwNv6VpYCyI/AAAAAAAAAtU/txEag-gp13k/s200/Toast.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693517401960221474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4° Lugar: Toast (Toast – Inglaterra)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um garoto de nove anos começa a desenvolver uma paixão pela culinária como nunca se viu. O que soa absurdamente estranho porque sua mãe é uma péssima cozinheira e só come enlatados e torradas, já seu pai é a grosseria em pessoa. E é focando esse amor entre pessoas e comidas que a história se desenrola. O sonho de Nigel é aprender a cozinhar, mas a morte prematura de sua mãe deixa um vazio gigante em seu coração. Após o luto, seu pai casa-se novamente com uma excelente cozinheira. É quando começa então uma batalha na cozinha. Nigel (já adolescente) tenta conquistar o amor de seu pai assim como a madastra fez, pelo estômago. É uma história de amor simples, mas que funciona tão docemente quanto um merengue de limão bem feito, o amor de um filho por seu pai e o amor de um jovem rapaz pela arte de cozinhar. É sensível por mostrar rupturas e um ritual de passagem importante, justamente aqueles que poucos fazem, o de virar as costas para tudo e seguir em frente justamente para preservar seus sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3° Lugar: Amores Imaginários (Les Amours Imaginaires – Canadá)&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-acpaeNUBo8E/TwNwLQ07sII/AAAAAAAAAtg/c73mxQg41RI/s1600/Les%2BAmours%2BImaginaires.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 142px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-acpaeNUBo8E/TwNwLQ07sII/AAAAAAAAAtg/c73mxQg41RI/s200/Les%2BAmours%2BImaginaires.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693517692724293762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Xavier Dolan escreveu, dirigiu e atuou nesse filme... aos 20 anos. Pra piorar, o ótimo Eu Matei Minha Mãe, seu primeiro filme e grande sucesso, foi produzido por ele aos 17 anos. É revoltante tanto talento! Amores Imaginários, seu segundo filme, beira a perfeição em alguns pontos, entre eles o de fotografia, produção, cenografia, trilha sonora e figurino (eu quero uma certa camisa cor tangerina desde que assisti). As atuações são ótimas, mas é justamente o seu enredo que cria uma relação de amor e ódio ao mesmo tempo com a película. Xavier Dolan explora o emocional com tanta delicadeza que torna a identificação um diferencial para a experiência cinematográfica. Na história, temos a paixão platônica de Marie e de seu melhor amigo gay, Francis, pela mesma pessoa, o belo Nicolas. Começa então uma amizade com os dois e, no decorrer das semanas, Nicolas mostra-se tão enigmático quanto no primeiro dia, sem demonstrar qualquer pista de sua orientação sexual, ora flertando com a garota, ora com o garoto. A partir daí, nasce uma rivalidade que coloca em jogo a amizade entre os três. Paralelo, temos vídeos confessionais de pessoas que já fizeram loucuras por amor, assim como qualquer um de nós um dia já fez alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-USDaOlDvvzw/TwNwXMqfd3I/AAAAAAAAAts/NXzxmCaS0lI/s1600/Kokuhaku.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 140px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-USDaOlDvvzw/TwNwXMqfd3I/AAAAAAAAAts/NXzxmCaS0lI/s200/Kokuhaku.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693517897765189490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2° Lugar: Confessions (Kokuhaku – Japão)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Com tantas reviravoltas num estilo que só o cinema japonês é capaz de criar, Confessions esta mais para um quebra-cabeça do que um drama. As mudanças de foco e a eterna dúvida de quem afinal é o protagonista dessa obra fazem desse filme uma obra prima oriental. A complexa trama nos engana em sua maior parte, apenas seu final arrasador é capaz de explicar tudo. Nela, temos uma professora que em seu último dia de aula, conta para sua incontrolável turma de alunos, como sua amada filha foi morta por dois alunos daquela mesma sala. Como vingança, ela resolveu colocar sangue contaminado com Aids no leite desses dois. Ela então revela o nome dos dois alunos e o caos começa. Isso tudo nos primeiros 20 minutos de filme. O desenrolar dos fatos nos leva a conhecer as duas perturbadas mentes doentias dos assassinos e que o plano de vingança da jovem professora vai muito além do ato de contaminar seus alunos. O melhor filme de vingança que assisti desde Kill Bill. Um suspense transcendente e com um final pertubador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1° Lugar: Contracorrente (Contracorriente – Peru)&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-ZSiWt5j3KjA/TwNwj6ZL5QI/AAAAAAAAAt4/K_9KSV5Z4Gk/s1600/CONTRACORRIENTE.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 140px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZSiWt5j3KjA/TwNwj6ZL5QI/AAAAAAAAAt4/K_9KSV5Z4Gk/s200/CONTRACORRIENTE.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693518116199064834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O cinema peruano nunca teve um grande destaque internacional. Contracorrente precisou de muita disposição para chegar aonde chegou. Para seu pior ou melhor, é um filme que não retrata realmente em quase nada a vida exclusiva do povo peruano, suas particularidades. De fato, poderia ter sido filmado em qualquer lugar da América Latina ou Central. Então qual seu maior mérito? É ser absurdamente tocante. Misturando elementos de Brockeback Mountain, Ghost e até do brasileiro Dona Flor e Seus Dois Maridos, o filme traz a história de Miguel, um pescador respeitado na vila onde mora e trabalha. Casado com Mariela, os dois estão prestes a ganhar o primeiro filho, mas ele vive um romance escondido com Santiago, artista chamado pelos moradores de Príncipe Encantado. A vida dupla de Miguel logo leva um baque com a morte de Santiago e o que parecia encerrar esse ciclo na verdade se aprofunda quando a alma de Santiago não se torna capaz de deixar a terra. Cheio de momentos preciosos, Contracorrente traz a tona vários questionamentos. Justamente aquele que enfoca a sexualidade de Miguel um é o menor deles. Valores como a família, ser você mesmo e enfrentar o retrógado são mais importantes. É um filme belo. Os mais sensíveis já começam a mergulhar em lágrimas lá por sua metade. Odiamos e amamos Miguel, o achamos um covarde, ao mesmo tempo que temos ali alguém que sofre tanto por ter perdido aquele que mais amou. Sofremos junto com Santiago que leva seus sentimentos no pós morte. Entendemos o lado de Mariela, a dor de se sentir traída, usada, enganada por aquele que ama. Não é perfeito, alguns atores do filme são fraquíssimos, não conseguem passar toda a carga dramática, mas o trio principal funciona bem. A fotografia é outra arte, tem horas que parecemos contemplar um quadro, não um filme. No fim fica o efeito imediato. Contracorrente é um filme sobre emoções, sobre o amor, aquilo de bom que ele mais é capaz de fazer conosco, mas também aquilo que ele consegue nos machucar. Pois o amor infelizmente não é pra sempre, nem que ele só acabe após a morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-5033912476123239694?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/5033912476123239694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=5033912476123239694&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/5033912476123239694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/5033912476123239694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2012/01/os-10-melhores-filmes-de-2011-que-voce.html' title='Os 10 melhores filmes de 2011 que você NÃO assistiu'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-tZEZEg2LkRU/TwNuyu1nFnI/AAAAAAAAAsM/OTCh55nrGjo/s72-c/Je%2Bsuis%2Bheureux%2Bque%2Bma%2Bm%25C3%25A8re%2Bsoit%2Bvivante.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-7832595281925402132</id><published>2011-09-27T12:12:00.000-07:00</published><updated>2011-09-27T12:25:53.291-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Ninguém é exatamente bom, ninguém é exatamente mau... ou não!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-GtZf1gmjzpg/ToIhSg-oNXI/AAAAAAAAArk/lli0dnavbVg/s1600/onibus%2B174.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 217px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-GtZf1gmjzpg/ToIhSg-oNXI/AAAAAAAAArk/lli0dnavbVg/s320/onibus%2B174.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657120683904742770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Somos acostumados a acreditar que tudo se divide em apenas dois elementos: o bem e o mal. Tudo é assim. Tudo nos dirige a isso. Dá até pra pegar como exemplo o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Big Brother Brasil&lt;/span&gt;, onde em cada edição somos apresentados a um grande vilão, aquele que se sobressai malignamente, em detrimento aquele que se faz de coitadinho e por carisma popular e a lógica eterna do bandido e mocinho, acaba ganhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, Big Brother, que belo exemplo cúmulo do populismo, heim Samuel? Ok, pseudo cult, vamos pra um exemplo melhor. Rio de Janeiro, 12 de junho de 2000, o ônibus da linha 174 é sequestrado por um rapaz aparentemente louco e completamente bandido. O sequestro foi filmado e transmitido ao vivo pela televisão, cujas imagens são mostradas em todo o país que comemorou a morte do bandido e chorou o assassinato de uma das reféns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí você assiste o documentário &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ônibus 174&lt;/span&gt;, do José Padilha, e descobre que a merda foi bem varrida pra debaixo do tapete. As diversas passagens do filme nos mostram uma mídia sensacionalista, uma televisão que quer exibir muito de perto tudo o que acontece. Isso provoca até uma certa dificuldade entre a polícia e o bandido, o Sandro, menino de rua sofrido, sem base familiar nenhuma, que em um momento de loucura pegou uma arma e tacou terror. Esse “menino crescido” se torna poderoso em meio aos holofotes e câmeras de TV. Ele agora é o centro das atenções, como nunca fora antes. É pra sentir pena do Sandro? Não sei, afinal, o Sandro era um vilão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenso, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil encontrar obras que trabalhem com o desafio de enfrentar a dualidade da divisão bem e mal. E quando elas surgem, não só são cercadas de incompreensão generalizada como geralmente de uma polêmica monstruosa. Afinal, são obras que não seguem uma linha de didatismo, mas de reflexão, de choque, o simples ato de mostrar uma realidade que existe, mas que fingimos não existir, o extremo do extremo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-hoGDLmn_2fw/ToIhZITZJVI/AAAAAAAAArs/PPAWW9K5cuc/s1600/TrasElCristal3.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 193px; height: 279px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-hoGDLmn_2fw/ToIhZITZJVI/AAAAAAAAArs/PPAWW9K5cuc/s320/TrasElCristal3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657120797540033874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É o caso do filme espanhol &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tras el Cristal&lt;/span&gt;, de 1975, que inverte conceitos e se torna moralmente ambíguo e um tanto perturbador. Proibido em alguns países, como a Austrália, somos apresentados a um show de perversidade, que mesmo sem nada absolutamente explícito é um exercício cinematográfico de depravação humana. No enredo, um ex-médico nazista e pedófilo sente-se culpado após torturar e assassinar sua última vítima e se joga de um telhado. Anos mais tarde, confinado em um pulmão de aço (licença poética), aceita como enfermeiro um garoto, Angelo, que também foi uma de suas vítimas no passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí começa uma tortura psicológica em que num primeiro momento pensamos se tratar de uma vingança. Mas não, Angelo deseja ser igual aquele que lhe atingiu de forma tão monstruosa. Com cenas muito fortes, e mergulhando no horror da pedofilia e dos experimentos nazistas com crianças, Tras el Cristal é repugnante, mas exerce um certo fascínio. Talvez pela ótima produção (mesmo com tão pouco) e excelentes e convincentes atuações. É difícil não demonstrar reações a loucura de Angelo (que toma conta aos poucos das telas), da angústia na morte das crianças, e acima de tudo de seu nervoso final, que nos faz questionar o sentido de tudo aquilo. Faz sentido? Talvez numa realidade que não pertence a nós, uma realidade de tão poucos, que de fato, o horror de Tras el Cristal não pode ser compreendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, para ir no máximo da depravação humana através da contrapartida do mal, nenhum filme é mais ideal para esse exemplo do que aquele que é considerado até hoje o filme mais chocante de todos os tempos, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Saló o le 120 giornate di Sodoma&lt;/span&gt;. De fato, o nazismo e o fascismo (tema extremamente abusado até hoje) nunca foi tão bem representado como através dessa ideia de Pier Pasoline em compará-lo a obra do Marques de Sade, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os 120 dias de Sodoma&lt;/span&gt;. Mas só porque a ideia de comparação é válida, não significa que em algum momento que esse filme seja tragável.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-iwE-6mSCJYw/ToIiCpEvy3I/AAAAAAAAAr0/_cYHsqSWeXs/s1600/salo_insl.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 176px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-iwE-6mSCJYw/ToIiCpEvy3I/AAAAAAAAAr0/_cYHsqSWeXs/s320/salo_insl.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657121510711610226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No filme (e seguindo a linha básica da obra literária), quatro poderosos homens, o Duque representando a nobreza, o Bispo a igreja, o Presidente como personificação do poder político e o Magistrado como a corrupção e a parcialidade da justiça, sequestram 16 jovens e os fecham numa mansão para realizar todas as suas fantasias mais perversas e aterradoras divididas em três momentos, o Círculo das Taras, o Círculo da Merda e o Círculo do Sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio, Saló é visto em superficialidade e se demonstra nojento, repulsivo e horrível. E é! O sexo é retratado como castigo, não como prazer, existe o tempo todo, mas é vazio. Temos a cena de um garoto metralhado porque tentou fugir, em uma cena, um dos senhores solta sua merda no chão e obriga uma das confinadas a comer o excremento com uma colher, e quando chegamos a terceira parte, o sangue começa a ser derramado cruelmente. Não é como um filme de terror moderno que você QUER ver as mortes (oi, Premonição), você fica desesperado, você quer que aqueles jovens fujam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E talvez esse seja o maior terror de Saló, não a questão das taras, da imoralidade, mas o poder que esse filme tem de nos remeter desesperança. A humanidade não deu muito certo. Existe uma cena interessante em Saló, onde os jovens com medo e desejando sair daquilo, começam a entregar delitos um do outro, em um efeito bola de neve, ate culminar em um assassinato. Talvez essa seja o momento mais duro do filme. O “bem” não sendo sucumbido pelo “mal”, mas assimilando-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não, eu não assisti &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Serbian Movie&lt;/span&gt;. Não tive coragem. Pior, não me senti atraído, como me senti por tanto tempo com Saló ate ter coragem de vê-lo. Li tudo que pude sobre Serbian Movie, e a conclusão que cheguei é que se um filme deseja usar horror e depravação extrema sem sentido, ele realmente não merece ser visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-eVWBsT-nmLc/ToIi1UcfqyI/AAAAAAAAAsE/cp-WadX8We8/s1600/martyrs.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 186px; height: 247px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-eVWBsT-nmLc/ToIi1UcfqyI/AAAAAAAAAsE/cp-WadX8We8/s320/martyrs.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657122381347400482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mas eu assisti &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Martys&lt;/span&gt; e esse filme mexeu comigo mais que todos os outros citados. Formado por duas partes quase distintas, mas que se unem magistralmente através de uma sequência de cenas perturbadoras, esse horror gore francês é simplesmente... incrível. O filme é todo angustiante, e só piora ate seu final que mistura uma complexidade de sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil falar a sinopse sem falar demais. A história baseia-se na vida da menina Lucie, vítima de violência de forma bizarra, que conseguiu fugir de seu cativeiro. Tenta superar seu terror, porém, 15 anos mais tarde, Lucie está totalmente fora de controlo e procura por vingança que acredita ter conseguido, arrastando sua melhor amiga Anna para uma carnificina. E é então quando nos convencemos que o filme fala apenas de vingança, que temos uma revolta impressionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, Anna se vê envolvida num jogo de terror, onde os limites da ética e do respeito humano são completamente desrespeitados em busca de uma resposta para uma pergunta que deveria se manter irrespondida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terço final de Martys é carregado e muito desconfortável. É impossível se manter indiferente. Para piorar, o filme exala tristeza e impotência. Seu momento final não leva a conclusão alguma, apenas de que os princípios da natureza humana podem não passar de uma massinha de modelar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes como Tras el Cristal, Saló e Martys são para a maioria das pessoas impossíveis de compreensão comum e para um punhado de outras, apenas um retrato da fetichização da violência ou da perversidade. Foi Witold Gombrowicz, quem disse que “A arte perturba os satisfeitos e satisfaz os perturbados”. Creio que ele tenha sido um tanto infeliz em sua colocação, mas não de todo errado. Não é ser perturbado aquele que procura entender um pouco mais dos limites daquilo que é incompreensível, isso simplesmente esta na nossa natureza, é a decisão de cada um decidir como isso será feito, mesmo que através da violência e da perversidade.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-6Ddy-fhylCA/ToIiKFSBvhI/AAAAAAAAAr8/4MpZ-e8ae3M/s1600/martyrs%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 193px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-6Ddy-fhylCA/ToIiKFSBvhI/AAAAAAAAAr8/4MpZ-e8ae3M/s320/martyrs%2B2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657121638542589458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-7832595281925402132?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/7832595281925402132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=7832595281925402132&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/7832595281925402132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/7832595281925402132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2011/09/ninguem-e-exatamente-bom-ninguem-e.html' title='Ninguém é exatamente bom, ninguém é exatamente mau... ou não!'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-GtZf1gmjzpg/ToIhSg-oNXI/AAAAAAAAArk/lli0dnavbVg/s72-c/onibus%2B174.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-670823431134171125</id><published>2011-08-16T14:01:00.000-07:00</published><updated>2011-08-16T14:27:27.316-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='séries'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='questionamentos'/><title type='text'>Entre o fruto da vida e o do conhecimento</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-Z9EkkatuYlU/TkrfmJAWeQI/AAAAAAAAArE/IMvhXGEByzg/s1600/arvore%2Bda%2Bvida.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 237px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Z9EkkatuYlU/TkrfmJAWeQI/AAAAAAAAArE/IMvhXGEByzg/s320/arvore%2Bda%2Bvida.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641567329580382466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fui acometido bem recentemente por algum tipo de doença que definitivamente só poderia: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a)&lt;/span&gt;virar um episódio de&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; House&lt;/span&gt;, ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;b)&lt;/span&gt;um episódio (sim, eu ando assistindo bastante séries) daquele &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Doenças &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Desconhecidas&lt;/span&gt; (eu acho que é esse o nome). Sem querer ser melodramático, mesmo porque eu sou extremamente orgulhoso, foi um período bem difícil, que se assemelhou aos dois momentos em que tive que realizar cirurgias toráxicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, foram exatos 29 dias de absurda dor crônica, idas e vindas aos hospitais, as clínicas, exames de alta e baixa complexidade, lágrimas em excesso e no fim, quando as coisas começaram a melhorar, não foi porque a doença foi detectada ou comecei algum tratamento certeiro, mas porque as coisas sozinhas resolveram “se ajeitar”. Junte isso a um hipermetabolismo ferrenho e em pouco menos de um mês e meio, perdi sagrados 6kg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para um cara vaidoso e assumidamente vendido a ditadura da beleza, minha auto estima caiu pra zero em uma velocidade gigantesca. Mais do que minha saúde, a doença (seja ela qual for) levou meu bem estar mental. E levando em consideração que eu sou praticante de fitness (embora não pareça), esse golpe foi ainda mais doloroso, pois foi ver um trabalho de desenvolvimento físico de mais de dois anos jogado pelo ralo. E por causa disso, a cabeça ficou vazia, e a oficina do diabo começou a funcionar. Mergulhei em puro abatimento e só através de um longo processo que estou realmente saindo disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendo parte desse momento que passo, o vídeo abaixo é de longe o mais emocionante que eu assisti na vida desde a fundação da era &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Youtube&lt;/span&gt;. Eu recomendaria assisti-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/17jymDn0W6U" allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Universo Conhecido&lt;/span&gt; é o mapa mais preciso de dimensões do nosso universo (é impossível realizar observações telescópicas pelas laterais da nossa galáxia, dai a forma de ampulheta). A animação feita pelo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Museu Natural de História Americana &lt;/span&gt;revela que nosso planeta é apenas uma poeira cósmica perto da grandeza de um universo finito, mas em eterna expansão. É magnifico sair da Terra e poder chegar até os quasares (os mais distantes objetos dentro do universo), e de fato, essa viagem possivelmente nunca será possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vídeo, mais do que fascinante, é reflexivo. Se o universo é tão infinitamente gigantesco, qual o papel de nossas existências dentro dele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anime japonês &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cavaleiros do Zodíaco&lt;/span&gt;, um dos maiores &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-UaP_HUineC0/Tkrfton6ANI/AAAAAAAAArM/qE7QA49FRLs/s1600/shaka.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 192px; height: 263px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-UaP_HUineC0/Tkrfton6ANI/AAAAAAAAArM/qE7QA49FRLs/s320/shaka.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641567458326872274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;sucessos pops dos anos 90, tem um personagem que reflete acerca disso. O cavaleiro da casa de ouro, Shaka de Virgem, antes de sua morte questiona, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“As flores nascem, depois murcham. As estrelas brilham, mas algum dia se extin&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;guem. Esta terra, o sol e ate mesmo o grande universo, algum dia serão destruídos. Comparado a isto, a vida do homem&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; não passa de um simples piscar de olhos de Deus. Nesse pouco tempo, as pessoas nascem, riem, choram, lutam, são feridas, sentem alegria, tristeza, odeiam alguém, amam alguém... Tudo em um só momento. E depois são abraçadas por um sono eterno chamado: morte”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um grande apaixonado pela astrofísica. Queria ter talento para a coisa, mas definitivamente não foi o que aconteceu, então virei jornalista, outra paixão. Por isso junto essa admiração pelo universo e os questionamentos que surgem ao contemplá-lo, e por natureza da humanidade, meu maior desejo e chegar aos seus limites, os limites do cosmo e os limites da vida e da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, porque a morte assusta até o mais devoto crente acerca do paraíso da eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é disso que trata justamente um dos filmes mais incríveis de toda minha vida de cinéfilo, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fonte da Vid&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a&lt;/span&gt;, que eu particularmente considero a obra máxima de Darren Aronofsky, antes dele se tornar o popzinho do momento por causa do drama &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cisne Negro&lt;/span&gt;. Diferente dos romances e filmes padrões, esse deve ser evitado principalmente por aqueles que gostam de ter todas as respostas de um filme e, principalmente, não conseguem se sentir confortáveis acerca de questionar sua própria existência, uma capacidade única apenas do cinema de excelente qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-yrBu6UbrSYg/Tkrf8UIze5I/AAAAAAAAArU/JS_bPNSydf0/s1600/fonte%2Bda%2Bvida.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 202px; height: 287px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-yrBu6UbrSYg/Tkrf8UIze5I/AAAAAAAAArU/JS_bPNSydf0/s320/fonte%2Bda%2Bvida.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641567710525750162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na trama, Hugh Jackman (na melhor atuação de sua carreira) é Tommy Creo, um cientista que está em busca da cura do câncer. A beira de um colapso, a descoberta é urgente e de questão pessoal, já que Izzi (Rachel Weisz, talentosíssima e tão bela, que enche a tela de luz), sua esposa, esta morrendo com um tumor cerebral. A chance de sucesso em seus primatas experimentais chega justamente quando sua equipe experimenta a amostra de uma árvore singular das selvas do Peru. A planta pode ser a cura que ele tanto busca, porém, se revela mais do que isso. Numa outra parte, Izzi escreve um livro sobre um conquistador (também interpretado por Jackman) que viaja para o Novo Mundo em busca da Árvore da Vida a pedido da rainha Isabel (também interpretada por Weisz). A terceira parte da história (e particularmente a mais brilhante representação artística do universo já feita) é passada no futuro, quando o cientista (ainda Jackman) viaja pelo espaço em uma bolha com um único objetivo: conquistar a vida eterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Complicado? Muito! Juntar o quebra cabeça que é Fonte da Vida não é tarefa das mais simples. Mas se entregar ao filme é uma experiência sem tamanho. A emoção transborda, a beleza invade e questionamentos propositalmente vagos ficam em nossa cabeça. Apenas o presente esta acontecendo, o passado e o futuro da trama são metafóricos e existem pra preencher lacunas e nos enlouquecer, pois no fim, as três realmente podem ter uma linearidade, e a poesia do filme existe justamente em nos dar essa opção e ao mesmo tempo nos tirá-la, enquanto sorri e diz: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Peguei você”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o amor que move o filme inteiro. E o medo. É o amor que move Tommy por Izzi, além do medo de perdê-la, o medo de não ter mais sentido em sua vida, e o medo de não poder superar a morte. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“A morte é apenas uma doença, e como qualquer doença, tem uma cura”&lt;/span&gt;, grita Tommy em seu mais profundo desespero. É a Árvore da Vida a cura, a mesma árvore que Deus colocou um anjo protegendo depois que expulsou Adão e Eva do Paraíso por terem comido da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, Tommy acredita que é a Árvore da Vida a ponte para a resolução de seu grande desafio. Mas é então que ele se vê mais uma vez questionado, assim como Adão e Eva, de experimentar o fruto proibido, o fruto do conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, porque Deus disse para comermos apenas do fruto da Árvore da Vida para assim sermos imortais e nos proibiu do fruto da Árvore do Conhecimento. Mas é quando somos confrontados sobre a nossa própria existência e o significado da vida e da morte dentro de um Universo que nunca conheceremos por inteiro, que notamos que realmente, tanto faz se fossemos Adão ou Eva, essa desobediência, teria que acontecer sim um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois assim como toda essa história, talvez a vida não passe de uma grande metáfora do próprio universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-YBfoeW9Eato/TkrgAUydEII/AAAAAAAAArc/T4lAqEStXL8/s1600/together.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-YBfoeW9Eato/TkrgAUydEII/AAAAAAAAArc/T4lAqEStXL8/s320/together.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641567779419918466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 102); font-style: italic;font-size:78%;" &gt;- Together, we will leave forever&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-670823431134171125?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/670823431134171125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=670823431134171125&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/670823431134171125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/670823431134171125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2011/08/entre-o-fruto-da-vida-e-o-do.html' title='Entre o fruto da vida e o do conhecimento'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Z9EkkatuYlU/TkrfmJAWeQI/AAAAAAAAArE/IMvhXGEByzg/s72-c/arvore%2Bda%2Bvida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-7425214785728048222</id><published>2011-05-13T12:48:00.000-07:00</published><updated>2011-05-13T12:51:57.420-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Devaneios'/><title type='text'>Sobre conversas na beira da porta...</title><content type='html'>Ela parou com a mala. De frente para a porta, de costas para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eu te amo, mas só amor nunca é o suficiente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sentava de frente para ela. De frente para a porta. Mas não olhava para nenhum dos dois. Olhava para o chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Nunca é.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela colocou a mão na maçaneta, mas não a girou. Encostou a testa na porta.&lt;br /&gt;Ficaria com a marca do olho mágico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O meu medo nunca foi ficar sozinha. O meu maior medo sempre foi o de&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; amar e me tornar só por causa disso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele começou a arrancar a cutícula do canto da unha. Um tique nervoso. Em breve estaria sangrando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O meu medo sempre foi o de ficar só.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eu sei. É por isso que eu estou te deixando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Quer que eu te valorize te perdendo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não, eu quero que você só me valorize.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eu te amo muito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não quero que você me ame muito, eu quero que você só me ame.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Existe diferença?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Se não existisse, eu não estaria partindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tirou a testa da porta. Mas também largou a maçaneta. Começou a amarrar o&lt;br /&gt;cabelo num rabo de cavalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele finalmente olhou para ela. Largou o dedo sangrando. Ajeitou os óculos sobre&lt;br /&gt;o nariz que caiam. E suspirou alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Acho que amor também é isso. É essa capacidade de poder fazer facilmente alguém sofrer. Você não me amaria, se eu não pudesse&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; machucá-la.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Exato! Você é minha maior força...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E sua maior fraqueza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns segundos de silêncio. Ela deixa de encarar a porta e passa a encará-lo por trás das lentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E eu sou capaz de lhe fazer sofrer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Se você passar por essa porta sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela abre a porta. Pega a mala pela alça. Dá cinco passos em direção ao corredor. Larga a mala e vira para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E agora?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Meu coração está dilacerado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela segura novamente a mala. Volta para o apartamento. Tranca a porta. Vem em sua direção e o beija na testa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Então eu já posso voltar.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-7425214785728048222?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/7425214785728048222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=7425214785728048222&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/7425214785728048222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/7425214785728048222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2011/05/sobre-conversas-na-beira-da-porta.html' title='Sobre conversas na beira da porta...'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-1728241552539725881</id><published>2011-02-17T11:02:00.000-08:00</published><updated>2011-02-17T11:14:09.877-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Eu realmente preferia que os heróis dos outros morressem de overdose</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-XIYT3YK__XU/TV1xmO3HAWI/AAAAAAAAAqc/PQlJZA7rmS0/s1600/chris-evans.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-XIYT3YK__XU/TV1xmO3HAWI/AAAAAAAAAqc/PQlJZA7rmS0/s320/chris-evans.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574736815392751970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;Alow Capitão América, me diz quais foram os anabolizantes que tu tomou que eu tomo também&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-TvPhHKJ0yzI/TV1xf4jWpDI/AAAAAAAAAqU/xY7HalhAoNI/s1600/chris-evans.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;Em 2011, três filmes de super heróis são extremamente aguardados pela minha pessoa:&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Capitão América, Thor &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lanterna Verde&lt;/span&gt;. Por que eu sou fã dos três? Claro que não, acho o trio uma droga. Mas porque desde o início dos anos 2000 que o cinema não se foca mais nos heróis adultos, nos personagens que são machos alfas, homens formados de corpo e de mente. De fato, meu interesse no trio de filmes é: qual será seu impacto na indústria pop?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas tem também &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Homem Aranha 4&lt;/span&gt; (com o pratagonista mais esquálido e sem graça possível para o recomeço da franquia), o novo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Crepúsculo&lt;/span&gt; e o último &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Harry Poter&lt;/span&gt;. Resumindo, temos o time dos adultos (Thor, Capitão América e Lanterna Verde), contra o time dos menininhos (Homem Aranha, Harry Potter e Edward/Jacob). A verdade é que em tempos onde a aburrecenscialização (a palavra é minha, mistura de: adolescência com burrice e transformação) da cultura pop esta cada dia mais intensa, essa é uma luta quase injusta para os adultos. De fato, é o pensamento massificado da adolescência que tem batido o martelo do que a cultura pop deve seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu tenho lá minhas esperanças...&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-OyurQx1-3ic/TV1xtO1BjfI/AAAAAAAAAqk/OFKaAxbB9Hg/s1600/ironman.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 216px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-OyurQx1-3ic/TV1xtO1BjfI/AAAAAAAAAqk/OFKaAxbB9Hg/s320/ironman.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574736935643090418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Homem de Ferro &lt;/span&gt;foi lançado em 2008 e seu sucesso foi tão grande que definitivamente nem mesmo a Marvel estava esperando tanto. A consequência foi à produção em ritmo acelerado de uma continuação que estreou em 2010. Homem de Ferro se torna então um marco por conseguir voltar o foco das mentes humanas ocidentais para os super heróis adultos, saindo do processo de transformar tudo em versão aburrecente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem tudo são flores. Vale lembrar que aproveitando o sucesso do Homem de Ferro, um novo desenho animado da série foi produzido e Tony Stark virou...  um garotinho. Aliás, esse desenho é bem ruim, depressivo mesmo, não consegui assistir mais que um episódio, e apenas uma criança retardada realmente se sentiu atraída por aquilo, além de um desrespeito com o próprio renascimento da franquia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não podemos falar em desrespeito histórico sem falar na maior humilhação da cultura pop até hoje: o sucesso descontrolado da saga &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Crepúsculo&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Filme 1: &lt;/span&gt;vampiros vegetarianos vivem numa cidade isolada no cu do mundo, chega uma adolescente irritante e o vampiro hepático se apaixona por ela, e nem beijar na boca do menino ela pode. Pra piorar, surge um grupo de vampiros do mal igual o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Black Eyed Peas&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-uhQ8EaIh5wk/TV1x3buT0QI/AAAAAAAAAqs/ai9E2sFbapQ/s1600/JACOB-VS-EDWARD-.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 215px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-uhQ8EaIh5wk/TV1x3buT0QI/AAAAAAAAAqs/ai9E2sFbapQ/s320/JACOB-VS-EDWARD-.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574737110903279874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Filme 2:&lt;/span&gt; o vampiro que não consegue nem beijar na boca porque fica na dúvida &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“dô ou num dô”&lt;/span&gt; faz a loka e corre pras montanhas. Pra consolar o cão da menina fica o lobinho, cara de pedreiro, corpo de ato pornô gay e sem camisa em 9 de cada 10 cenas. A menina corre até o vampiro na Itália e antes de ficarem juntos a gente tem uma puta cena ridícula de cristais Swarovski. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Filme 3:&lt;/span&gt; a menina vira a puta da história, pronto, cabô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda vem mais dois por aí, heim... A saga Crepúsculo é tão ruim que nem a paródia &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os Vampiros que se Mordam&lt;/span&gt; é boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu defendo que a culpa da cultuada história vampírica ter se tornando isso que se tornou é da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Anne Rice&lt;/span&gt;. Ela que passou o vampirismo do ocultismo e do demoníaco para o glamuroso, o fascinante. Antes as crianças tinham medo de vampiros, hoje elas querem ser um. E não estou nem falando de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Entrevista Com o Vampiro&lt;/span&gt; e o (fatídico) &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Rainha dos Condenados&lt;/span&gt;. Há coisa bem mais punks como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Vampiro Armand&lt;/span&gt; que é viadagem demais até pra mim. Após Anne Rice tivemos isso então: um boom da modificação quase que completa da secular lenda vampírica até chegarmos ao ponto que nem o sol os mata (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vampire Diaries&lt;/span&gt; também tem isso, além de sempre que o vampiro entra em cena é gasto todo o estoque de gelo seco de Hollywood pra fazer a aparição).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o meio dos anos 80 todos os super heróis eram adultos e possuíam forte conceitos de honra e valor. Hoje viraram um bando de adolescentizinhos egoístas que dificilmente passam boas lições para a garotada. Vide &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ben 10&lt;/span&gt;, mesmo que ele tenha crescido.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-C_gOPO8RgIo/TV1x91UdE3I/AAAAAAAAAq0/TVReCVgJ0I0/s1600/daybreakers-poster-472x700.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 216px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-C_gOPO8RgIo/TV1x91UdE3I/AAAAAAAAAq0/TVReCVgJ0I0/s320/daybreakers-poster-472x700.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574737220853371762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas nem tudo está perdido. Hilariamente, um dos filmes mais legais que assisti no ano passado foi &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Daybreakers&lt;/span&gt;. Como seria uma sociedade onde todos são vampiros? Inclusive as crianças? Aliás, cena que diz “se você é fã de Crepúsculo, caia fora”, é justamente a que um grupo de crianças vampiros estão reunidas fumando, afinal, fazem mais de 10 anos da epidemia vampírica, são adultos, em corpos de crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ed Dalton (Ethan Hawke), que trabalha para a corporação agrícola de sangue humano, é responsável pelo desenvolvimento de um novo substituto do sangue, pois o sangue humano neste momento é escasso. Todos trabalham de noite, é claro, os carros são equipados com janelas de bloquear os raios ultravioleta, alarmes indicam nascer do Sol, teor de UVA… e por aí vai, bem criativo… É a partir dai que os escassos (e caçadíssimos) humanos descobrem uma possível cura para o vampirismo. Porém, se a imortalidade é considerada um presente, um milagre, mesmo sem sangue, um vampiro gostaria de ser humano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é perfeito. O ritmo é bem lento, algumas tramas paralelas são chatas. Salvam cenas de ação fantásticas, inclusive a carnificina cíclica de soldados e a atuação sempre ótima de Sam Neill, o grande vilão. Porém, mais do que um bom filme, Daybreakers é uma aula de sociologia. É uma lição, uma moral, gera questionamentos acerca de sociedade, humanidade e (mesmo impossível) imortalidade... coisa que definitivamente um Crepúsculo da vida não levanta, muito menos o Ben 10.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-1728241552539725881?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/1728241552539725881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=1728241552539725881&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/1728241552539725881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/1728241552539725881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2011/02/eu-realmente-preferia-que-os-herois-dos.html' title='Eu realmente preferia que os heróis dos outros morressem de overdose'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-XIYT3YK__XU/TV1xmO3HAWI/AAAAAAAAAqc/PQlJZA7rmS0/s72-c/chris-evans.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-8931783842862296161</id><published>2010-12-23T10:44:00.000-08:00</published><updated>2010-12-23T16:21:38.666-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Os 10 melhores filmes de 2010 que você NÃO assistiu</title><content type='html'>Pelo segundo ano consecutivo (embora possua três edições), o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fala Consciência&lt;/span&gt; encerra sua temporada com a tradicional lista dos 10 melhores filmes do ano que você na verdade NÃO assistiu. O post nada mais é do que uma brincadeira e ao mesmo tempo uma forma de mostrar filmes que não tiveram muito sucesso ou destaque no ano, mas que na verdade não deveriam deixar de ser assistidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2010, o cinema continuou fraco de idéias em suas veias mais alternativas. De fato, alguns dos filmes mais interessantes do ano como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Origem, Scott Pilgrim&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Rede Social&lt;/span&gt; são superproduções, derrotando os diretores e roteiristas mais alternativos que costumam lançar obras mais complexas e reflexivas. Talvez por isso a lista desse ano tenha sido tão difícil de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante, vocês provavelmente podem ter assistido até três dos filmes indicados, o que é uma vergonha pra mim que costumo produzir a lista com filmes que eu acho que ninguém mais por aqui assistiu. A maior surpresa fica por conta de pela primeira vez termos um filme nacional, um argentino e um japonês, além de três produções de orçamento considerável, duas delas tendo atores famosos, o que até descaracteriza a ideia original, mas como eu disse, foi difícil. Ainda assim, divirtam-se, comentem e me digam quais vocês já assistiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Obs: nem todos os filmes citados foram&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; produzidos e lançados em seus países de origem em 2010, mas a repercussão internacional e principalmente dentro do Brasil, foi esse ano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TROrtLh64yI/AAAAAAAAAo8/YtzWHTtlcWc/s1600/mr_nobody.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 142px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TROrtLh64yI/AAAAAAAAAo8/YtzWHTtlcWc/s200/mr_nobody.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553971558155477794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10º &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lugar: Mister Nobody (Mr. Nobody – Aleman&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ha, Bélgica, Canadá, França)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Existem filmes que tem tudo para ser um desastre. É o caso de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mr. Nobody&lt;/span&gt;, que possui Jared Leto como um de seus protagonistas, simplesmente um dos piores atores/cantores do mundo ocidental. O impressionante, é que o filme sobrevive a isso. Mais do que sobrevive, assistir Mr. Nobody te dá uma sensação parecida com a do filme, a de que o tempo não faz mais sentido e a relatividade se torna não uma questão da física, mas pessoal. Arrepiante é a premissa dessa obra: e se você pudesse reviver em várias vidas todas as grandes escolhas que o destino te obriga fazer? E se ao invés de escolher um caminho, você pudesse viver todos eles? Num futuro onde a imortalidade chegou para todos, menos Mr. Nobody, que espera o fim tentando lembrar quem ele realmente foi, o prazer da vida está justamente no fato de podermos fechar nosso ciclo de existência, pois Mr. Nobody prova que só através da morte alcançamos a verdadeira imortalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;9º Lugar: Pandorum (Pandorum – EUA, Alemanha)&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TROrzell-II/AAAAAAAAApE/QhK0fwvgPcA/s1600/pandorum.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 135px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TROrzell-II/AAAAAAAAApE/QhK0fwvgPcA/s200/pandorum.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553971666350372994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Todo, eu disse TODO, filme de ficção científica tem um único objetivo na cabeça de seu diretor: ser o novo&lt;span style="font-style: italic;"&gt; 2&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;001 - Uma Odisséia no Espaço&lt;/span&gt;. E lógico, nenhum até hoje conseguiu nem chegar perto disso. Para a sorte de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pandorum&lt;/span&gt;, mesmo tentando ser 2001, ele consegue apenas ser parecido com outro bom filme de ficção científica: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alien - O 8° Passageiro&lt;/span&gt;. O filme começa muito bem. Na história, dois membros da tripulação de uma gigantesca espaçonave despertam sem lembranças de como chegaram ali, quem são ou quanto tempo dormiram em câmaras de hibernação. A medida que eles descobrem se tratar de uma nave de colonização, já que a Terra foi extinta, a coisa se torna complicada com a existência de uma raça alienígena que se alimenta dos humanos em hibernação. Os defeitos de Pandorum estão em seu recheio, mesmo com as ótimas atuações dos dois protagonistas a trama se perde um pouco. Mas o visual claustrofóbico e o terror de imaginar a situação, além de seu ótimo final, o colocam num bom patamar do gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TROr5DYs1gI/AAAAAAAAApM/_hTLd5e8WlI/s1600/pecado-da-carne05.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 142px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TROr5DYs1gI/AAAAAAAAApM/_hTLd5e8WlI/s200/pecado-da-carne05.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553971762127754754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;8º Lugar: Pecado da Carne (Einaym Pkuhot – Israel)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Peca&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;do da Carne&lt;/span&gt; só pode ser considerado a versão judaica do ótimo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Brockeback Mountain&lt;/span&gt;. E sem ser tão bom, o que já compromete o filme. Mas então por que o destaque? Simples, ele viaja por uma Israel que nem seu cinema, tão engajado em mostrar uma sociedade israelense moderninha, paz e amor, gosta de revelar. Esse é o motivo por exemplo de eu não gostar de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Bolha&lt;/span&gt; (que junto com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Delicada Atração &lt;/span&gt;e&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Antarctica&lt;/span&gt; coloca Israel num interessante patamar de filmes gays mesmo num país ultra conservador). Sua história gira em torno de Aaron Fleishman (Zohar Shtrauss), cujo pai morreu recentemente, deixando-lhe como herança um açougue. Casado, pai de quatro filhos, Aaron resolve abrigar, num quartinho do açougue, um jovem estudante chamado Ezri (Ran Danker). O jovem é famoso no bairro por ser bem rodadinho, e nasce um sentimento bem quente entre os dois. De fato, a péssima tradução do título faz juz ao filme em si, a relação dos dois homens é mais carnal do que sentimental, deixando claro que nem mesmo os dogmas da sociedade mais arcaica de Israel é capaz de lutar contra a natureza do homem. Uma verdeira viagem por um lado complicado de uma sociedade tão castigada pelas grandes mudanças do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7º Lugar: O Signo da Cidade (Brasil)&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TROr-ZnEJYI/AAAAAAAAApU/aoJz1-HDDE8/s1600/signo%2Bda%2Bcidade.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 151px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TROr-ZnEJYI/AAAAAAAAApU/aoJz1-HDDE8/s200/signo%2Bda%2Bcidade.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553971853992928642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se tem um filme que até hoje eu não aceito que tenha levado o Oscar de Melhor Filme, esse é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Crash&lt;/span&gt;. Ele que já era um filho bastardo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Magnólia&lt;/span&gt; acabou gerando uma outra dezena de bastardinhos e o nacional &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Signo da Cidade é um deles&lt;/span&gt;. Mas ta aí, gostei desse filme. O drama mostra a cidade de São Paulo, que na verdade acaba sendo sua personagem principal e completa a minha teoria de que a cidade em si é como uma grande (não levem a mal) prostituta. Atraente, perigosa e fascinante. Com fotografia quase totalmente noturna, não embeleza Sampa, mas revela um fascínio. E no meio disso uma leva de personagens perdidos tentando se encontrar num universo tão grande onde reina a impessoalidade. Os diálogos são bons, os personagens são interessantes (menos o casal suicida, completamente irritante), mas é o fato de que suas histórias realmente podem estar acontecendo agora nessa cidade, uma das maiores do planeta, que mais nos atrai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TROsEBnB20I/AAAAAAAAApc/cuDYLdWGZRA/s1600/The_Human_Centipede_1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 134px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TROsEBnB20I/AAAAAAAAApc/cuDYLdWGZRA/s200/The_Human_Centipede_1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553971950629542722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6º Lugar: A Centopéia Humana (The Human Cent&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ipede: First Sequence – Holanda e Reino Unido)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Depois de assistir &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Centopéia Humana&lt;/span&gt;, eu passei algumas noites demorando pra conseguir dormir, não porque estava aterrorizado com o filme, mas porque seu exercício cinematográfico é simplesmente... sublime! Odiado por onde passou, esse filme que adquiriu status de cult underground é o resultado de uma ideia doentia sendo levada muito a sério. A principio, todos imaginavam a mesma coisa do filme, toneladas de nojeira, sangue e escatologia. Foque absoluto no sadismo e um roteiro fraquíssimo. E não é bem isso! Na trama, um cientista louco cujo sonho (ou pesadelo?) é criar uma nova forma de vida ligando três pessoas para gerar uma única criatura, usa duas turistas americanas e um japonês com problemas mentais. E... ele consegue. O interessante é que ACH é em sua primeira metade um verdadeiro clichê de filmes de terror, captura, perseguição, foco no vilão e a obviedade de que as vítimas não irão escapar. Depois o filme se torna o que é exatamente por sua ideia original vendida no título. Junte isso ao fato do filme não ser gore e temos uma produção enxuta, angustiante, que vai mexer com todas as suas emoções explicitando um horror inimaginável. Temos aqui também um dos maiores vilões da história do cinema de horror e um final impressionante que, isso sim, vai te tirar algumas noites de sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5º Lugar: O Segredo dos Seus Olhos (El Secreto de Sus Ojos  - Argentina e Espanha)&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TROsKzVEhfI/AAAAAAAAApk/4zuUXLkFNnc/s1600/el-secreto-de-sus-ojos-cartel.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 140px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TROsKzVEhfI/AAAAAAAAApk/4zuUXLkFNnc/s200/el-secreto-de-sus-ojos-cartel.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553972067055207922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Existe uma lógica que não aceito questionamentos em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Segredo dos Seus Olhos:&lt;/span&gt; o roteiro parece ter sido escrito pelo John Grisham. Na trama, o aposentado Benjamín Espósito escolhe para tema de seu livro o caso criminal que mais marcou a sua carreira no Tribunal Penal de Buenos Aires, um estupro seguido de morte de uma jovem recém casada. Para ordenar as ideias, ele revê o homicídio que investigou em 1974 e termina repensando as decisões feitas no passado. Na primeira metade do filme somos engolidos por uma direção de arte e fotografia tão lindas que encantam os nossos olhos. Mas é a partir de um momento marcante, a fantástica tomada do estádio de futebol, que o filme toma um rumo que enche de orgulho saber que cinema arte de tamanha qualidade com toques contemporâneos foi feito na América do Sul. A trama policial passa a tomar um rumo de humanização lindo, tocante e por diversas vezes triste. Mas é em seu momento final (com uma revelação surpreendente) que assim como Espósito nos questionamos se ainda dá tempo de revertermos algumas das escolhas de nossas vidas, pois como diria um dos personagens da trama, "o homem pode mudar tudo, menos a sua paixão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TROtLq-g2XI/AAAAAAAAAps/E9XwA5Rjk9c/s1600/J%2Bai%2Btue%2Bma%2Bmere.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 147px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TROtLq-g2XI/AAAAAAAAAps/E9XwA5Rjk9c/s200/J%2Bai%2Btue%2Bma%2Bmere.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553973181504608626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4º Lugar: Eu Matei Minha Mãe (J'ai tué ma mère – Canadá)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Deve haver algo entre os diretores canadenses (deve ser a água que eles bebem) que faz com que sejam os melhores do mundo ao retratar o olhar cinematográfico sobre as instituições familiares. Não demais, alguns filmes como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;C.R.A.Z.Y&lt;/span&gt;. e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Primeiro Dia do Resto de Sua Vida&lt;/span&gt; são alguns dos melhores que assisti na vida. E embora &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu Matei Minha Mãe &lt;/span&gt;não entre para esse seleto time, ele entra fácil para lista dos melhores filmes a retratar justamente a família, esse elemento tão difícil de trabalhar em película. A obra traz o retrato de um dos maiores problemas da adolescência e que tantas vezes sai do controle, as dificuldades de se relacionar com os pais. Hubert (Xavier Dolan, que aos 17 anos escreveu, dirigiu e atuou esse filme) e sua mãe Chantale (Anne Dorval) vivem juntos de forma muito conturbada. Não há vilões aqui, há amor, mas ódio na mesma intensidade. Eu Matei Minha Mãe não é um retrato de um único lado. Hubert não discute com a mãe porque ela é a grande vilã e Chantale está ali tão perdida quanto o filho que criou sozinha. É um filme sobre incompreenção, mas retrata melhor ainda como compreendemos mal até aqueles que amamos. Além de chegarmos à conclusão de que mesmo quando queremos superar as distâncias, talvez o ideal seja aumentá-las.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;3º Lugar: Sede de Sangue (Ba&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;kjwi – Coréia do Sul)&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TROtbZqTsJI/AAAAAAAAAp0/Y9SQFXJXMHI/s1600/sede_de_sangue.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 164px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TROtbZqTsJI/AAAAAAAAAp0/Y9SQFXJXMHI/s200/sede_de_sangue.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553973451734364306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;I Am Cyborg, But That’s Ok&lt;/span&gt; pareceia ter levado Park Chan-wook a um caminho sem volta: o da rendição de seu estilo de produzir filmes aos mesmos moldes americanos. Felizmente, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sede de Sangue &lt;/span&gt;é seu pedido de desculpas para o mundo e um ‘chupa’ para a América. Essa obra sensacional não tem também um estilo, vai do drama ao humor negro em segundos, do macabro ao emocional, do gore ao clean. Nele, o padre Sang-hyeon (Song Kang-ho) é muito devoto de sua fé, mas também acredita na ciência e se submete a um experimento do qual poucos saem vivos. Ele reage mal, e quase morre, mas uma transfusão de sangue o traz de volta a vida. As pessoas começam a achar que ele é santo, mas Sang-hyeon na verdade se tornou um vampiro. É muito bacana ver os dilemas de Sang tentando resistir ao ímpeto de beber sangue humano, de respeitar a vida que ele tanto acredita ser sagrada. Já não bastasse isso, a política do diretor retoma a ideia de que todo homem está condenado a ruir na mão de uma mulher, até mesmo os vampiros. E é num relacionamento doentio entre o padre e a mulher cínica e dissimulada que ele passa a amar que temos aqui uma trama de fetichismo, uma verdadeira história vampírica oriental que deixaria Bram Stoker orgulhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TROtoa8begI/AAAAAAAAAp8/QNv1S6eYQ0M/s1600/The-Imaginarium-of-Doctor-Parnassus.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 135px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TROtoa8begI/AAAAAAAAAp8/QNv1S6eYQ0M/s200/The-Imaginarium-of-Doctor-Parnassus.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553973675417106946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2º Lugar: O Mundo Imaginário de Dr. Parnassus (The Imaginarium of Doctor Parnassus – França e Canadá)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O gênero cinematográfico da fantasia só existe por um único motivo: encantar. Não é o caso, por exemplo, do desastroso &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alice no País das Maravilhas&lt;/span&gt;, de Tim Burton, que pecou por achar que infantilidade, mais efeitos especiais e amadorismo salvariam seu filme. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Mundo Imaginário de Dr. Parnassus &lt;/span&gt;não só nos leva a uma viagem linda pelo mundo da fantasia, como nos convida a ir junto e prova que a fantasia quando se é adulto é ainda mais fascinante que quando criança. A questão é (e isso também é a premissa do filme): você é capaz de se entregar justamente aquilo que lhe faz bem? Nick (Tom Waits, o diabo) faz um pacto com Parnassus (Christopher Plummer): em troca da imortalidade, Parnassus promete ao Diabo a sua filha quando ela completar seus 16 anos. Mas Parnassus não acreditava que um dia teria um filho até que conhece e se apaixona por uma mulher, a mãe de Valentina (Lily Cole). Desesperado, Parnassus tenta uma última cartada para manter seu amor: conseguir cinco almas para ele antes do aniversário de Valentina, em três dias. Junte isso a aparição do misterioso Tony (Heath Ledger,&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;strong style="font-weight: normal;"&gt;Johnny Depp&lt;/strong&gt;, &lt;strong style="font-weight: normal;"&gt;Jude Law &lt;/strong&gt;e &lt;strong style="font-weight: normal;"&gt;Colin Farrel&lt;/strong&gt;), que embora ajude Parnassus, devemos sempre lembrar que foi colocado em seu caminho pelo próprio diabo e temos uma trama de reviravoltas elegantes. É no tal mundo imaginário que está a grande sacada do filme: quando você deixou de sonhar? Salvar a própria alma não é uma questão de se entregar ao pecado, mas deixar de viver se entregando as regras de uma sociedade que não deseja seu bem pessoal. Para tudo existem consequências, O Mundo Imaginário mostra que os covardes morrem idosos, mas os corajosos... bem, esses tem uma vida de incertezas, mas ainda assim, estão vivendo de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1º Lugar: Evangelion 2.0 – You Can (Not) Advance (ヱヴァンゲリヲン新劇場版:破 – &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TROtsa1R97I/AAAAAAAAAqE/WGYKYu-lqig/s1600/evangelion.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 141px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TROtsa1R97I/AAAAAAAAAqE/WGYKYu-lqig/s200/evangelion.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553973744106600370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Japão)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É revoltante eu colocar esse filme como o melhor filme (não) assistido de 2010. Pelo simples fato de que para realmente entender as 2h dessa fantástica produção japonesa é necessário um investimento gigantesco para aí sim chegar a Evangelion 2.0. Existe algo que sempre comprometeu Evangelion: a pressa. O autor tem grandes dificuldades em escrever a obra em mangá (um volume a cada dois anos estava sendo a média). Por causa disso, mas apostando em sua imensa qualidade, foi criada a série em anime, que adiantando parte da série em mangá, se tornou um marco sem precedentes da animação japonesa... se não fossem seus desastrosos dois últimos episódios. Resultado: alguns anos depois resolvem refazer o final, em filme. Sensacional, do caralho, de infartar qualquer fã... mas só a primeira metade. Mais alguns anos e resolvem agora refazer TUDO, do zero, em quatro filmes. E os fãs pensam: que saco! Felizmente, nós fomos presenteados. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;You Can (Not) Advance&lt;/span&gt; é então o segundo filme desse remake, um filme que leva essa cultuada série no mundo inteiro a algo completamente novo, misturando os elementos antigos da trama com novidades e uma nova complexidade sem limites. Apenas quem é fã de verdade vai entender. Quem não é fã e se arriscar a assistir vai apenas se sentir embelezado com a obra, seus efeitos (é uma animação), as batalhas dos mecas e os anjos e... boiar no resto. Para os fãs, é um resgate de uma história inesquecível sobre o fim dos tempos, mas maltratada, que pela primeira vez está tendo o tratamento que merece. Mais que isso, a recriação das identidades dos personagens Shinji, Asuka e Rei são envolventes, a nova personagem, que revela a preferência pelo lado desumano dos Evangelions (robôs construídos para lutar com os anjos encarregados pelo extermínio da vida na Terra) é a visível criação de uma anti heroína fascinante. E Kaworu... bem, Kaworu é um dos seres mais aclamados da série, sua cena sentado sobre seu próprio Evangelion na Lua é fascinante. Mas é em seu final após os créditos que Evangelion mostra para que realmente existe: para mostrar que somos seres não evoluídos, fracos, frágeis de coração e mente, menos de alma, essa sim, que pode se conectar a outros seres vivos e nos defender do fim de nossas próprias existencias, com seu brilho, também conhecido como Campo A.T.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-8931783842862296161?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/8931783842862296161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=8931783842862296161&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/8931783842862296161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/8931783842862296161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2010/12/os-10-melhores-filmes-de-2010-que-voce.html' title='Os 10 melhores filmes de 2010 que você NÃO assistiu'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TROrtLh64yI/AAAAAAAAAo8/YtzWHTtlcWc/s72-c/mr_nobody.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-8979522275897047300</id><published>2010-11-11T11:40:00.000-08:00</published><updated>2010-11-11T11:49:36.406-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='questionamentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Todos nós queremos ser jovens, pop’s e pós-modernos-contemporâneos para sempre</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TNxH04ENsVI/AAAAAAAAAoc/N5a44vIxurY/s1600/anos%2B90.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TNxH04ENsVI/AAAAAAAAAoc/N5a44vIxurY/s320/anos%2B90.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5538380615487697234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho uma raiva exagerada, quase um desprezo, por quem adora lembrar dos ícones anos 90. Música tema de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Carrossel&lt;/span&gt;, movimento de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hora de morfar&lt;/span&gt; dos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Power Rangers&lt;/span&gt;, tazos que vinham em chicletes, todas as falas de Paola Bratcho em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Usurpadora&lt;/span&gt;... Enfim, qualquer coisa que faça eu perceber que estou ficando velho, e que eu era um tosco. Pior, quando se trata das redes sociais (caralho de "redes sociais”, isso aqui não é o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fantástico&lt;/span&gt;), então, quando se trata de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;TWITTER&lt;/span&gt;, esse movimento vira uma praga, basta uma pessoa citar alguma coisa e pronto, lembranças de coisas velhas se espalham pior que carrapatos em cachorro não tosado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se para a minha geração, que foi criança nos anos 90, já existe um movimento de saudosismo tão grande, o que será que existe para aquela geração que foi criança nos anos 80 e que eu chamo carinhosamente de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Geração Kichute&lt;/span&gt;? Num mundo que não só tenta colocar na cabeça de todos que são os jovens que mandam nas tendências como realmente são os jovens que MANDAM, como se defender de um conjunto de filosofias pós-modernas-contemporâneas que sempre querem te ensinar o seu lugar se você já não é... &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“tão jovem assim”&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta pode até não ter uma resposta tão simples. Mesmo porque, é o tipo de resposta que aparece em atitudes, não me cabe listá-las, porém, e&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TNxH5WdlmbI/AAAAAAAAAok/1abAMEY-bMc/s1600/scott_pilgrim_vs_the_world_poster91.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 216px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TNxH5WdlmbI/AAAAAAAAAok/1abAMEY-bMc/s320/scott_pilgrim_vs_the_world_poster91.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5538380692366662066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;u faço questão de citar uma. Sim meus amigos, pois &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Scott Pilgrim Contra o Mundo&lt;/span&gt;, um dos filmes do ano, é um verdadeiro tapa na cara da sociedade-teenager-colorida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scott Pilgrim mostra que a vida acontece em fases, não as fases infância-adolescência-adulto, mas as fases de vídeo game mesmo, mas muito mais que um simples game, um game 8bits, um dos maiores símbolos da geração anos 80. Na trama, Scott Pilgrim, guitarrista de uma banda baita ruim e que sofre com o fim do último namoro há mais de um ano, conhece a ultra descolada Ramona, que passa a ser foco de uma paixão repentina, mas que ao conhecer a&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Liga d&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;os Ex-Namorados do Mal de Romona&lt;/span&gt;, começa a contestar sua paixão. Como nos videogames, cada ex-namorado é uma fase a ser superada, um inimigo a ser derrotado. E Como na realidade, cada memória do outro é uma bagagem a ser compreendida por Scott, não no sentindo de compreender somente Ramona, mas a si mesmo, a superar seus traumas e fraquezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não julgue Scott Pilgrim pela capa e pela produção. A história parece infantilizada, com os elementos de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Super Mario, Metroid, Street Fight&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;The Legend of Zelda&lt;/span&gt;, incluindo onomatopeias, recordatórios em quadro e influências de mangá. Mas temos aqui um épico 2.0, um trabalho cinematográfico de adaptação de linguagens fenomenais, e uma celebração a ícones esquecidos que inspiraram simplesmente todos os que temos hoje, junto a uma Geração Indefinida de jovens que comanda o mundo, tem um poder impressionante nas mãos e na verdade não dá muita importância a isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prova do que eu digo é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mini-documentário-não-tão-documentário-assim-padrão-Youtube &lt;/span&gt;chamado &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;We All Want to Be Young&lt;/span&gt;. O vídeo é o resultado de diversos estudos realizados pela &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;BOX1824&lt;/span&gt; nos últimos 5 anos, uma empresa de pesquisa especializada em tendências de comportamento e consumo. E sinceramente... esse vídeo é mais que um tapa, é um soco no estômago da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/16641689" width="400" frameborder="0" height="225"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção assinada Lena Maciel, Lucas Liedke e Rony Rodrigues tem muito a dizer em seus menos de 10 minutos. Aliás, o próprio formato é louvável. Vale imaginar que se fosse produzido no Brasil, esses 5 anos de estudos virariam no mínimo um livro de 500 páginas ou um vídeo de 1h30 que fariam todos dormirem. Aqui temos imagens reconhecíveis, trilha sonora agradabilíssima e um texto que a início parece bobo, mas que como tudo que faz sucesso na internet hoje em dia, traz uma série de reflexões em velocidade de metralhadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jovens da atualidade são o topo da pirâmide de influencias, uma geração global, netos da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Geração Baby Boomer&lt;/span&gt; e da filhos da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Geração X&lt;/span&gt;, aqueles que conquistaram o mundo e que só querem dançar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lisztomania&lt;/span&gt; em cima do telhado (ok, esse foi um toque bem pessoal). Uma geração única, que tem uma lista gigantesca de possibilidades, de oportunidades, um volume de informações descontrolado, ansiedade crônica e dificuldade em escolhar os filtros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como diria o narrador de We All Want to Be Young, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Se você acha qu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e já sabe bastante e está em paz com seu espaço no mundo, então, parabéns. Você está oficialmente morto"&lt;/span&gt;. No fim, ser jovem é ser sexy, engraçado, divertido, e por isso, todos temos medo de perder isso. Um medo que nos faz retomar a pergunta do começo do texto: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;como se defender de um conjunto de filosofias pós-modernas-contemporânaes que sempre querem te ensinar o seu lugar se você já não é... “tão jovem assim”?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Bem, acredite ou não, a resposta pode ser encontrada exatamente naquilo que Scott Pilgrim Contra o Mundo Faz tão primorosamente. Entenda a evolução do mundo, saiba unir todos os elementos e ícones ao seu redor, não se feche, não perca sua ambição, seus pequenos sonhos que podem sim se tornar a realidade... isso senhores, no fim não é auto ajuda, é a verdadeira fórmula para ser jovem para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TNxH-qRIGzI/AAAAAAAAAos/UV-UpMKoPhQ/s1600/lizstomania.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 211px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TNxH-qRIGzI/AAAAAAAAAos/UV-UpMKoPhQ/s320/lizstomania.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5538380783582452530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;E agora, quem quer dançar Lizstomania comigo encima de um telhado?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-8979522275897047300?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/8979522275897047300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=8979522275897047300&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/8979522275897047300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/8979522275897047300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2010/11/todos-nos-queremos-ser-jovens-pops-e.html' title='Todos nós queremos ser jovens, pop’s e pós-modernos-contemporâneos para sempre'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TNxH04ENsVI/AAAAAAAAAoc/N5a44vIxurY/s72-c/anos%2B90.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-1981292736801149150</id><published>2010-09-28T10:18:00.000-07:00</published><updated>2010-09-28T12:04:02.854-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='moda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Quem quer ser o imperador do efêmero?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TKIljbETk5I/AAAAAAAAAnU/lMxVcm7UmeU/s1600/Von+dutch+NR4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 197px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TKIljbETk5I/AAAAAAAAAnU/lMxVcm7UmeU/s320/Von+dutch+NR4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5522017383601116050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No filme acelerado da história moderna, dentre todos os roteiros, o da moda é o menos pior&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gilles Lipovetsky&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Aí estava eu saindo do trabalho quando não mais que de repente, no cruzamento do sinal, dô de cara com um mulek saindo da escola usando um boné&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Von Dutch&lt;/span&gt; metade tela, virado pra trás. E aí eu penso, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“o horror, Deus, o horror”&lt;/span&gt;. Saco imediatamente meu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;iPhone&lt;/span&gt; do bolso e &lt;a href="http://twitter.com/samuelbryan"&gt;twitto&lt;/a&gt; na hora: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Péra aí, ainda tem gente que usa boné Vun Dutch? Que sociedade é essa, Jesus?”&lt;/span&gt;. Ok, vamos fazer uma pequena referência pra você não se perder já no comecinho, bonés Von Dutch eram uma modinha em 2005/2006 principalmente nas baladas cariocas. A bosta do boné ficou tão famosa que todo mundo queria um e a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Revista Época&lt;/span&gt; fez uma matéria de 4 páginas sobre as baladas de boné brega que custavam em média R$100.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente eu recebi algumas respostas bem irritadas de alguns seguidores, pessoas que tinham o diabo do boné enfiados em algum lugar do armário e se recusavam a aceitar que os Von Ducthcs papagaiados não era mais tolerantes. De fato, comecei a me questionar. Eu havia visto o boné num garoto bem meia boca, sem nenhum sentido do que a palavra estilo poderia significar, mas e se eu tivesse visto ele na cabeça de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Prince Pelayo&lt;/span&gt; ou do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Juan Cocco&lt;/span&gt;? Bem, talvez eu até desejasse comprar um. E é sobre isso que eu quero falar com vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todos os males que a humanidade criou para si mesmo, o conceito de moda na sociedade contemporânea é considerado um dos mais terríveis por muitos.&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TKIkNHSQ1FI/AAAAAAAAAm0/If7nvdb5ny4/s1600/pelayo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 237px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TKIkNHSQ1FI/AAAAAAAAAm0/If7nvdb5ny4/s320/pelayo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5522015900822197330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Principalmente os estudantes de Ciências Sociais, História e os ativistas do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PETA&lt;/span&gt;... Whatever, por que esse ódio todo? Simples, por causa do conceito de ícones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não vou entrar no conceito de moda, importância, influências e a casa do caralho... vamos pra parte bacana, ícones. O ícone é aquilo que inspira, que te desperta o desejo de ter, e não corresponde exclusivamente a uma pessoa, mas qualquer elemento que inspire um padrão. Alguns são eternos, mas estudá-los sobre a visão de moda é que levanta um certo fascínio por uma única questão, eles estão sempre mudando, eles são completamente mutáveis. E o que está no topo hoje pode não significar mais nada amanhã. E é ai que entra os meus queridinhos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pelayo, Juan Coco, Gala Gonzales&lt;/span&gt; e uma surpresinha que eu vou falar só mais pra frente nesse texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ser um ícone da moda, antes você precisava ser alçado pelo próprio. São as famosas histórias de modelo que dá pro agente, pro estilista, tem que se vender, aparecer, ser visto. Hoje já não é tanto assim, você pode simplesmente se criar, se tornar um conceito. É fácil? Claro que não, vai ter um mundo inteiro tentando te destruir, mas obviamente alguns conseguiram e agora estão no topo. Saíram do nada e se tornaram príncipes, saem em revistas, pagam de modelos, são convidados para a primeira fila de desfiles, ganham um reino de seguidores e principalmente... passam a fazer parte de uma das cortes mais desejadas do mundo, a do&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Império do Efêmero&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Prince Pelayo&lt;/span&gt;, como resolveu se entitular, é um jovem londrino estudante de moda da Central St Martins School. Estilista, o jovem fez um dos figurinos da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rihanna&lt;/span&gt; em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hard&lt;/span&gt;. Mas grande coisa, pois o que transformou Pelayo num ícone da moda masculina moderna foi seu mundialmente conhecido blog, o &lt;a href="http://www.katelovesme.net/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Kate Loves Me&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Mais do que conhecido, Pelayo saltou para um nível nunca antes imaginado, uma celebridade dentro de um mundo formado quase que exclusivamente por celebridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TKIkSpW2kMI/AAAAAAAAAm8/2v774AHugfU/s1600/gala+gonzales.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TKIkSpW2kMI/AAAAAAAAAm8/2v774AHugfU/s320/gala+gonzales.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5522015995867599042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, Pelayo conquistou nada mais, nada menos que 8 páginas na revista &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Elle&lt;/span&gt; da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Turquia&lt;/span&gt;, com &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Julia Roberts&lt;/span&gt; na capa. As marcas o procuram, imploram para que ele use suas roupas. Os convites para desfiles exclusivos pipocam e mais importante que tudo isso, ele criou uma rede de jovens contatos do mundo moda que estão ai, prontos para mudar as regras do jogo (mesmo que por tempo determinado) e tomar as rédeas desse império no futuro, ditando as influências. Se hoje eu tenho como um sonho de consumo camisetas sociais com figuras de &lt;span style="visibility: visible;" id="main"&gt;&lt;span style="visibility: visible;" id="search"&gt;&lt;em&gt;Rorschach&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alexander McQueen&lt;/span&gt;, é tudo por culpa do Pelayo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente Prince não é o único, sua melhor amiga, a estonteante &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gala Gonzales&lt;/span&gt; (na foto acima) só pode ser definida numa frase de um amigo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Essa mulher é a cara da riqueza”&lt;/span&gt;. Gonzales é o equivalente de Pelayo como mulher, ainda mais poderosa sem dúvida, pelo fato da moda ainda valorizar bem mais o feminino do que o masculino. Gala é uma moça bonita, de bom gosto e requinte. Até aí tudo bem, então ela resolveu colocar tudo isso num blog, o &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://am-lul.blogspot.com/"&gt;Inside Am-Lul's Closet&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;/span&gt; Ganhou fãs, dinheiro, fama, se tornou ícone fashion e diretora de arte da empresa de &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TKIkX_HxkoI/AAAAAAAAAnE/Y9PpUJDnru4/s1600/juan+cocco.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 274px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TKIkX_HxkoI/AAAAAAAAAnE/Y9PpUJDnru4/s320/juan+cocco.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5522016087609283202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;seu tio. Ok, empresa do tio. Mas a sorte quem teve foi o tio dela. A mulher percorre o mundo e se tornou aquilo que na moda todos desejam ser, uma referência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A profissão de blogueiros de moda cresceu tanto que até mesmo quem é parcialmente de fora do ramo tem se arriscado e se dado bem, como o espanhol &lt;a href="http://mrjuancocco.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Juan Cocco&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, de 20 anos, estudante de economia e direito, que em seu blog divide avaliações de moda e fotos extremamente artísticas e inspiradoras de sua vida pessoal, numa mistura de vanguarda e tendências contemporâneas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, porque os chamados &lt;span style="font-style: italic;"&gt;wardrobe remix blogs&lt;/span&gt; fazem tanto sucesso na atualidade? Fácil, existe uma aproximação com o público, não existe mais aquela muralha que separava os fãs da moda daquilo que era visto nas passarelas, como se o que estivesse lá devesse ser intocável e não utilizável. Eu vestiria (quase) TODAS as roupas de Pelayo e Juan. E a sutiliza, elegância e delicadeza de Gala Gonzales caem bem em qualquer garota descolada, moderna, sem parecer exagerada. Eles se tornaram mais que ícones, se tornaram referências, e o mercado esta absorvendo isso, porque referências aquilo que movimenta a moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A profissão/hobby de blogueiro de moda é uma das que mais vem se destacando no atual momento das redes sociais. Mas não é muito fácil. Você já imaginou uma blogueira de moda do Acre, por exemplo? Mas ela existe sim, e se duvidar possui a página mais visualizada do estado, embora não pelas próprias pessoas de sua cidade. Essa é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Clara&lt;/span&gt;, dona do &lt;a href="http://zebratrash.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Zebra Trash&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, que segue a mesma linha dos outros&lt;span style="font-style: italic;"&gt; wardrobe remix blogs&lt;/span&gt;. A garota que se intitula fã de moda, literatura, arquitetura e chocolate tem uma página bastante estilosa e já conquistou espaço em jornais e programas de TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas minha primeira lembrança com relação a Clara é quando ela foi citada no blog da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Revista Capricho&lt;/span&gt;, &lt;a href="http://capricho.abril.com.br/blogs/asmaisestilosas/estilosa-ana-clara-campelo-18-rio-branco-acre/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;As + Estilosas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Nos mais de 350 comentários Clara sofreu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cyberbulling&lt;/span&gt; em muitos deles. Por quê? Talvez por ser do Acre, por ter um estilo que tenha que se adaptar a terras muito quentes, não as pradarias européias. As &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TKIkddmB9AI/AAAAAAAAAnM/V8D3lvInpis/s1600/clara.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 243px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TKIkddmB9AI/AAAAAAAAAnM/V8D3lvInpis/s320/clara.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5522016181688595458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;pessoas também gostam de valorizar aquilo que consideram superior a elas, não inferior. Na moda então, esse argumento fica ainda mais forte. Alguém aí ainda se lembra do episódio do Von Dutch? Pois é...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O francês &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gilles Lipovetsky&lt;/span&gt; escreveu o ótimo livro (científico acadêmico, vale ressaltar), &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Império do Efêmero&lt;/span&gt;. Nele, ele defende alguns pontos de vista interessantes, como a moda na construção da identidade, e a necessidade de expor e compartilhar essa identidade. E se você é mais um daqueles que odeia a moda por considerá-la ditadora, Lipovetsky defende exatamente o contrário, a moda possuindo um caráter libertário, um anúncio da democracia, mesmo num mar de elementos frívolos e efêmeros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, a moda é um império, que faz parte presencial na vida de todos do mundo ocidental e das sociedades modernas. Vale então a pena se sujeitar aos mandos e desmandos dessa corte por um destaque a mais nesse espaço? Ao que parece, a resposta é: sim!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-1981292736801149150?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/1981292736801149150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=1981292736801149150&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/1981292736801149150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/1981292736801149150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2010/09/quem-quer-ser-o-imperador-do-efemero.html' title='Quem quer ser o imperador do efêmero?'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TKIljbETk5I/AAAAAAAAAnU/lMxVcm7UmeU/s72-c/Von+dutch+NR4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-1392620297596641002</id><published>2010-06-09T12:40:00.000-07:00</published><updated>2010-06-09T13:02:10.774-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>A beleza do sangue e a poesia da violência</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TA_vpzo3cmI/AAAAAAAAAmI/9HwE1dET_oo/s1600/kill+bill.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TA_vpzo3cmI/AAAAAAAAAmI/9HwE1dET_oo/s320/kill+bill.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480862773048472162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Quando a sorte sorri para algo tão fugaz como a vingança, não só é uma prova ímpar de que Deus existe, mas de que cumprimos os seus desígnios”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Existe um momento em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Kill Bill – Parte 2&lt;/span&gt;, que um dos atores que interpreta &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“uma figura paterna de Bill”&lt;/span&gt; descreve a reação do jovem assassino profissional em sua primeira vez no cinema vendo uma loira estonteante na tela: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Ele chupava o dedão compusivelmente enquanto apertava a aba da própria calça”&lt;/span&gt;. Poucas vezes na história do cinema, um momento descreveu tão bem como a sétima arte é capaz de influenciar a vida de uma pessoa. E esse momento estava nesse simples diálogo, nessa simples cena. E de longe, Kill Bill foi um dos filmes que mais marcou essa minha trajetória de paixão com o cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Kill Bill &lt;/span&gt;é um marco. Porque pega a violência mais brutal e transforma em poesia. Para alguns, é uma das piores e mais pops obras de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quentin Tarantino&lt;/span&gt;, para mim é uma homenagem ao cinema &lt;span style="font-style: italic;"&gt;grindhouse&lt;/span&gt; sem igual, que não existe nem em sua real tentativa de homenagem em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Death Proof&lt;/span&gt;. Nunca o espirro de sangue foi tão belo e um desejo frenético por mais toma conta de quem assiste. No fim, a jornada do grupo de extermínio &lt;span style="font-style: italic;"&gt;As Víboras Mortais &lt;/span&gt;pega um apanhado de elementos ocidentais para traduzir nossa real paixão pelos elementos orientais (o que para alguns soa como uma baita calúnia de seus conceitos reais de filosofia, mas fodam-se, é o que o povão quer), soando tão forte, que eleva Kill Bill a cinema e vira um clássico. E só o cinema tem esse poder, o de transformar a violência em beleza, espetáculo e admiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TA_u6sIyPpI/AAAAAAAAAlg/P7eqdLxo1yc/s1600/kick-ass-movie-freemovietag.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 135px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TA_u6sIyPpI/AAAAAAAAAlg/P7eqdLxo1yc/s200/kick-ass-movie-freemovietag.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480861963581013650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Um filme que tenta chegar perto disso e estreia em breve nos cinemas nacionais é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Kick Ass&lt;/span&gt;, adaptação dos quadrinhos de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mark Millar&lt;/span&gt; e&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; John Romita Jr&lt;/span&gt;. O filme já chega com um elemento incomparável: é melhor que seus quadrinhos. Sim, isso é verdade, eu li! Kick Ass traz a historia de um jovem bobão que após ler muitos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;comic books &lt;/span&gt;decide ser um super herói e so leva ferro. Mas, ele fica famoso pelo mesmo motivo que qualquer idiota fica famoso hoje em dia, pelas redes sociais (calma twitteiros, nesse caso é o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Youtube&lt;/span&gt; e o, que Deus o tenha, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MySpace&lt;/span&gt;). Porém, o que começa meio idiota, passa para uma trama de violência estética tão grande, que ganha todo o meu respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O buraco é mais embaixo. Em seu caminho na tentativa de ser um herói, sem na verdade realizar grandes feitos, o jovem Kick Ass se torna inimigo de um poderoso mafioso e cruza seu caminho com a dupla &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Big Daddy&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Hit Girl&lt;/span&gt;. E aí que a história começa a ficar boa. Nem mesmo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nicolas Cage&lt;/span&gt; conseguiu tirar a grandiosidade do personagem Big Daddy, um homem pertubado que transforma a própria filha de 13 anos em uma assassina extremamente poderosa e imabatível. E é com essa dupla que temos as melhores cenas de ação do ano. Sim, se você acha que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Homem de Ferro 2&lt;/span&gt; é a melhor adaptação de quadrinhos de 2010, saia fora, o premio vai para Kick Ass.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e onde entra sangue e violência nessa historia mesmo? Ah sim, Kick Ass é censura &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;RED&lt;/span&gt;, só maiores de 18 anos podem assistir. Sobram referências pop pra todos os lados, corpos explodem a todo instante e jorram palavrões e músicas empolgantes a todo momento. Todas as batalhas com Hit Girl são de uma empolgação medonha, mas é sua apresentação o que mais supreende, quando ela sozinha mutila e mata sem piedade uma gangue inteira. A banalização da violência chega então ao limite, onde, num filme para maiores de idade, temos três personagens menores de idade envolvidos em sangue, carnificina e morte em close. O que é Kick Ass então? Praticamente um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Watchmen&lt;/span&gt; com crianças.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TA_vTQl1OqI/AAAAAAAAAl4/WXHYnH5_gRM/s1600/watchmen3.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 132px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TA_vTQl1OqI/AAAAAAAAAl4/WXHYnH5_gRM/s200/watchmen3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480862385683380898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sim, pois se Kick Ass também é mais uma afirmação de que hoje em dia, pra fazer sucesso com os adolescentes, tudo, até a violência, tem que ser com adolescentes protagonistas (Deus, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Percey Jackson&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Crepúsculo&lt;/span&gt; são os desastres de uma geração), Watchmen existe para mandar tudo isso tomar no cu e dizer: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Eu sou foda e vocês são lixo”&lt;/span&gt;. Esqueça o viadinho do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Batman&lt;/span&gt;, o pamonha do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Superman &lt;/span&gt;e o emo do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Homem-Aranha&lt;/span&gt;. Watchmen não é um filme sobre super heróis fantásticos lutando contra vilões complexos. Watchmen te faz questionar o heroísmo. Afinal, é aceitável que um homem saia encapuzado pelas ruas da cidade, cheio de apetrechos esquisitos, espancando pessoas e fazendo justiça com as próprias mãos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considero Wachmen o melhor filme de ação de 2009. Tanto em sua HQ quanto em seu filme, temos uma tradução de como a sociedade assimilou a violência para si em sua cultura pop. A invasão da penitenciaria é o exemplo perfeito disso. Nossos olhos estão acostumados com a violência projetada, mais do que isso, estamos fascinados por elas em suas batalhas, sanguinolência, o despertar do nosso desejo de vingança e inconscientemente pedimos mais. E se você me contestar, mas gostar de algum filme do Quentin Tarantino, qualquer um, seus argumentos já são bem tolos, ou você não curtiu a cena final de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bastardos Inglórios&lt;/span&gt;, quando &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Aldo &lt;/span&gt;marca a suástica na testa do coronel nazista &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Hans Landa&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cinema não só foi capaz de banalizar a violência, nos tornou admiradores dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E existe um filme em especial que representa isso da forma mais assustadora possível e ainda pode ser encontrado em duas versões. Seu nome? Deliciosamente sugestivo: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Violência Gratuita&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mich&lt;/span&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TA_vgJSnyLI/AAAAAAAAAmA/R6c4RbHu2C4/s1600/violencia-gratuita.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 200px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TA_vgJSnyLI/AAAAAAAAAmA/R6c4RbHu2C4/s200/violencia-gratuita.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480862607062059186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ael Haneke&lt;/span&gt;, diretor desse filme, é frequentemente chamado de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gênio&lt;/span&gt; por alguns e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;completamente imbecil&lt;/span&gt; por uma grande maioria, por ter feito um dos filmes mais sádicos e malignos de todos os tempos. Sem brincadeira, Violência Gratuita, consegue ser o que muitos filmes tentam e não conseguem, repugnante, desconcertante, chocante e, principalmente, revoltante. Ele exige um preparo de você para acompanhá-lo, se não tiver, você vai se perder no caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trama é razoavelmente simples e a produção levemente estilosa, um tom clássico e bom gosto minimalista. Família feliz vai pra casa de campo, dois belos e educados jovens pedem ovos, os jovens quebram a perna do pai, seqüestra a família dentro da própria casa e começa uma tortura física e psicológica angustiante e tenebrosa. O filme é um exercício de cinema. E uma interessante discussão do papel e dos limites da ficção, da cumplicidade do espectador. Inclusive, no final do filme, os personagens discutem textualmente sobre a ficção como um correspondente do real. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;That’s the point!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tenebroso e violento (droga, redundância) Violência Gratuita realiza uma discussão com os seus espectadores (sem precisar discutir na verdade, só usa suas cenas pra isso) sobre limites e que a arte pode colocar dentro da sua vida o mal como algo simples, cotidiano, corriqueiro e admirável. Sim, pois quando a família sequestrada pergunta: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Por que vocês estão fazendo isso?”&lt;/span&gt;, um dos jovens, com um olhar cínico, e representando naquele momento toda a derrota do bom senso da sociedade pelos meios de entretenimento, resultando na banalização da violência responde: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Não há motivo”&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-1392620297596641002?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/1392620297596641002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=1392620297596641002&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/1392620297596641002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/1392620297596641002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2010/06/beleza-do-sangue-e-poesia-da-violencia.html' title='A beleza do sangue e a poesia da violência'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/TA_vpzo3cmI/AAAAAAAAAmI/9HwE1dET_oo/s72-c/kill+bill.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-9015279744016580583</id><published>2010-05-13T10:43:00.000-07:00</published><updated>2010-05-13T11:13:15.309-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='séries'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Da infância para a juventude, da juventude para a vida adulta, da vida adulta para um punhado de pó...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/S-w72W0S91I/AAAAAAAAAk4/GjYOeZe2Whw/s1600/prediotedio.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 212px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/S-w72W0S91I/AAAAAAAAAk4/GjYOeZe2Whw/s320/prediotedio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470813452372211538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;"Torna-te quem tu és, então deixas de ser..."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho um relacionamento particularmente estranho com livros sobre rituais de passagem emocionais e físicos. E quando eu digo estranho, é como se nós nos encontrássemos em um beco escuro de madrugada, para fumar crack. Então daí você tira o nível da coisa. Talvez pelo fato, principalmente, de que esse tipo de literatura é bem raro de encontrar no Brasil, e o máximo que você encontra em destaque sejam os livretos da série &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gossip Girl&lt;/span&gt; ao lado do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Diário de Um Banana&lt;/span&gt;, o que também demonstra a visível falta de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;non sense&lt;/span&gt; dos editores brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, o problema está principalmente nos escritores brasileiros. Quantos vocês conhecem que se dedicam a falar de rituais de passagem? Poucos. E rituais de passagem na juventude? Quase zero. E quando isso raramente acontece, somos presenteados com grandes porcarias que viram marco de uma geração, como o desprezível &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Terceiro Travesseiro&lt;/span&gt; (que deve virar filme em breve). Eu já estava quase desistindo da literatura nacional nesse quesito, quando encontrei um ser que me fez repensar na esperança desse tipo de trabalho: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Santiago Nazarian&lt;/span&gt;, e um livro particularmente em especial, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Prédio, o Tédio, e o Menino Cego&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 garotos vivem num prédio inclinado. 7 meninos, completamente diferentes um do outro e amigos. Temos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;o Andrógino, o Gordo, o Negro, o Junkie, o Atleta, o Mestiço e o Narciso Vesgo&lt;/span&gt;. E numa trama metafórica e onde os detalhes são que fazem desse livro um grande livro, somos apresentados a uma visão única e fascinante da passagem da infância para a adolescência. Onde a representação desse momento se dá, na verdade, durante o assassinato de cada um desses garotos por uma professora &lt;span style="font-style: italic;"&gt;serial killer&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, é nos nossos rituais de passagem que mais nos sentimos incompreendidos, deslocados, sem um lugar que nos acolha. Nos sentimos revoltados, idiotas, únicos, iguais. É de um momento de transição de uma fase da vida para outra que surgem medos, incertezas, e seu futuro se baseia fortemente no resultado final de tudo isso. É como se fosse um vestibular, se você faz as escolhas certas, segue bem, se faz as escolhas erradas, se dá muito mal. E o mais interessante de tudo, nós sempre entendemos só o NOSSO momento de transição, dificilmente os dos OUTROS. Olhar de fora uma fase de transição é menosprezá-la, como um pai ausente que não suporta ver o filho chegar à complicada fase da adolescência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/S-w7-jnHM3I/AAAAAAAAAlA/0bcF2cDs5Jk/s1600/Lolita-Pille-Hell-Paris-75016.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 184px; height: 273px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/S-w7-jnHM3I/AAAAAAAAAlA/0bcF2cDs5Jk/s320/Lolita-Pille-Hell-Paris-75016.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470813593245528946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O livro tem umas particularidades interessantes, principalmente se você já conhece o autor e leu outros livros dele como&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; A Morte Sem Nome&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mastigando Humanos&lt;/span&gt; (esse último também muito bom). Nazarian faz duras críticas ao sistema de ensino e ao modo como a literatura é tratada no Brasil. Tudo isso com uma pitada de ironia e acidez um tanto exagerada para os padrões conhecidos. Mas é no desenvolvimento de seus personagens, perante uma cidade imaginária onde alguns bairros são tomados por zumbis e o mar congela e recua, que mais fascina. Porque por um momento, todos fomos crianças, e é no retrato de seus personagens que lembramos desse momento em que deixamos, principalmente, de ser uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, o livro não é perfeito. Se alonga um tanto sobre o fascínio do próprio autor sobre a assassina/professora Regina e tem seus últimos parágrafos iguais aos outros livros dele, broxante após um ápice extraordinário seguido da inesquecível frase: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Como é difícil matar com estilo”&lt;/span&gt;. Mas vale muito a pena, além de nos levantar um questionamento: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“É possível entender a juventude, sem ser jovem?”&lt;/span&gt;. Essa é uma questão que nem mesmo Santiago Nazarian pode responder, então vamos procurar um pouco lá fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 16 anos eu me encantei pela crítica de um livro (negativa, diga-se de passagem) publicada na &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Revista Época&lt;/span&gt;. Pela imensa dificuldade de achar os livros que eu sempre me interesso aqui pelo estado eu só consegui comprá-lo aos 17, pela internet. E após lê-lo DUAS vezes, ele se tornou o meu livro favorito, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Hell Paris – 75016&lt;/span&gt;, de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lolita Pille&lt;/span&gt;. Muito criticado e de pouco reconhecimento literário, trata de um tema que eu sempre achei pouco abordado em palavras, o vazio existencial da juventude moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hell causou uma mudança muito brusca no meu gosto literário. Eu passei a ter um fascínio pela literatura de vazio existencial, de decadência humana, de uma apresentação fria e crua das realidades do mundo e não de uma apresentação poética e superficial de situações que muitos de nós vivemos e não sabemos observar como realmente são. Pois ali há medos, de perdas, de incompreenções, da morte... sim, porque todos temos medo da morte, principalmente em nossos momentos de transição. Ninguém está preparado pra morte. E como disse Lolita, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“se os ricos não são felizes, então a felicidade não existe”&lt;/span&gt;. E morrer sem ser feliz? Que medo, não?&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/S-w8FK6EJDI/AAAAAAAAAlI/jaQZzc02MKk/s1600/regrasdaatracao.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 128px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/S-w8FK6EJDI/AAAAAAAAAlI/jaQZzc02MKk/s200/regrasdaatracao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470813706873218098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma paixão por livros que representam um retrato da juventude de seu tempo. Obviamente, esse tipo de literatura ficou bem marcante e ganhou um chute inicial com o clássico &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Apanhador no Campo de Centeio&lt;/span&gt;, mas os melhores estão dos anos 80 pra cá. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bret Easton Ellis&lt;/span&gt; escreveu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Abaixo de Zero&lt;/span&gt;, e que marcou sua carreira, tendo moldes parecido com o livro de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Salingir&lt;/span&gt;. Aliás, Bret escreveu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;As Regras da Atração&lt;/span&gt; que como filme ganhou espaço na minha lista de favoritos, com uma interessante trama de decadentes jovens americanos universitários, sem caminhos para seguir e se entregando a futuros incertos e amedrontadores a um passo da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“vida adulta”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra não ficar só no campo da literatura quando o assunto é retratar a juventude, vamos agora pra Inglaterra, focar numa das melhores séries produzidas por lá sobre a juventude, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Skins&lt;/span&gt;. A série já tem 4 temporadas fechadas e futuro relativamente incerto depois de um final razoavelmente ruim. Mas eu nem focarei a 3ª e 4ª temporada (boas, mas fracas) e sim a 1ª e 2ª, que realmente valem a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Em resumo, Skins tem, no geral, uma curta temporada de no máximo 12 episódios. E nos primeiros 6 episódios, há sempre uma regra: chocar! É sempre assim em todas as temporadas,você leva uma porrada de jovens ingleses se afogando em drogas, bebida, festas e muita, muita droga e sexo. Parece fútil, mas (numa regra não oficial) a partir do 7º episódio, Skins mostra realmente à que veio, mostrar de forma&lt;span style="font-style: italic;"&gt; “semi-metafórica”&lt;/span&gt;, que todo adolescente é um coração tentando se encontrar. E é numa trama extremamente rica, que se você é jovem, se identifica, se não é mais, se lembra. E o grande feito de Skins é esse, nos lembrar que estamos eternamente procurando um objetivo perante a sociedade: nos encaixar!&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/S-w8LNIL9oI/AAAAAAAAAlQ/yh4hckOObag/s1600/skins.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 170px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/S-w8LNIL9oI/AAAAAAAAAlQ/yh4hckOObag/s320/skins.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470813810548536962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;A juventude como ela é, como foi, como será...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-9015279744016580583?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/9015279744016580583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=9015279744016580583&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/9015279744016580583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/9015279744016580583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2010/05/da-infancia-para-juventude-da-juventude.html' title='Da infância para a juventude, da juventude para a vida adulta, da vida adulta para um punhado de pó...'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/S-w72W0S91I/AAAAAAAAAk4/GjYOeZe2Whw/s72-c/prediotedio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-6829850906742566892</id><published>2010-04-06T12:15:00.000-07:00</published><updated>2010-04-07T05:41:02.286-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artes plásticas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Só porque você é bom numa coisa, não significa (necessariamente) que você será bom em outra</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/S7uK9DOl6rI/AAAAAAAAAkE/Z9s_NFBFAXk/s1600/alice-in-wonderland-2010-20091117052235407_640w.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 160px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/S7uK9DOl6rI/AAAAAAAAAkE/Z9s_NFBFAXk/s320/alice-in-wonderland-2010-20091117052235407_640w.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457108154932652722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Multi-talento. Ou você tem ou você não tem. E acredite quando eu falar isso, vai doer, você pode não gostar, você possivelmente irá até parar de ler esse texto, mas, você dificilmente tem isso. Afinal, existe genialidade ou esforço? Eu acredito acima de tudo no esforço. Mas ai de vez em quando aparecem uns filhos da puta que quebram essa imagem (confortante) que a gente tenta manter pra si mesmo de que não existe genialidade. Tipo &lt;b&gt;Albert Einstein&lt;/b&gt; para a física, &lt;b&gt;Chris Garneau &lt;/b&gt;para o piano, &lt;b&gt;Coco Chanel&lt;/b&gt; para a moda, &lt;b&gt;Faustão&lt;/b&gt; para programas de auditório (oi, ironia nessa última tá?)...&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enfim. Existem sim pessoas que representam a raríssima diferença entre o esforço e a genialidade. E existem sim as pessoas que de tão esforçadas, parecem gênios, mas que no fim a gente descobre que são na verdade apenas muito esforçados. E um desses&lt;i&gt; “alguéns”&lt;/i&gt; é &lt;b&gt;Tim Burton&lt;/b&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Resumindo tudo o que irei falar em breve: &lt;b&gt;Alice no País das Maravilhas&lt;/b&gt;, última obra de Tim Burton, é uma droga! Talvez esse seja o pior filme do diretor nos últimos dez anos, superando bastante &lt;b&gt;A Fantástica Fábri&lt;/b&gt;&lt;b&gt;ca de Chocolates&lt;/b&gt; (que não é ruim, nem de longe, só não é exatamente... bom). Alice como filme não peca pelo fato de ser um filme ruim, quem peca é Tim Burton. Por quê? Simples, porque Tim Burton não é &lt;b&gt;Lewis Carroll&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/S7uLHdLboXI/AAAAAAAAAkU/HWJReVsltHU/s1600/alice-in-wonderland.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 152px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/S7uLHdLboXI/AAAAAAAAAkU/HWJReVsltHU/s200/alice-in-wonderland.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457108333697409394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;lice no País das Maravilhas deve ser (junto com &lt;b&gt;Peter Pan&lt;/b&gt;), uma das melhores estórias infantis do mundo ocidental. Carregada de uma fantasia nunca antes imaginada, de uma surrealidade grostesca, intimista e até mesmo, estranhamente intimidadora. Sim, pois em tempos de &lt;i&gt;“falso moralismo”&lt;/i&gt; e do politicamente correto que proíbe ate uma criança de ser vilã numa novela FICCIONAL sobre argumentos tolos (no Brasil, &lt;b&gt;Poltergeist&lt;/b&gt; nunca poderia ser filmado), Alice (o livro) possui flores preconceituosas, uma rainha assassina, um chapeleiro louco, mas louco mesmo, do tipo que não sabemos prever as atitudes, jogos e enigmas matemáticos e uma lagarta que fuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E ainda assim, é uma obra primorosa, uma viagem de fantasia com elementos reais, fantasiosos e a mistura absurda que eles conseguiram gerar. Acima de tudo, Alice é uma representação da passagem da infância pela juventude, que assim como toda fase de transição, é marcada por perdas e ganhos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o mais bizarro de tudo? Lewis Carroll era um matemático, que escrevia estórias infantis e enigmas para crianças no tempo livre. Gênio? (As acusações de pedófilo contam?)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E por que o filme é ruim? Obviamente, seu roteiro é seu gigantesco defeito. A começar pela tentativa frustrada de se criar uma continuação do livro. Sim, porque agora Alice tem 17 anos, está prestes a se casar, não quer, foge e acaba caindo novamente no País das Maravilhas, dominado então pela Rainha Vermelha. Tenta ser um novo ritual de passagem, da juventude para a vida adulta dessa vez, mas sem a mesma fórmula (sem trocadilhos) criada por Carroll.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Personagens novos são acrescentados, o braço direito da Rainha Vermelha, a Rainha Branca (?) e um dragão (????). Até imagino os produtores da &lt;b&gt;Disney&lt;/b&gt;: &lt;i&gt;“Isso, claro, tem que ter um dragão, vai ficar ótimo, Carroll foi um burro por não colocar um dragão no livro.”&lt;/i&gt; Mas claro, o pecado maior é a mudança do estilo dos personagens. Concordo o tempo todo com a Lagarta Azul: &lt;i&gt;“Você não é A é Alice”&lt;/i&gt;. E vou além, o Gato não é o Gato e Chapeleiro Louco não é o Chapeleiro Louco, que independente da fantástica caracterização e atuação de &lt;b&gt;Jhonny Depp&lt;/b&gt;, foi transformado num personagem tímido, emocional e estampando sofrimento no rosto do começo ao fim. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O melhor personagem é a Rainha Vermelha, o que (talvez) vale a pena. Seu momento com o porco é hilário, sua cabeça mais hilária ainda. Quanto menos personagens ao redor dela, melhor a cena, o que infelizmente acontece pouco. Mas ainda não o suficiente para deixar fora do óbvio a fraca trilha sonora (outro grande pecado) e ritmo fraco, além dos clichês e reviravoltas sem muitas surpresas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É Tim Burton, você não é um gênio, é um esforçado, e da próxima vez, se esforce mais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora, &lt;b&gt;Tom Ford&lt;/b&gt;... Como eu classifico você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e)  {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/S7uLMWZcdfI/AAAAAAAAAkc/kTTiNfuBtD4/s1600/singleman.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 132px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/S7uLMWZcdfI/AAAAAAAAAkc/kTTiNfuBtD4/s200/singleman.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457108417776481778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lembro de Ford sempre por dois motivos, a revitalização a frente da &lt;b&gt;Gucci&lt;/b&gt; por dez anos, e a  entrevista histórica que ele deu pra revista &lt;b&gt;Out&lt;/b&gt;. O cara é um ícone. O cara é foda. Aí ele resolve fazer um filme e eu penso: &lt;i&gt;“Vai dar merda!”&lt;/i&gt;. Felizmente, eu estava completamente errado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Direito de Amar&lt;/b&gt; (tradução mais ridícula impossível de &lt;b&gt;A Single Man&lt;/b&gt;) é de um  primor como poucos filmes são capazes de ser, obviamente, um show (ou luxo?) na parte estética (porra, o filme é do Tom Ford), mas não é um filme que gera frases do tipo &lt;i&gt;“ah, tinha uma fotografia perfeita”&lt;/i&gt;, Direito de Amar é sim, um conjunto de obra magnífico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O filme é puramente imagem. Por momentos, os diálogos se tornam quase desnecessários, mas ao abrir da boca dos personagens, ele se mostram complementares. Os closes, a angulação sempre ideal. Cinema como se fazia antigamente, não essa avacalhação de milhares de cortes e ângulos &lt;i&gt;“ousados”&lt;/i&gt;, que na verdade são uma onda desfocada e tremida (tenho nojo de &lt;b&gt;Colateral&lt;/b&gt;, aquele com o &lt;b&gt;Tom Cruise&lt;/b&gt;, até hoje). E a trilha sonora deliciosa, ocupa lugar de destaque no meu &lt;b&gt;iTunes&lt;/b&gt; e duvido que sairá de lá tão cedo, com um carinho especial nas composições de &lt;b&gt;Abel Korzeniowski&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No roteiro despretensioso, o filme é baseado em um romance semiautobiográfico de &lt;b&gt;Christopher Isherwood&lt;/b&gt;, polêmico ao ser lançado em 1964. A sinopse percorre um dia de um professor universitário, homossexual, que passa todo o tempo digerindo a morte do companheiro, com quem viveu por 16 anos. É um dia bem longo (pro professor, pra gente é curto), num transbordamento de dores e emoções, em uma narrativa não linear, cheia de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;flahsbacks&lt;/span&gt;, que não importa se o personagem de &lt;b&gt;Colin Firth&lt;/b&gt; (atuação brilhante, digna de Oscar) é homossexual, isso é o menos importante, pois o sentimento é universal, e o modo como ele é transmitido além da tela é exato perante essa premissa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo sempre cercado pela estética de Ford. Em cada detalhe, em cada centímetro de tecido, na escolha da armação do óculos (um detalhe absurdo que faz toda a diferença), na curiosa escolha do nó &lt;i&gt;windsor&lt;/i&gt;  para a gravata. Ford, acho que é cedo para lhe chamar de gênio, faça mais alguns filmes, por favor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E eu sei que eu deveria parar por aqui, mas de fato, esse texto não está mais focado em cinema, mas sim em &lt;i&gt;EsforçoXGenialidade&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e)  {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/S7uLQiR13II/AAAAAAAAAkk/eOX9s_8bXrY/s1600/Auto-retrato.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 196px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/S7uLQiR13II/AAAAAAAAAkk/eOX9s_8bXrY/s200/Auto-retrato.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457108489685294210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt; Tive o prazer de percorrer a mostra&lt;b&gt; Andy Warhol, Mr. America&lt;/b&gt;. Foram quase 1h de fila, sol na  cara, e ainda ter perdido tempo no prédio errado. Mas ver o trabalho do homem que marcou os anos 60 e foi capaz de democratizar o consumo e ser um dos precursores da massificação da cultura pop valeu muito a pena. Quem estiver em São Paulo DEVE ver essa exposição não importa a profissão, o interesse. O motivo é simples: &lt;i&gt;1) &lt;/i&gt;você vai se ver lá, porque o seu modo de pensar e agir, aliás, o de toda a nossa sociedade, foi em parte formado por esse artista; e &lt;i&gt;2)&lt;/i&gt; os questionamentos de sua arte estão ai até hoje. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, porque olhar as ob ras de Warhol e não se questionar é não sacar parte daquilo que você é. Não é a toa que vem dele a citação: &lt;i&gt;“Ela me perguntou o que eu mais amava. Foi então que eu comecei a pintar dinheiro”&lt;/i&gt;. Então, se existem gênios ou não, isso talvez ainda seja uma incógnita, mas a lição que eu tirei dessa exposição é que se eles deixam uma marca, sem dúvida ela é justamente a de nos fazer sempre nos questionar com suas obras, não importa quanto tempo de sua origem tenha passado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-6829850906742566892?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/6829850906742566892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=6829850906742566892&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/6829850906742566892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/6829850906742566892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2010/04/so-porque-voce-e-bom-numa-coisa-nao.html' title='Só porque você é bom numa coisa, não significa (necessariamente) que você será bom em outra'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/S7uK9DOl6rI/AAAAAAAAAkE/Z9s_NFBFAXk/s72-c/alice-in-wonderland-2010-20091117052235407_640w.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-1792897999197926693</id><published>2010-03-24T21:39:00.000-07:00</published><updated>2010-03-24T22:07:02.872-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Devaneios'/><title type='text'>Um conto de inverdades</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Éramos três grandes amigos. Desde crianças, jovens e agora naquela fase que nunca sabíamos o que realmente éramos ou simplesmente tínhamos medo de admitir o que somos. Sim, pois durante uma grande fase da vida, que só mais tarde perceberemos que foi pequena, nunca sabemos dizer se somos jovens, adultos, se não queremos ser um ou não querermos ser os outros. Enfim, éramos três grandes amigos e no final, isso é o que realmente conta.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E como grandes amigos, estávamos exatamente naquela fase em que grandes amigos não parecem ser tão grandes assim. A última vez que saímos juntos foi há seis meses e eu realmente não tinha muita idéia do que todos estavam fazendo naquele momento. Até o dia que &lt;b&gt;F&lt;/b&gt; me liga, e primeiro eu fico surpreso, depois eu fico nervoso. F não tem o costume de me ligar, se assim o fez, era por um motivo drástico. E assim ouvi sua voz do outro lado da linha.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;“&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;S&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt; está com problemas. Aliás, ele está com vários problemas, mas o principal, que resulta nos outros é só um. Ele e &lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;B &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;acabaram.”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Pronto, ai estava o motivo drástico.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;“Deus, como assim?”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;“Sei lá, &lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;K&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;. Ciúmes, desgaste, alguma coisa assim. Mas já era, acabou. Só sei que nós iremos sair hoje. Porque ele precisa de nós e vamos tirá-lo dessa fossa.”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E eu desligo confirmando e confuso. &lt;b&gt;S&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;B&lt;/b&gt; eram inseparáveis, se amavam, se idolatravam, se cuidavam. Eram um tipo de exemplo que todos ou 1)se inspiravam para ter um igual, ou 2)invejavam porque nunca teriam um igual. Mas tudo nasce, cresce, morre. Já &lt;b&gt;F&lt;/b&gt; não. Era um inveterado boêmio, de noites descontroladas e dias cobertos com cortinas para que pudesse dormir. E no entre os dois, lá estava eu, como um meio termo, num triângulo amoroso em que nenhum era realmente parecido com nenhum.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A noite, &lt;b&gt;F &lt;/b&gt;me pegou em casa, eu o cumprimentei e fomos até a casa de &lt;b&gt;S&lt;/b&gt; pegá-lo para sair. Ele estava péssimo. Primeiro fizemos a linha “nada está acontecendo”, tudo esta lindo. Mas não demorou muito e &lt;b&gt;F&lt;/b&gt; já foi puxando nomes que ele mesmo dissera que não iria pronunciar. Fazia discursos de como &lt;b&gt;S&lt;/b&gt; estava preso demais a essa vida de casado, sem ser, de como era jovem ainda, sem ser tão jovem assim, tinha que curtir, beber, jogar, fuder.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E &lt;b&gt;S &lt;/b&gt;só balançava a cabeça, e eu só balançava a cabeça se ele balançava.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Vamos para um bar. Bebemos, bebemos e bebemos mais um pouco. E depois caímos na balada. Então percebo que não sou mais um garotinho se descobrindo, que aquilo não é mais pra mim, que eu não deveria mais fazer parte desse mundo. Mas quem se importa? E eu bebo mais, e beijo, e falo o que nem me lembrarei, e beijo mais, já falei que bebi muito?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;S&lt;/b&gt; começa a se soltar também, tímido no começo, ficando mais leve pro meio, bem soltinho no final. Nem parecia um fudido que acabara um relacionamento de 5 anos, que no nosso mundo queria dizer praticamente cinco décadas. E beija, e se diverte, sempre incentivado por &lt;b&gt;F&lt;/b&gt;, seu mentor, seu guia.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;F&lt;/b&gt; não tinha jeito. Era um caçador, um devorador de pecados, sem nenhuma culpa assimilava para si o que havia de mais luxuria. E ali eu tenho dois extremos se tornando um só. Como se &lt;b&gt;S&lt;/b&gt; agora fosse um discípulo de &lt;b&gt;F&lt;/b&gt;. Um discípulo da sacanagem, putaria, bebedeira e promiscuidade.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Porém, ali estão os olhos vazios de ambos. &lt;b&gt;S&lt;/b&gt;, por estar perdido, tentando se encontrar perante o desmoronar do seu mundo junto a outrem que tanto ainda ama. E &lt;b&gt;F&lt;/b&gt;, perdido num labirinto criado por si próprio do qual não conseguia sair, só andar em círculos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Já amanhecia quando finalmente deixamos &lt;b&gt;S&lt;/b&gt; em casa. Que meio bêbado, meio choroso, nos abraçou como uma criança abraça seus pais na hora de uma despedida.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;“Obrigado por me salvarem, vocês são os melhores amigos que uma pessoa pode ter.”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;F&lt;/b&gt; diz.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;“Não sofra, pois serão assim as próximas noites da sua vida. Grandes, longas, intensas e vívidas.”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E eu só beijo ambos e concordo. Mas é quando &lt;b&gt;S&lt;/b&gt; entra dentro de casa e eu vejo sua silhueta triste fechando a porta, que eu percebo que nada daquilo era verdade, que eu nunca deveria ter concordado com as palavras de &lt;b&gt;F&lt;/b&gt;, que eu deveria ter me virado para &lt;b&gt;S&lt;/b&gt; e falado.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;“Grandes e longas, sim. Intensas e vívivas, nunca. Ela vai lhe causar dor e sofrimento num momento próximo. Nunca adiantará ter se deitado com milhares, se você não tem nada para compartilhar com apenas um. Durma, acorde, tome um bom banho, e vá atrás de &lt;b&gt;B&lt;/b&gt;. Porque quando você está ao lado do seu amor, você não precisa de mais nada. Então se for pra se desgastar ao máximo por isso, se desgaste. Procure acima de tudo se encontrar, mesmo que não seja junto daquele que ama, mas acima de tudo, de si mesmo. Porque essa sim, é a opção que eu queria pra mim.”&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-1792897999197926693?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/1792897999197926693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=1792897999197926693&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/1792897999197926693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/1792897999197926693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2010/03/um-conto-de-inverdades.html' title='Um conto de inverdades'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-2380962914483533228</id><published>2009-12-30T08:00:00.000-08:00</published><updated>2010-01-21T07:32:02.054-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Os 10 melhores filmes de 2009 que você NÃO assistiu</title><content type='html'>Esse definitivamente não foi o ano do cinema. Marcado por superproduções e um marketing excessivo para cada uma, necessário para contornar a crise do setor, a falta de prestígio do cinema como arte chegou ao cinema alternativo também. Até mesmo grandes promessas do “cinema independente/alternativo/cult”, como o novo filme de Pedro Almodóvar, e a produção brasileira Do Começo ao Fim, decepcionaram a crítica especializada e fecharam um ano em que as produções menos conhecidas do cinema tiveram pouca voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, o Fala Consciência apresenta a mais aguardada das listas desse blog (pelo menos da pessoa que aqui lhes escreve), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;os 10 melhores filmes de 2009 que você NÃO assistiu, &lt;/span&gt;uma maneira diferente de divulgar filmes fora dos grandes circuitos e pouco conhecidos do grande público. Confira, opine, critique e quem sabe coloque na sua lista de downloads para 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;Obs: nem todos os filmes citados foram produzidos e lançados em seus países de origem em 20&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;09, mas a repercussão internacional e principalmente dentro &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;do Brasil, foi esse ano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SzvaxbDtkaI/AAAAAAAAAiU/V_TYjwf6YK0/s1600-h/162415-l-affiche-du-film-la-belle-personne-637x0-2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 150px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SzvaxbDtkaI/AAAAAAAAAiU/V_TYjwf6YK0/s200/162415-l-affiche-du-film-la-belle-personne-637x0-2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421167119082295714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10º Lugar: La Belle Personne (A Bela Junie)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O último filme de Christophe Honoré estreou categoricamente no Brasil no começo de 2009. É difícil comparar La Belle Personne aos trabalhos memoráveis do diretor francês de&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Em Paris&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;As Canções de Amor&lt;/span&gt;, porque &lt;span style="font-style: italic;"&gt;La Bel&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;le Personne &lt;/span&gt;mostra acima de tudo o que aconteceu com os amores de Christophe, eles se tornaram mais jovens ainda, como se a mensagem final fosse: “o amor só se é possível quando somos livres de qualquer designação que transforme nossa vida em adulta”. Na trama, baseada no livro de Madame La Fayette, A moça de 16 anos que dá nome ao filme, interpretada por Léa Seydoux, acaba de chegar a um novo colégio, no meio do ano letivo, depois da morte de sua mãe. Ali rapidamente se enturma com os amigos de seu primo, fica com um deles, e vira objeto de afeição do professor de italiano, Nemours (Louis Garrel). Não se engane também, se o amor só rima com juventude, não quer dizer que ele não possa ser cruel, intenso e impetuoso, resultando em eventos que apenas uma paixão imediata é capaz de causar. Christophe já estava a meio caminho de se tornar uma nova febre do cinema francês, com La Belle Personne, ele chega mais perto ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;9ª Lugar: Prayers for Bobby (Orações para Bobby)&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Szva46-2w-I/AAAAAAAAAic/dARFEjrOQfM/s1600-h/Prayers_for_bobby_poster.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 134px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Szva46-2w-I/AAAAAAAAAic/dARFEjrOQfM/s200/Prayers_for_bobby_poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421167247910945762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Já comentando aqui, o telefilme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Prayers for Bobby&lt;/span&gt; chamou bastante minha atenção. É um filme bem triste, e que possui todos os defeitos de um telefilme, como o ritmo de novela das 8. Ainda assim ele vale bem mais a pena a partir de sua metade, quando o Bobby em si morre. No filme, filho de uma mulher altamente católica, Bobby não foi só reprimido duramente devido a sua homossexualidade, mas foi convencido pela sua mãe que ser gay era um pecado forte e errado. Mesmo Bobby conseguindo se desapegar da família, não desapegou dessa ideia e se matou. A partir desse momento, sua mãe (uma Sigourney Weaver assustadora), entrega-se a uma dor sem tamanho, e passa a se sentir a única responsável pela morte do filho. É doloroso demais o momento em que ela entra na igreja toda molhada e anuncia ao padre que foi ela quem matou o filho que mais amava. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Orações para Bobby&lt;/span&gt; pode ser um simples telefilme, mas tem uma essência tão forte que indiscutivelmente o torna um ótimo filme a abordar o real questionamento de ser homossexual, saindo desses filmes de mundo glam e da pegação gay.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SzvbDTWQeCI/AAAAAAAAAik/Fs-bG2S0Wco/s1600-h/deadspace_2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 139px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SzvbDTWQeCI/AAAAAAAAAik/Fs-bG2S0Wco/s200/deadspace_2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421167426250242082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;8º Lugar: Dead Space (Dead Space: A Queda)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A única animação a entrar para a lista guarda uma série de peculiaridades. A primeira dela é que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dead Space&lt;/span&gt; não foi feito por uma produtora de filmes, mas sim pela EA, produtora do game que gerou o filme. Exato, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dead Space &lt;/span&gt;é um jogo que fez tanto sucesso, que sua produtora resolveu transformá-lo em filme de animação, um campo que a EA nunca havia se arriscado antes. No filme, para a tripulação do USG Ishimura, o horror começa durante uma missão de mineração espacial em um planeta remoto, exatamente quando eles encontram uma antiga relíquia religiosa - que acreditam ser a prova da existência de Deus. Mas quando o artefato libera uma raça alienígena há muito adormecida, a esperança de ver o Paraíso transforma a nave em um verdadeiro Inferno. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dead Space&lt;/span&gt; possui o visual de desenho animado, mas o roteiro de um bom filme B de terror com direito a muita carnificina. Não é nem de longe uma obra prima, mas é uma homenagem muito bem feita aos verdadeiros filmes de terror dos anos 70 e 80. Com muita violência, sangue e tripas, é um filme recomendadíssimo para os fãs do terror misturado a ficção científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7º Lugar: Coeurs (Medos Privados em Lugares Públicos)&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SzvbKrd2OrI/AAAAAAAAAis/4it0SLULtq4/s1600-h/Coeurs___Private_Fears_in_Public_Places%282006%29.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 147px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SzvbKrd2OrI/AAAAAAAAAis/4it0SLULtq4/s200/Coeurs___Private_Fears_in_Public_Places%282006%29.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421167552983612082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Poucos filmes são capazes de retratar as pequenas emoções da vida. Pouquíssimos pra ser mais preciso. E quando o assunto se torna retratar as emoções do amor assim como elas são, reais, e não aquela coisa hollywoodiana, a lista de possibilidades diminui drasticamente. Porém, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Couers&lt;/span&gt; conquista esse posto, com um trabalho nada fácil para representar na tela exatamente isso, as menores decepções amorosas ou sinais de esperança como eventos em grande escala. No filme, uma nevasca sobreposta une as cenas visual e narrativamente, transforma os seis personagens de elementos errantes e desassociados num único complexo coeso, sem marcas de liga. É um filme sobre desiluções, começo e fim do amor, a intimidade da vida de cada um de nós, aquilo que temos medo que qualquer outro descubra. Não é um filme fácil de assistir. Ao primeiro momento pode parecer tranquilo e banal, mas é ao longo de sua narrativa que percebemos de verdade que, sim, a vida é simples, somos nós que adoravelmente a complicamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SzvbT-EifOI/AAAAAAAAAi0/u7clkVI5E-c/s1600-h/dod_sno_ver5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 135px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SzvbT-EifOI/AAAAAAAAAi0/u7clkVI5E-c/s200/dod_sno_ver5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421167712596557026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6º Lugar: Død snø (Dead Snow)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Qual a grande dificuldade do cinema atual em fazer filmes com a temática de zumbis? Ser original e ter diferencial aos outros. Vale citar um exemplo aqui da produção hollywoodiana, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Zumbilândia&lt;/span&gt;, que errou feio e é realmente ruim de dar dó, diferente de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Extermínio&lt;/span&gt;, que foi responsável por um up não imaginado ao gênero. E no meio termo está o filme norueguês &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Død snø.&lt;/span&gt; O filme conta a história de um grupo de amigos em uma estação de esqui norueguesa que fica isolada pela neve. Lá, eles encontram um velho que conta uma história de horror sobre a ocupação nazista na Segunda Guerra. Ao encontrar um baú cheio de medalhas de oficiais alemãos, eles inadvertidamente erguem um exército de zumbis dos nazistas que morreram ali. Uma palavra para definir &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Død snø&lt;/span&gt;: divertido. E se um filme de zumbis não consegue ser aterrorizante, pelo menos divertido ele seja, mas não uma simples diversão, mas um humor negro, inteligente e com atuações boas. Além de tudo isso, há um elemento aqui raríssimo de se achar nos filmes de terror da atualidade, você torce para que os humanos não morram, você quer realmente que eles vençam os zumbis nazistas, diferentes dos filmes americanos, em que a morte dos adolescentes idiotas que só pensam em usar drogas e transar é sempre aguardadíssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5º Lugar: Antarctica (Antártica)&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SzvbhFh2JFI/AAAAAAAAAi8/UPUX20PWpNs/s1600-h/antarctica.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 137px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SzvbhFh2JFI/AAAAAAAAAi8/UPUX20PWpNs/s200/antarctica.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421167937936827474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Filmes que abordam os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;modus&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; operandis&lt;/span&gt; dos relacionamentos geralmente são um tiro no pé. O israelense &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Antarctica&lt;/span&gt; consegue se salvar como poucos. Não é um filme perfeito no trabalho da abordagem de seu tema, a começar primeiramente pelas interpretações que são uma droga em sua absoluta maioria, e seu começo, que é realmente longo o suficiente para se tornar desnecessário junto a trama principal, mas ainda assim, sua mensagem salta a tela de uma forma tão óbvia, que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Antarctica&lt;/span&gt; se torna muito bom exatamente por isso, jogar para o telespectador a pergunta: estará o amor morto ou só estamos procurando nos lugares errados? No filme, em dois dias, Omer completará 30 anos e, como muitos de sua idade, ele ainda não se encontrou. Mas também mal procura. Em vez disso, ele prefere se perder entre as prateleiras de livros da biblioteca onde trabalha. Junto a ele, mais 5 personagens estão no mesmo rumo, alguns sem volta, outros com esperanças e a maioria sem vontade de mudar seus momentos, mas ainda assim a lamentar sobre eles. Um ótimo filme para dar tapa com luva de película e fazer com que nos questionemos sobre as dificuldades dos relacionamentos modernos, além da própria falta de relacionamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SzvbpBvKkuI/AAAAAAAAAjE/WxDtzBHrwgo/s1600-h/Paranormal_activity.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 136px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SzvbpBvKkuI/AAAAAAAAAjE/WxDtzBHrwgo/s200/Paranormal_activity.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421168074357904098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4º Lugar: Paranormal Activity (Atividade Paranormal)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Meu 4º lugar nem é um filme não tão assistido assim. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Paranormal Activity&lt;/span&gt; resultou num fenômeno do terror que poucos filmes são capazes de causar, entre eles o lendário (e horrível, na minha opinião) &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Bruxa de Blair&lt;/span&gt;, do qual esse bebe de sua fonte sem medo de ser feliz. É um filme que não remete exatamente a cinema, é mero entretenimento. É difícil comprar a idéia de que o filme é real, resultados das gravações insanas de um casal que tem sua casa mal assombrada, mas é impossível não se amarrar nele, pois se tem um tipo de entretenimento que funciona, esse é o entretenimento de terror. Acima de tudo, o que faz &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Paranormal Activity&lt;/span&gt; funcionar é que tudo nesse filme é inesperado, começo, meio e fim. Junte isso a uns ótimos sustos (não recomendo ninguém assistir esse filme a noite, sozinho, como eu fiz) e você tem uma fórmula que dá certo. Enfim, o alarde de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“melhor filme de terror da década”&lt;/span&gt; não é merecido, mas ainda assim, merece muito ser visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3º Lugar: Låt den Rätte Komma In (Deixa ela entrar)&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SzvbwjlHwiI/AAAAAAAAAjM/9FpljncMRTY/s1600-h/deixa+ela+entrar.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 135px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SzvbwjlHwiI/AAAAAAAAAjM/9FpljncMRTY/s200/deixa+ela+entrar.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421168203701666338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Antes de falar de um dos melhores filmes do ano, eu devo confessar que a série&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Crepúsculo &lt;/span&gt;não é vítima do meu ódio, mas da minha desilusão com a humanidade. Primeiro, por destruir (se duvidar, para sempre) ícones do terror como o vampiro, e segundo, por criar uma onda de alienação nunca vista antes na história da cultura pop. E quando eu não tinha mais esperanças, surgiu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deixa ela entrar&lt;/span&gt;. Mais do que um ótimo filme, temos aqui uma metáfora doce e moderna da passagem da infância para a adolescência. Primeiro conhecemos Oskar (Kåre Hedebrant), garoto de 12 anos, cansado de ser saco de pancada na escola. Quem parece um vampiro aqui é ele, mas Oskar é só um garoto normal. Até o dia em que ele conhece Eli (Lina Leandersson), garota que acabou de se mudar para o prédio e que chama atenção pela janela do quarto, tapada com papelão. Como Oskar, Eli não é muito de socializar. E ela também tem 12 anos, só que há muito mais tempo, pois é uma criança vampira. Acabam ficando amigos, e daí surge uma relação de cumplicidade, inocência e um tipo especial de amor que apenas as crianças são capazes de criar. E só porque temos crianças aqui, não significa que o sangue não role. Temos como destaque o pai de Eli, que busca o sangue para a filha de maneira impressionante, sua própria morte, servindo de comida para a filha, a luta de Oskar, a representação poética do fim da infância e um final surpreendente. Num mundo de vampiros purpirinados, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deixa ela entrar&lt;/span&gt; nos dá um gás sem tamanho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Szvb3dBBUNI/AAAAAAAAAjU/PwfGh7f_cSE/s1600-h/moon-movie-poster.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 134px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Szvb3dBBUNI/AAAAAAAAAjU/PwfGh7f_cSE/s200/moon-movie-poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421168322198720722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2º Lugar: Moon (Lunar)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É difícil fazer ficção científica. E na última década, quando ela aconteceu, sempre foi cercada de muitos efeitos especiais, explosões, guerras inimagináveis dentro da galáxia, como podemos lembrar através do bom remake de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Star Trek&lt;/span&gt;. Mas entre super produções, um filme se destacou brilhantemente, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Moon.&lt;/span&gt; Feito com menos de 10 milhões de dólares,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Moon&lt;/span&gt; parece ter sido produzido com um mega orçamento de 150 milhões. O filme mostra Sam Bell (Rockwell) no fim do seu contrato de trabalho com a Lunar. Ele tem sido um empregado fiel da companhia há três anos, vivendo na base batizada de Selene, enquanto está minerando Helium 3. O precioso gás lunar é a chave para reverter toda a crise de energia da Terra. Isolado, determinado e firme, Sam seguiu as regras obedientemente e sua temporada na lua tem sido leve, mas sem grandes acontecimentos. Seu trabalho é feito de maneira mecânica, o que lhe dá tempo de sobra para ficar sonhando com seu retorno à Terra, para ficar com sua esposa e filha, assim que se aposentar. O problema é que a Lunar não vê o futuro de Bell acontecendo dessa forma, resultando numa trama sinistra e que engana muito bem parecendo algo paranormal a princípio (vide &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Solaris&lt;/span&gt;), mas se mostrando algo friamente calculado (vide &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alien&lt;/span&gt;). É um filme de referências, com uma trama amarrada, enxuta e um visual impecável. Uma leitura obrigatória para quem é fã do gênero como arte, não como mero entretenimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1º Lugar: Le Premier Jour Du Reste De Ta Vie (O Primeiro dia do Resto de Sua &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Szvb9mw6eLI/AAAAAAAAAjc/Oqbqjgj3JY8/s1600-h/premierjourdurestedetavie-76658.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 150px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Szvb9mw6eLI/AAAAAAAAAjc/Oqbqjgj3JY8/s200/premierjourdurestedetavie-76658.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421168427894732978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vida)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Existem filmes que quando você conhece, não dá nada, mas quando começa a assistir, deixa ele entrar na sua vida, devagar, te emocionando e transbordando através de no mínimo uma lágrima. E essa é a melhor definição dessa obra prima do cinema canadense, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Le Premier Jour Du Reste De Ta Vie&lt;/span&gt;. Uma das maiores dificuldades que o cinema sempre vai ter, será o de retratar a família. E quando eu digo retratar família, falo de algo que qualquer expectador poderá se identificar, e esse é o grande feito desse filme. Temos a história da família Durval, o pai taxista e fumante, a mãe que não aceita envelhecer e é melodramática, o filho distante que prefere a solidão, o outro filho fã de rock que não quer trabalhar nem ter responsabilidades, a filha que se mete em todo o tipo de problemas, alguns autodestrutivos. É uma composição básica, o segredo está nas situações e na identificação. É nas brigas, nos jantares, nos beijos, nos abraços, nos olhares, nas lembranças, na celebração da vida e da morte. Quem tem família, ama. Quem tem família, odeia. Mas acima de tudo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Le Premier Jour Du Reste De Ta Vie&lt;/span&gt; nos lembra que quem tem família, não precisa de muita coisa além disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Feliz 2010&lt;/span&gt;, até lá!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-2380962914483533228?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/2380962914483533228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=2380962914483533228&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/2380962914483533228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/2380962914483533228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2009/12/os-10-melhores-filmes-de-2009-que-voce.html' title='Os 10 melhores filmes de 2009 que você NÃO assistiu'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SzvaxbDtkaI/AAAAAAAAAiU/V_TYjwf6YK0/s72-c/162415-l-affiche-du-film-la-belle-personne-637x0-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-8817946882368230647</id><published>2009-12-01T11:15:00.000-08:00</published><updated>2009-12-01T11:35:07.392-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='questionamentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>“A felicidade só é verdadeira quando compartilhada”</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SxVvBLgFM1I/AAAAAAAAAhw/KLa6QAXsk1o/s1600/picture-25.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 177px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SxVvBLgFM1I/AAAAAAAAAhw/KLa6QAXsk1o/s320/picture-25.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410352593413419858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;"O texto a seguir é uma reflexão de ficção. Qualquer semelhança com a reflexão de pessoas vivas ou mortas é mera coincidência. Especialmente para vocês, ex’s... babacas"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A vida é um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;boy meets girl&lt;/span&gt;. A não ser é claro que você tenha criado um novo caminho na sua vida e o seu jogo seja &lt;span style="font-style: italic;"&gt;boy meets boy&lt;/span&gt;, ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;girl meets girl&lt;/span&gt;, ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;boy meets chicken&lt;/span&gt;, enfim, vocês entenderam o sentido da coisa. Contemporaneidade e sensibilidade parecem palavras ultra diferentes quando procuramos seu significado no mundo atual. Mas quando paramos pra analisar as nossas vidas, percebemos que somos isso, uma sensibilidade contemporânea num mundo de garotos que conhecem garotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Boy meets girl&lt;/span&gt; é o típico filme comédia romântica. Nele, um garoto conhece uma garota, eles tem um caso, onde ambos terão grandes aprendizados e dramas, situações cômicas, e no fim eles,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; A) ficarão juntos para sempre, ou B) cada um vai seguir o seu caminho&lt;/span&gt;. Então por que a vida é um boy meets girl? Porque a vida é assim, você vai encontrar dezenas de pessoas no seu caminho, todas terão algo para lhe acrescentar, mas de fato, algumas das que mais nos marcam, são aquelas que tiram algo de nós e levam com elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no universo particular de cada um, existe um alguém especial, que no fundo não é tão especial assim, que no fundo é a pessoa que a gente nunca quis ter conhecido, que no fundo marca o que alguns amigos meus chamam de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ritual de Passagem&lt;/span&gt;. De fato, o ritual de passagem da sensibilidade de cada um (aqui há muitos outros sentimentos, claro, mas vamos tratar no geral da sensibilidade), acontece quando a partir de um evento em comum ao de outro alguém, nós passamos a não ver mais o mundo como era antes desse outrem. Num &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ritual de passagem&lt;/span&gt;, o mundo segue adiante, você não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SxVu4ZM1y2I/AAAAAAAAAho/Za_aX5zpMhc/s1600/500-days-of-summer.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 216px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SxVu4ZM1y2I/AAAAAAAAAho/Za_aX5zpMhc/s320/500-days-of-summer.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410352442471992162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E sobre isso o que trata aquele que eu já escolhi como o melhor filme de 2009, a comédia romântica, o típico &lt;span style="font-style: italic;"&gt;boy meets girl&lt;/span&gt;, a obra que me pegou de surpresa mais do que qualquer outra, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;500 Days of Summer&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;500 Dias com Ela&lt;/span&gt;, tradução brasileira de um título intraduzível). No filme, Tom é um criador de cartões comemorativos, que busca algo acima de tudo, o amor de sua vida. Um dia, no escritório ele conhece a bela Summer. E o filme já começa a se tornar genial por mostrar primeiramente que o raro tipo de homem que tem sentimentos nobres por uma mulher, é acima de tudo, não um tímido, mas um covarde. Os dois começam uma incrível relação, mas há um porém: ELA não acredita no amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é assim, que por 500 dias, somos apresentados a um relacionamento que nasce fadado a dor e ao desespero por amarmos e não sermos amados de volta. De forma não linear (que chega até a ser irritante em alguns momentos), mergulhamos em acontecimentos bons, ruins e simplesmente comuns. Hora somos Tom, hora somos Summer. Hora estamos sendo um deles dizendo a monstruosa frase &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“ainda podemos ser amigos”&lt;/span&gt;, escutando &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;The Smiths&lt;/span&gt; no elevador, pulando de alegria após uma noite de sexo e fazendo um completo musical no caminho pro trabalho, tentando discutir a relação, não discutindo e rindo ao som de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Carla Bruni&lt;/span&gt;, tentando discutir a relação, não discutindo e brigando no apartamento, quando conversamos sozinhos, tentando nos enganar na frente do espelho, como ao experimentar a explosão do primeiro beijo daquele por quem já estamos apaixonados e claro, por saber qual vai ser o último.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez um dos melhores pontos de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;500 Days of Summer&lt;/span&gt; seja quando somos apresentados a divisão da tela em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Realidade e Expectativa&lt;/span&gt;. Nenhum momento é tão perfeito ao mostrar como somos fracos de mente quando estamos apaixonados e tudo que acontece ao nosso redor nós desejamos que estivesse sendo completamente diferente. Ainda assim, se &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;500 Days&lt;/span&gt; parece um filme banal, é em seu final, num diálogo absurdamente sincero e doloroso entre Tom e Summer que entendemos uma visão absolutamente honesta, ainda que um tanto tragicômica, do amor, além de alguma forma renovar esse sentimento por acreditarmos: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“uau, agora tudo faz sentido”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, porque acima de tudo, após um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ritual de Passagem&lt;/span&gt;, nós devemos saber qual é o momento de voltar a caminhar com o mundo. Mesmo tendo aqueles que acham o amor uma utopia. Mas o amor não é uma utopia, viver na natureza selvagem que é.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SxVvPkpOczI/AAAAAAAAAiA/MqwbLKV9SjQ/s1600/intothewild.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 217px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SxVvPkpOczI/AAAAAAAAAiA/MqwbLKV9SjQ/s320/intothewild.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410352840680829746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;500 Days of Summer&lt;/span&gt; é capaz de nos mostrar perfeitamente o difícil rumo que a vida às vezes nos dá, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Na Natureza Selvagem&lt;/span&gt; é o filme que mostra a utopia do rumo que queremos dar a nossa vida. Mais que um incrível filme, Na Natureza Selvagem toca a sua alma com a ponta de uma faca e a faz sangrar. Se você não sentir isso, então é porque você matou há muito tempo o que há de mais simples dentro de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um filme revelador, com uma força pós-utópica que nos faz malditamente compartilhar uma empatia com o personagem principal. Afinal, você nunca pensou em abandonar tudo e viver uma vida sobre a liberdade total, a partir do zero? Em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Na Natureza Selvagem &lt;/span&gt;os elementos da liberdade, sociedade, natureza, verdade, sentimento, moral, solidão, e este mix de tudo estão o tempo todo sendo jogados na nossa cara de uma forma sublime e dolorosa. É uma reflexão no abismo de uma utopia pós-hippie, que nem a galera de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Woodstock&lt;/span&gt; acredita mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos a história de Chris, que depois de sua formatura aos 22 anos, doa sua poupança, abandona sua família, seu carro, destrói sua identidade, seus cartões de crédito, queima o que lhe sobra de dinheiro e parte em busca daquilo que considera sua liberdade aquém de qualquer elemento da sociedade. Sem dinheiro, viaja por dois anos pelos lugares mais belos e inóspitos dos EUA e México, trabalha daqui e dali, conhece pessoas que se afeiçoam a ele, e parte para um plano audacioso: ir para o Alaska onde pretende viver em meio à natureza por sua conta e risco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou falando de um atletazinho babaca que aparece no &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fantástico &lt;/span&gt;e no &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Domingo Espetacular&lt;/span&gt;, desses que se preparam fisicamente por anos, ficam cercados de água e energéticos, que só escala uma montanha guiado por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;GPS&lt;/span&gt; e está sempre com um óculos escuro da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nike&lt;/span&gt;. Estou falando de... ah, não é fácil dizer de quem estou falando, nunca conheci o Chris de verdade (o filme é baseado numa história real), e Deus sabe que depois desse filme eu gostaria de ter conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não nos resumimos a diálogos, nos resumimos a imagens, a expressões. Temos momentos, como a invasão da enchente no carro, os pulos junto aos cavalos selvagens ao pôr do sol (cena esteticamente perfeita), os dias de verão no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ônibus Mágico&lt;/span&gt;, a decida pelas corredeiras, o momento em que ele enterra os livros de seus pensadores favoritos e o encontro com o urso, que desfocado e sem som é de longe o momento que mais representa que Chris agora faz parte da natureza, mesmo a vista de um final não trágico como muitos podem imaginar, mas libertador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas definitivamente o momento mais maldito na cabeça de quem assiste esse filme é quando Chris conhece o velho Ron, um homem muito solitário e recluso que vê em Chris não a pessoa que ele gostaria de ter sido, m&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SxVvdPPK6fI/AAAAAAAAAiI/VeaubWQhRAI/s1600/na-natureza-selvagem.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 292px; height: 280px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SxVvdPPK6fI/AAAAAAAAAiI/VeaubWQhRAI/s320/na-natureza-selvagem.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410353075452570098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;as o filho que ele queria ter amado. Num diálogo assombroso de tão emocionante, Ron fala com lágrimas nos olhos: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Sabe, eu tenho uma idéia. Minha mãe era filha única, meu pai também, e eu fui o único filho deles, por isso, quando eu me for, serei o fim da minha linhagem. A minha família acabará. Que tal... deixar te adotar?”&lt;/span&gt;, a ponto que Chris responde tentando segurar a emoção: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Ron, podemos falar sobre isso quando eu regressar do Alasca?”&lt;/span&gt;. Ambos concordam, mas é difícil segurar a dor, porque ambos sabem, e nós sabemos também naquele momento, que eles nunca mais irão se ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Na Natureza Selvagem&lt;/span&gt; é um filme difícil de ser assistido. Principalmente num mundo que nos ensina que o correto é estudar, trabalhar em empregos que às vezes odiamos, ter um mês de férias para gastar o que nem temos, trabalhar de novo, pagar contas e seguir o sistema. É difícil acompanhar a utopia de Chris, mas é fácil compartilhar sua lição, uma lição única de alguém que realmente quis a liberdade, conquistou, e no fim descobriu que o melhor dessa liberdade, é que ela seja compartilhada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-8817946882368230647?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/8817946882368230647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=8817946882368230647&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/8817946882368230647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/8817946882368230647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2009/12/felicidade-so-e-verdadeira-quando.html' title='“A felicidade só é verdadeira quando compartilhada”'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SxVvBLgFM1I/AAAAAAAAAhw/KLa6QAXsk1o/s72-c/picture-25.png' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-6386574876668971522</id><published>2009-10-09T06:10:00.000-07:00</published><updated>2009-10-09T06:26:30.380-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='questionamentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Em que momento a humanidade desligou a sua fé?</title><content type='html'>E o Rio de Janeiro foi escolhido como sede das Olimpíadas de 2016. Grande coisa...&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Ss82hGxqjDI/AAAAAAAAAhY/z8yKIRUU29A/s1600-h/2012.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Ss82hGxqjDI/AAAAAAAAAhY/z8yKIRUU29A/s320/2012.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390587221368278066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Copa 2014, Rio 2016... só esqueceram que o fim do mundo é em 2012&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Recentemente terminei de ler um dos livros que mais mexeram meu modo de ver a vida, o universo e tudo mais,&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; O Mundo Sem Nós&lt;/span&gt;, de Alan Weisman. É difícil falar de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Mundo Sem Nós&lt;/span&gt;, mas sem dúvida a sombra dessa obra irá me assombrar pelo resto da minha vida. O motivo é simples: você já parou para pensar sobre o mundo sem nós? Dificilmente. Mas Alan pensou e o resultado, bem... o resultado é que o ser humano é a pior coisa que surgiu na história desse pequeno planeta azul nos confins do universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 150 anos fomos capazes de realizar estragos tão grandes no nosso planeta que de alguns eles não será capaz de se recuperar nunca. Existe em Houston, debaixo de uma montanha, um depósito de materiais radioativos extremamente perigoso. Tão perigoso, que definitivamente ele ainda estará lá intacto depois que o último humano se for, por causa disso, doutores em semiótica foram convocados pelo governo dos EUA para criar mensagens que seriam gravadas a ponto de que não importa o período, pelos próximos 10 milhões de anos ao menos, quem se aproximar daquele local vai saber instintivamente que ali não deve ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A humanidade não deu certo e não tente me convencer do contrário. Exterminamos todas os grandes mamíferos da América, acabamos com os recifes de corais, destruímos a camada de ozônio, enriquecemos o solo com chumbo, fizemos testes atômicos com urânio, e esquecemos o quanto somos frágeis. Esquecemos que sem a Terra não podemos sobreviver, mas que sem os seres humanos, a Terra ficaria bem melhor. Num mundo sem humanos, assim, do nada, os metros de Nova York inundariam completamente em dois dias, as usinas nucleares explodiriam em 7 (comprometendo todas as outras formas de vida), o teto da sua casa sumiria em menos de 10 anos, 1 bilhão de pássaros deixariam de morrer por ano por causa de nossas torres de energia elétrica, e em cerca de 40 anos, qualquer prédio com mais de 40 andares já vai ter tombado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, o gás carbônico demorará 100 mil anos pra voltar a níveis pré-humanos, o cadmium demorará 75 mil anos para sumir, o plástico (nossa mais imortal invenção) existirá pelos próximos 100 milhões de anos, e cada bomba de plutônio não explodida, demorará 250 mil anos para perder seu poder radioativo, lembremos então que existem cerca de 30 mil ogivas nucleares intactas no mundo e sinta o poder da nossa criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha avó tá lendo um daqueles livros evangélicos caducos que diz que o mal venceu o bem com fome, guerra, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mac Donalds &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;delivery&lt;/span&gt;, essas coisas. E se o nosso prazo estiver realmente na reta final? 2012 tá ai pra mostrar isso. Os maias tentaram nos alertar, será que eles estão certos? Os pólos vão se inverter e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Deus proteja a América”&lt;/span&gt;? E se Deus não existir? Bem, depois de O Mundo Sem Nós, o novo livro na minha lista é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Deus, um Delírio&lt;/span&gt;. Cara, eu mesmo estou fudendo com a minha mente, depois desses livros eu não vou poder nem colocar a culpa em ninguém.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Ss82ccFs0YI/AAAAAAAAAhQ/xPgA4TdUQfM/s1600-h/deus-um-delirio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 210px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Ss82ccFs0YI/AAAAAAAAAhQ/xPgA4TdUQfM/s320/deus-um-delirio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390587141190111618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ele está no meio de nós?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Meu professor de antropologia na 8ª série disse:&lt;span style="font-style: italic;"&gt; “Se Deus fez vários planetas igual a Terra espalhados pelo universo, ele é um gênio, mas se ele fez só a Terra, ele é um gênio maior ainda”&lt;/span&gt;. Meu sonho é entender o que ele quis dizer com isso. Um dia, se nos reencontrarmos, vou perguntar. Mas ai também vem Calvin e diz que: “A maior prova de haver vida inteligente lá fora é de que eles não entram em contato conosco”. Qual Calvin? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Calvin e Haroldo&lt;/span&gt;, claro! O eterno garoto propaganda desse blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último livro da coleção de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Calvin e Haroldo&lt;/span&gt; foi lançado no Brasil recentemente e eu não perdi tempo e comprei quase na estréia aproveitando minha última viagem pra Curitiba. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Hora da Vingança&lt;/span&gt; é de longe a melhor coletânea da série, conseguindo derrubar até mesmo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Mundo é Mágico&lt;/span&gt;. Taí, o mundo pode ter virado essa droga que transformamos, mas existem algumas coisas tão especificamente belas e poéticas que nos dão um pouco de fé e esperança. Ler as tirinhas desse muleque hiperativo e seu tigre de estimação são um exemplo, pelo menos pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês podem tentar argumentar comigo de que o mundo esta evoluindo e blá blá blá, que países como a Dinamarca, um dos mais avançados do mundo, abolem aos poucos o carro e usam a bicicleta. Dinamarca? Ah, a mesma Dinamarca onde nas ilhas Faroe jovens, para provar que são homens, matam golfinhos num ritual de passagem? Sim, golfinhos, uma raça inteligente que só se aproxima dos homens para brincar ou proteger os filhotes.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Ss82lzt1_VI/AAAAAAAAAhg/F7BRNQiCBaE/s1600-h/massacre6.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 212px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Ss82lzt1_VI/AAAAAAAAAhg/F7BRNQiCBaE/s320/massacre6.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390587302151322962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;Macho que é macho mata golfinho com requintes de crueldade. Chupa essa, PETA!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Se a fé move montanhas, onde ela está dentro dos seres humanos? Onde está a sua fé? A fé para mim é um sentimento independente de religião, a fé compõe o caráter e a nobreza de cada um, ela não é um telefone, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MSN &lt;/span&gt;ou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Skype&lt;/span&gt; pra você se conectar com Jesus, Alá ou Buda, ele é um sentimento que faz você se conectar com o mundo, então, quando a humanidade perdeu o poder de se comunicar com seu lar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, independente disso, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Mundo Sem Nós&lt;/span&gt; está me estimulando a tomar uma importante decisão, a de participar do &lt;a href="http://www.vhemt.org/pindex.htm"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;VHEMT&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (Movimento Voluntário para a Extinção da Humanidade). O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;VHEMT&lt;/span&gt; defende que devemos viver nossas vidas plenos, felizes, consumindo, gastando, se divertindo e fazendo o máximo possível para sermos felizes, só devemos parar de nos reproduzir. Parece lógico! Veja por esse lado, se todos aderissem, em 21 anos, a criminalidade juvenil seria um problema erradicado do mundo e a adoção cresceria absurdamente. Não vou terminar com: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“venha para essa você também”&lt;/span&gt;, afinal, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“cresceis e multiplicai-vos”&lt;/span&gt; ainda é seguido a risca por uma galera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pedido é simples: você poderia ligar sua fé para se comunicar com o mundo de novo? Pois como disse Pietro Aretino, "Amemo-nos sem termo nem medida, pois que só para o amor temos nascido".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-6386574876668971522?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/6386574876668971522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=6386574876668971522&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/6386574876668971522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/6386574876668971522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2009/10/em-que-momento-humanidade-desligou-sua.html' title='Em que momento a humanidade desligou a sua fé?'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Ss82hGxqjDI/AAAAAAAAAhY/z8yKIRUU29A/s72-c/2012.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-5494301551823532961</id><published>2009-08-17T09:14:00.000-07:00</published><updated>2009-08-17T11:21:26.380-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='musica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>A maioria dos músicos não são iguais a vinho</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SomDNWTM5eI/AAAAAAAAAhI/iIdEOY26dnQ/s1600-h/chus+e+ceballos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370968295963682274" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 205px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SomDNWTM5eI/AAAAAAAAAhI/iIdEOY26dnQ/s320/chus+e+ceballos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Geralmente as melhores festas na minha vida são automaticamente classificadas como as piores também. Explico: é que sempre que eu vou numa festa boa e eu estou me divertindo acontece alguma merda. Foi assim na minha formatura do terceiro ano por exemplo. O Flávio ficou tão bêbado, mas tão bêbado, que ele não se aguentava em pé, vomitava nos sapatos &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Arezzo&lt;/span&gt; das meninas e gritava: &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Todo mundo nu!”&lt;/span&gt;. Não deu outra, sobrou pra mim cuidar dele no auge da festa, da diversão e tudo mais. Nunca vou esquecer desse dia. Eu acordei na manhã seguinte com o Flávio na minha escrivaninha lendo meus textos e dizendo: &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“O que aconteceu ontem mesmo?”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, ele não tinha ressaca. Não, ele não se lembrava de nada. Sim, eu quis matá-lo. Não, ele não sabe quanto dinheiro tinha a menos na carteira dele e quanto tinha a mais na minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos se passaram desde esse incidente e algo parecido se repetiu esse ano. Eu estava no iate clube de Florianópolis tentando me consolar pela perda do show de &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;David Guetta&lt;/span&gt; (fã é uma coisa, doido que paga R$200 por um show é outra). E lá estava rolando o show da dupla espanhola &lt;a href="http://www.myspace.com/chusceballos"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Chus &amp;amp; Ceballos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; na lendária festa &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;E-Joy&lt;/span&gt;. Primeiro que o iate clube de floripa é um lugar realmente incrível para uma festa, segundo que a &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;E-Joy&lt;/span&gt; é realmente lendária. A vontade que eu tive no dia seguinte era de pregar um adesivo no carro: &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Eu fui na E-Joy e sobrevivi”&lt;/span&gt;. Festa fantástica, muita gente, turistas de todas as regiões e nativos curtindo o som. E eu lá chegando no auge... tenho que sair porque as companhias queriam. Pra piorar, o taxista que pegamos era um tiozinho tarado que estava vendo o DVD da &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Gretchen&lt;/span&gt; e tipo... não era um show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A apresentação de &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Chus &amp;amp; Ceballos&lt;/span&gt; foi muito boa. O público reagiu bem, eles tentavam se superar e se situar. Não foram de muito sucesso em alguns momentos, mas eles pegaram realmente o espírito da coisa. O som dos espanhóis é uma coisa bem mista, eles tem um lado latino óbvio misturado a uma coisa mais tech house, ora mais tribal, ora mais progressivo, um som bem diferente daquilo que a maioria está acostumado mas que é capaz de fazer o sangue ferver. Não decepcionou, mas também não surpreendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário musical eletrônico anda assim. Mantém um ritmo, mas não é inovador. Grandes DJ’s não estão mais se destacando no meio. O que surge são pequenas obras primas, em cada lado do globo, e que se difundem não pelas festas ou pelos shows, mas pela internet e pelo boca a boca. Um ótimo exemplo disso foi o que aconteceu com o bizarro e divertido som francês do &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Yelle&lt;/span&gt;, que no ano passado alcançou o topo nas baladas mais descoladas, mas eu lembro de uma entrevista da vocalista dizendo que não tinha dinheiro ainda pra se mudar definitivamente pra Paris, morando no interior. Eu também poderia trabalhar com os exemplos de &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Hercules and Love affair&lt;/span&gt; ou do ótimo som indie/eletrônico do &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Matt and Kim&lt;/span&gt; que se apresentaram recentemente no Brasil, mas eu quero falar do grande, porém pequeno, cenário da musica eletrônica brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SomCdnVvbjI/AAAAAAAAAgo/bHjwTXb6Ma8/s1600-h/bossindrama2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370967475904015922" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 217px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SomCdnVvbjI/AAAAAAAAAgo/bHjwTXb6Ma8/s320/bossindrama2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É isso ai meus amigos. Eu fico com uma felicidade quase idiota quando digo isso: o Brasil está apresentando uma ótima cena eletrônica. Dá até vontade de dizer que esse país agora anda pra frente e finalmente se tornou o país do futuro tão falado desde 1950. Mas ai é demais, né minha gente? O principal responsável por esse feito é o paranense Péricles Martins, percussor do &lt;a href="http://www.myspace.com/bossindrama"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Boss in Drama&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar do &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Boss in Drama&lt;/span&gt; é difícil. Mas ouvir é de um prazer indiscutível. A primeira música do MySpace do rapaz já é contagiante por si só. &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Favorite Song&lt;/span&gt; não lembra nada do que é produzido no Brasil, nada mesmo, aliás, eu não tenho referência nem nos EUA, o mais próximo que eu posso dizer que se compara é o inglês&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt; Erol Alkan&lt;/span&gt;. Mas é um som muito animado. A palavra para definir &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Boss in Drama&lt;/span&gt; é: atrevimento. Pode parecer bobagem, mas na musica eletrônica isso significa muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som é energético, extrapola os limites e as fronteiras de estilo e vai se tornando uma mistureba generalizada de elementos. Nós temos uma completa overdose entre o &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;pop&lt;/span&gt;, o &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;eletro&lt;/span&gt;, o &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;rock&lt;/span&gt;, &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;dance, house, hip hop, funk&lt;/span&gt; (Jesus, tem um &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;funk&lt;/span&gt; chamado Contaminada dele que é horrível, mas eu relevei). A ousadia está aí. Não ser fiel a porra nenhuma, somente a diversão. É misturar hits autorais com os de outros músicos, é fazer a musica durar apenas dois goles, não alongar, não prolongar, mas nunca parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa onda &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Boss in Drama&lt;/span&gt; também se encontra o bacana duo brazuca&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt; &lt;a href="http://www.myspace.com/databasetrax"&gt;Database&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;, pequeno sucesso nas pistas do sul e sudeste do Brasil, que dificilmente você vai ouvir um dia na Globo, mas que encontra largamente em blogs, revistas de públicos restritos, MySpace's da vida. O duo tem um som muito pop também, mas menos rítmico e barulhento que o Boss, e ainda assim &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;mainstream&lt;/span&gt; ao limite. Guarde esse nome, os meninos do &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Boss in Drama&lt;/span&gt; e do &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;strong&gt;Database&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; ainda vão fazer um barulho legal nos seus ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando de pau pra cacete. Eu posso dizer que uma das melhores coisas musicais que eu conheci esse ano foi o &lt;a href="http://www.myspace.com/thelastshadowpuppets"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;The Last Shadow Puppets&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Ok, o álbum &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;The Age Of The Understatement&lt;/span&gt; foi lançado no ano passado, mas eu só ouvi falar dele esse ano. &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Shadow Puppets &lt;/span&gt;não é uma banda, é um projeto paralelo na vida de Alex Turner (vocalista do &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Arctic Monkeys&lt;/span&gt;) e Miles Kane (atual&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt; Rascals&lt;/span&gt;). Aliás, fica muito difícil considerar as doze faixas do álbum como um trabalho paralelo, é menosprezá-los, é diminuir uma realização sonora fantástica, incrível, vívida e que representa tudo aquilo que uma geração de jovens quer ouvir de verdade, um revival de tudo que tivemos de melhor no passado, com o toque do que temos de bom hoje e com a juventude gritante de Alex e Miles.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SomDANC-CMI/AAAAAAAAAhA/d92gThWj1SY/s1600-h/last+shadow+puppets.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370968070141380802" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 258px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SomDANC-CMI/AAAAAAAAAhA/d92gThWj1SY/s320/last+shadow+puppets.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Você escuta &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;The Last Shadow Puppets&lt;/span&gt; e acha que mergulhou de volta nos anos 60, mesmo com as letras um tanto melancólicas e trabalhando o cotidiano. Deus, a canção &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Standing Next to Me&lt;/span&gt; parece que foi composta pelos &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Beatles&lt;/span&gt;, é a melhor do álbum, junto com a ótima faixa título &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;The Age Of The Understatement&lt;/span&gt; e &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;My Mistakes Were Made For You&lt;/span&gt;, num casamento de vozes tão perfeito que assusta. Um ponto interessante é que esse é um trabalho que Alex Turner só poderia ter desenvolvido após o sucesso com o &lt;a href="http://www.myspace.com/arcticmonkeys"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Arctic Monkeys&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, a banda que deu o sangue que a mídia inglesa tanto deseja, mas que hoje se encontra tão “diferente” de como começou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ouvir &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Humbug&lt;/span&gt;, novo álbum do &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;A&amp;amp;M&lt;/span&gt;, me perguntei onde estava aquele som muleke que tanto me atraiu no primeiro. Definitivamente algo não estava certo. É bom? É! No geral &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Humbug&lt;/span&gt; é bom sim, mas eu me senti até assustado, era algo que eu não estava esperando vindo de Alex e sua turminha. Talvez isso represente um novo ciclo pro &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Arctic Monkeys&lt;/span&gt;, uma renovação do seu sangue, não sei, ainda não consigo deduzir. Mas eles estão tentando inovar, isso é fato, não é quem nem a maioria dos músicos que tem medo disso e mantem apenas a fórmula do habitual. Todo esforço de mudança deve no fim ser reconhecido e válido, independente da música eletrônica ou do indie.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-5494301551823532961?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/5494301551823532961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=5494301551823532961&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/5494301551823532961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/5494301551823532961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2009/08/maioria-dos-musicos-nao-sao-iguais.html' title='A maioria dos músicos não são iguais a vinho'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SomDNWTM5eI/AAAAAAAAAhI/iIdEOY26dnQ/s72-c/chus+e+ceballos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-6976545592248609216</id><published>2009-07-07T07:18:00.000-07:00</published><updated>2009-07-07T07:31:28.426-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nota do autor'/><title type='text'>Dois anos de discussões entre minha consciência e eu</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SlNcJxJ7nFI/AAAAAAAAAgY/EylJf6y2M4w/s1600-h/calvin.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 196px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SlNcJxJ7nFI/AAAAAAAAAgY/EylJf6y2M4w/s200/calvin.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355725704757222482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tem horas que eu sou eles, tem horas que eles são eu!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eu geralmente não gosto de falar de aniversários, mas eu ando perdendo esse problema aos poucos. E mesmo porque, algo que eu gosto muito completou dois anos de existência. Meu querido blog, minha querida consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;E ai neguinho se pergunta: "grande coisa, o que eu vou ganhar com isso?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;05/09/2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O Fala Consciência não nasceu temático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;Começa falando de nada e termina com porra nenhuma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;10/08/2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E aos poucos se tornou meu xodozinho, meu cantinho mais que pessoal, parte de mim. É estranho você dizer que ama o seu blog, mas quem é que atualiza frequentemente o seu e não o ama?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;É, se relacionamentos já são complicados, relacionamentos modernos são mais difíceis ainda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;05/02/2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eu tive grandes momentos com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;Foi um relacionamento de altos e baixos, vivemos momentos felizes juntos, o sexo era até bom&lt;br /&gt;11/05/2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;De fato, o Fala Consciência também serviu para eu ir além. Eu expandi meu modo de pensar, minhas relações, conheci pessoas, pessoas me conheceram. Essa pequena página virtual no meio de milhões no mundo inteiro pode até ser minha morada, mas sempre acolherá bem seus visitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A questão é que todos ali são seres humanos, cada um com suas vidas, com seus problemas pessoais, com suas famílias para criar, com seus corações para lidar, com suas felicidades, vitórias, princípios e medos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;01/05/2009&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E eu acho que foi por causa de vocês, é, você mesmo leitor, que esse blog acabou ganhando uma forma indefinida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;Tem um amontoado de idéias, um amontoado de realizações e um amontoado de resultados, diferentes, únicos, iguais, eficientes e inúteis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;30/10/2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo tem que ter um limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;Entre parar pra pensar no sentido da vida, do universo e tudo mais, ou viver feliz, eu escolhi viver feliz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;09/06/2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Esse pequeno espaço viveu alguns dias de glória, hoje já não é bem assim. As coisas mudam, o dia a dia muda, as pessoas mudam e velhos hábitos acabam deixando de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;Hoje eu quase não deito no sofá da minha casa, aliás, eu não lembro qual foi a última vez que eu parei pra deitar no sofá e assistir TV.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;16/10/2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mas isso não me desanima com esse lugar, nem de longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;De fato, isso não faz meu estilo. Se prender ao passado culturalmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;08/12/2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Aliás, eu mesmo já tive diversas crises.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;Se ver no espelho e ter uma crise por se achar um tribufú já não é fácil. Ter uma crise por se ver no espelho e se achar coloquial é pior ainda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;25/06/2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E como todo mundo, faço minhas besteiras, ou, como todo mundo também, faço besteiras maiores ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;Porque às vezes fazemos questão de matar o amor. Porque geralmente matamos o amor quando ele menos merece ser morto e você se torna um filho da puta a lamentar isso pro resto da sua vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;23/07/2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E há mudanças, claro. Porque, inevitavelmente, tudo muda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não que eu esteja deixando de estudar, ler ou me informar das coisas. Pelo contrário. Mas ultimamente eu estou sentindo que meu senso crítico não é mais a mesma coisa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;24/09/2007&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mas não a crise que me tire daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;Ei, espera ai, "enjoei de internet", eu disse isso? Alguém vem aqui e me dê um tiro. Eu quero ser jornalista, escritor, cineasta, músico alternativo (hum... pensando bem, essa eu pulo), crítico chato de tudo que aparece de novo, então, ei!, eu não posso enjoar de internet. É mais que uma diversão, no meu caso, é necessidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;10/10/2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E embora eu nunca deixe de criticar a humanidade, eu também não deixarei de admirá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;Bem, a humanidade pode ate não ter dado certo realmente, mas que realizou obras fantásticas, algumas que de tão ruins soam ate boas, ah se realizou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;21/04/2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E sim, hoje é um dia de comemorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;Vamos beber cerveja, que o efeito é quase o mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;17/12/2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Esse texto é dedicado a você, que acima de tudo, me ajudou a manter esse blog por dois anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;Obrigado!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;07/07/2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-6976545592248609216?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/6976545592248609216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=6976545592248609216&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/6976545592248609216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/6976545592248609216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2009/07/dois-anos-de-discussoes-entre-minha.html' title='Dois anos de discussões entre minha consciência e eu'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SlNcJxJ7nFI/AAAAAAAAAgY/EylJf6y2M4w/s72-c/calvin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-9146125010293502690</id><published>2009-06-15T21:42:00.000-07:00</published><updated>2009-06-15T21:51:45.818-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Devaneios'/><title type='text'>Eu odeio começar uma obra e não saber como terminar</title><content type='html'>1.0&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ônibus da Ufac às 18h30 é lotado. Completamente lotado. Geralmente depois da metade do percurso ninguém mais consegue subir e ninguém desce. As pessoas lá só vão pra Ufac. Elas não vão descer na metade do caminho. Então o ônibus fica lotado. E ninguém mais entra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim o ônibus vai num silencio mórbido. Ninguém conversa, ninguém troca olhares. Eu olho todo mundo. Mas ninguém me vê, porque ninguém me olha, ninguém repara em mim, e ninguém repara em ninguém. Até o dia em que eu olhei praquela garota e surpresa, aquela garota olhava pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estou deitado no colo daquela garota. Ela afaga meus cabelos e me canta musicas dos Los Hermanos. Ela adora as musicas dos Los Hermanos, ela ama, diz que o Marcelo Camelo é o poeta de toda uma geração. Eu odeio. Aliás, eu nem ligo. Eu gosto de escutar Arctic and Monkeys no meu ipod. Ela não tem ipod. Aquela garota de saias de renda canta Los Hermanos pra mim enquanto eu estou no colo dela. Eu odeio Los Hermanos. Mas eu gosto daquela garota. E a voz dela é tão gostosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz um calor danado na Ufac. É começo de maio. E debaixo de uma árvore eu estou no colo daquela garota. É sábado de manhã. Um ônibus passa por nós. Ele está vazio. Nenhum ônibus circula cheio na Ufac sábado de manhã. Só o primeiro. Aquela garota massageia meus cabelos. Ela olha pra mim e sorri. Ela canta baixinho “deixa eu brincar de ser feliz”. É uma frase bonita. Mas em seguida vem “todo carnaval tem seu fim” e eu sinto uma tristeza tão grande dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela garota anda na minha frente. Nem de perto, nem de longe. Ela está numa distancia fixa. Vinte minutos atrás ela tinha dito “eu não sou capaz de te amar”. Quinze minutos atrás começou a chover desesperadamente. Dez minutos atrás ela começou a caminhar debaixo de chuva. Nove minutos atrás eu tentei abrir meu guarda chuva, mas ele quebrou, porque eu tentando limpar meus óculos sujos na frente de respingos d’água e atrás das minhas lágrimas acabei abrindo o guarda chuva errado. Oito minutos atrás eu estava começando a andar rápido para alcançar aquela garota, mas quando eu a alcanço, eu diminuo passo. Quatro minutos atrás eu estou completamente encharcado e minha cueca molhada incomoda porque começa entrar dentro da bunda. Dois minutos atrás aquela garota para de andar, eu paro junto, ela olha pra mim e diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu estou indo embora e você nunca mais vai me ver”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um minuto atrás aquela garota foi embora. E eu nunca mais a vi. Zero minutos atrás, eu estou parado, chuva caindo, e a cueca não me incomoda mais. Meus óculos estão molhados por dentro e por fora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-9146125010293502690?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/9146125010293502690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=9146125010293502690&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/9146125010293502690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/9146125010293502690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2009/06/eu-odeio-comecar-uma-obra-e-nao-saber.html' title='Eu odeio começar uma obra e não saber como terminar'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-441219872357888225</id><published>2009-06-09T09:33:00.000-07:00</published><updated>2009-06-10T07:49:07.648-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Se você acha que a Terra é um planeta sem esperança, nem queira conhecer o resto da galáxia então...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Existe uma teoria que diz que, se um dia alguém descobrir exatamente para que serve o Universo e por que ele está aqui, ele desaparecerá instantaneamente e será substituído por algo ainda mais estranho e inexplicável...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“...Existe uma segunda teoria que diz que isso já aconteceu.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Entre parar pra pensar no sentido da vida, do universo e tudo mais, ou viver feliz, eu escolhi viver feliz. E quando eu penso que essa escolha pode ter sido a errada, é só eu parar um segundo pra pensar no sentido da vida, o universo e tudo mais pra perceber claramente que eu fiz a melhor escolha possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente eu estou lendo a trilogia de 4 livros de Douglas Adams. E esqueçam &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Star Wars&lt;/span&gt;, pois &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Guia do Mochileiro das Galáxias&lt;/span&gt; é a melhor obra de ficção científica desse planeta. E também a mais&lt;span style="font-style: italic;"&gt; nonsense/bizarra/porra-louca/que-diabo-é-isso?&lt;/span&gt; da história. No primeiro capítulo do primeiro volume temos a destruição total da Terra. Por quê? Simples, nosso planeta é um pequeno obstáculo na construção de uma estrada espacial. Tivemos 50 anos pra fazer reclamações no escritório público mais próximo, que fica em Alfa de Centauro, o problema é que não vamos lá com muita frequência. Sendo assim, após trinta segundos de pânico, a frota dos alienígenas Vogons (a raça mais terrível do universo não por serem perigosos, mas burocráticos demais) destrói o planeta. Simples assim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arthur Dent é o único que escapa com vida, pois seu amigo alienígena (que ele não sabia ser alienígena até 12 minutos antes da demolição) o tira do planeta. E após uma improbabilidade bizarra que pode ser explicada cientificamente através do Gerador de Improbabilidade da nave Coração de Ouro, passam a viver algumas aventuras juntos com Zaphod, Trilian e o robô maníaco-depressivo-suicida Marvin.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Si6PMpAOlXI/AAAAAAAAAfo/wB-uipeWR6o/s1600-h/marvin.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 150px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Si6PMpAOlXI/AAAAAAAAAfo/wB-uipeWR6o/s200/marvin.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345367255063369074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Vida?! Não fale comigo sobre a vida"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Porém, o livro tem uma tirada bastante interessante. A resposta da questão fundamental da vida, o universo e tudo mais. Um computador mega fodástico (e arrogante pra caralho) após alguns milhões de anos de calculo, disse que a resposta a essa questão é... 42. Sim, os criadores do computador ficaram tão putos com essa resposta quanto você leitor. O computador informou que o problema não era a resposta, mas a pergunta, que eles não sabiam, e que não era possível de se descobrir pelo computador, então a busca da questão fundamental da vida, o universo e tudo mais se torna o foco, porque a resposta nós já temos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro volume da série é de longe um dos livros mais incríveis que eu já li, uma crítica forte a nossa sociedade e ao nosso planeta com suas guerras sem sentindo, seus preconceitos e estupidez. Nem o livro de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Piadas do Costinha&lt;/span&gt; me fez chorar de rir, mas o do Douglas Adams sim. Porém, após uma alta expectativa depois de ler &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Guia&lt;/span&gt;, o segundo volume, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Restaurante no Fim do Universo&lt;/span&gt;, me soou deveras decepcionante. Chorei de rir? Chorei! É bom? E ái daquele que falar algo contra! Mas pareceu sem o ritmo bizarro inflamado pelo primeiro. Sem falar numa questão que me encheu o saco em particular: a banalização da viagem no tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente, como é que o James Cameron consegue dormir a noite? Se todo mundo no nosso planeta acha que viajar no tempo resolve todos os problemas da nossa vida (e da Skynet também, a maquina de inteligência artificial mais burra do mundo), a culpa é do James Cameron. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Exterminador do Futuro&lt;/span&gt; é a série de ficção científica mais sem sentido da história. Terminator 1 e 2 são tão bons, mais tão bons, que a gente nem consegue questionar os defeitos mega-hiper-powers dos roteiros, mas o 3 e 4 são tão bomba, junto com aquela série bizarra da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sarah Connor&lt;/span&gt; que aí a gente percebe como tudo é uma viagem em LSD sem volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Exterminador 1:&lt;/span&gt; O Kyle Reese veio do futuro pra salvar a Sarah Connor porque ela vai ser a mãe do John Connor, o todo fuderoso da resistência, só que aí, o Kyle pega a Sarah e quem nasce dessa pegada com força? Jhon Connor. Heim? Como assim, Bial? O pai do Jhon Connor é mais novo que ele minha gente e nasceu depois dele. Stephen Hawkey, explica o que isso significa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Si6PUFbLOnI/AAAAAAAAAf4/udzqjZVHSH4/s1600-h/hawking.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 125px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Si6PUFbLOnI/AAAAAAAAAf4/udzqjZVHSH4/s200/hawking.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345367382951672434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Vocês tiraram toda essa bizarrice histórica de onde? Do vácuo? De um buraco negro?"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Exterminador 2:&lt;/span&gt; O pau no cu do Kyle disse que a resistência estava vencendo a guerra, então porque mandaram mais dois Exterminadores mesmo? Ah, eu não consigo falar mal desse filme mesmo querendo. Tem algumas das melhores cenas de ação &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ever&lt;/span&gt; e a personagem feminina mais incrível do cinema, a Sarah Connor sarada, louca e gostosa me deu mais pesadelos que o T1000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Exterminador 3:&lt;/span&gt; James Cameron deve ter dito, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Galera, eu não sei mais o que fazer com esse filme, não dá, não tem roteiro”&lt;/span&gt;, mas eles fizeram. Os produtores pensaram: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Vamos colocar uma loira gostosa com cara de suíça e vai dar certo do mesmo jeito”&lt;/span&gt;. O John Connor é um viadinho chatinho e não aquele adolescente doidaço envolvido com drogas e venda ilegal de armas que ele deveria ser. O filme só serviu pra ensinar de uma vez que o passado não pode ser mudado pra mudar o futuro. O problema é a que a burra da Skynet ainda não percebeu isso depois de 3 filmes e uma leva de Exterminadores top de linha esbagaçados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Exterminador 4:&lt;/span&gt; É tão ruim que eu tenho que ir por tópicos. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A) &lt;/span&gt;Por que as máquinas aprisionam humanos? Sadismo? Fetiche sexual? Cadê o conceito de auto-suficiência, minha gente?&lt;span style="font-style: italic;"&gt; B)&lt;/span&gt; Por que tudo na filial do Norte da Skynet (sim, porque ela se mostrou uma multinacional na verdade, com várias sedes) parece ter sido construído pra seres humanos manusearem facilmente? &lt;span style="font-style: italic;"&gt;C)&lt;/span&gt; A gente não sente nem cheiro de viagem no tempo o filme inteiro. Mas o Kyle maldito (perceba meu ódio perante esse personagem) ta lá, adolescente e mais novo que o próprio filho. E por último &lt;span style="font-style: italic;"&gt;D)&lt;/span&gt; O Arnold Schwarzenegger foi feito do mesmo material que o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Huck&lt;/span&gt; do primeiro filme.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Si6PQ5s90XI/AAAAAAAAAfw/af6tqtUcDLA/s1600-h/terminator-salvation-bale.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 150px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Si6PQ5s90XI/AAAAAAAAAfw/af6tqtUcDLA/s200/terminator-salvation-bale.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345367328265458034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Pede pra sair, pede pra sair... Tu não é caveira!"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A série &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Exterminador do Futuro &lt;/span&gt;já tá tão sem noção, que perdeu a graça. Sem falar que uma das poucas lógicas dela é: se tivessem matado o John Connor no primeiro filme, a humanidade estaria salva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajar no tempo é a solução dos seus problemas. A banalização da viagem no tempo também passou para o novo filme da série &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jornada nas E&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;strelas&lt;/span&gt;, de novo com esse papo de salvar alguém que está sendo ameaçado. Me admira que o George Lucas não tenha usado essa idéia ainda, porque o cara que produz barulho no vácuo deveria ter usado viagem no tempo até pra cortar as unhas dos seus personagens. Graças a Deus, tirando a ideia de fazer &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Episódio I&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;II&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;III&lt;/span&gt;, ele não pensou nisso também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor proposta na cultura pop a falar de viagens no tempo é a quinta temporada de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lost&lt;/span&gt;. Quem acompanha a série e já terminou a última temporada deve ter pensando como eu: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Agora fudeu de vez!”&lt;/span&gt;. Mais louca, insana e bizarra que todas as outras temporadas juntas, os perdidos de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lost&lt;/span&gt; viajaram no tempo e passaram uns dias brincando de casinha com a Iniciativa Dharma. Para a nossa sorte, existe um físico no grupinho, e ele diz que: não é possível mudar o futuro alterando o passado. Para provar mais ainda essa teoria, o próprio físico começa a achar o contrário, tenta mudar o futuro e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;péi&lt;/span&gt;, morre, sendo que sua morte já era sabida pelo pessoal que está no futuro. Ou seja, o passado é inalterável. Segue uma lógica simples: se você viaja no passado pra matar o seu avô, por consequência você não nasce, e se você não nasce você não pode viajar no tempo pra matar o seu avô. Sacou ou pede ajuda pro Stephen Hawking?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, a 6ª e última temporada de&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Lost &lt;/span&gt;vem aí para o delírio dos fãs, e mais dois &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Exterminadores do Futuro&lt;/span&gt; estão em produção, para o desespero dos fãs. Podemos esperar mais banalização da viagem no tempo, até um dia chegarmos ao ponto de Douglas Adams em sua trilogia de 4 livros: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“O maior problema da viagem no tempo não é o perigo de você se tornar o seu próprio pai, famílias modernas podem lidar facilmen&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;te com isso, mas a conjugação verbal, porque você descobre que o Pretérito Perfeito não é tão perfeito assim”&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-441219872357888225?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/441219872357888225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=441219872357888225&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/441219872357888225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/441219872357888225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2009/06/se-voce-acha-que-terra-e-um-planeta-sem.html' title='Se você acha que a Terra é um planeta sem esperança, nem queira conhecer o resto da galáxia então...'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Si6PMpAOlXI/AAAAAAAAAfo/wB-uipeWR6o/s72-c/marvin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-1523578348475372045</id><published>2009-05-11T19:55:00.000-07:00</published><updated>2009-05-12T06:31:52.978-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Entre o começo e o fim existe o meio</title><content type='html'>&lt;div&gt;A minha veia pra cinema-arte havia dado um tempo. Aliás, isso foi preocupante. Eu tentei ligar pra minha consciência, mas ela não mandou recados, email, bip, sinal de fumaça, muito menos tweets ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;direct messages&lt;/span&gt; pelo Twitter. Por conseqüência, durante um longo período eu só assisti mega produções e&lt;span style="font-style: italic;"&gt; blackbusters&lt;/span&gt;. Daí que eu fui assistir &lt;strong&gt;X-men Origens: Wolverine&lt;/strong&gt; quando de repente eu finalmente acordo pra vida. &lt;em&gt;“Que porra eu tô fazendo aqui?”&lt;/em&gt;. Ok, o filme é ruim e não é pouco, contribuindo para esse surto momentâneo. Foi um relacionamento de altos e baixos, vivemos momentos felizes juntos, o sexo era até bom, mas em se tratando do meu romance com o cinema exclusivamente comercial, foi hora de eu dizer que fui comprar cigarros e não voltar tão cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa semana foi finalmente lançado o trailer de &lt;strong&gt;Do começo ao fim&lt;/strong&gt;. Eu não posso nem dizer que o filme era aguardado, porque não era, ele pegou todo mundo de surpresa. Eu já havia lido algumas coisas pequenas com relação a escolha do elenco, mas não havia dado moral pra produção, mesmo porque o filme 1) é nacional (e não me condenem agora, nós ainda vamos discutir isso aqui) e 2) tem o Fábio Assunção (e isso não vai ser discutível).&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3DVa2DKSnU0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/3DVa2DKSnU0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Do começo ao fim&lt;/strong&gt; é visivelmente um filme&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "diferente"&lt;/span&gt;, primeiro por tratar de um dos últimos tabus da humanidade, o incesto, segundo, por ir além desse tabu e tranformá-lo num incesto homossexual. O longo trailer é cheio de cenas bem impactantes. O momento em que os dois irmãos estão juntos na cama e confessam que amam um ao outro soa pesado, eles são irmãos, aquilo é... errado (ou não?). Ainda assim, as imagens causam um grande fascínio e apresentam uma trama complexa, que se segura e que tem Julia Lemmertz em visível performace sublime. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É cedo pra falar de &lt;strong&gt;Do começo ao fim&lt;/strong&gt;? É! O filme vai ser lançado esse ano ainda, mas sem data definida. Mas o burburinho virtual que o filme anda causando já é estrondoso. Até trailer com legendas em inglês o filme já tem. Mas uma coisa é certa, o filme por si só já sai da linha nacional comum, aliás, pelo trailer, se não fosse falado em português, qualquer um faria a afirmação de que esse não é um filme nacional. De fato, o cinema-arte (também chamado de cinema alternativo, embora eu não goste desse conceito) existe no Brasil ou de uma forma contida, ou não existe. Daí minha curiosidade gigantesca sobre Do começo ao fim, esse filme será um divisor de águas na produção audiovisual nacional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os mais descolados vão me contestar muito, dizer que o cinema nacional evoluiu bastante e existem muitas produções fora de circuito interessantes. Ao meu ver estão certos em parte. O cinema nacional avançou sim, mas uma coisa eu ainda não vejo no nosso cinema, uma linguagem inovadora, própria, particular e simplesmente irresistível e desafiadora. A Argentina está mais avançada que o Brasil nesse quesito. E até mesmo os mais antenados não podem discordar da imensa superioridade israelense na arte cinematográfico. As obras mais próximas do cinema-arte no Brasil são justamente aquelas que bebem de outras identidades.&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SgjqdCk1WXI/AAAAAAAAAe4/G07L-PRsXco/s1600-h/os+sonhadores.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334771543248820594" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 235px; height: 319px;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SgjqdCk1WXI/AAAAAAAAAe4/G07L-PRsXco/s320/os+sonhadores.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu por exemplo fui ironicamente chamado de moderninho por não ter me chocado com o tema do incesto homossexual em &lt;strong&gt;Do Começo ao fim&lt;/strong&gt;. De fato, o incesto na sua concepção cinematográfica não me atiça tanto desde que ele me foi apresentado em &lt;strong&gt;Os Sonhadores&lt;/strong&gt;, de Bernardo Bertolucci. Eu vivi um caso de amor magnífico com esse filme, de longe um dos meus favoritos em toda história. A saga dos irmãos gêmeos Theo (Louis Garrel em seu mais marcante papel até hoje) e Isabelle (Eva Green em seu estado mais bruto), que conhecem o perdido Matthew e vivem juntos um triângulo inenarrável, num apartamento em Paris durante a revolução de 68, é fascinante como poucas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Os Sonhadores&lt;/strong&gt; é querendo ou não uma sublime obra de homenagem ao cinema, a musica, a literatura e a arte. Um filme que conquista, excita, faz com que você deseje fazer parte daquele grupo, mergulhar em filmes antigos, livros clássicos, musicas em vitrola ou numa Vênus de Milo em carne e osso. Além disso, é intrigante e atraente a relação incestuosa entre os irmãos, nunca mostrada de forma óbvia ou clara, sempre apenas sugerida. Não importa se Matthew conquista Isabelle, pois a relação dela com Théo estará sempre acima desse romance.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ah, eu lembro de &lt;strong&gt;Os Sonhadores&lt;/strong&gt; e suspiro alto sempre.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Com relação ao tema homossexualismo, esse não é de modo algum mais um tabu cinematográfico. Aliás, não se faz mais cinema-arte descente sem uma dose mínima de homossexualidade nos dias de hoje, podem reparar. Algumas pessoas podem dizer que o homossexualismo é polêmico nas telas de cinema, mas na minha opinião não é mais. Os EUA vive isso abertamente na sua televisão por exemplo, e no Brasil toda novela das 8 tem que ter casal gay sem beijo na boca pra chamar a atenção. Aliás, curtas metragens nacionais tendo gays e travestis foram grandes destaques em 2008. Mas você soube disso? Duvido! Ta aí, achando que &lt;strong&gt;Do começo ao fim&lt;/strong&gt; é a primeira obra gay cinematográfica do Brasil.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um exemplo dos curtas é &lt;strong&gt;Café com Leite&lt;/strong&gt;. Uma tocante obra de um casal de jovens rapazes que começavam a planejar uma vida mais juntos quando de repente a família de um deles morre e ele se vê obrigado a cuidar do irmão mais novo, um obstáculo que não permitirá que os planos do casal se concretize. Tem também &lt;strong&gt;Tá&lt;/strong&gt;, obra de Felipe Sholl que levou nada mais nada menos que o &lt;em&gt;Teddy Bear&lt;/em&gt; no &lt;em&gt;Festival de Berlim&lt;/em&gt; em 2008, uma obra definida pelo próprio diretor como &lt;em&gt;“sórdida e fofinha”&lt;/em&gt;. Já &lt;strong&gt;Sapatos de Aristeu&lt;/strong&gt; é um curta pesado e ao mesmo tempo sensibilizante , que mostra um grupo de travestis preparando o corpo de uma amiga para o enterro. Cadê que algum desses filmes explodiu?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Com relação aos longas com tema homossexual abertament, o Brasil ainda não tem nenhum de peso realmente. No mundo existem os clássicos modernos como o ótimo &lt;strong&gt;Milk, Filadélfia, A Lei do Desejo, Meninos não Choram, Café da Manhã em Plutão&lt;/strong&gt; e meu favorito, &lt;strong&gt;C.R.A.Z.Y. – Loucos de Amor&lt;/strong&gt;, que na verdade não se enquadra bem em temática gay, pois acima de tudo é um fantástico drama familiar, e que tem a melhor trilha sonora que um filme pode ter, com &lt;strong&gt;The Rolling Stones&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;David Bowie&lt;/strong&gt; (em fase &lt;em&gt;Ziggy Stardust&lt;/em&gt;) e &lt;strong&gt;Pink Floyd&lt;/strong&gt; (e não estou falando de lados B dos singles mais obscuros: o filme escancara &lt;em&gt;Space Oddity, Sympathy For The Devil&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Shine On You Crazy Diamond&lt;/em&gt;). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjp9qe2IsI/AAAAAAAAAew/2i7xgTky-Ow/s1600-h/prayers_for_bobby.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334771004205310658" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 182px; height: 320px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjp9qe2IsI/AAAAAAAAAew/2i7xgTky-Ow/s320/prayers_for_bobby.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Porém, dentre esses todos, o telefilme &lt;strong&gt;Orações para Bobby&lt;/strong&gt; chamou bastante minha atenção. É um filme bem triste, e que vale bem mais a pena a partir de sua metade, quando o Bobby em si morre. Filho de uma mulher altamente católica, Bobby não foi só reprimido duramente, mas foi convencido pela sua mãe que a homossexualidade era um pecado forte e errado. Mesmo Bobby conseguindo se desapegar da família, não se desapegou da idéia da mãe e se matou. A partir desse momento, sua mãe (uma Sigourney Weaver assustadora), entrega-se a uma dor sem tamanho, e passa a se sentir a única responsável pela morte do filho. É doloroso demais o momento em que ela entra na igreja toda molhada e anuncia ao padre que foi ela quem matou o filho que mais amava. &lt;strong&gt;Orações para Bobby&lt;/strong&gt; pode ser um simples telefilme, mas tem uma essência tão forte que indiscutivelmente o torna um ótimo filme a abordar o real questionamento de ser homossexual.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Voltando a &lt;strong&gt;Do começo ao fim&lt;/strong&gt;, veremos o que o filme nos aguarda. Mas eu já começo a achar que toda essa repercussão não fará bem para sua crítica final. Em 24h o trailer alcançou a marca de 25mil visitas (impulsionado pela versão legendada em inglês no Made in Brazil), em 48h quase todos os portais de cultura e notícias LGBT do país tinham o trailer em seus destaques. O trailer de 4 minutos mostra visivelmente muita coisa, inclusive o possível clímax, a não ser que o filme tenha 2h30 de duração, o negócio já começou mal, lembrando que deve haver um segundo trailer antes do lançamento com mais cenas inéditas. E como eu estava apostando com um amigo paulista, &lt;em&gt;“quer pagar quanto que um deles morre no final?”&lt;/em&gt;. Sinceramente, espero realmente estar bastante enganado.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-1523578348475372045?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/1523578348475372045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=1523578348475372045&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/1523578348475372045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/1523578348475372045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2009/05/entre-o-comeco-e-o-fim-existe-o-meio.html' title='Entre o começo e o fim existe o meio'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SgjqdCk1WXI/AAAAAAAAAe4/G07L-PRsXco/s72-c/os+sonhadores.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-4084655029506057039</id><published>2009-05-01T13:20:00.000-07:00</published><updated>2009-05-01T13:26:19.618-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='séries'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='questionamentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>A vida como ela é... sim, e daí?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SftZ-f3lJGI/AAAAAAAAAd4/VRBXpLGtQsQ/s1600-h/brothers+and+sisters.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330953514164495458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 179px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SftZ-f3lJGI/AAAAAAAAAd4/VRBXpLGtQsQ/s400/brothers+and+sisters.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estruturas. É o que todos nós desejamos, independente desse desejo ser consciente ou não. Todos nós queremos estruturas. Todos nós queremos nosso pilar de sustentação. E de fato, só dão valor a isso as pessoas que não as tem. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Meu novo vício tem sido a série &lt;strong&gt;Brothers &amp;amp; Sisters&lt;/strong&gt;. Uma ótima produção norte americana que hoje está em sua terceira temporada, mas que eu ainda estou finalizando a primeira. E eu já vou logo avisando que se você está esperando eu falar de uma série louca, toda cheia de confusões, vidas perturbadas ou mistérios, lamento, mas só tem uma palavra para eu definir &lt;strong&gt;Brothers &amp;amp; Sister:&lt;/strong&gt; careta! A série não é só careta, ela é caretíssima, ao extremo. Talvez seja por isso que eu posso afirmar que adoro esse programa, porque o caretismo às vezes é o que nos traz mais conforto na vida. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Brothers &amp;amp; Sisters&lt;/strong&gt; conta a história de uma família rica e cheia de valores próprios que tentam lidar com a perda do patriarca, a quebra financeira da empresa e a descoberta de mentiras do passado que nunca vieram a tona. São cinco irmãos, completamente diferentes um do outro, mas que se amam e tem um elo fortíssimo (cada um a sua maneira) com a mãe, uma mulher forte, porém, meio sequelada (de doida mesmo, não psiquiatricamente). A questão é que todos ali são seres humanos, cada um com suas vidas, com seus problemas pessoais, com suas famílias para criar, com seus corações para lidar, com suas felicidades, vitórias, princípios e medos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A questão é que não importa o quanto eles tenham tudo isso, pois uma coisa eles sempre terão, a si mesmos. Esse é o grande segredo de &lt;strong&gt;Brothers &amp;amp; Sisters&lt;/strong&gt;, o de sem nenhum artifício pitoresco (muito comum hoje nas séries americanas) mostrar de verdade como funciona o amor familiar.&lt;br /&gt;Não é de hoje, que os valores familiares se tornaram indefiníveis. De fato, uma das grandes questões da nossa humanidade, é que cada geração que vem se distancia mais ainda da anterior. Pegue você mesmo como exemplo. Você vive num mundo que não é nem um pouco mais igual ao da sua mãe. Porém, a sua mãe viveu num mundo onde possivelmente ainda havia muitos dos valores do mundo da mãe dela. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E aí chegamos ao momento em que o prazer das pessoas mais mal amadas é dizer que &lt;em&gt;“a família é uma instituição que está falindo”&lt;/em&gt;. O cu deles que está falindo. Lembro que quando eu era do colegial, a notícia do suicídio de um garoto chocou toda a escola. Porém, o relato de um dos meus professores foi o que mais me interessou. &lt;em&gt;“No começo do velório havia muita gente, mas elas foram saindo, saindo, até que antes da meia noite só restava a família”&lt;/em&gt;, ele suspirou e voltou a falar, &lt;em&gt;“não importa o que vocês jovens achem, o quanto considerem que seus amigos são os melhores do mundo e seus pais incompreensíveis, no fim, só restará a família”&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Eu conheço um numero infinito de pessoas que se distanciam de suas famílias, cujo diálogo não esta presente, cujos valores morais diferentes nunca entram em acordo. Por quê? Talvez porque hoje em dia, as pessoas tenham deixado de praticar uma coisa que é capaz de mudar vidas, a tolerância. Familiares brigam, se xingam, riem, choram, vivem... mas se não há tolerância, nada disso acontece. A família só é família, quando todos sabem se tolerar. E aí vocês podem dizer: &lt;em&gt;“mas isso não existe na minha família”&lt;/em&gt;, ao que eu lhe pergunto: &lt;em&gt;“você já tentou criar?”&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E como dizia Chaplin, numa frase que particularmente me incomoda: &lt;em&gt;“amigos são a família que Deus nos permite escolher”&lt;/em&gt;. Me incomoda sim, mas só como uma coceirinha de leve. Talvez porque eu seja o melhor amigo da minha mãe e que por vezes nos esquecemos dos nossos laços sanguíneos, que quando crianças a minha avó e meu avô tenham sidos meus maiores pilares de sustentação e hoje me esforço pra ser um pilar de sustentação pra eles e que quando lembro da tia que me criou e me ensinou o gosto pela leitura, mas hoje mora longe, paro um momento e meus olhos lacrimejam. A família também são os amigos que Deus nos dá.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E é só quando eu acho que somos plenos desse valor que somos capazes de transmitir de verdade o que sentimos para outras pessoas. Para aqueles que também representam nossas estruturas, aqueles que batizamos com a palavra: amigo. A amizade é de longe uma das coisas mais fantásticas, intrigantes e misteriosas do universo. Pois é uma palavra super bobinha que explica como podemos nos relacionar com as pessoas mais fantásticas, intrigantes e misteriosas do universo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Amigos vêm, amigos vão, existem aqueles que nós queremos que nunca nos deixem, mas nos deixam, existem aqueles que nos deixam, mas voltam, existem aqueles que nós deixamos, aqueles que ficam para sempre, aqueles que nos conhecem melhor que nós mesmos, aqueles que não nos conhecem, mas nós adoramos mesmo assim. Minha avó costumava dizer que existe uma grande diferença entre amigo e colega. Amigo é uma palavra muito forte, e que nós temos que saber exatamente o valor dela, para usá-la somente com as pessoas certas. Por isso eu meio que encho o peito e falo num tom mais grave ou simplesmente diferente quando me refiro a alguém como meu amigo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Eu não acho que exatamente a gente escolhe nossos amigos. É um tipo de química, algo que liga no seu cérebro e no da outra pessoa e que vai deixar vocês unidos agora e vocês nem perceberão isso. Uma ligação que não se sabe onde está e que pode ser alimentada e destruída por &lt;em&gt;‘n’&lt;/em&gt; fatores. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Se existe a série &lt;strong&gt;Brothers &amp;amp; Sisters&lt;/strong&gt;, eu acho que uma melhor ainda seria &lt;em&gt;Family &amp;amp; Friends&lt;/em&gt;. Porque de certo modo, por todos, nós compartilhamos um sentimento especial. Todos nós amamos e desejamos o melhor sempre que possível, pois essa é na verdade a grande coincidência entre amigos e familiares, o bem que nós desejamos um aos outros. Se você não compartilha disso, possivelmente é porque não tem fé, não só na família ou nos amigos, mas principalmente em si mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Se você conseguiu chegar até o fim desse texto já deve ter percebido que ele é totalmente diferente dos outros que eu escrevi, mas se eu o desapontei não vou me desculpar por isso. Essa na verdade é uma carta de amor que eu escrevo aos meus amigos e a minha família, aqueles que ajudam eu a ser quem eu sou, e que eu me esforço todos os dias para ajudá-los a continuar sendo aqueles que eu amo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-4084655029506057039?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/4084655029506057039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=4084655029506057039&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/4084655029506057039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/4084655029506057039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2009/05/vida-como-ela-e-sim-e-dai.html' title='A vida como ela é... sim, e daí?'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SftZ-f3lJGI/AAAAAAAAAd4/VRBXpLGtQsQ/s72-c/brothers+and+sisters.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-5788253021375533679</id><published>2009-04-05T20:10:00.000-07:00</published><updated>2009-04-05T20:27:06.328-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conversas bizarras'/><title type='text'>Conversas Bizarras Após Batidas Bizarras</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Introdução:&lt;/strong&gt; A moto atravessou o sinal vermelho, a moto veio, veio, veio, eu já tava indo e PÉI, um corpo cai no meu para-brisa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; OH, MEU DEUS! CARA, VOCÊ TA BEM?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Motoqueiro:&lt;/strong&gt; Aí (saindo do para-brisa todo trincado), eu tô sim, so machuquei o joelho, mas tá tranquilo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu (tremendo):&lt;/strong&gt; Obrigado, Senhor! Deus é pai, não é tio nem padastro, é pai! Agora vem aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Motoqueiro:&lt;/strong&gt; Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; Porque se o acidente não te matou eu faço esse serviço. Vem cá seu desgraçado, METADE DO MEU CARRO TA DESTRUÍDA E A SUA MOTA NÃO ESTÁ NEM ARRANHADA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Motoqueiro:&lt;/strong&gt; Ei, calma aí...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; Calma aí nada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desconhecido:&lt;/strong&gt; Gente, tá tudo bem por aqui? Querem que eu chame o Samu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; Calma, me dá 15 minutos com ele, aí tu chama o Samu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Motoqueiro:&lt;/strong&gt; Tu não me viu não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; Tu não viu o sinal VERMELHO não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desconhecido:&lt;/strong&gt; Ei cara, tu passou no sinal vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Motoqueiro:&lt;/strong&gt; NÃO TE METE!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desconhecido:&lt;/strong&gt; Ah, vá pra casa do caralho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Motoqueiro: &lt;/strong&gt;Vá pra casa do caralho você...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vizinho (chegando):&lt;/strong&gt; Nossa, tu tá bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; Até que eu tô (olho pro que sobrou do carro e uma lágrima desce solitária pelo meu olho direito), meu bolso é que não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Brincadeiras a parte só posso agradecer a Deus por nada de grave ter acontecido no acidente que tive na última sexta-feira.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-5788253021375533679?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/5788253021375533679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=5788253021375533679&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/5788253021375533679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/5788253021375533679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2009/04/conversas-bizarras-apos-batidas.html' title='Conversas Bizarras Após Batidas Bizarras'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-457517659841073935</id><published>2009-03-17T14:17:00.000-07:00</published><updated>2009-03-17T16:43:17.450-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Com Que Maníaco-Assassino-Serial-Irracional Você Se Identifica Mais?</title><content type='html'>&lt;div&gt;Quem sabe que eu sou fã do Jason levanta o braço:&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314270333649227362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 254px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/ScAUtlWPDmI/AAAAAAAAAcg/oDHx-f7XtUw/s320/jason+m%C3%A3o.bmp" border="0" /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Jason: “Euuu!”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Samuel: “Ok, mas era pra levantar o SEU”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Sexta Feira 13&lt;/strong&gt; estreou aqui em Rio Branco exatamente numa sexta feira 13, mas na sexta feira 13 errada. A sorte do &lt;strong&gt;Cine João Paulo&lt;/strong&gt; é que houve duas sextas feira 13 seguidas. Coisa hiper rara de acontecer. Portanto, foi o atraso de estréia cinematográfica mais bem sucedido da história desse cinema que super segue as tendências. Eu nem conseguia reclamar do atraso, juro, perdi a fala diante dessa &lt;em&gt;“divina providência”&lt;/em&gt; do calendário romano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O novo &lt;strong&gt;Sexta Feira 13&lt;/strong&gt; na verdade não é um remake do primeiro filme, ele é um remake da Parte 1 nos primeiros 3 minutos, um remake da Parte 2 ate a meia hora de duração, remake de porra nenhuma ate o final, e remake da Parte 1 de novo no finalzinho-inho-inho (como se não fosse óbvio o que ia acontecer, hellooo, o Jason é imortal, alguém aqui se lembra disso?). Enfim, o novo &lt;strong&gt;Sexta Feira 13&lt;/strong&gt; na verdade não é nem uma continuação, nem um remake, e sim um recomeço da série. Resumindo, &lt;strong&gt;Sexta Feira 13&lt;/strong&gt; é na verdade uma grande... bosta! E por isso ele é razoavelmente... bom.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Gente, fala sério! Num mundo saturado de filmes de terror de assassinos seriais toscos, no meio do nada, matando adolescentes que só querem transar, você tem mais medo do que: de um assassino irreal no meio da floresta que usa uma máscara de hóquei ou da menina do call center do seu cartão de crédito, que leva dois segundos de digitação para colocar seu nome no &lt;strong&gt;SPC/SERASA&lt;/strong&gt; e que ainda assim precisa no mínimo de meia hora pra entender que você quer cancelar aquele cartão que na verdade é a sua destruição? Eu não sei vocês, mas a vida real é mais aterrorizante que o Jason.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os bons filmes do Jason rolaram de 1980 a 1989. Aliás, todos são horríveis, cada um pior que o outro, tosqueira sobre tosqueira, mortes sem sentido, elencos agonizantes, roteiros para crianças de 3 anos, enfim, isso tudo era o real encanto de &lt;strong&gt;Sexta Feira 13&lt;/strong&gt;, a pior franquia do cinema a ser melhor em alguma coisa. A Parte 6 é a melhorzinha, porque Jason parodia a si mesmo, o roteiro é inteligente, as atuações mais ou menos e você ri do começo ao fim com as sacadas brilhantes (como por exemplo, quando pela primeira vez na história da série, a polícia é chamada e Jason mata tudinho), mas mesmo assim, tudo vira bosta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esse remake foi dirigido pelo mesmo diretor de outro remake, &lt;strong&gt;O Massacre da Serra Elétrica&lt;/strong&gt;, uma refilmagem de um clássico maior que o de Jason para mim. A refilmagem de &lt;strong&gt;O Massacre &lt;/strong&gt;foi absurdamente boa, tinha tudo muito bem organizado, dava medo e nós não desejávamos a morte dos personagens por nos aproximarmos deles. Esse remake entrou para a minha história. Já em &lt;strong&gt;Sexta Feira 13&lt;/strong&gt;, eu desejava a morte de todos os personagens o mais rápido possível. Aliás, quer um bom motivo pra assistir esse filme? As mortes são ótimas, não exageradas e surpreendentes. Ponto para o saco de dormir que vira armadilha e para a flechada no barco. Aliás, o novo Jason corre, uma gigante decepção pra mim, quase chorei de tristeza, pois o antigo Jason andava a 0,5km/h e estava sempre na frente de suas vítimas. Mas temos sexo de novo (obrigado, produtores), elemento que havia saído dos filmes de terror teen para conseguir censuras mais leves (sangue pode, peitos não).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um fato hilário, é que Jason nasceu com o objetivo de fazer frente a um outro maníaco, Mike Myers, de outro clássico cult dos filmes de terror, &lt;strong&gt;Halloween&lt;/strong&gt;. Eu não gosto desse, mas de fato, nos anos 80, surgiram uma série de &lt;em&gt;slasher movies&lt;/em&gt; (típicos de assassinos sem inteligência), embora foram poucos os que sobreviveram ao imaginário popular e a história do gênero terror/tosco.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Com isso, fiquem agora com o&lt;strong&gt; Top 8 Assassinos Maníacos dos Filmes de Terror Toscos&lt;/strong&gt;:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;8º Lugar - Pânico&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/ScAVhmVZ4TI/AAAAAAAAAcw/qQSiIz8VbQ4/s1600-h/panico.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314271227267375410" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 128px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/ScAVhmVZ4TI/AAAAAAAAAcw/qQSiIz8VbQ4/s200/panico.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A série &lt;strong&gt;Pânico&lt;/strong&gt; fez mais merda nos slasher movies do que o Jason foi capaz. Ok, eu admito que &lt;strong&gt;Pânico&lt;/strong&gt; é um fruto de &lt;strong&gt;Sexta Feira 13&lt;/strong&gt;, mas mesmo assim, não tem salvação. Primeiro, temos aquele assassino com aquela fantasia ridícula (em cada filme é um diferente, mas sempre com a mesma fantasia), depois, sempre os adolescentes americanos estereotipados, os piores tipos, a gostosa, o jogador, o tímido que não transa com ninguém, a metida a espertar e a virgem, que sempre sobrevive, mesmo que ela perca a virgindade. Os três filmes são muito ruins, as mortes também são muito sem graça, os desfechos são piores ainda. Afinal, quem sai fantasiado dentro da cidade, a vista de todo mundo, matando e perguntando antes: “Qual seu filme de terror favorito?”? Se nem no campo isso faz sentido, imagina na cidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;7º Lugar - Harry Warden&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse é pouquíssimo conhecido, do filme &lt;strong&gt;Dia dos Namorados Macabro&lt;/strong&gt;. Harry Warden é u&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/ScAWGAAiPLI/AAAAAAAAAc4/8fIqqKGBk40/s1600-h/harry+warden.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314271852634455218" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 148px; CURSOR: hand; HEIGHT: 161px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/ScAWGAAiPLI/AAAAAAAAAc4/8fIqqKGBk40/s200/harry+warden.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;m mineiro (não gente, ele não nasceu em Minas Gerais, ele trabalhava em minas) que na noite do dia dos namorados saia de sua mina com uma picareta suja de sangue e matava garotinhas apaixonadas, arrancava seus corações e mandava para outras pessoas em caixas de bombons em formato de... coração (adoooro a ironia). O filme é violentíssimo e razoavelmente bom, mas com os clichês de sempre, assassino mascarado revelado só no final do filme, adolescentes se fudendo e casal transpassado vivo enquanto transa. Teve dezenas de cortes no filme original, o que é uma pena, mas eles estão no DVD especial lançado recentemente. O remake foi lançado há pouco tempo em versão 3D.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;6º Lugar - Mike Myers&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/ScAWqOUewxI/AAAAAAAAAdA/hbW4uJt1b9w/s1600-h/mike_myers.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314272474951500562" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 181px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/ScAWqOUewxI/AAAAAAAAAdA/hbW4uJt1b9w/s200/mike_myers.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O mais cult dos maníacos, Mike Myers é o grande vilão da série &lt;strong&gt;Halloween&lt;/strong&gt;, também refilmada e lançada ano passado por Rob Zombie. Mike nasceu com talento pra matar. Aos 6 anos esfaqueou mortalmente a sua irmão depois dela transar com o namorado, ficou num hospital psiquiátrico até os 21 anos, quando resolveu fugir e seguir carreira. Ele mata, começa a usar uma máscara estranhamente delicada e um facão grande igual ao do Jason. Começa então a história de um serial killer acima da média normal. Existem 8 partes da série, em todas ele é indestrutível e implacável. É quase um Jason, com tanto cérebro quanto ele, mas com um pouquinho mais de classe. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;5º Lugar - Chucky&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;O Brinquedo Assassino&lt;/strong&gt; é um dos filmes mais populares da história, cultuado até hoje e&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/ScAW_GUCuMI/AAAAAAAAAdI/Qjr_lVBVZgI/s1600-h/chucky.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314272833579432130" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 116px; CURSOR: hand; HEIGHT: 180px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/ScAW_GUCuMI/AAAAAAAAAdI/Qjr_lVBVZgI/s200/chucky.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; que teve capacidade de se reinventar para manter sua presença. Chucky era até então um brinquedo inocente, mas de algum jeito absurdo, abrigou a alma de um assassino morto pela polícia em uma loja de brinquedos. O primeiro filme é assustador, principalmente para crianças. O brinquedo havia sido comercializado antes do filme, o que gerou uma histeria ao redor do mundo. Chucky é foda, mesmo no corpo de um boneco de plástico, ele já teve ate namorada, fez filho e matou algumas dúzias de idiotas, além de assustar criancinhas ate hoje. Ele também era sarcástico e irritante, coisa rara na época. Seu gênero de terror se desgastou, mas sua figura não, despontando para o humor em seus últimos dois filmes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;4º Lugar - Pinhead&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/ScAXdbr6BhI/AAAAAAAAAdQ/3CcrfmZO2bM/s1600-h/pinhead.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314273354712745490" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 163px; CURSOR: hand; HEIGHT: 162px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/ScAXdbr6BhI/AAAAAAAAAdQ/3CcrfmZO2bM/s200/pinhead.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O grande vilão da série &lt;strong&gt;Hellraiser&lt;/strong&gt; vem de uma dimensão paralela toda vez que um cubo amaldiçoado tem seu segredo desvendado. Me cagava de medo toda vez que o Pinhead aparecia na tela, com aquela cara cheia de pregos, aquela roupa de couro (que com certeza foi feita para sadomasoquistas), e aquelas correntes que surgiam do nada e se enfiavam na pele das vítimas. Dor e prazer ao extremo no mundo de Pinhead. Os três primeiros filmes são ótimos, mas depois a coisa fica ruim, até gordo o Pinhead ficou nesse meio tempo (Parte 8). É, a idade não perdoa ninguém.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;3º Lugar - Freddy Krueger&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/ScAX38cgS5I/AAAAAAAAAdY/fvCgXaT6UdM/s1600-h/freddy_krueger.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314273810183113618" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 159px; CURSOR: hand; HEIGHT: 177px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/ScAX38cgS5I/AAAAAAAAAdY/fvCgXaT6UdM/s200/freddy_krueger.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Um vilão que começou aterrorizante e que hoje poderia fazer parte do palco do &lt;strong&gt;CQC&lt;/strong&gt; ao lado do Rafinha Bastos. O primeiro &lt;strong&gt;A Hora do Pesadelo&lt;/strong&gt; é até razoável, mas o resto é uma grande porcaria de filmes toscos que subestimam nossa inteligência mais do que qualquer outra coisa e transformaram Freddy Krueger de assassino de crianças demoníaco que mata pelos sonhos, em comediante de segunda que mata entre piadas. Além de torcer só pro &lt;strong&gt;Flamengo&lt;/strong&gt; com aquela blusa listrada que ele usa. É um ícone, dos melhores, um tipo de vilão raro, mas que foi muito mal aproveitado. Adora matar adolescentizinhos que só pensam em transar. Ponto para as mortes sempre criativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;2º Lugar - Leatherface&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/ScAYPRRFYyI/AAAAAAAAAdg/aL5ZlaTDHzY/s1600-h/Leatherface.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314274210909348642" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 173px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/ScAYPRRFYyI/AAAAAAAAAdg/aL5ZlaTDHzY/s200/Leatherface.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É difícil me expressar sobre Leatherface sem me expressar sobre &lt;strong&gt;O Massacre da Serra Elétrica&lt;/strong&gt;, um dos filmes de terror mais cultuados de todos os tempos, absurdamente bom, &lt;em&gt;“inteligente”&lt;/em&gt; e assustador. Leatherface é um jovem que nasceu com uma doença que corrói a pele do seu rosto, na juventude então ele aprende com sua sádica família de canibais a usar o rosto de outras pessoas no lugar do seu e de comer a carne delas para se alimentar. É bizarro. Brandindo sua serra elétrica em mãos, não tem como não ficar com as pernas bambas quando Leatherface entra em cena para matar, geralmente conseguindo seu objetivo. O filme original é muito bom, o remake é tão bom quanto, e &lt;strong&gt;O Massacre da Serra Elétrica – O Início&lt;/strong&gt;, que mostra como tudo doentemente começou, é melhor ainda. Estranho esse último ter passado tão despercebido pelo Brasil. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;1º Lugar - Jason&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/ScAYlAl-Y-I/AAAAAAAAAdo/p1Sy0UgH9_4/s1600-h/jason.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314274584390689762" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 112px; CURSOR: hand; HEIGHT: 168px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/ScAYlAl-Y-I/AAAAAAAAAdo/p1Sy0UgH9_4/s200/jason.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que falar de um assassino que no começo era um serial killer louco, depois assumiu status de ser místico imortal, levou mais de 100 tiros, foi esfaqueado 26 vezes, levou 5 machadadas, foi atropelado por um trator e um carro, soterrado por um telhado, atingido por vasos, um sofá, alguns pedaços de madeira, duas cadeiras, livros, uma estante, uma televisão, foram fincados ao longo do seu corpo 15 barras de ferro, foi afogado em lixo tóxico, foi explodido... e sobreviveu, o que falar? Para o bem ao para o mal, Jason realmente é imortal.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-457517659841073935?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/457517659841073935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=457517659841073935&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/457517659841073935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/457517659841073935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2009/03/com-que-maniaco-assassino-serial.html' title='Com Que Maníaco-Assassino-Serial-Irracional Você Se Identifica Mais?'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/ScAUtlWPDmI/AAAAAAAAAcg/oDHx-f7XtUw/s72-c/jason+m%C3%A3o.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-5516766982339912622</id><published>2009-02-05T18:45:00.000-08:00</published><updated>2009-02-05T19:06:42.101-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='séries'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tv'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>O amor é cego, surdo, mudo, aleijado, tetraplégico e respira por aparelhos...</title><content type='html'>Eu achava que a melhor cena de romance que eu tinha assistindo em 2008 havia sido essa:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/wRjbnI6gRuo&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/wRjbnI6gRuo&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Até assistir essa:&lt;/p&gt; &lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Fr-cH44_twg&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Fr-cH44_twg&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;É interessante a necessidade que nós seres humanos temos de expressar o amor de alguma forma. Alguns foram além e utilizaram-se da sua forma de expressão para colocar isso na arte, na literatura, na música, no cinema, TV. E o mundo ocidental foi condicionado a uma única forma de amor. Aquele que deve nos fazer feliz. De fato, só existe essa maneira de expressar o amor, a de transformá-lo em nossa felicidade plena.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Aí me vem Machado de Assis, com seu Bentinho e sua Capitu. Bentinho, um pamonha e viado enrustido, nutria seu mais absoluto desejo por Capitu. Mais que isso, por ela, Bentinho foi capaz de largar tudo, e deixar tudo em segundo plano. E o que o amor fez por ele? O envelheceu, o degenerou, o destruiu completamente, o enlouqueceu. O amor não fez muito bem para Bentinho. Ele o transformou num homem casmurro. Ele, justamente ele, que tanto se dedicou ao amor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Machado de Assis veio para mostrar ao Brasil que o amor não é a melhor das coisas não, como dizia José de Alencar e qualquer outro que aqui escrevesse. Já Monique Garde, veio para mim com uma cena já clássica em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ó Pai, Ó&lt;/span&gt;, em que um travesti desce a rua, ao som de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Tô Carente”&lt;/span&gt;, do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Calypso&lt;/span&gt; e se entrega a um desejo louco por um taxista preto, safado e casado. É, Monique querida, você veio com uma simples cena nos ensinar como o amor é complicado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E se tudo vai mau na vida das pessoas, elas gostam de culpar a própria sorte amorosa, ou levar tudo isso para a vida sentimental. Ser solteiro para alguns é ser um imã para desavenças e azares de todo o tipo. De fato, a imaginação do que deva ser o amor para essas pessoas as tornam fracas e desiludidas para todo o resto. Pior que essa, só o tipo de pessoa que após tantos relacionamentos fracassados acha que nunca mais vai amar e que a vida será amargar por causa disso ate o fim. O ser humano é realmente paradoxal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Lembrei que assistindo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sex and City&lt;/span&gt;, eu tive a impressão que nesse atual momento da humanidade, o amor seja um sentimento que se perdeu na evolução humana, não era mais para ele existir, ele parece não fazer mais sentido. Num universo onde as pessoas vivem com medo da própria sombra, fecham-se em seus mundos particulares, são egoístas e desejam ascensão, poder e, principalmente, dinheiro, o amor parece ser um argumento atrapalhador perante tudo isso. O que você quer mais, casar ou ter um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Honda Civic&lt;/span&gt; (e eu te dou a opção de vir com câmbio automático e bancos de couro)?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Talvez o ponto mais &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SYuombjIQyI/AAAAAAAAAcA/PvKYssIsjnQ/s1600-h/vicky_cristina_barcelona1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 222px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SYuombjIQyI/AAAAAAAAAcA/PvKYssIsjnQ/s320/vicky_cristina_barcelona1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299514764715115298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;paradoxal entre nós seres humanos e o amor seja a questão de nossa necessidade de controlá-lo, tê-lo e usufruí-lo bem. Woody Allen soube representar isso muito bem em sua mais magnífica obra nos últimos dez anos, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vick Cristina Barcelona&lt;/span&gt;. O filme é leve, doce e delicioso, mas nem por isso nos traz uma reflexão poderosa e conflitante sobre a irracionalidade e maluquice dos relacionamentos amorosos. Nada nesse filme sobre o amor é banal ou igual a tudo aquilo que tanto estamos acostumas a ver na Globo, tirando &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capitu&lt;/span&gt;, claro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas meu enfoque no filme não ficou justamente sobre aqueles que mais chamaram a atenção da crítica, Scarlett Johansson, Penélope Cruz e Javier Bardem e seus brilhantes e maravilhosos personagens a somar um triangulo amoroso exuberante e amedrontador, mas minha atenção se dedicou a Vick, personagem vivida por Rebbeca Hall. Vick e Cristina vão a Barcelona, mas a viagem só começa de verdade quando elas aceitam um hilário pedido de um pintor para passar um final de semana juntos. Vick leva a vida como tantas pessoas modernas desejam levar, esta se especializando em sua área de estudo, planeja trabalhar, se mudar para Nova York e casar com um homem belo, rico e que ela considera ser um padrão de postura e classe. Para Vick, seu sentimento pode ser controlado a medida disso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas Vick não é uma pessoa que conhece a capacidade de nosso coração em nos enganar. E mesmo achando que toda sua vida está resolvida e que seu sentimento é imutável e controlável, ela se apaixona pelo pintor. E como diria Maysa, mas na cabeça de Vick, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“meu mundo caiu”&lt;/span&gt;. Vick casa e mesmo passando boa parte do filme sem ver mais o pintor (é Cristina quem se envolve com ele e sua lunática ex-mulher), ela está lá, pelas ruas de Barcelona, de braços dados com um homem e atormentada pelo amor irracional que tem por outro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É, se relacionamentos já são complicados, relacionamentos modernos são mais difíceis ainda. Antes era tudo tão simples, só matar um dragão e pronto, a gata era tua pro resto da vida, hoje, elas nunca ficam felizes nem se você coloca status “namorando” no &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Orkut&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Muitas pessoas desejam mais da vida e não sabem exatamente o que é. Elas sabem&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; que tem que haver algo mais na vida, algo mais interessante, mais romântico, mais apaixonante, mais realizador.”&lt;/span&gt; – Woody Allen&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Com relação a relacionamentos modernos, Mike Nichols nos traz &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SYuoIUj5JRI/AAAAAAAAAb4/THJ-JuIJnKQ/s1600-h/closer1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SYuoIUj5JRI/AAAAAAAAAb4/THJ-JuIJnKQ/s320/closer1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299514247443195154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Closer – Perto Demais&lt;/span&gt;. Um filme mordaz e honesto sobre o que acontece quando liberamos nossa capacidade de amar (e nos colocamos a prova de suas conseqüências) e quando lutamos contra esse sentimento (e nos colocamos a prova de suas conseqüências²). Não vou falar de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Closer&lt;/span&gt;, mesmo porque o filme já é velho e até passou na Globo, você só não assistiu se não quis, mas existe um momento que retrata exatamente a que esse filme veio: Dan (Jude Law) esta saindo de casa porque deu um fora em Alice (Natalie Portman, divina) para correr atrás de Anna (Julia Roberts), a quem ele &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;acredita que ama. Numa cena muito forte, Alice se joga aos prantos em Dan e eles tem um diálogo memorável.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alice:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ninguém nunca vai te amar o tanto que eu te amo, por que o amor não basta?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dan:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu amo ela, Alice.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alice:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ah, como se você não tivesse escolha? Há um momento, sempre tem um momento: "eu posso fazer isso, posso entrar nisso ou posso resistir a isso", e eu não sei quando esse momento foi, mas eu aposto que teve um.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Vem também de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Closer&lt;/span&gt; uma frase inesquecível: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Você não sabe o que é amor, porque não entende o que é compromisso”&lt;/span&gt;. Faz sentido pra você?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E pra finalizar esse texto que inicia a temporada 2009 desse blog, eu sou obrigado a voltar a Woody Allen. Na cena final de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Noivo Neurótico, Noiva Nervosa&lt;/span&gt;, temos uma piada antiga, Um homem diz a um psiquiatra: &lt;em&gt;"Doutor, meu irmão é maluco, ele pensa que é uma galinha"&lt;/em&gt;. O médico diz: &lt;em&gt;"Então, porque você não o interna?"&lt;/em&gt;. Ao que Allen responde: &lt;em&gt;"Bem, eu o internaria, mas acontece que preciso dos ovos"&lt;/em&gt;. Após essa piada ridícula, temos uma brilhante reflexão do próprio Allen, &lt;em&gt;"Assim é como me sinto sobre relacionamentos, eles são completamente irracionais, malucos, absurdos, mas continuamos, insistimos porque a maioria de nós precisa dos ovos"&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Enfim, e qual seria o objetivo dessa reflexão toda sobre o sentimento mais controverso do mundo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nenhum!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Só confundir a sua cabeça e deixar um pouco mais arejada a minha.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-5516766982339912622?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/5516766982339912622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=5516766982339912622&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/5516766982339912622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/5516766982339912622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2009/02/o-amor-e-cego-surdo-mudo-aleijado.html' title='O amor é cego, surdo, mudo, aleijado, tetraplégico e respira por aparelhos...'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SYuombjIQyI/AAAAAAAAAcA/PvKYssIsjnQ/s72-c/vicky_cristina_barcelona1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-2935146381860599842</id><published>2008-12-27T14:19:00.000-08:00</published><updated>2008-12-28T19:03:55.859-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ano novo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nota do autor'/><title type='text'>Nota do Autor - Ato II</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Interrompemos a programação normal desse blog e o recesso de final de ano do mesmo pára que o &lt;strong&gt;Fala Consciência&lt;/strong&gt; possa se defender das acusações infundadas, inverossímeis e insustentáveis, que anda recebendo de jornalistas sensacionalistas, que fazem parte da imprensa marrom e não tem compromisso com a ética e a verdade. Tais acusações foram feitas sem litígio (não, eu não sei o que significa essa palavra) em um veículo de comunicação duvidoso sobre seu conteúdo chamado&lt;strong&gt; YouTube&lt;/strong&gt; (sim, agora eu sei o que a Daniela Cicarelli sentiu quando deu pro Homem Berinjela). Um vídeo publicado com o irônico título&lt;strong&gt; Jornalismo Verdade&lt;/strong&gt;, de autoria do &lt;em&gt;quase-jornalista/blogueiro&lt;/em&gt; Daniel Castilho, mais conhecido como Bryce, com imagens da &lt;em&gt;quase-jornalista/mulher-do-quase-jornalist&lt;/em&gt;a Lilia Samara, vem a tona para tentar destruir a credibilidade desse blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/eQNDD8yh-ko&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/eQNDD8yh-ko&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#cc0000;"&gt;Chupa que é de uva...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Um &lt;strong&gt;Feliz 2009&lt;/strong&gt; para todas as pessoas boas do mundo, mas em especial para os leitores desse humilde blog que me aturaram tão bem por mais um ano. Sim, eu desejo um &lt;strong&gt;Feliz Ano Novo&lt;/strong&gt; também pro Bryce e pra Samara, no fim das contas eu sei que eles me amam e eu amo eles também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;Fala Consciência&lt;/strong&gt; volta em 2009 com novidades e uma linha editorial reformulada. Aguardem! &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ps: gente, é que a minha mãe quando lava o carro escuta essas coisas!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-2935146381860599842?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/2935146381860599842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=2935146381860599842&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/2935146381860599842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/2935146381860599842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2008/12/nota-do-autor-ato-ii.html' title='Nota do Autor - Ato II'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-6325937682306294445</id><published>2008-12-08T13:09:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T10:40:49.887-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='natal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='musica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='férias'/><title type='text'>Sabe O Que Fazer Quando Seus Sonhos Vão Por Água Abaixo Literalmente? Dance!</title><content type='html'>Aí eu soube que o &lt;strong&gt;Dangerous Muse&lt;/strong&gt; se apresentou no clube &lt;strong&gt;Glória&lt;/strong&gt; em São Paulo... só dois dias depois da apresentação. E deu aquela vontade básica de morrer. Ainda mais porque eles deram &lt;em&gt;LP’s&lt;/em&gt; de graça pra um monte de gente que não sabe nem dizer &lt;em&gt;“the book is on the table”&lt;/em&gt;, se jogaram na pista bêbados depois da apresentação e (reza a lenda urbana pós-show) não fizeram carão nenhum. &lt;em&gt;Gramour total!&lt;/em&gt; E eu perdi tudo.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277900880514407762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 222px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/ST7e4ybIXVI/AAAAAAAAAZs/ZcgcbaV6jPw/s320/dangerousmuse2.jpg" border="0" /&gt;&lt;strong&gt;Madonna&lt;/strong&gt; que se foda, &lt;strong&gt;Dangerous Muse&lt;/strong&gt; no Brasil foi o show do ano. Já nesse final de semana eu me deparo apenas com chuva, tempo nublado, e falta de ingressos individuais para o Baile do Hawai que eu estava jurando que iria desde o ano passado... Sim, esse é um daqueles posts com tom de revoltado.&lt;br /&gt;A propósito, falando em chuvas, eu estou desde maio desse ano planejando minhas férias (que começarão no carnaval do ano que vem), e todos meus planos estavam focados em... Florianópolis!&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277901110659945154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/ST7fGLyGksI/AAAAAAAAAZ0/qKIwSww6gfQ/s320/floripa.jpg" border="0" /&gt; E quando eu digo que Deus é um cara irônico poucas pessoas acreditam. Tragédias a parte, eu me solidarizo muito com as vítimas, mas tudo ainda parece tão irreal, o Brasil é um país tão grande, gigante, fica difícil entender que aquilo esteja acontecendo com o vizinho de baixo, parece uma coisa tão&lt;strong&gt; O Dia Depois de Amanhã&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E engraçado que quando eu falo dos meus fatores que levaram a escolher Floripa como destino do meu carnaval as pessoas acham um pouco estranho. Não foi só praia, ferveção e gente bonita que me fez escolher a cidade como destino, há muitas outras opções assim. No carnaval do ano passado, o clube &lt;strong&gt;The Week&lt;/strong&gt; deixou de ser de verão por lá e abriu suas portas definitivamente, pra abertura eles chamaram o DJ israelense &lt;strong&gt;Offer Nissim&lt;/strong&gt;, um dos maiores nomes da eletro music da atualidade, responsável pelo sucesso mundial daquela musica chata da &lt;strong&gt;Maya&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;Alone&lt;/em&gt;, lógico que o resto do trabalho dele é algo muito superior, como &lt;em&gt;Beatiful Eyes &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Happy People&lt;/em&gt;. Um outro clube contratou &lt;strong&gt;David Guetta&lt;/strong&gt;, outro DJ que eu sou muito fã. Caralho, no carnaval, dominado geralmente por axé, você ver uma capital bastante animada e cada dia mais famosa pelo seu turismo valorizar a musica eletrônica, é de dar vontade de correr pra lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277533576293460338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/ST2Q03krKXI/AAAAAAAAAZk/M_djetJRBJE/s320/offer+nissim.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Nazarian tava dizendo que ia passar o Reveillon dele em Floripa nem que tivesse que chegar lá a nado, e eu já botei na minha cabeça que vou curtir o carnaval em Florianópolis nem que eu tenha que passar por lama. Falando em Santiago Nazarian (sim, de novo), ele tava falando da primeira seleção do &lt;strong&gt;Prêmio Sesc de Literatura&lt;/strong&gt;. “Devo confessar que foi constrangedor ler TANTA COISA RUIM, mas ao mesmo tempo foi lindo descobrir, no meio do lixo, quatro autores de verdade, ótimos, que merecem os três o primeiro lugar”, palavras dele. Como eu estou participando do prêmio, não sei se deveria me sentir nervoso por fazer parte do TANTA COISA RUIM, ou dos quatro autores ótimos (esperança é a última que morre, não?). Enfim, o resultado do prêmio sai só no começo do ano que vem, antes eu não estava aguardando anciosamente, até esqueci, agora fiquei na expectativa de vez. Quem é amigo torce, ok? Quem não é amigo torce também!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o fim de ano eu dei um tempo em tudo com relação a cultura. Eu sei, é quase um suicídio do lóbulo frontal esquerdo do cérebro dizer isso, mas as próprias coisas andam meio paradas. O cinema anda sem graça, a música em 2008 se mostrou decpcionante, o Obama foi eleito, a crise mundial colocou o capitalismo em cheque, quem comprou carro comprou, quem não comprou se fudeu e o Natal ta aí. Época de dar e receber... presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, se um dia eu for pai (bate na madeira três vezes) meu filho nunca vai sentar no colo de &lt;strong&gt;Papai Noel&lt;/strong&gt;. Pensa comigo gente, um velhinho, que vive isolado, aparece numa época estrondosa e seduz criancinhas oferecendo presentes e doces, em troca coloca-as no seu colo e pergunta se eles foram “bons meninos”. Eu sempre tive certeza que Papai Noel só havia contratado duendes para sua empresa de brinquedos porque a estatura dos duendes o mantém inerte em pensamentos libidinosos o ano inteiro, até o Natal. O pior é que com esse negócio de presentes e bom velhinho as crianças acham que Papai Noel e Deus são tudo a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, comprei mega antecipado o presente de todas as mulheres lá de casa e como eu sei que elas não freqüentam esse blog, aí vai a dica pra você presentear uma mulher importante também (importante e moderna claro):&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277532966262116738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 193px; CURSOR: hand; HEIGHT: 193px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/ST2QRXB3kYI/AAAAAAAAAZc/g_XH4SagTZI/s400/sex+and+the+city.gif" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitei e já me dei de presente os dois livros de &lt;strong&gt;Calvin e Haroldo&lt;/strong&gt; que faltavam a minha coleção. O Natal faz com que eu me sinta uma pessoa melhor. Até trabalhar no hospital ta sendo menos torturante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demais, ando escutando &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/mysteryjets"&gt;Mystery Jets&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;. Uns ingleses com jeito descoladão, as vezes parecem só gays, outras só drogados, mas eu acho que eles são os dois. O som me parece bem oitentista, acho que é por isso que eu gostei, a moda é ser retrô, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de fato, isso não faz meu estilo. Se prender ao passado culturalmente. As pessoas dizem que os anos 80 foram os ápices culturais da história, e por diversas vezes eu ouvi pessoas da minha idade querendo ter nascido nos anos 80. Eu não, ser dinâmico e assimilar coisas, amando-as e descartando-as em seguida é meu ponto forte com relação a ícones pops. Assim como a música eletrônica, que você pode cantar e dançar loucamente num dia, para que no seguinte, ela seja simplesmente substituída por outra batida. Acho que essa é a maior vantagem e desvantagem da musica eletrônica, a capacidade de chegar ao topo e descer ladeira abaixo tão rápido quanto uma descida de montanha russa. Mas claro, a descida de montanha russa so é rápida pra quem está olhando e curtindo de fora, nunca pra quem está dentro do carrinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-6325937682306294445?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/6325937682306294445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=6325937682306294445&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/6325937682306294445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/6325937682306294445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2008/12/sabe-o-que-fazer-quando-seus-sonhos-vo.html' title='Sabe O Que Fazer Quando Seus Sonhos Vão Por Água Abaixo Literalmente? Dance!'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/ST7e4ybIXVI/AAAAAAAAAZs/ZcgcbaV6jPw/s72-c/dangerousmuse2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-4287229797865657168</id><published>2008-11-24T17:36:00.000-08:00</published><updated>2008-11-24T17:43:37.702-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conversas bizarras'/><title type='text'>Conversas Bizarras (Im)Prováveis - Ato V</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; Eu continuo não achando uma boa idéia estar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Polly:&lt;/strong&gt; Pára de achar, Samuel. Seja homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; Ok, mas com o medo que eu to, avise se eu estiver conseguindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Polly:&lt;/strong&gt; ¬¬&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O vidro abaixa, a traveca aparece.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Traveca:&lt;/strong&gt; Olha benhê, sou ativa, passiva, versátil, faço chuva dourada, lua marrom, gozo nos seus peitos se você quiser...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A traveca me vê no lado do co-piloto.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Traveca:&lt;/strong&gt; Opa... já vou logo &lt;em&gt;dizenduo&lt;/em&gt; que pra casal é o dobro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; Ei, está havendo um pequeno engano aqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Polly:&lt;/strong&gt; É! Não é nada disso que você esta pensando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Traveca:&lt;/strong&gt; Ah, &lt;em&gt;intendí!&lt;/em&gt; Ele vai só dá uma &lt;em&gt;zoiadinha&lt;/em&gt;, né? Saquei! Essa &lt;em&gt;cousa voieur&lt;/em&gt; não minha praia, mas eu aceito, &lt;em&gt;belez&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Polly:&lt;/strong&gt; Nós não estamos atrás de programa, nós só queremos fazer uma entrevista com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Traveca se debruça no vidro, os olhos brilham&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Traveca:&lt;/strong&gt; Sério, maninha? É pra &lt;em&gt;Prayboy&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Polly:&lt;/strong&gt; Não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Traveca:&lt;/strong&gt; Fantástico? Sempre quis sair naquelas matérias sobre a&lt;em&gt; virda&lt;/em&gt; fácil não ser tão fácil assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Polly:&lt;/strong&gt; Hum... não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Traveca (já desconfiada):&lt;/strong&gt; Gazeta Alerta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Polly:&lt;/strong&gt; Também não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Traveca:&lt;/strong&gt; astravecasmaisgostosasedotadas.com.br?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; Oh, meu Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Polly:&lt;/strong&gt; Beeeeem... nããão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Traveca:&lt;/strong&gt; É pra que então, heim filhinha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Polly:&lt;/strong&gt; Pra minha monografia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Momento de silêncio.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Traveca:&lt;/strong&gt; Que é isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Polly:&lt;/strong&gt; É um negócio da universidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os olhos da traveca brilham de novo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Traveca:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Mininaaaa&lt;/em&gt;... cê eu ti contá que eu quase &lt;em&gt;entru&lt;/em&gt; na &lt;em&gt;faculdadi&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; Ah é... e porque não entrou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Traveca:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Purque&lt;/em&gt; o Tonhão, na época que eu estava fazendo pograma no bar dele, encanou que eu devia estar realizando um curso de &lt;em&gt;massagi&lt;/em&gt; invés desse negócio de vestibular. Tonhão chegava logo espancando quando ouvia esses papos. A gente ia estar dando um jeito, mas não rolou, sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; Fazendo... Realizando... Espancando... Dando... Eu acho que ela daria uma ótima atendente de telemarketing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Polly:&lt;/strong&gt; Ok, eu desisto. Pega 20 reais que eu to vazando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Traveca:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Gradicida!&lt;/em&gt; Boa sorte na &lt;em&gt;manugrafiti&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse papo nunca aconteceu de verdade, mas o pior é que poderia ter acontecido sim.&lt;br /&gt;Essa também é uma pequena homenagem a minha amiga Pollyana que pegou o facílimo tema de prostituição pra dissertar na monografia dela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-4287229797865657168?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/4287229797865657168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=4287229797865657168&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/4287229797865657168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/4287229797865657168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2008/11/conversas-bizarras-improvveis-ato-v.html' title='Conversas Bizarras (Im)Prováveis - Ato V'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-1149927161757257129</id><published>2008-11-05T09:21:00.000-08:00</published><updated>2008-11-05T11:24:13.787-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='séries'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='zumbis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tv'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Qual A Semelhança Entre Zumbis Canibais e Mulheres Muito Feias?</title><content type='html'>Sim, eu vou falar de zumbis de novo. Sim, zumbis no contexto da cultura pop é um assunto que me excita. Não, parem agora de imaginar merda. Afinal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“- Qual o privilégio dos mortos?&lt;br /&gt;- Não morrer mais.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Alphaville&lt;/strong&gt; – de Godard, para, &lt;strong&gt;Otto; or up with dead people&lt;/strong&gt; – de Bruce laBruce&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, falando em zumbis, vem aí mais um &lt;strong&gt;Big Brother&lt;/strong&gt;. E Deus sabe que o Brasil é um dos poucos países em que essa maravilhosa “novela da vida real” chega a sua nona edição. Ok, eu vou me gongar agora, mas eu acompanhei a primeira edição do começo ao fim, gostei, admito e o primeiro que vier me chamar de alienado por isso vai ter que demonstrar em documentos que nunca acompanhou sequer um episódio de uma novela global, uma mexicana ou pior (Jesus tenha piedade da televisão brasileira), &lt;strong&gt;Os Mutantes&lt;/strong&gt;. Porque é muito fácil você dizer que o &lt;strong&gt;Big Brother&lt;/strong&gt; é uma coisa para pessoas aculturadas, mesmo sendo algo extremamente idiota e você se apoiar nisso para parecer o intelectual. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SRHXsCToXqI/AAAAAAAAAWc/BG9-VWKtbCg/s1600-h/jason.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265226590906244770" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 207px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SRHXsCToXqI/AAAAAAAAAWc/BG9-VWKtbCg/s320/jason.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi na terceira edição que eu tive um lapso genial. E se o Jason entrasse no estúdio dos brothers, matasse todos os câmera-men, diretores, apoio (sim, ele seria capaz de fazer isso sozinho e andando a 2,5km/h), depois entrasse na casa, que já estaria abandonada apenas com as câmeras automáticas e matasse um por um os participantes &lt;em&gt;ninfomaníacos/anoréxicas/ siliconadas/sarados&lt;/em&gt;, ate que ele morreria nas mãos do último casal vivo e sua máscara de hóquei afundasse nas águas de Crystal Lake, quer dizer, da piscina cheia de cloro da casa? Cara, ia ser demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém pensou nisso junto comigo. Mas vai sair um remake do primeiro &lt;strong&gt;Sexta Feira 13&lt;/strong&gt; no ano que vem, e eu tremo todinho nas bases quando penso nisso. O trailer parece muito bom, mesmo que as vítimas novas pareçam coelhinhas da &lt;strong&gt;Playboy&lt;/strong&gt; e integrantes do &lt;strong&gt;Fall Out Boy&lt;/strong&gt;. Não que eles não mereçam morrer, mas em filmes de terror fica difícil odiar o assassino quando você torce pela morte de todo mundo. Enfim, não tiveram minha idéia de misturar o Jason com o &lt;strong&gt;Big Brother&lt;/strong&gt;, mas na Inglaterra, alguém foi muito além da minha concepção e ganhou minha gratidão eterna, misturou o &lt;strong&gt;Big Brother&lt;/strong&gt; e uma epidemia de zumbis canibais em um único local. Confinados numa casa, se zumbis sedentos por sangue surgissem, nossos brothers seriam os últimos a saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a premissa de &lt;strong&gt;Dead Set&lt;/strong&gt;. Série em 5 episódios que conta como o isolado estúdio do &lt;strong&gt;Big Brother&lt;/strong&gt; não observa os sinais televisivos de que algo está muito errado em todo o país, e durante a eliminação de uma participante (com todo aquele povo a la Bial) a infestação chega e em cenas memoráveis, mesmo com péssimas atuações, os zumbis aos poucos vão se multiplicando e morre todo mundo. As cenas dos controladores de VT sendo assassinados, alguns até em cima de suas ilhas de edição, com o sangue respingando nas telas, enquanto os brothers dançam &lt;em&gt;Grace Kelly&lt;/em&gt; de &lt;strong&gt;Mika&lt;/strong&gt; (sim, &lt;strong&gt;Mika&lt;/strong&gt; tocando durante o melhor momento da carnificina), além da apresentadora tendo o pescoço destroçado, um zumbi atacando um cadeirante de rodas, e as editoras gritando para o chefe filho da puta abrir a porta, ele não abre, e no vidro da porta o canalha observando elas sendo devoradas, são simplesmente incríveis.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SRHX7GOUvFI/AAAAAAAAAWk/D9kwPvpGBwU/s1600-h/dead+set.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265226849655766098" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SRHX7GOUvFI/AAAAAAAAAWk/D9kwPvpGBwU/s320/dead+set.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo apenas no primeiro episódio. No segundo temos participantes de um &lt;strong&gt;Big Brother&lt;/strong&gt; que não sabem de nada do que aconteceu, mesmo que os espelho do lado do estúdio na casa estejam manchados de sangue. Lógico, do lado do estúdio, sobrou uma personagem, a estagiária que serve o café (sempre os estagiários) e ela vai se refugiar no único lugar que parece seguro, a casa. E então, os brothers se tornam realmente os últimos a saber. Ainda não terminei de assistir &lt;strong&gt;Dead Set&lt;/strong&gt;, mas só de lembrar eu me arrepio todinho. Não de medo, mas de excitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, eu ando assistindo menos filmes na minha vida e mais séries. Não que eu tenha deixado minha maior paixão de lado, pelo contrário, o cinema sempre será meu maior amante, mas o momento de séries no mundo anda bastante bom há quase uma década. Meu vício atual é nas hilárias &lt;strong&gt;Desperate Housewives&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Ugly Betty&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desperate Housewives&lt;/strong&gt; talvez seja o &lt;strong&gt;Sexy and the City&lt;/strong&gt; as avesas, mulheres belas, gostosas, inteligentes e poderosas que apenas se dedicam a cuidar do lar, da família e viver uma vida comum. Com essa idéia, &lt;strong&gt;Desperate&lt;/strong&gt; se torna fantástica por abordar que vidas comuns não existem, todos temos segredos, perversões, fantasias, mistérios e, principalmente, passado. A primeira temporada é genial, as outras são muito boas. É leve mesmo quando deveria ser pesada e me faz dar altas gargalhadas com seu humor negro. Talvez seu maior defeito seja a politização, é visível que todos lá são republicanos e votariam no McCain.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em contrapartida temos &lt;strong&gt;Ugly Betty&lt;/strong&gt;. A versão americana de &lt;strong&gt;Betty, a Feia&lt;/strong&gt;, que venha&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SRHYLABShjI/AAAAAAAAAWs/cx9g199Y5oU/s1600-h/ugly+betty.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265227122868389426" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 287px; CURSOR: hand; HEIGHT: 269px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SRHYLABShjI/AAAAAAAAAWs/cx9g199Y5oU/s320/ugly+betty.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;mos e convenhamos, quando lançada em 2006, ninguém acreditava que daria certo. E deu, até demais. Com essa eu gargalho. Os primeiros episódios tiveram a idéia de copiar descaradamente um clássico do novo cinema pop, &lt;strong&gt;O Diabo Veste Prada&lt;/strong&gt;. Se bem que eu diria parodiar. Betty é doce, companheira e ótima empregada. Mas é mais feia que um zumbi e causa tanto terror quanto um quando passa. Os roteiristas tiveram a brilhante idéia de misturar o glamour americano com a perspectiva dos países latino, que vai desde o bairro de Betty, tipicamente porto riquenho, as novelas que seu sobrinho assiste. E incrivelmente, todos os personagens possuem fortes personalidades e se tornam destaques, coisa rara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Betty me dá saudade de filmes de zumbi, mas saem poucas coisas por ano. Eu assisti &lt;strong&gt;Doomsday&lt;/strong&gt;, que parecia ser um filme de zumbis, mas que se mostrou ser uma piores coisas que saíram ultimamente. Sua fórmula é: &lt;strong&gt;Los Angeles - Cidade Proibida&lt;/strong&gt; encontra &lt;strong&gt;Mad Max&lt;/strong&gt; que encontra &lt;strong&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/strong&gt;. Viajou na maionese legal pra não chegar em canto nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas esperanças de filme de zumbi estão no comentado anteriormente, &lt;strong&gt;Otto; or up with dead people&lt;/strong&gt;. O problema é que esse é um filme de Bruce laBruce, então é o tipo de filme pra chegar com jeitinho, devagar, sem desejar saber o que você vai ver na tela. Já li críticas dizendo que assim como &lt;strong&gt;Todo Mundo em Pânico&lt;/strong&gt; é uma sátira de filmes de terror, Otto é um tipo de bizarra sátira a filmes experimentais, vanguardistas e cults, por isso a citação de Godard e não alguma de George Romero. Além disso, dizem que é um filme que mistura zumbis, com pornografia, movimento punk e um filme dentro do filme. Dizem as más línguas que é difícil inovar no tema de zumbis, mas eu acho mentira. Eles são um dos maiores ícones da cultura pop de massificação e sempre serão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, aguardo ansiosamente os episódios finais de &lt;strong&gt;Dead Set&lt;/strong&gt; e o lançamento de &lt;strong&gt;Otto&lt;/strong&gt;, enquanto a minha idéia genial de misturar Jason com o &lt;strong&gt;Big Brother&lt;/strong&gt; não brota na cabeça de um roteirista hollywoodiano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-1149927161757257129?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/1149927161757257129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=1149927161757257129&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/1149927161757257129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/1149927161757257129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2008/11/qual-semelhana-entre-zumbis-canibais-e.html' title='Qual A Semelhança Entre Zumbis Canibais e Mulheres Muito Feias?'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SRHXsCToXqI/AAAAAAAAAWc/BG9-VWKtbCg/s72-c/jason.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-289356811652815508</id><published>2008-10-16T14:11:00.000-07:00</published><updated>2008-10-22T14:45:16.664-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tv'/><title type='text'>Jacarés Grandes, Aranhas Grandes, Formigas Grandes... Todo Mundo Megalomaníaco</title><content type='html'>Lembro que um dia estava tranqüilo deitado no sofá da sala lá de casa quando de repente a minha avó entra elétrica vasculhando toda a estante. Eu e minha mãe ficamos olhando aquela cena e ela desesperada nos diz, &lt;em&gt;“Eu perdi os meus óculos, não encontro eles em lugar nenhum, já revirei na casa inteira”&lt;/em&gt;, eu e minha mãe nos entreolhamos rapidamente e eu pergunto, &lt;em&gt;“Por acaso seriam esses que estão nos seus olhos?”&lt;/em&gt;. Ela rapidamente leva a mão na cara e quando percebe que os óculos realmente estavam lá fica vermelha e sai da sala com uma raiva de si mesma absurda, praguejando contra a própria memória, em direção a cozinha. Eu e minha mãe tivemos a delicadeza de esperar ela sair da sala para gargalharmos e voltar a assistir TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu quase não deito no sofá da minha casa, aliás, eu não lembro qual foi a última vez que eu parei pra deitar no sofá e assistir TV. Eu era viciado nisso quando era criança. O meu avô dizia que todo sofá que passava lá por casa ficava com as marcas das minhas costas e da minha bunda depois de alguns meses de uso (sim, eu tenho 1,80m, cerca de 60kg, mas eu tenho bunda, ok?). E se tem uma coisa que eu sempre lembro que era caótica lá em casa era a briga pelo canal de TV, principalmente quando eu e meu irmão estávamos cada um estirado num sofá de casa. Meu irmão era tão bandido que mesmo menor que eu, as vezes ficava no sofá grande só pra não me ver nele e eu ficava no menorzinho com os pés flutuando do lado de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, contudo, todavia, se tinha um canal que todo mundo parava lá em casa na hora do almoço, esse canal era o &lt;strong&gt;SBT&lt;/strong&gt;, na sessão &lt;strong&gt;Cinema em Casa&lt;/strong&gt;. Foi nele que eu aprendi que &lt;strong&gt;A Lagoa Azul&lt;/strong&gt; era um filme que se repetia 1 vez por semana e que o &lt;strong&gt;Freddy Krueger&lt;/strong&gt; era um filme que podia deixar as crianças sem dormir a noite passando ao meio dia. Depois inventaram a tal de portaria com censura de idade e fudeu a alegria de quem foi criança no começo dos anos 90.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SPevESciuJI/AAAAAAAAAVc/GELx94G6ndk/s1600-h/Alligator.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257863578184235154" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="300" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SPevESciuJI/AAAAAAAAAVc/GELx94G6ndk/s320/Alligator.jpg" width="214" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aliás, foi com o &lt;strong&gt;Cinema em Casa&lt;/strong&gt; que eu virei &lt;em&gt;fã/tiete/paga-pau&lt;/em&gt; de dois tipos de filmes, os de zumbi (meu Deus, passava &lt;strong&gt;A Volta dos Mortos Vivos 2&lt;/strong&gt; enquanto eu comia arroz com feijão) e os de monstros gigantes. Alguém aqui se lembra do &lt;strong&gt;Alligator&lt;/strong&gt;? Gente, pára tudo e presta atenção: um jacaré gigante se esconde no esgoto de Chicago, piscinas e caixas d’agua de 10.000litros, vira celebridade nacional, se alimenta de cachorros radioativos, depois de seres humanos, invade a festa do prefeito durante o dia, faz maior barraco, banca a &lt;em&gt;Lady Kate&lt;/em&gt; e mostra quem é que assina o cheque, come o prefeito na festa e ainda assim consegue ser um bom (eu diria ótimo) filme? Caralho, só podia ser coisa dos anos 80 mesmo. Não tem como não amar o tosco no cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certo modo, &lt;strong&gt;Alligator&lt;/strong&gt; não é tão tosco não. As cenas do animal aparecendo e fazendo carnificina são muito boas, mesmo quando você percebe que tem um jacaré de verdade andando num cenário de miniatura. O roteiro é interessante, já que o jacaré só cresce devido a uma rede de intrigas onde se misturam homens gananciosos, políticos corruptos e... cachorros radioativos (ok, cachorros com hormônios de crescimento, mas radioativos soam melhores). Então, o verdadeiro vilão de &lt;strong&gt;Alligator&lt;/strong&gt; não é o jacaré, é o homem. O &lt;strong&gt;Alligator&lt;/strong&gt; só quer viver a vida dele normalmente, comer homens toscos gordos e nadar de boa nos esgotos. Mas ai ele vira celebridade, aparece o senador...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, nem só de bons filmes vivem os monstros gigantes. Você já assistiu uma das mil reprises de &lt;strong&gt;O Ataque das Formigas Gigantes&lt;/strong&gt;? Tem uma cena em especial em mais esse clássico do &lt;strong&gt;Cinema em Casa&lt;/strong&gt; na qual as formigas andam por um cais, invadem um iate (?) e matam todo mundo a bordo. Pergunta que não quer calar: por que as porras das formigas gigantes invadem um iate em alto mar só pra matar gente? Foi muito ácido na cabeça desse roteirista, muito ácido mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, melhor que o &lt;strong&gt;Alligator&lt;/strong&gt;, mais perigoso que o &lt;strong&gt;Tubarão&lt;/strong&gt; de Steven Spilberg e viciante igual &lt;strong&gt;O Monstro do Armário&lt;/strong&gt; (tosco, tosco e mais tosco), está &lt;strong&gt;A Invasão das Aranhas Gigantes&lt;/strong&gt;. Confesso que fico tão emocionado em falar desse filme que nem consigo falar dele mesmo, então, coloca pra carregar o trailer ai que ele fala por si só (e fala até demais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Bksvon-hSDM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Bksvon-hSDM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra vocês terem uma idéia da bagaceira, a aranha gigante, era um fusca camuflado com pelúcia (sim, era uma aranha gigante de pelúcia), e os faróis do fusca em questão eram os olhos do bicho. Reparem que: AS PATAS DA ARANHA NÃO TOCAM NO CHÃO. Pior que isso só o meteoro que na verdade é um foguete de S.O.S e a tentativa de vender a idéia de que as aranhas eram alienígenas que vieram de um portal aberto pelo meteoro, saindo de ovos que não se abriam nunca, mas que o isopor quebrava fácil quando a maldita aranha (opa, outro filme) resolvia sair. A morte dela é incrível, é uma melequeira nojenta, uma babação completa, tira o total prazer pelo sorvete. E pensar que eu perdia sono por causa desse filme aos 7 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não se fazem mais filmes de monstros gigantes como antes.&lt;br /&gt;E já repararam que tudo tinha gigante no final? Roteiristas megalomaníacos, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes modernos de monstros gigantes não são tão bons. Na verdade, esses filmes da nova safra como &lt;strong&gt;Cloverfild&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;O Hospedeiro&lt;/strong&gt; apelam para o lado emocional da coisa, as relações dramáticas entre os personagens. Os monstros só fazem figuração. Seguindo essa linha, &lt;strong&gt;Cloverfild&lt;/strong&gt; que poderia ser genial, se torna estúpido na maior parte, porém &lt;strong&gt;O Hospedeiro&lt;/strong&gt; se salva, e se salva bem, tirando a dramatização no final que se torna realmente excessiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom mesmo é o filme &lt;strong&gt;O Nevoeiro&lt;/strong&gt;. Nesse, tem monstros gigantes pra vários gostos, mas eles realmente estão lá de figuração e o drama é o foco principal. O filme não tente levar a imagem dos monstros pra se manter sólido, e é exatamente por isso que ele funciona. Baseado numa ótima obra de &lt;strong&gt;Stephen King&lt;/strong&gt;, a trama começa após uma tempestade numa cidade pequena do Maine. Um pai e seu filho vão no supermercado comprar materiais para a reconstrução da casa onde um grande numero de pessoas foi lá com o mesmo objetivo. Acontecem umas coisas estranhas e um denso nevoeiro cobre tudo e traz consigo um horror gigantesco, monstros enormes que descobrem na carne humana um sabor delicioso. Trancados no supermercado, o inferno começa. O problema é que o perigo não esta só do lado de fora com os monstros, mas no de dentro também, com os humanos.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257864452477286130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SPev3LcP9vI/AAAAAAAAAVk/3H9azLiWdUM/s320/the-mist.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, uma fanática religiosa monta uma seita pregando um Deus vingativo que precisa de sangue, e os “lúcidos” não sabem mais o que fazer. Morrer pelas mãos dos fanáticos ou correr o risco no nevoeiro repleto de monstros realmente amedrontadores? O filme tem uma trama complexa como só o King é capaz de fazer, além de atuações brilhantes e um final incrível, diferente de quase tudo produzido em Hollywood. Lógico, ele tem suas falhas, como luz demais para um filme tensão/terror e efeitos especiais que deveriam ter sido menos trabalhados, mais escurecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, prefiro que aranhas flutuantes e jacarés mecânicos fiquem lá nos anos 70 e 80 mesmo, junto com o sofá lá de casa e as marcas da minha bunda nos anos 90.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-289356811652815508?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/289356811652815508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=289356811652815508&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/289356811652815508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/289356811652815508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2008/10/jacars-grandes-aranhas-grandes-formigas.html' title='Jacarés Grandes, Aranhas Grandes, Formigas Grandes... Todo Mundo Megalomaníaco'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SPevESciuJI/AAAAAAAAAVc/GELx94G6ndk/s72-c/Alligator.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-8320848396780036640</id><published>2008-10-02T12:24:00.000-07:00</published><updated>2008-10-02T19:09:52.338-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='musica alternativa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='musica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Móveis Feitos Com Tabaco, Quanto Custa O Seu Desejo E Waldick Soriano Is Rock</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SOUlmPipLBI/AAAAAAAAAOs/OtpLF3VeR5c/s1600-h/facilar.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252645879334644754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SOUlmPipLBI/AAAAAAAAAOs/OtpLF3VeR5c/s400/facilar.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#cc0000;"&gt;A imagem que ilustra a primeira parte desse texto é meramente ilustrativa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Fazer compras sempre me foi uma tarefa fácil e, no geral, sempre é uma tarefa fácil para qualquer pessoa do gênero masculino, independente até de com quem esse gênero prefere fazer sexo. É ter o que quer na cabeça, sair, comprar e voltar. Simples assim. Já mulher, não, pensa, pensa, não decide, sai, volta, sai, volta, decide, volta atrás na decisão, encontra algo que nem queria comprar na verdade, decide-se por esse algo, fica em dúvida se leva o que queria ou o que não queria, decide-se pelo que não queria, pechincha, paga, volta pra casa e, geralmente, se arrepende. E aí mistura eu e minha avó na compra dos novos móveis do meu quarto que, bem, foi uma pequena odisséia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu havia me decidido pelos móveis da loja &lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;, mas aí eu enrolei duas semanas pra comprar, até que no dia resolvo ir com a minha avó, a gente vai na loja &lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;, mas ela me faz ir na loja &lt;strong&gt;B, C, D&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;. Tudo na &lt;strong&gt;C&lt;/strong&gt; é bonito, mas é caro também. Tudo na &lt;strong&gt;E &lt;/strong&gt;só parece bonito e ainda é caro. A gente roda, roda, e no fim eu resolvo por um móvel da &lt;strong&gt;B&lt;/strong&gt; e um da &lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;, de um total de três eu planejava levar. Simples assim. Mudou tudo. Ate a cor. Em primeira instancia tudo era marfim, logo, virou branco e preto, seguindo tendências modernas (lê-se: um amigo meu em sampa decorou todo o apê dele com móveis brancos e pretos, quis igual).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas só começaram. Já na entrega o guarda roupa veio com um fungo de uma ponta a outra. &lt;em&gt;"Mas é so uma manchinha"&lt;/em&gt;, disse o entregador. &lt;em&gt;"Teu cu!"&lt;/em&gt;, respondi de volta. Como vingança, a loja em questão resolveu atrasar minha vida em uma semana. Como meu quarto estava um pouco mais organizado que uma ruela no Iraque, tive que dormir esse tempo todo com a minha mãe no quarto dela. O problema não era nem o fato de que eu, um garoto de 20 anos e 1,80m, estava dormindo novamente com a mãe, como uma criança que acordou no meio da noite por causa de um pesadelo (Deus, a última vez que eu fiz isso eu tinha 12 anos), o problema era que depois de 4 anos dormindo sozinho numa cama de casal (ok, nem sempre sozinho), você fica um pouco espaçoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tipo, eu acordava no meio da madrugada batendo em alguma coisa com meu joelho, por reflexo, eu batia uma segunda vez, com mais força ainda. Isso em que eu batia era o corpo da minha mãe. Tadinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final das contas, o quarto foi praticamente reformulado e tudo ficou lindo. Quer dizer, ate eu perceber que eu havia perdido metade da entrada do meu banheiro e que meu avô havia lembrado que eu não tenho costume de limpar nada, logo ele da dois meses pra que as partes brancas fiquem marrons. &lt;em&gt;"fica em dúvida se leva o que queria ou o que não queria, decide-se pelo que não queria, pechincha, paga, volta pra casa e, geralmente, se arrepende"&lt;/em&gt;, lembrei dessa parte e suspirei fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior que isso só o diabo do&lt;strong&gt; iPhone&lt;/strong&gt;. Eu passei meses sonhando que o preço dele no Brasil não seria abusivo. Mas aí ele chega, chega com força e chega com umas 1500 pilas só o corpo. Porra de país com telefonia do caralho (&lt;em&gt;momento desabafo mode: off&lt;/em&gt;). Não entendo como a &lt;strong&gt;Apple&lt;/strong&gt; aceitou a comercialização de seu produto carro chefe dessa maneira. A empresa de tecnologia mais admirada do mundo por &lt;em&gt;nerds, teens e high society&lt;/em&gt; (tudo ao mesmo tempo), pretendia popularizar o aparelho no mundo. No Brasil ele vira acessório de luxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais revoltante que isso, so a Preta Gil, de penetra na festa de lançamento do celular, usando preto, que ela acha que vai emagrecê-la (mas desculpa te avisar seu canhão, não funciona), que ao indagada sobre que aparelho compraria (8GB ou 16GB) a cantora (heim?) respondeu &lt;em&gt;"Comprar? A gente não é hipócrita, né?"&lt;/em&gt;, disse, confiante no brinde após a festa. &lt;em&gt;"Eu quero o &lt;strong&gt;G3&lt;/strong&gt;"&lt;/em&gt;. A vaca queria o aparelho de GRA-ÇA! E eu que se comprar o meu vou ralar um ano só pra pagar. Detalhe, &lt;strong&gt;G3&lt;/strong&gt; é o tamanho da calcinha dela, o &lt;strong&gt;iPhone&lt;/strong&gt; é &lt;strong&gt;3G&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252646023336026722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SOUlun_P4mI/AAAAAAAAAO0/iXxRZoit5Pg/s320/preta.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Você viu Jesus? Não?! De novo então...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Já que não da pra ser o consumista desenfreado, vamos ser o indie. Esse último final de semana aconteceu em Rio Branco o já bastante reconhecido &lt;strong&gt;Festival Varadouro&lt;/strong&gt;. Foi a primeira vez que eu fui em um festival do circuito independente, antes eu só escutava as coisas pelo &lt;strong&gt;MySpace&lt;/strong&gt;, e embora eu tenha ido apenas na segunda noite, e colocado meu nome para cobrir o evento, correndo atrás dos palcos, na frente dos palcos e nas coletivas para tirar fotos, foi tudo muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Organizado pelo &lt;a href="http://www.coletivocatraia.blogspot.com/"&gt;Coletivo Catraia&lt;/a&gt;, o &lt;strong&gt;Varadouro&lt;/strong&gt; desse ano trouxe atrações de peso do cenário independente, como &lt;strong&gt;Ecos Falsos&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Daniel de Moraes e o Sindicato&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Hey Hey Hey&lt;/strong&gt;, o estonteante &lt;strong&gt;Cordel do Fogo Encantado&lt;/strong&gt; e um dos maiores símbolos de toda cultura acreana dessa nova geração, a queridinha &lt;strong&gt;Los Porongas&lt;/strong&gt; (o qual eu não vejo um show desde que eles foram para São Paulo ano passado). Não vou me atentar a criticar o Festival, eu não tenho cacique o suficiente pra isso, além de ter visto apenas metade das apresentações. Mas é fato que eu não posso deixar de falar da banda que mais me chamou a atenção, &lt;a href="http://www.myspace.com/diegodemoraes"&gt;Diego de Moraes e o Sindicato.&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Lembro que depois de eu tirar algumas fotos do&lt;strong&gt; Cabocrioulo&lt;/strong&gt;, andando de volta por trás do palco, vejo de relapso uma coisa correndo por mim, onde só pude identificar os cabelos pretos longos, uma mochila, calças e blusa de botão imediatamente penso, "menino ou menina?". Descubro depois, já na frente do palco, que esse era Diego de Moraes, subindo com sua banda e iniciando sua apresentação com a viciante musica &lt;em&gt;Amigo&lt;/em&gt;. O diferencial da banda apresentado no som que eles produzem é hilário, divertido e contagiante. As mudanças de tom que Diego usa em suas musicas são engraçadas ao mesmo tempo que prende a atenção. E que porra de estilo é aquele? Samba, brega, rock, forró, tudo misturado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é uma apresentação metódica, com o objetivo de ser perfeita, de se aclamar como uma banda. São garotos cuja maior paixão é visivelmente fazer musica e que se divertem imensamente com isso. Não é a toa que em dado momento, Diego cai entre duas caixas de som e lá fica, cantando, rindo, gargalhando, até o momento em que tudo perde o nexo, e ele começa a cantar &lt;em&gt;"Sorria meu bem, sorriiiia"&lt;/em&gt;, vira pro público e em tom de quem está conversando com seu melhor amigo diz, &lt;em&gt;"escutem &lt;strong&gt;Waldick Soriano&lt;/strong&gt;, assistam o documentário &lt;strong&gt;Eu Não Sou Cachorro Não&lt;/strong&gt;"&lt;/em&gt;. Eu não sei o resto do público, mas eu o aplaudi com louvor.&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252739593305257954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SOV61HSW9-I/AAAAAAAAAPE/oqxrnDJULu4/s320/Varadouro+-+Diego+de+Moraes.JPG" border="0" /&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#cc0000;"&gt;Diego de Moraes como eu o vi&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-8320848396780036640?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/8320848396780036640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=8320848396780036640&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/8320848396780036640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/8320848396780036640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2008/10/mveis-feitos-com-tabaco-quanto-custa-o.html' title='Móveis Feitos Com Tabaco, Quanto Custa O Seu Desejo E Waldick Soriano Is Rock'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SOUlmPipLBI/AAAAAAAAAOs/OtpLF3VeR5c/s72-c/facilar.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-5115288540742179474</id><published>2008-09-05T08:41:00.000-07:00</published><updated>2008-09-06T13:16:03.241-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><title type='text'>Analisando Grandes Clássicos da Literatura</title><content type='html'>Em mais um momento de devaneio (lê-se: eu to sem nada o que escrever por aqui), o &lt;strong&gt;Fala Consciência&lt;/strong&gt; trás para você querido leitor, um serviço de utilidade pública super útil, um pequeno resumo de livros marcantes para a humanidade (ou não, depende do ponto de vista, opinião é como bunda, cada um tem a sua) e uma análise precisa, meticulosa e científica-acadêmica, indo aos confins de onde poucas análises críticas literárias foram dessas mesmas obras. E ai neguinho se pergunta: &lt;em&gt;"grande coisa, o que eu vou ganhar com isso?",&lt;/em&gt; e eu respondo: primeiro que você vai guardar na carteira pelo menos umas 500 pilas &lt;em&gt;(oh! It's amazing),&lt;/em&gt; segundo que você vai se poupar de ler umas 5000 páginas sem figuras, &lt;em&gt;(e não pára por aí) &lt;/em&gt;terceiro que você vai ter cultura pra colocar nas conversas de botequo quando você estiver enchendo a cara de chopp, ou ate o ponto em que você lembrar que está bebendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SMFUigE2JCI/AAAAAAAAAM0/DJjMb1DL7o8/s1600-h/o+pequeno+principe.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242564392938513442" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 109px; CURSOR: hand; HEIGHT: 158px" height="180" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SMFUigE2JCI/AAAAAAAAAM0/DJjMb1DL7o8/s200/o+pequeno+principe.bmp" width="125" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Pequeno Príncipe&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vamos nos fixar em apenas uma parte do livro pra vocês entenderem. O capítulo da raposa. A raposa linda, ruiva e esbelta tava tranqüila, CUIDANDO DA SUA VIDA, quando chega o principizinho loirinho, dos olhos azuis, &lt;em&gt;bunitinho mas ordinário&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Hellowww&lt;/em&gt;, a raposa tava na solidão, lógico que ela vai puxar assunto, mesmo que o príncipe tenha deixado claro que estava ATRÁS DE HOMENS. Mesmo assim, a raposa visivelmente numa fossa mental resolve desenvolver laços afetivos com o &lt;em&gt;príncipe-projeto-de-cafajeste&lt;/em&gt;. Aí beleza, viram miguxinhos, se divertam, fazem troca-troca e tals, essas coisas; a pobre da raposa já começa a esperar o cachorro as 4 da tarde, dizendo que fica feliz já as 3, quando de repente... o pilantra diz que vai dar o vaza do nada e ainda alega que &lt;em&gt;"A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...".&lt;/em&gt; Aí a raposa se fudeu. E pra cravar o punhal no resto do coração da bixinha, o príncipe calhorda ainda faz inúmeros elogios aquela puta da rosa egoísta dele. A mesma rosa que ficou no mundo que ele fugiu porque já tava enjoado, mas logo começou a morrer de saudades. Sim, a mesma rosa egoísta e cretina pela qual ele morre. E a raposa? Deve ter sido morta na última caça a raposa nas pradarias européias.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#cc0000;"&gt;contribuição (quase plágio descarado) do Goiano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Moreninha&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SMFUuWgd5xI/AAAAAAAAAM8/OHEbtPLppjo/s1600-h/a+moreninha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242564596528441106" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 124px; CURSOR: hand; HEIGHT: 180px" height="187" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SMFUuWgd5xI/AAAAAAAAAM8/OHEbtPLppjo/s200/a+moreninha.jpg" width="127" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pessoal, eu não sei vocês, mas esse livro é totalmente a favor da PEDOFILIA. Um grupo de estudantes de medicina vai pro aniversário da avó de um deles numa ilha que (pelo menos no livro que eu li) nunca dizem o nome. Eles usam como desculpa o aniversário da velha, mas o que eles querem mesmo é caçar muié. Augusto, que diz que nunca fica mais de 15 dias com a mesma mulher, ao chegar à ilha cai de amores por uma moreninha, tipo bem brasileira, de 15 anos de idade, eu disse 15. Ou seja, é a típica história do &lt;em&gt;playboy &lt;/em&gt;gostosão e cheio da grana que come a filha da empregada. O livro tem uns momentos bem deprimentes (de ruins, não de tristes), como a história de que o Augusto deu seu coração pra menina que ele conheceu aos 13 anos e que juntos ajudaram um moribundo (que deixou de se preocupar com a morte que tava do lado e só falava de como aqueles dois deveriam casar e ser felizes, super verossímil), no fim Augusto descobre que a Moreninha é essa mesma garota. Ai eles casam e vivem felizes para sempre. Duvido, tenho certeza que aos 40 anos, o tarado do Augusto trocou a Moreninha de peitos já caídos por uma guria de 14 aninhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SMFU581LClI/AAAAAAAAANE/5frwyNZFG5c/s1600-h/branca+de+neve.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242564795794393682" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 132px; CURSOR: hand; HEIGHT: 113px" height="144" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SMFU581LClI/AAAAAAAAANE/5frwyNZFG5c/s200/branca+de+neve.jpg" width="148" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Branca de Neve e os Sete Anões&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cá entre nós, que príncipe se casaria com uma mulher que dormia numa floresta isolada com 7 homens? Eu disse SETE! Bobinho esse príncipe, não? Bem que o Dunga nunca me enganou com aquelas orelhas e aquele sorriso de tarado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Romeu e Julieta&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SMFVIfLgK5I/AAAAAAAAANM/LbJ7FGbvkKI/s1600-h/livro_romeu_e_julieta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242565045533027218" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="150" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SMFVIfLgK5I/AAAAAAAAANM/LbJ7FGbvkKI/s200/livro_romeu_e_julieta.jpg" width="114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho certeza que foi Shakespare que criou o princípio emo. Segue o raciocínio. Dois adolescentes pirados na batatinha se apaixonam durante uma festa em que o Romeu na verdade tava afim de dar uns pegas na Rosaline, só que ele deve ter reparado que a Julieta tinha uns peitos maiores, aí caiu por ela, mas entrou em depressão quando descobriu que ela era da família inimiga a dele. Como naquela época, cortar os pulsos com gilete não tava em moda, os dois se afundavam numa depressão cada vez maior junto a um monte de declarações meia boca. Os dois se casam com a ajuda de um Frei, mas pra fuder tudo de uma vez, o Romeu mata o primo da Julieta no dia seguinte. Depressão, mais depressão e rimas, o pior são as rimas. Romeu foge e o Frei caduco tem a genial idéia de fazer a Julieta parecer morta, assim, ela poderia fugir com o Romeu. Só que Romeu não soube disso a tempo e tomou um veneno na hora que a Julieta acordou. Julieta, fudida e mal paga, já que não tinha muita opção, se matou também. Eu acho que se o Frei tivesse feito eles fugirem juntos sem precisar ninguém se matar, eles iam viver de amor, ate que a grana acabasse e eles percebessem que amor não enche o buxo, e Julieta voltaria pra casa dos pais que já teriam ido ao Jornal Nacional em busca da menina. A história com certeza sairia na íntegra no Fantástico com uma entrevista exclusiva onde Julieta diria, &lt;em&gt;"Não sou lésbica"&lt;/em&gt;, e sua mãe afirmaria que o problema era que ela tinha engravidado muito jovem. E o Romeu? Teria virado caminhoneiro, michê, ou os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SMFVhk5bU6I/AAAAAAAAANc/p8vr_unhVYQ/s1600-h/o+senhor+dos+aneis.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242565476564554658" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 75px; CURSOR: hand; HEIGHT: 95px" height="120" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SMFVhk5bU6I/AAAAAAAAANc/p8vr_unhVYQ/s200/o+senhor+dos+aneis.jpg" width="94" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um grupo de homens muito machos saem pra destruir um anel numa montanha de fogo vigiada por um olho. Depois só dois amigos continuam a missão. Vejamos: eles querem queimar o anel? Queimar o an&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SMFVXkXaLBI/AAAAAAAAANU/FlNijbtUR_g/s1600-h/o+senhor+dos+aneis.jpg"&gt;&lt;/a&gt;el, sacou, sacou?! É, eu sabia que aquele elfo nunca tinha me enganado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dom Casmurro&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SMFVuN13IRI/AAAAAAAAANk/wNIVCVyj8ec/s1600-h/dom+casmurro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242565693713883410" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="135" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SMFVuN13IRI/AAAAAAAAANk/wNIVCVyj8ec/s200/dom+casmurro.jpg" width="97" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei vocês, mas demorei um mês pra ler esse livro e quando eu o finalmente terminei só um pensamento me passou pela cabeça, o de que Machado de Assis nunca havia imaginado que o teste de DNA fosse inventado. Foram 50 páginas só de delírios do Bentinho querendo saber se Capitu deu ou não deu pro Escobar. Gente, pára e pensa, como seria maravilhoso o espetáculo do Bentinho e da Capitu no programa do Ratinho trocando cada um ofensa de um lado, ate que a Capitu partisse pra enfiar a mão na cara de Bentinho enquanto este gritasse, &lt;em&gt;"Piranha, piranha sim! Tu trepou com meu melhor amigo, sua vaca. Esse filho não é meu!"&lt;/em&gt;. Pior que isso só aquelas cartas do Bentinho pro Escobar, aí da pra ver que o Bentinho era uma bicha super pintosa. Vide trexo da obra: &lt;em&gt;"Durante cerca de cinco minutos esteve com a minha mão entre as suas, como se não me visse desde longos meses. - Você janta comigo, Escobar? - Vim para isto mesmo." &lt;/em&gt;Pra mim é caso encerrado.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#cc0000;"&gt;contribuição (quase plágio descarado) do Millor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SMFV88v0m5I/AAAAAAAAANs/1xfa8kBWyA8/s1600-h/madame_bovary_shot.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242565946823187346" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 102px; CURSOR: hand; HEIGHT: 143px" height="149" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SMFV88v0m5I/AAAAAAAAANs/1xfa8kBWyA8/s200/madame_bovary_shot.jpg" width="93" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Madame Bovary&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Dona de casa transa com padeiro, leiteiro, carteiro... Chifre adoidado na cabeça do marido. Ela se apaixona por um tal de Leon, estudantezinho de direito, transa com ele, se endivida por causa dele até não ter mais um vintém. Sozinha, sem um tostão furado e sofrendo de depressão crônica, a mulher se mata. É o típico caso de &lt;em&gt;Síndrome de Cinderela&lt;/em&gt;, uma quarentona, fica louca por um garotão cheio de amor pra dar, o marido médico é um saco, então vai lá e pimba. Sabe como é? Ta pegando alguém mais novo, dá aquela levantada no ego, faz se sentir mais jovem também, vai atrás de uma miguxinha e tals... Só que naquela época não existia a revista Nova, nem a Criativa, muito menos a Marie Claire, então sem um apoio moral de verdade, e pior, sem o &lt;em&gt;“cantinho da leitora”,&lt;/em&gt; a tragédia se consolida no final. E pensar que o Gustave Flaubert foi processado pelo governo francês por causa desse romance. Para ler nesse século: O Doce Veneno do Escorpião, de Bruna Surfistinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-5115288540742179474?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/5115288540742179474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=5115288540742179474&amp;isPopup=true' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/5115288540742179474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/5115288540742179474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2008/09/analisando-grandes-clssicos-da.html' title='Analisando Grandes Clássicos da Literatura'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SMFUigE2JCI/AAAAAAAAAM0/DJjMb1DL7o8/s72-c/o+pequeno+principe.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-6519242422269097210</id><published>2008-08-19T14:04:00.000-07:00</published><updated>2008-08-19T15:49:56.513-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='musica alternativa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='musica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Morcegos Terroristas, Que Primeira Dama Você Quer Para O Seu País E A Busca Pelo Som Perdido</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Mesmo trabalhando em dois empregos, a minha situação financeira anda tão preta que eu não estou mais matando cachorro a grito, e sim em linguagem de sinais. Aliás, taí um ponto interessante, eu tenho dois empregos e as pessoas pensam que eu sou rico, é a mesma coisa que colar penas nas costas e disserem que eu sei voar. Com as férias da &lt;strong&gt;UFAC&lt;/strong&gt; chegando eu resolvi que vou voltar a praticar natação depois de quase dois anos parado. Se você pensou, &lt;em&gt;“Menino sem imaginação, só porque acompanhou o Phelps nas olimpíadas agora quer voltar a nadar”&lt;/em&gt;, eu repondo, &lt;em&gt;“Lógico!”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, tava conversando com a Manu sobre as olimpíadas e ela me disse que, &lt;em&gt;“E aí, o que vai acontecer depois que o Phelps tiver quebrado todos os recordes? Ele vai se sentir um frustrado”.&lt;/em&gt; Eu não pude deixar de concordar. Claro, é o pensamento mais óbvio que depois de todo o reconhecimento mundial, todos os recordes quebrados, um monte de mulher querendo dá pra ele, mais medalhas de ouro que o Brasil em três olimpíadas e ser considerado &lt;em&gt;sexy simbol&lt;/em&gt; mesmo com a cara do &lt;strong&gt;Quasímodo&lt;/strong&gt;, ele se sentiria frustrado. Como mais ele poderia se sentir? Só a Manu mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, lembrei que com dois empregos e faculdade manter a natação seria meio difícil. Nem mesmo no meu único horário livre, a madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando tão cansado que ultimamente eu começo a segunda-feira sonhando com a sexta e chegando no &lt;strong&gt;emprego A&lt;/strong&gt; esperando o término do &lt;strong&gt;emprego B&lt;/strong&gt;, pra poder me jogar na cama. Porém, um dia desses, quando eu finalmente entro no meu quarto, jogos os sapatos pro lado e penso em me jogar no colchão, observo um estranho tipo de casulo preto perto da porta do meu banheiro. Intrigado e com meu espírito de &lt;em&gt;“que porra é essa?”&lt;/em&gt; aguçado, me aproximei da forma anatômica não definida. E para minha total surpresa, quando eu toquei na coisa... ela se mecheu. Ok, não foi para minha surpresa, eu me desesperei feito uma menininha e sai gritando pela casa na velocidade 5, &lt;em&gt;“TEM UM MORCEGO NO MEU QUARTO, ELE VAI ME MATAR E CHUPAR MEU SANGUE”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E olha que eu ainda nem assisti o &lt;strong&gt;Batman&lt;/strong&gt;, imagine se tivesse sido uma máscara de palhaço.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Why so serious?” mode: on&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Eu e minha avó montamos planos estratégicos, pensamos na hipótese de um atentado biológico ou forjar um bat-sinal pra enganá-lo e fazê-lo sair do meu quarto, mas sem muito tempo pra isso ficamos com a solução mais simples e funcional, chamar meu avô pra exorcizar o bicho. Meu avô chegou tranquilão e aceitou o caso sem pestanejar. Enquanto ele caminhava na direção do meu quarto eu gritei, &lt;em&gt;“Vô, quer ajuda?”&lt;/em&gt;. Ele parou o passo, virou o rosto na minha direção, soltou uma risadinha e disse, &lt;em&gt;“Deixa que eu dou conta”&lt;/em&gt;. Naquele momento eu tive a impressão que meu avô era o &lt;strong&gt;Chuck Norris&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de estrondos que devem ter superado os tiroteios russos na Geórgia, meu avô saiu vitorioso, e o pobre morcego que entrou no seu caminho, desceu escada abaixo, morto. Pronto para desfrutar meu descanso, finalmente me jogo na cama, ligo a TV e relaxo. Até que o locutor do comercial lança a máxima, &lt;em&gt;“toda a energia da Banda Calypso em uma experiência (heim?) nova... &lt;strong&gt;Banda Calypso Acústico&lt;/strong&gt;”&lt;/em&gt;. Logo, qualquer possibilidade de eu ter relaxado os músculos e caído em sonolência foram totalmente por água abaixo, eu tive pesadelos a noite toda.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236344477309343474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SKs7jwuaFvI/AAAAAAAAAMs/74gHDjBDvuQ/s200/calypso.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Alguém me diz quem foi o gênio que inventou isso... por favor, me diz!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nos dias que se seguiram eu não deixei de me perguntar porque diaxos a cena musical brasileira era tão deprimente. E principalmente, por que nenhuma figura musical brasileira era capaz de me fascinar? O que leva a nossa cultura pop a reconhecer ícones tão sem sentido?&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SKs4SZV1IjI/AAAAAAAAAME/E8xhgQO_PBw/s1600-h/carla_bruni.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SKs40B8RgBI/AAAAAAAAAMM/iGsfcyfoovg/s1600-h/carla_bruni.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236341458273927186" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SKs40B8RgBI/AAAAAAAAAMM/iGsfcyfoovg/s320/carla_bruni.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para piorar esses questionamentos, eu finalmente conheci um pouco da fantástica obra musical da badaladérrima primeira dama francesa, &lt;strong&gt;Carla Bruni&lt;/strong&gt;. Ai você depois de se espantar com o adjetivo muito gay pergunta, &lt;em&gt;“Badaladérrima por que afinal de contas?”&lt;/em&gt;. &lt;strong&gt;Carla Bruni&lt;/strong&gt; conquistou o coração do presidente Nicolas Sarkozy logo após o rompimento dele com a mulher (alguém sentiu cheiro de chifre? Levanta a mão comigo então!). Por ser modelo internacional, cantora cultuada em toda a França com dois álbuns e linda pra caralho, o romance dos dois foi super comentado no mundo inteiro. O casamento saiu depois de três meses de relação e a lua de mel só pelas fotos parece ter sido ótima. Ou seja, &lt;strong&gt;O Diário da Princesa&lt;/strong&gt; perde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é a musica o que faz a diferença dessa mulher. O primeiro sucesso mundial de Bruni foi a magnífica canção &lt;em&gt;"Quelqu'un M'A Dit"&lt;/em&gt;, belíssima e tocante na letra e no som. Seu primeiro álbum foi um estrondo, já o segundo álbum (todos em inglês) não foi tão bem recebido pela crítica, já que era sua tentativa de arrancar sucesso internacional na onda de &lt;em&gt;“Quelqu’um M’A Dit”&lt;/em&gt;. O terceiro (lançado somente após o casamento), volta um pouco mais as origens e é um tanto polêmico devido as suas referências as drogas, &lt;em&gt;“Tu es ma Came”&lt;/em&gt;, e seus inúmeros (poderosos e ricos) amantes, em &lt;em&gt;“Ta Tienne”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na França eles tem &lt;strong&gt;Carla Bruni&lt;/strong&gt;, e no Brasil nós temos a Marisa. &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236342506866339634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SKs5xEQL7zI/AAAAAAAAAMc/kYKYOZW8eog/s200/marisa_lula.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;Marisa: usa o cartão corporativo para comprar &lt;strong&gt;Contigo!&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Quem Acontece&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Mas eu não acho que o Lula seja capaz de conquistar alguém que estudou na &lt;strong&gt;Sorbonne&lt;/strong&gt;. Enfim... &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Ainda assim, acho que na concepção de artistas com musicas estilizadas e harmonia como arma principal o Brasil não deixa tanto a desejar. Temos &lt;strong&gt;Marisa Monte&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Adriana Calcanhoto&lt;/strong&gt; em contrapartida a &lt;strong&gt;Carla Bruni&lt;/strong&gt;. Aliás, eu adorei os últimos álbuns dessas duas. Um tanto frios e melancólicos além da medida certa, mas ainda assim adoráveis. O problema nosso é na cena underground, quase inexistente, quando se fala de musica eletrônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Estados Unidos não deixam a desejar nesse quesito. Pelo contrário. Eu já havia falado um pouco da cena underground de Nova York na pele do &lt;strong&gt;&lt;a href="http://falaconsciencia.blogspot.com/2007/10/msica-alternativa-moda-nada-alternativa.html"&gt;Dangerous Muse&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, de longe meu duo favorito. Mas o selo californiano &lt;strong&gt;Iheartcomix&lt;/strong&gt; vai muito além disso. As musicas de &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/acid_girls"&gt;Acid Girls&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;&lt;a href="http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&amp;amp;friendID=6796360"&gt;The Glamour&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/ocelotmthrfckrs"&gt;Ocelot&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, dentre outros, são fantásticas, tem o verdadeiro espírito da musica eletrônica, aquela coisa de arrepiar a pele, levar o ritmo da musica as batidas do seu coração e elevar a circulação do seu sangue (sem precisar de drogas). Porém, o verdadeiro destaque do selo vai para as fodásticas &lt;a href="http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&amp;amp;friendid=59410779"&gt;&lt;strong&gt;Toxic Avenger&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;(com direito a faixa em &lt;em&gt;Need for Speed&lt;/em&gt;) e, meu favorito do selo, &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/heartsrevolution"&gt;Hearts Revolution&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da vontade de ser DJ só por causa deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enquanto o cenário musical brasileiro anda a passos de tartaruga das para-olimíadas, o jeito é ir caçando o que o exterior também pode oferecer. Até que outro morcego entre no meu quarto, ou o Ximbinha se empolgue com a guitarra e lance &lt;strong&gt;Banda Calypso Heavy Metal&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-6519242422269097210?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/6519242422269097210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=6519242422269097210&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/6519242422269097210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/6519242422269097210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2008/08/morcegos-terroristas-que-primeira-dama.html' title='Morcegos Terroristas, Que Primeira Dama Você Quer Para O Seu País E A Busca Pelo Som Perdido'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SKs7jwuaFvI/AAAAAAAAAMs/74gHDjBDvuQ/s72-c/calypso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-4466277565849739540</id><published>2008-08-11T19:27:00.000-07:00</published><updated>2008-08-11T19:33:25.627-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UFAC'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conversas bizarras'/><title type='text'>Conversas Bizarras Entre Sanduíches Gordurosos - Ato IV</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Round 1&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Samuel mastigando filé com pão e muita maionese:&lt;/em&gt; ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Polly diz:&lt;/em&gt; Eu comecei a caminhar hoje à tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Manu diz:&lt;/em&gt; Sério? Onde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Polly diz:&lt;/em&gt; Lá no Horto Florestal. É legal, tem gatinhos, o que é um incentivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Manu diz:&lt;/em&gt; Ah, você deveria caminhar no Parque do Tucumã de manhã cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Polly diz:&lt;/em&gt; Ta louca. Pra que? Pra ser estuprada? No Parque to Tucumã só tem tarado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Manu diz:&lt;/em&gt; Pois eu caminhei várias vezes lá e nunca fui estuprada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Polly diz:&lt;/em&gt; Ta mal, heim amiga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Samuel se engasgando com filé com pão e muita maionese:&lt;/em&gt; kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Round 2&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Samuel tranqüilo engolindo mais pão no filé:&lt;/em&gt; ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Polly diz:&lt;/em&gt; Vocês sabem, né? Eu não me misturo com preto, o Samuel é o único preto que faz parte da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Victor diz:&lt;/em&gt; E o teu irmão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Polly diz:&lt;/em&gt; Não faz parte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Samuel dessa vez tendo cuidado pra não se engasgar:&lt;/em&gt; kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Round 3&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Manu diz:&lt;/em&gt; Polly, se você tem tanto preconceito com preto você deveria me idolatrar, que sou branca, loira, olhos verdes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Polly diz:&lt;/em&gt; Verdade, Manu é branquela mas tem cara de saudável. Não parece aquelas branquelas anêmicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Manu diz:&lt;/em&gt; Lógico. Sou dourada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Polly diz:&lt;/em&gt; Que nada, dourada sou eu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Samuel diz:&lt;/em&gt; Polly... tu é opaca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Polly:&lt;/em&gt; ¬¬&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Manu diz:&lt;/em&gt; kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-4466277565849739540?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/4466277565849739540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=4466277565849739540&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/4466277565849739540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/4466277565849739540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2008/08/conversas-bizarras-entre-sanduiches.html' title='Conversas Bizarras Entre Sanduíches Gordurosos - Ato IV'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-8705973271736244254</id><published>2008-07-23T14:46:00.000-07:00</published><updated>2008-07-23T18:03:06.480-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='musica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>O Assassino Da Esquizofrenia, O Assassino Do Cinema E O Assassino Do Amor</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Porque dificilmente você consegue confiar em pessoas felizes.&lt;br /&gt;Não foi uma pergunta, foi uma afirmação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era mais jovem (e aos 20 anos eu to entrando na menopausa?), eu tinha devaneios freqüentes. É um problema sério quando se tem uma imaginação muito fértil. Você pode se perder nos seus devaneios e virar um esquizofrênico. Ou artista. Ou gênio. Ou um daqueles loucos que vão em shows de rock de garagem, usam roupas rasgadas, são considerados mendigos, fedem e viram lendas urbanas, histórias para aterrorizar criancinhas. Enfim, eu mergulhava em meus devaneios e me perdia da realidade. Eu adorava. Acreditar que você não é você é um dos melhores dons que Deus deu ao ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos meus devaneios favoritos era o de ser cantor de rock. Ou melhor, musica eletrônica. Eu me tornava um tipo de &lt;strong&gt;Madonna&lt;/strong&gt; de calça jeans, mas sendo comparado a ela apenas pelo nível astronômico de sucesso e grana. Seria um difusor da cultura de “não importa o som, o estilo ou a batida, para ser musica, você precisar sentir a necessidade de dançar”. E com CD’s explosivos e polêmicos por serem extremamente pop’s e sem nenhuma fidelidade de estilo, eu contaminaria o mundo com essa idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele que nunca sonhou em ser uma lenda do rock que atire a primeira pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_FNFpEoHn8Gw/SIeodz4NhaI/AAAAAAAAALk/1N7PMIDtlKY/s1600-h/Bob.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226331122682398114" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_FNFpEoHn8Gw/SIeodz4NhaI/AAAAAAAAALk/1N7PMIDtlKY/s320/Bob.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Você inspira esses delírios próprios baseando-se em seus ídolos. Não, eu não gosto de &lt;strong&gt;Madonna&lt;/strong&gt;. Eu tava assistindo &lt;strong&gt;I’m Not There&lt;/strong&gt; (&lt;strong&gt;Não Estou Lá&lt;/strong&gt; no Brasil). E não tem como não se fascinar pelo filme, se envolver, querer fazer parte de um dos seis mundo de &lt;strong&gt;Bob Dylan&lt;/strong&gt; na incrível e viajada visão de Todd Haynes. Não tem como não desejar ser um daqueles seis mundos. Eu particularmente queria ser Jude, o Bob Dylan interpretado magistralmente por Cate Blanchentt. O Bob Dylan com ar sempre chapado, com um mundo levantando seu ego, com liberdade para ser foda, com um &lt;strong&gt;Ray Ban Wayfarer&lt;/strong&gt; (um sonho de consumo)lindo e original sempre na cara. Londres, um carro grande e caro, sucesso mundial, grana e &lt;strong&gt;Beatles&lt;/strong&gt; como seu fã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bob Dylan&lt;/strong&gt; já pode morrer feliz.&lt;br /&gt;Todd Haynes ainda deve produzir mais uns 4 filmes parecidos e melhores pra me satisfazer e depois eu deixar ele morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a &lt;strong&gt;Dercy Golçaves&lt;/strong&gt; também morreu. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226331259902942370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_FNFpEoHn8Gw/SIeolzEI3KI/AAAAAAAAALs/mzaO9v3iG60/s320/dercy_coringa.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;Dercy: o Coringa de saias e sem ser psicótica serial killer&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Eu não sei vocês, mas eu já estava habituado a idéia de que ela era imortal. Eu não via ela morrendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu geralmente odeio cinebiografias, mas aquelas que o Todd Haynes produziu me fazem amar cinema e musica como uma coisa só, como se um não pudesse se desprender do outro. Musica pra mim não é só som, tem que estar veiculada a imagem. Toddy Haynes foi além, com &lt;strong&gt;Velvet Goldmine&lt;/strong&gt; (sua glamurosa e absurdamente fascinante obra sobre uma fase de &lt;strong&gt;David Bowie&lt;/strong&gt;) e &lt;strong&gt;I’m Not There&lt;/strong&gt; ele mais que conquistou um seguidor, ele aumentou meu problemas com delírios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente de &lt;strong&gt;Control&lt;/strong&gt; (&lt;strong&gt;Controle – A História de Ian Curtis&lt;/strong&gt; no Brasil). Um lixo, um dos filmes mais chatos que eu assisti. Não conheço a história do&lt;strong&gt; Joy Division&lt;/strong&gt;, gosto de uma única musica do &lt;strong&gt;New Order&lt;/strong&gt;, aliás prefiro a regravação de &lt;em&gt;Bizarre Love Triangle&lt;/em&gt; na voz do &lt;strong&gt;Frente!&lt;/strong&gt;, e o Ian Curtis então se tivesse vivo e passasse por mim na rua ia se sentir ofendido por não ter o pedido de um autógrafo pelo simples fato de que eu não o conheço. Enfim, se fosse analisar profundamente, &lt;strong&gt;Control&lt;/strong&gt; não passa da história de um cara que queria o sucesso acima de tudo, mais pelo status do que por reconhecimento, doente (tadinho, sofria de epilepsia) e hétero com tendências emo, frouxo, covarde, inseguro e que não sabe tratar dos sentimentos de uma mulher, precisando de duas pra ter um pouco de ego, não dando valor ao caráter famíliar e se matando no fim das contas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, peguei pesado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que &lt;strong&gt;Joy Division&lt;/strong&gt;, e principalmente o Ian, não sejam aquilo que fora mostrado na tela. Numa cinebiografia os fãs querem ver retratados os mistérios e lendas de seus ídolos, não o óbvio, o banal, tudo aquilo que você já sabe. É, parece que só o Todd Haynes sabe fazer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no (único) cinema da minha cidade ta passando o &lt;strong&gt;Batman&lt;/strong&gt; dublado.&lt;br /&gt;Vou alimentar a pirataria e baixar quando tiver versão em &lt;em&gt;Hight Definition&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Larga o cinema e vai ler um livro.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_FNFpEoHn8Gw/SIepCosOr_I/AAAAAAAAAL0/RGfyBk8b0ww/s1600-h/era+uma+vez.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226331755334512626" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_FNFpEoHn8Gw/SIepCosOr_I/AAAAAAAAAL0/RGfyBk8b0ww/s320/era+uma+vez.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tava lendo &lt;strong&gt;Era Uma Vez o Amor, Mas Tive que Matá-lo&lt;/strong&gt;, de Efraim Medina. Nunca pensei que ia ler um colombiano na vida. Acho os colombianos parecidos com os bolivianos (sim, eu sou xenofóbico) e lá o pessoal tem violência e seqüestro por causa de cocaína (ok, o Brasil não é diferente). Enfim, o livro é indescritível, mas é viajante, eu me encontrei na maioria das páginas, meus pensamentos, meus momentos. Uma dose de introspectividade surpreendente numa leitura de nível sem quase nenhuma narrativa. Não tem trama específica, fala sobre frustrações dos sonhos. De como a vida pode ser uma merda e você ainda consegue piorar tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque às vezes fazemos questão de matar o amor.&lt;br /&gt;Porque geralmente matamos o amor quando ele menos merece ser morto e você se torna um filho da puta a lamentar isso pro resto da sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santiago Nazarian ganhou um concorrente na minha vida, Efraim Medina. A diferença é que o Medina não tem blog, Nazarian tem, e eu viajo nele de grátis a cada texto. E eu ainda não li &lt;strong&gt;Técnicas de Masturbação Entre Batman e Robin&lt;/strong&gt;, segundo romance de Medina no Brasil. Melhor que os textos loucamente introspectivos, só esses títulos mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria algo com zumbis. Um filme bom de preferência. Dizem que o Bruce laBruce fez um filme com zumbis que também é existencialista e pornô. To louco pra assistir. Devaneios de zumbis eu não tenho. Só em sonhos. Aliás, houve um tempo em que meus sonhos variavam entre duas coisas, hordas de zumbis canibais e meu trabalho no hospital. Os sonhos em que eu trabalhava no hospital eram os pesadelos. Os zumbis sempre eram divertidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pessoas felizes não são confiáveis porque não são introspectivas.&lt;br /&gt;Não foi uma afirmação, é um fato.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-8705973271736244254?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/8705973271736244254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=8705973271736244254&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/8705973271736244254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/8705973271736244254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2008/07/o-assassino-da-esquizofrenia-o.html' title='O Assassino Da Esquizofrenia, O Assassino Do Cinema E O Assassino Do Amor'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_FNFpEoHn8Gw/SIeodz4NhaI/AAAAAAAAALk/1N7PMIDtlKY/s72-c/Bob.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-1534882910521284814</id><published>2008-06-25T14:12:00.000-07:00</published><updated>2008-06-25T15:02:37.105-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='musica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Aprenda A Se Tornar Um (Pseudo) Cult</title><content type='html'>A minha vida de trabalho (escravo), aliada a estudante universitário, dono-de-quarto (sim, eu sou mesquinho) e modelo anoréxico (ok, só anoréxico), está causando uma mudança tão drástica na minha vida que só divergindo sobre o assunto pra vocês entenderem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SGK9rB2yjnI/AAAAAAAAALU/6bWpPgVhJrg/s1600-h/bandacalypso_joelma.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215939865378721394" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SGK9rB2yjnI/AAAAAAAAALU/6bWpPgVhJrg/s320/bandacalypso_joelma.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A questão é o seguinte. Estava eu indo para meu &lt;em&gt;emprego A&lt;/em&gt;, no hospital, num típico dia nublado quando meu avô liga o rádio e como fundo musical toca &lt;strong&gt;Calypso&lt;/strong&gt;. Depois que a música em foco passa de sua primeira repetição de refrão (porque esse tipo de música sempre repete o refrão pelo menos quatro vezes pra criar volume e chegar a &lt;em&gt;3min30s&lt;/em&gt; de duração), eu percebo que existe algo errado, algo que não faz parte do equilíbrio cósmico que mantém o universo funcionando, algo que vai além da compreensão da natureza, que talvez não seja explicada nem pelo divino... Meus lábios estavam se movendo, sorrateiramente um som saia da minha boca. Eu estava cantando junto com a Joelma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu dei um grito. Meu avô quase perdeu o controle do carro. E enquanto eu gritava &lt;em&gt;"Tirem ela de mim. Tirem ela de mim. Xoelma, NÃO!"&lt;/em&gt;, apertando todos os botões possíveis do rádio para mudar de estação, matá-lo, ou simplesmente desligá-lo, minha mãe desesperadamente gritava no banco de trás, &lt;em&gt;"O que foiiii?"&lt;/em&gt;. Eu sabia a letra, eu sabia o ritmo, a sincronia, os gemidos que ela dava. Enfim, eu estava possuído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi com esse caso que ao me olhar no espelho eu não vi mais aquele garoto que escutava &lt;strong&gt;The Beatles&lt;/strong&gt;, tinha idolatria por &lt;strong&gt;Bob Dylan&lt;/strong&gt;, era fã incontornável de &lt;strong&gt;Mika&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Dangerous Muse&lt;/strong&gt;. Muito menos o garoto que assistiu quase todas as obras de Almodóvar, nunca perdia um &lt;strong&gt;Cannes&lt;/strong&gt;, descobria sozinho no mundo&lt;em&gt; underground&lt;/em&gt; todos os mais fascinantes filmes alternativos. E onde estava aquele que entendia de moda, comportamento, tendências editorias, virtuais e jornalísticas? Na frente do espelho eu vi um garoto castigado pelo trabalho árduo, consumista, que escuta apenas a rádio popular, que cantarola &lt;strong&gt;Calypso&lt;/strong&gt; no &lt;em&gt;trabalho A&lt;/em&gt;, &lt;strong&gt;Victor e Léo&lt;/strong&gt; no &lt;em&gt;trabalho B&lt;/em&gt; (gente, eu to quase aceitando a idéia de ir pro show), que vibrou assistindo &lt;strong&gt;O Homem de Ferro &lt;/strong&gt;no cinema, que está querendo ver o novo &lt;strong&gt;Hulk&lt;/strong&gt; e que anda perdido em tendências e só soube que o &lt;strong&gt;São Paulo Fashion Week&lt;/strong&gt; estava rolando quando ele chegou na metade (via &lt;strong&gt;Te Dou Um Dado?&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ver no espelho e ter uma crise por se achar um tribufú já não é fácil. Ter uma crise por se ver no espelho e se achar coloquial é pior ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim que eu descobri que ser uma pessoa ligada a cultura e as tendências do mundo pop e &lt;em&gt;underground&lt;/em&gt; (outra palavra que eu adoro usar) não é nada fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, foi observando uma discussão entre uns grupos culturais aqui da cidade e a minha própria vida (mais pra antes do que pra depois) que eu resolvi presentear os leitores desse blog com o &lt;strong&gt;Manual de Como Ser Culto&lt;/strong&gt;. Com pequenos passos que podem ser seguidos facilmente até pelos amantes da Mulher Melancia, o &lt;strong&gt;Fala Consciência&lt;/strong&gt; vai ensinar para você, leitor esperto, a como carregar o título de &lt;em&gt;cult&lt;/em&gt;, alternativo, &lt;em&gt;underground&lt;/em&gt;, pitoresco, indie, ou seja, um (pseudo) culto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Passo 1 – Tenha grana e tempo sobrando&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Lógico que você &lt;strong&gt;NUNCA&lt;/strong&gt; vai admitir isso, afinal, você não vai ter a grana na verdade, pois você vai ser sustentado pelos pais ou por aquela vó aposentada pelo &lt;strong&gt;TSE &lt;/strong&gt;que ganha uma nota e só tem o querido netinho pra corujar. Enfim, a grana não é sua, mas você gasta. E gaste bem, com livros, filmes, ingressos para o teatro, bandas de garagem. Carro? So se for usado e surrado. Ou como você vai poder levantar a bandeira do preço alto para os eventos culturais em frente ao teatro municipal se você tem um &lt;strong&gt;Corolla&lt;/strong&gt; esperando na saída? Com a grana, você não precisa se prender a coisas nada culturais como trabalho com carteira assinada, faça no máximo uma faculdade voltada para artes, comunicação ou sociologia (Filosofia, Música, Artes Cênicas, Letras, Jornalismo, Publicidade e Propaganda dão status, mas Ciências Sociais é a top). E com o tempo livre sempre se dedique a programas alternativos, bares &lt;em&gt;undergrounds&lt;/em&gt;, cinema de artes, sebos (livraria é coisa de rico) e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Passo 2 – Seja sempre a frente do seu tempo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Arthur Rimbaud é um dos poetas franceses que mais marcaram o mundo (mais pela sua vida gay &lt;em&gt;es-cân-da-lo-sa&lt;/em&gt;, do que pelo seu trabalho, enfim...). Sua obra é considerado sempre &lt;em&gt;“a frente do seu tempo”&lt;/em&gt; (ou seja, ele morreu pobre pra ser reconhecido depois). Logo, se você deseja ser conhecido como alguém culto, você tem que ser moderninho e transgressor total. Defenda sempre idéias com um fevor absurdo, suba em cima da mesa, tenha o dom da oralidade, saiba chamar a atenção de todos para o seu redor. Torne-se um incompreendido (mas no campo das idéias sociais, não vem com nada emocional não ou tu vai ser considerado emo e não culto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Passo 3 – Tenha estilo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Você acompanha o &lt;strong&gt;Fashion Rio&lt;/strong&gt;? Então você não é culto. Você acompanha o &lt;strong&gt;São Paulo Fashion Week&lt;/strong&gt;? Então você é culto só se for pra estudar tendências de comportamento e diversidade capitalista . A sua pose tem que ser inabalada. Você não pode ser escandaloso (ou vai ser bixa louca), mas você tem que saber chamar a atenção, principalmente quando você esta explicando porque aquele filme é uma droga e você prefere o livro (que você não leu). Fume muito &lt;strong&gt;Marlboro, Golden Gate, Gudang Garam&lt;/strong&gt;, mas &lt;strong&gt;Free, Carlton&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Master&lt;/strong&gt; não pode. Só beba destiladas, &lt;strong&gt;Absolut&lt;/strong&gt; comanda (mas compre-a em grupo, &lt;strong&gt;NUNCA&lt;/strong&gt; só você, é coisa de burguês), vinho também, principalmente em sarais. Tenha sempre aquele ar de esnobe, aquela pose blasé, cuidado com a gesticulação, desmunhecar pode, falar arrastado pode, usar gírias em inglês pode, em português &lt;strong&gt;NUNCA&lt;/strong&gt;. Sempre critique quase tudo, principalmente em espetáculos, mas quando demonstrar que gostou de algo, bata palmas sempre de um jeito que o difira do resto da multidão, quase psicodélico, de preferência com o cigarro na boca, gritinhos e assobios, sempre mantendo a pose de esnobe.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SGK90UbkBuI/AAAAAAAAALc/SxHgbG2REZk/s1600-h/capa_sumario121.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215940024983619298" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 151px; CURSOR: hand; HEIGHT: 184px" height="191" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SGK90UbkBuI/AAAAAAAAALc/SxHgbG2REZk/s320/capa_sumario121.jpg" width="156" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Passo 4 – Saiba vender a sua imagem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Saiu com os amigos para um café sem açúcar? Então ocupe uma cadeira só com sua bolsa de tiracolo (&lt;strong&gt;NUNCA&lt;/strong&gt; use mochila, mochila é coisa de universitário que tem estágio), e sua bolsa tem que ser grande, mas nunca o suficiente para você, e cheia de buttons personalizados. Sempre deixe a sua edição da &lt;strong&gt;Bravo!, Caros Amigos &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Carta Capital&lt;/strong&gt; a mostra. &lt;strong&gt;NUNCA&lt;/strong&gt; use roupas de marca. Sempre prefira blusas listradas (preto/vermelho ou preto/branco) jeans surrados ou bermudas, além do óculos de armação grossa preta ou branca e o &lt;strong&gt;All Star&lt;/strong&gt; que pode ser qualquer modelo contanto que seja &lt;strong&gt;All Star&lt;/strong&gt;, pulserinhas artesanais também dão um toque. Cabelo grande bagunçado (tipo &lt;strong&gt;Arctic and Monkeys&lt;/strong&gt;) para meninos e cabelo preto escuro curto ou ondulado (tipo &lt;strong&gt;Karine Alexandrino&lt;/strong&gt;) para meninas. Sempre domine as conversas, principalmente depois de filmes alternativos ou peças patrocinadas pela &lt;strong&gt;Lei de Incentivo a Cultura&lt;/strong&gt;, mostrando seu conhecimento de caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Passo 5 – Morte ao POP&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Você não assiste rede &lt;strong&gt;Globo&lt;/strong&gt; porque ela &lt;em&gt;“manipula, distorce os fatos, aliena e lança musicas como Créu em nível nacional”&lt;/em&gt;. Séries de sucesso como &lt;strong&gt;Heroes&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;24 Horas&lt;/strong&gt; devem ser evitadas ao extremo, de &lt;strong&gt;Lost&lt;/strong&gt; você deve gostar apenas da primeira temporada. Você não escuta rádio, só podcast’s especializados. &lt;strong&gt;Cinemark NUNCA&lt;/strong&gt;. Porque só passa &lt;em&gt;blockbusters&lt;/em&gt; comerciais &lt;em&gt;Hollywoodianos&lt;/em&gt;. Nada de livros do &lt;strong&gt;Harry Potter&lt;/strong&gt;, tire a fantasia da sua vida, exceto &lt;strong&gt;O Senhor dos Anéis &lt;/strong&gt;e a primeira trilogia (feita) de &lt;strong&gt;Star Wars&lt;/strong&gt;, mas nada de fanatismo e cosplays. Sempre tenha jazz no seu MP3, mas ele não pode ser da &lt;strong&gt;Apple&lt;/strong&gt;. E sempre esteja ligado a iniciativa científica (essa bem menos), aos coletivos culturais, selos independentes, cenário underground e o mesmo do gênero. &lt;strong&gt;NUNCA&lt;/strong&gt; concorde com o que todos concordam. Gente culta tem sempre opinião própria (é do contra).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Esse é um Passo a Passo de ficção, mas qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao meu período pouco cultural, eu vou retomar aos poucos minhas atividades, tentar concilia-las, mesmo porque eu to gratificado com os podcast’s do &lt;a href="http://radio.musica.uol.com.br/djmix.jhtm"&gt;André Fischer &lt;/a&gt;(eu achei tudo quando ele falou, &lt;em&gt;“vocês sabem como é difícil ser underground em Los Angeles”&lt;/em&gt;, super que eu sei). Tenho que passar longe de coisas como &lt;em&gt;Amigo Fura Olho &lt;/em&gt;do &lt;strong&gt;Latino&lt;/strong&gt; e minhas conversas animadas sobre o &lt;strong&gt;Palmeiras&lt;/strong&gt; no corredor da &lt;strong&gt;UFAC&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-1534882910521284814?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/1534882910521284814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=1534882910521284814&amp;isPopup=true' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/1534882910521284814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/1534882910521284814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2008/06/como-ser-pseudo-cult.html' title='Aprenda A Se Tornar Um (Pseudo) Cult'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SGK9rB2yjnI/AAAAAAAAALU/6bWpPgVhJrg/s72-c/bandacalypso_joelma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-5366565890417433719</id><published>2008-06-02T18:31:00.000-07:00</published><updated>2008-06-02T19:06:05.934-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Como Lidar Com Decepções e Frustrações (Na Verdade Eu Não Ensino Isso Não, Mas Lê!)</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Aí Samuel não tinha o que fazer da vida e resolveu encarar um segundo emprego. E tipo, eu to trabalhando 10 horas por dia, mais 5 de faculdade, 1 hora pra almoço, outra pra janta... bem, vocês devem imaginar que minha vida pessoal e sexual tá bombando, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o fim de semana chega, eu levanto as mãos pro céu e quase choro de emoção. E para aqueles que acham que chocolate é melhor que sexo, estão muito enganados, o sexo é a melhor coisa já inventada, só que em segundo lugar vem o consumismo. Então, depois de muito suor, esforço e gente querendo me agredir a ponto de eu só não apanhar de um paciente no hospital porque o guarda não deixou, eu finalmente comprei meu &lt;em&gt;notebook&lt;/em&gt;. Ai &lt;a href="http://www.maklaine.blogspot.com/"&gt;Keth&lt;/a&gt; que também comprou seu carro novo manda uma mensagem pra mim: &lt;em&gt;“Amor, estamos tão ‘bem nascidos na city’, motorizados, conectados e antenados”&lt;/em&gt;, sendo que eu respondo, &lt;em&gt;“E endividados até o pescoço”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Pra enfiar o pé na lama de vez, eu resolvo que to sem roupas e saio às compras com o &lt;a href="http://www.fredericoblahnik.blogspot.com/"&gt;Frederico&lt;/a&gt; numa angustiante tarde de frio. Fazer compras é sempre uma sensação maravilhosa, da uma revitalização na alma, na cara, você se sente ate mais bonito. E mesmo os pequenos detalhes não incomodam, como quando a companhia que você chamou pras compras te faz o maior climão e com um único movimento rápido e ágil melhor que o do &lt;strong&gt;Naruto&lt;/strong&gt;, derruba metade do andar superior da loja no exato momento em que você decidiu que não quer ficar mais lá. Por um flash de momento eu voltei à realidade. Mas passou rapidinho quando eu entrei na loja seguinte. Sempre passa. Fiz a linha &lt;strong&gt;Kátia Cega&lt;/strong&gt; total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior problema de fazer compras (e é uma coisa meio exclusiva com roupas) é que depois de 24 horas parece que o efeito da morfina passou e você olha pras sacolas ainda não esvaziadas e pensa consigo mesmo &lt;em&gt;“Que porra foi que eu fiz?”.&lt;/em&gt; Resultado, do que adianta você ter dois empregos se a sua patroa vira na realidade a empresa do seu cartão de crédito? Vou trabalhar só pra pagar ela. Oh, Discórdia! &lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207467762280020210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SESkVuX_uPI/AAAAAAAAALE/2kfziQv03-c/s320/credit+card.bmp" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#cc0000;"&gt;Eu to com duas dessa... uma em cada pé!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;Sentimentos de felicidade e plenitude seguidos de tristeza e depressão alternando muito rapidamente (o que pode ser caracterizado facilmente como decepção e frustração) não é uma coisa exclusiva de fazer compras. Lembro que quando chegou aos meus ouvidos a notícia de que &lt;strong&gt;Speed Racer&lt;/strong&gt; viraria um &lt;em&gt;Live Action&lt;/em&gt; pelas mãos dos mesmos diretores de &lt;strong&gt;Matrix&lt;/strong&gt;, eu fui no céu e voltei. Depois de&lt;strong&gt; Matrix&lt;/strong&gt; e a magnífica produção de &lt;strong&gt;V de Vingança&lt;/strong&gt;, acreditei que aquele que é um dos maiores clássicos da animação mundial ganharia uma repaginada tão marcante que se tornaria o maior blockbuster do ano. Esperei por cinco meses, contei as horas na semana final, faltei aula na &lt;strong&gt;UFAC&lt;/strong&gt; pra assistir a estréia na data mundial, sentei na cadeira com o coração na mão, quando as luzes se apagaram eu apertei com força o braço da poltrona e... cinco minutos de película depois eu já estou no chão chorando, gritando por dentro &lt;em&gt;“Esse filme tem que melhorar, tem que melhorar, uma hora ou outra, tem que melhorar”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Saí tão decepcionado da estréia de &lt;strong&gt;Speed Racer&lt;/strong&gt;, mas tão decepcionado, que se alguém tivesse me visto na hora que eu saí do cinema alguém teria me perguntando,&lt;em&gt; “Samuel, você acabou algum namoro?”&lt;/em&gt;. &lt;strong&gt;Speed Racer &lt;/strong&gt;é infantil, subestima a inteligência do espectador, é cheio de clichês, a construção dos personagens não convence, a direção de arte não deveria ter forçado tanto e a construção e desenvolvimento do roteiro é de uma superficialidade boba, que não desafia, que não cria um carisma real por aquilo que se vê. Quase igual ao... próprio desenho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena inicial é de uma grande corrida de Speed entrecruzada com flashbacks relacionados ao seu irmão, Rex, com uma sobreposição da corrida feita pelo irmão junto a do próprio Speed. Um saco! Existe apenas uma ótima compensação às cenas desnecessárias de Gorducho, o fraco relacionamento de Speed e sua namorada, os nada tensos momentos familiares, as bobas cenas de ação, e a destruição do incrível personagem do Corredor X (alguém pode me explicar o que diabos é aquele momento do encontro dele com Speed na pista vazia?), e essa compensação é a velocidade. As corridas de &lt;strong&gt;Speed Racer&lt;/strong&gt; são apenas, em duas palavras, do caralho. Um show de cores e efeitos especiais que deslumbra os olhos de qualquer amante da computação gráfica aliada ao cinema. Mas afinal, &lt;strong&gt;Speed Racer&lt;/strong&gt; não é isso? Velocidade e cores? Então ele ate cumpre bem seu papel. É decepcionante. Mas é mágico.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207468314427500354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SESk13SNp0I/AAAAAAAAALM/OPYrW1EZISc/s320/speedracer.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#cc0000;"&gt;"Speed Racer, Speed Racer, Speed Racer Goooo..." Go bueiro abaixo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;Ah, já que eu comecei a falar de &lt;em&gt;blockbusters&lt;/em&gt; (a única coisa que eu ando assistindo e que me ajuda a não criar &lt;em&gt;“crise cinéfila por Cannes”&lt;/em&gt;), vale ressaltar que &lt;strong&gt;O Homem de Ferro&lt;/strong&gt; superou as expectativas de qualquer um, e mesmo não sendo um filme histórico, é divertidíssimo, cumpre seu papel de entretenimento (de fazer dinheiro) e te faz sair do cinema se imaginando naquela armadura vermelha cintilante e com um cinturão de utilidades mil vezes melhor que o do Batman. Aliás, sou só eu ou vocês também tão empolgadíssimos em ver o Coringa (que Deus o tenha) e o Duas Caras em &lt;strong&gt;O Cavaleiro das Trevas&lt;/strong&gt;? Sim, eu gosto de vilões, porque vilão é personagem de personalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indiana Jones E O Reino da Caveira de Cristal&lt;/strong&gt; é outro que fechou super bem a primeira leva de &lt;em&gt;blockbuster’s&lt;/em&gt; do ano. O começo é empolgante, vibrante e principalmente, foda, como todo bom Indiana deve ser. Mesmo com um Harrison Ford ofegante, vale lembrar que ele com 65 anos é capaz de fazer mil vezes mais coisas que eu com 20 (dizem que pilates ajuda, você consegue colocar a ponta do pé na cabeça facinho, na hora do sexo deve ser uma loucura). Tá certo que depois o filme perde um pouco de fôlego, e a entrada do viadinho de &lt;strong&gt;Transformers&lt;/strong&gt; (ah, eu não vou com a cara dele e pronto, agora eu faço bico) só piora a situação. Ainda assim, temos Cate Blanchet que sozinha é capaz de levar metade do filme, foda como só ela é capaz, e o deslumbramento de pequenos detalhes, como a Arca tão desejada no primeiro filme e que se tornou nada mais que apenas um segredo no magnífico, sombrio e abandonado &lt;em&gt;Galpão dos Segredos&lt;/em&gt;. Assim como o próprio Indi, com seus inúmeros e fantásticos feitos, passará um dia a ser apenas uma lembrança, num lugar cheio delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piores que decepções e frustrações com o cinema, só as decepções e frustrações com o próprio ser humano. Esse é que nem um &lt;strong&gt;Windows Vista&lt;/strong&gt;, te leva do riso aos prontos em questão de segundos, a diferença é que quando um ser vivo da merda, você não pode enviar uma mensagem de volta pra &lt;strong&gt;Microsoft&lt;/strong&gt; dizendo que a bagaceira não ta rodando bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PS:&lt;/strong&gt; como vocês devem ter percebido, o &lt;strong&gt;Fala Consciência!&lt;/strong&gt; ganhou uma aparência nova, designer arrojado (adoro usar essa expressão, tem poucas oportunidades pra encaixá-la), tudinho presente de aniversário do &lt;a href="http://www.fredericoblahnik.blogspot.com/"&gt;Frederico&lt;/a&gt; (não, não perguntem como foi meu aniversário). Muito obrigado Frederico. Mas e ai, o que acharam? Fofo, lindo, bacana, legal, gay demais? Fique na linha, a sua opinião é muito importante para nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-5366565890417433719?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/5366565890417433719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=5366565890417433719&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/5366565890417433719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/5366565890417433719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2008/06/como-lidar-com-decepes-e-frustraes-na.html' title='Como Lidar Com Decepções e Frustrações (Na Verdade Eu Não Ensino Isso Não, Mas Lê!)'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SESkVuX_uPI/AAAAAAAAALE/2kfziQv03-c/s72-c/credit+card.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-3122060996440590963</id><published>2008-05-13T09:48:00.001-07:00</published><updated>2008-06-02T16:10:20.072-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trabalho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conversas bizarras'/><title type='text'>Convesas Bizarras no Hospital - Ato III</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Ela:&lt;/strong&gt; Eu queria ser médico.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; É, eu também!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ela:&lt;/strong&gt; Só pra ganhar dinheiro que nem eles.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; É, eu também!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ela:&lt;/strong&gt; Mas deixa queto, dinheiro não é tudo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; É, eu... ham?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ela:&lt;/strong&gt; Afinal, o dinheiro vai, mas a palavra de Deus fica!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; ...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ela&lt;/strong&gt;: E daí né? Afinal, quando eu morrer, vou ter uma mansão de ouro no paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Silêncio por alguns segundos!)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; Ah... eu acho que me contento com uma nuvem 10m por 10m e cuecas limpas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-3122060996440590963?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/3122060996440590963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=3122060996440590963&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/3122060996440590963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/3122060996440590963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2008/05/convesas-bizarras-no-hospital-ato-iii.html' title='Convesas Bizarras no Hospital - Ato III'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-1956440237386807042</id><published>2008-04-21T19:59:00.000-07:00</published><updated>2008-06-02T16:10:56.842-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aniversário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>T.O.P.A. ou não T.O.P.A. Que A Humanidade Não Deu Certo?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SA1VKMHGH3I/AAAAAAAAAKY/Ef8fyb-Mhco/s1600-h/PhotoJacksonMichaelThriller1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191899578966089586" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SA1VKMHGH3I/AAAAAAAAAKY/Ef8fyb-Mhco/s320/PhotoJacksonMichaelThriller1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:78%;" &gt;Samuel Bryan durante a T.O.P.A., só que sem gostar de criancinhas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faltam menos de duas semanas para o meu aniversário. Pessoas próximas a minha pessoa sabem que o breve período (breve pros outros, porque pra mim...) que precede essa data de magnífica relevância para a raça humana é marcado por uma instabilidade emocional da minha parte que geralmente atinge o contingente de pessoas ao meu redor de forma subliminarmente negativista, resultando também em reações fisiológicas adversas e mal estar narcisístico em proporções catastróficas. &lt;strong&gt;Traduzindo:&lt;/strong&gt; eu fico puto, de mal humor, querendo que todo mundo se exploda, querendo que eu me exploda, com transtornos psicóticos assassinos freqüentes, que também refletem na minha aparência, me deixando cheio de espinhas e com uma repulsa tão grande ao espelho que toda vez que eu passo na frente de um, a vontade é de quebrá-lo, pegar um caco bem grande e mutilar minha face. Pronto, desabafei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esse momento único antecedente a cada primavera eu dei um nome científico bastante presença,&lt;strong&gt; T.O.P.A.&lt;/strong&gt;, Transtorno Obsessivo Pré Aniversário. Ai geral que lê esse blog vai pensar, “Mas isso não se chama inferno astral?” e eu respondo que nem respondi pro Cristiano, “É porque assim funciona como uma explicação psicológica boa para pessoas que como eu não acreditam em astrologia” e ele solta a máxima, “pra mim parece outra coisa, &lt;strong&gt;V.E.P.A.&lt;/strong&gt;, Viadagem Extrema Pré Aniversário”. Preciso nem dizer nesse estado o que eu respondi pra ele, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como resultado da &lt;strong&gt;T.O.P.A.&lt;/strong&gt;, a melhor coisa que eu posso fazer pelo meu bem e o bem alheio, é me isolar do resto do mundo ate que como um furação, tudo passe naturalmente e eu só levante a cabeça pra ver a bagaceira que ficou. E pra esse último feriado eu tava com um plano perfeito, comprar um aparelho de DVD novo, me trancar no meu quarto-fortaleza e assistir pencas de filmes. Botei meu pé na rua com medo do que poderia acontecer, mas fui atrás de alguma loja pra comprar o DVD. Quem disse que eu encontrei alguma aberta? Eu andei, surtei, gritei, até xinguei o sol. NÃO TINHA UMA PORRA DE LOJA DE ELETRÔNICOS ABERTA. Minha avó tentava me consolar/abrir-os-olhos dizendo que era feriado e aí eu resolvi descontar minha raiva em Rio Branco, &lt;em&gt;“Então eu quero que abra logo uma &lt;strong&gt;Casas Bahia&lt;/strong&gt; aqui nessa cidade pra falir de vez com todo essa droga de comércio provinciano”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frustrado e sem DVD, fui numa farmácia comprar mais um xarope com gosto de óleo de peixe (ah, esqueci de dizer, ainda estou morrendo). Antes de pagar, vejo uma mesinha com um monte do mesmo livro e uma plaquinha feita no &lt;em&gt;Word&lt;/em&gt; escrita: &lt;em&gt;“Vamos ler?”&lt;/em&gt;. Primeiro pensamento que me vem à cabeça é que aquele livro é do dono da farmácia, ele ta realizando o maior sonho da sua vida tendo o livro editado com o próprio dinheiro e colocou ele lá pra ver se vende alguma coisa. Achando que não tinha nada a perder, paro, pego e leio o resumo do best seller do nosso farmacêutico. Nem lembro o título, mas o livro falava de 6 cientistas que viviam debaixo da terra e a humanidade era dizimada por uma chuva de meteoros (que original não? Super verossímil) e estes 6 homens eram incubados de recriar um mundo com justiça e Deus no coração (sim, era uma estória apocalíptica evangélica).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei comigo mesmo que aquele livro era um delírio gay (6 homens debaixo da terra tendo que sozinhos reconstruir o mundo após todo a sua destruição, sei nãããão...) e não uma &lt;em&gt;Regenesis&lt;/em&gt; (lembreeeeei o nome do livro, tinha alguma coisa de &lt;strong&gt;Regenesis&lt;/strong&gt;), mas fiquei na minha ate que o vendedor da farmácia repara que eu estou com o livro na mão, abre um sorriso enorme e com uma voz de quem se aproxima de um bebe de 1 ano diz, &lt;em&gt;“gosta de ler jovem?”&lt;/em&gt;, e eu tomado por &lt;strong&gt;T.O.P.A.&lt;/strong&gt; respondo no mesmo tom de Narcisa Tamborindeguy, &lt;em&gt;“gosto, mas não esse livro”&lt;/em&gt;. Pago meu xarope e vou embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda devo frisar que Rio Branco além de não ter Casas Bahia tem avenidas muito bem construídas com calçadas que em alguns pontos chegam a 30cm. Nesse exato ponto, tive a felicidade de uma senhora de aparentemente 110kg simplesmente parar com a &lt;em&gt;cumadi&lt;/em&gt; para fofocar na hora que eu tava passando. O resultado desse episódio que encerrou meu feriado na rua fica a parte pra não chocar leitores mais conservadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É triste, mas como dizia Rob Gordon, &lt;em&gt;“a humanidade não deu certo”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro da &lt;strong&gt;Regenesis&lt;/strong&gt; me fez lembrar que um dos temas da cultura pop que mais me fascina é a extinção humana em sua forma mais apocalíptica (não, eu não estou repensando que aquele livro seja bom). Estou lendo atualmente &lt;strong&gt;A Dança da Morte&lt;/strong&gt;, considerado por muitos críticos, a melhor obra de Stephen King (embora eu prefira &lt;strong&gt;A Torre Negra&lt;/strong&gt;). O livro de 1000 páginas conta a estória de um vírus da gripe mortal que é capaz de exterminar mais de 70% da população mundial. Mais que o fascínio da destruição e do recomeço da humanidade representado pela forma brilhante que só o King é capaz, o livro nos faz refletir sobre como nossos valores e conceitos de sociedade são baixos, ínfimos, ridículos e insignificantes quando comparados ao desconhecido. Afinal, do que adianta você tentar levantar sua carreira, economizar pra comprar o carro do ano, as roupas da moda, sair para lugares chics e impressionar os outros se, do nada, com uma única catástrofe que pode levar segundos, tudo isso não fizer mais sentido nenhum? O que te sobraria? Só &lt;em&gt;“medo de um punhado de pó e um monte de imagens quebradas”&lt;/em&gt;, como diria o próprio King.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SA1VksHGH4I/AAAAAAAAAKg/6qbQNZlrAck/s1600-h/blindness.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191900034232622978" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SA1VksHGH4I/AAAAAAAAAKg/6qbQNZlrAck/s320/blindness.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;José Saramago escreveu o livro &lt;strong&gt;Ensaio Sobre a Cegueira&lt;/strong&gt;, romance aclamado no mundo inteiro e que trás uma responsabilidade gigantesca a Fernando Meirelles que esta filmando a obra (&lt;strong&gt;Blindness&lt;/strong&gt;). Na trama, um vírus deixa populações inteiras cegas, sem chances de cura. A civilização como a conhecemos decai totalmente pois, cegas, as pessoas só podem lutar por seus instintos. O livro vai além do de King por mostrar muito bem como o ser humano se coloca contra o ser humano. Pois além da destruição da humanidade (que acaba ocorrendo mais por ela mesma do que pelo vírus da cegueira), mostra o nosso lado mais desumano quando os infectados são colocados em quarentena em situações monstruosas. Porém, Saramago mostra justamente o caminho dos homens para se tornarem humanos em todo esse processo de destruição própria, pois mais do que olhar, o que importa é reparar no outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também temos o fim da humanidade de forma apocalítica pela natureza. &lt;strong&gt;O Dia Depois de Amanhã&lt;/strong&gt; é ate legalzinho, mas meio forçado, porém, o novo filme de Shyamalan , &lt;strong&gt;Fim dos Tempos&lt;/strong&gt; parece ter tudo para ser grandioso, mostrando todo o mundo sucumbindo perante a fúria da natureza. Mais ao contrário de &lt;strong&gt;O Dia, Fim dos Tempos&lt;/strong&gt;, como todo bom filme de Shyamalan, tem sua ameaça de forma invisível, tensa e perturbadora. Ainda há a aguardada volta de George Romero com aquele que parece ser um ótimo filme de zumbis misturado com &lt;strong&gt;A Bruxa de Blair&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Diário dos Mortos&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, só pra constar, &lt;strong&gt;Eu Sou a Lenda&lt;/strong&gt; é uma grande merda. É um filme de catástrofe de 150 milhões de dólares que dá pra comparar com a trama dos 6 homens de &lt;strong&gt;Regenesis&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, a humanidade pode ate não ter dado certo realmente, mas que realizou obras fantásticas, algumas que de tão ruins soam ate boas, ah se realizou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-1956440237386807042?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/1956440237386807042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=1956440237386807042&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/1956440237386807042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/1956440237386807042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2008/04/topa-que-humanidade-no-deu-certo.html' title='T.O.P.A. ou não T.O.P.A. Que A Humanidade Não Deu Certo?'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/SA1VKMHGH3I/AAAAAAAAAKY/Ef8fyb-Mhco/s72-c/PhotoJacksonMichaelThriller1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-8047337571247789865</id><published>2008-04-05T15:02:00.000-07:00</published><updated>2008-06-02T16:12:01.412-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>Se A Vida Fosse Um Musical Você Estaria Com Os Pés Sangrando Ou Com A Garganta Inflamada?</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí eu tava sem nada pra fazer e, entre passar o fim de semana no Rio de Janeiro e contrair uma pneumonia, eu resolvi contrair uma pneumonia. Afinal, por que diaxos eu iria passar um final de semana em &lt;strong&gt;Copacabana&lt;/strong&gt;, curtindo um pouco a praia, dando um pulinho na &lt;strong&gt;LeBoy&lt;/strong&gt;, tomando água de coco e vendo gente bonita, se no fim das contas eu poderia contrair dengue, sendo que de quebra eu voltaria pro Acre e não teria que me medicar naquelas tendas super fashion do exército e sim num posto de saúde, quando eu posso pegar uma bela pneumonia no próprio leito do meu lar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, depois de bancar tanto o menino teimoso, reconsiderei e finalmente resolvi me cuidar bem ate finalmente estar pleno em saúde. Logo, preso em casa mais uma vez por motivo expectorante, voltei a opção de assistir muitos filmes. Então eu resolvo sair um pouco da rotina e vou na locadora ver se tem algo que presta por lá ao invés de ficar baixando filmes alternativos pela internet (sim, eu sei, é feio, mas releva, eu to no Acre, aqui só tem duas salas de cinema comerciais e eu não baixo filmes que eu possa encontrar em &lt;strong&gt;DVD&lt;/strong&gt;, tento ser politicamente correto). Já dentro da locadora eu me pergunto por que foi mesmo que eu entrei lá. Não fazia sentido. Só tinha um monte de filme ruim a disposição, que custavam 6 pilas a diária, geralmente muito bem arranhados, sendo que na calçada em frente ao &lt;strong&gt;Banco do Brasil&lt;/strong&gt; bem pertinho dali, tem um cara que vende a 5 reais o filme, 4 reais sem a capinha. Além do ótimo atendimento que só uma locadora comercial é capaz de dar, se eu perguntar &lt;em&gt;“Moça, tem algum filme do Wolfgang Becker?”&lt;/em&gt;, o máximo que ela vai me responder vai ser &lt;em&gt;“Saúde!”&lt;/em&gt;. As locadoras de filmes são algo que definitivamente não fazem mais sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim saio com um filme de lá nas mãos, o musical &lt;strong&gt;Hairspray&lt;/strong&gt;. Pára, volta a fita e presta atenção na afirmação: &lt;em&gt;Eu aluguei um musical&lt;/em&gt;. Eu, que acho musicais a pior perda de tempo do cinema, paguei 6 reais por um. Deus, só pode ter sido a febre, o vírus da pneumonia, esse desgraçado que além de tomar conta do meu pulmão, cai na minha corrente sanguínea e afeta meu cérebro. Só pode! Tanto que eu esqueci de assistir o filme. Só lembrei no fim da tarde do dia seguinte, quando eu correndo liguei o &lt;strong&gt;DVD&lt;/strong&gt; e sentei pra assistir porque afinal de contas 6 reais são 6 reais e eu não ia dar o gostinho de ver aquela locadora sugando meu dinheiro sem eu nem mesmo assistir o filme.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/R_f6olD5_sI/AAAAAAAAAJw/E7NvSDwtjUA/s1600-h/hairspray.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185889070990622402" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/R_f6olD5_sI/AAAAAAAAAJw/E7NvSDwtjUA/s320/hairspray.jpg" border="0" height="284" width="170" /&gt;&lt;/a&gt;Hairspray&lt;/strong&gt; começa com a gordíssima (porém, fofa) Tracy Turnblad declarando seu amor por Baltimore (nos anos 60), numa musica em que ela esbanja alegria e sorrisos enquanto acorda, vai para a escola e volta as pressas para casa a tempo de assistir seu programa de TV favorito. Pensa comigo: qual é o filme americano em que uma adolescente gorda já começa a história muito feliz? Nenhum! &lt;strong&gt;Hairspray&lt;/strong&gt; não é só um musical, é uma paródia de musicais e os estúpidos &lt;em&gt;teenmovies&lt;/em&gt; do tipo &lt;strong&gt;American Pie&lt;/strong&gt;. Mais que isso, &lt;strong&gt;Hairspray&lt;/strong&gt; tem um começo delicioso, contagiante e incrivelmente divertido. Eu estava adorando, até que das trevas surgiu ele, (eu mal consigo escrever o nome dele nesse blog, os dedos tremem) Zach Efron. Surtei! &lt;em&gt;“OH MEU DEUS, EU TO GOSTANDO DE UM FILME PROTAGONIZADO PELO VIADINHO DE &lt;strong&gt;HIGH SCHOOL MUSICAL&lt;/strong&gt;?”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, foi um momento duro que eu tive que reformular meus conceitos de cinema de entretenimento. No fim das contas &lt;strong&gt;Hairspray&lt;/strong&gt; é realmente divertido e funciona muito bem como paródia e crítica, mas não consegue se sustentar. O começo é muito bom, mas logo começa a cansar (salvando pelos momentos em que Jhon Travolta aparece como a mãe obesa de Tracy), o ritmo se perde (irônico pra um musical, não?) e só consegue refazer aquele impacto do começo nos momentos finais, mesmo apresentando uma série de clichês cinematográficos, a coitadinha que vence, a gostosona que se da mal, a mocinha fica com o mocinho, um amor inter-racial pego emprestado de &lt;strong&gt;Duas Caras&lt;/strong&gt;, essas coisas. O destaque vai para atuações impecáveis e altamente inusitadas de John Travolta (impagável), Christopher Walken, Michelle Pfeiffer e Queen Latifah.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, há pouco tempo, assisti um &lt;em&gt;“verdadeiro”&lt;/em&gt; musical, o muito comentado em festivais de cinema alternativo, &lt;strong&gt;Across the Universe&lt;/strong&gt;. O filme de Julie Taymor parte da premissa de contar duas histórias que se entrelaçam, uma de amor (bocejo) e a outra da louca geração jovem dos anos 60 (de novo) que gritava nas ruas de Washington por paz e amor e &lt;em&gt;“não a Guerra do Vietnã”&lt;/em&gt;. O romance gira em torno de Jude, um rapaz que sai de Liverpol para ir para os EUA, que se apaixona por Lucy, uma jovem revolucionária, cujo irmão vai para guerra contra a própria vontade. Em meio a isso, temos os negros colocando fogo nas ruas de Nova York, o movimento gay começando a sair do armário, além de sexo, drogas (a maconha mais parece LSD, gerando efeitos alucinógenos) e &lt;strong&gt;The Beatles&lt;/strong&gt;. Pois todo o musical de &lt;strong&gt;Across the Universe&lt;/strong&gt; é feito de 33 regravações dos &lt;strong&gt;Beatles&lt;/strong&gt;. Perfeito, não? Errado! Com tudo isso, &lt;strong&gt;Across the Universe&lt;/strong&gt; consegue ser uma grande merda.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185890149027413730" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/R_f7nVD5_uI/AAAAAAAAAKA/L3uSENiUoWY/s320/across_the_universe.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:78%;" &gt;Across the Universe: o baseado com certeza tava estragado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As letras dos &lt;strong&gt;Beatles&lt;/strong&gt; não fazem sentido no filme. A cultura de massa considera os &lt;strong&gt;Beatles&lt;/strong&gt; tudo, menos revolução, hoje em dia pode-se escutar &lt;em&gt;I Want You&lt;/em&gt; bocejando. Não existe mais revolução, muito menos rebeldes com causa. Junte tudo isso a um roteiro muito furado, uma edição ridícula, a pretensão da diretora e &lt;strong&gt;Across the Universe&lt;/strong&gt; afunda de vez. Porém, vale uma ressalva, as regravações das musicas dos Beatles pelos atores ficaram maravilhosas, com imenso destaque para &lt;em&gt;I Want to Hold Your Hand, Strawberry Fields Forever, All You Need is Love&lt;/em&gt; e a própria &lt;em&gt;Across the Universe&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, eu sinceramente havia perdido as esperanças com musicais. Ate ter assistido &lt;strong&gt;Les Chansons d’Amour&lt;/strong&gt;. E bem, depois de cinco minutos após o término do filme, chego a conclusão de que Cristophe Honoré é um filho da puta, só que no bom sentido. Eu já havia assistido &lt;strong&gt;Dans Paris&lt;/strong&gt; (não musical) e não me sinto mal em admitir que este filme me fez descer lágrimas pesadíssimas pelo rosto. Nessas duas obras dele(que eu me recuso a chamar de geniais porque ainda nao assisti &lt;strong&gt;Ma Mère&lt;/strong&gt;), Honoré enfatiza de uma forma que choca por ser tão introspectiva e ao mesmo tempo real, a dor e o recomeço. Mais precisamente em &lt;strong&gt;Dans Paris&lt;/strong&gt; temos de uma forma excepcional todas as sensações do começo e do fim do amor, enquanto em &lt;strong&gt;Les Chansons d’Amour&lt;/strong&gt; temos a complexidade do sentimento e a forma de se lidar com a dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gostaria de falar da trama de &lt;strong&gt;Les Chansons d’Amour&lt;/strong&gt;, pois não importa o quanto eu a exalte, vai lhe parecer simples. Temos um triângulo amoroso de jovens (Ismael, Julie e Alice), que se desfaz com a morte de Julie, o verdadeiro amor de Ismael. Logo, o filme passa a tratar da perda amorosa. Ismael vagueia sozinho em sua dor e em sua forma própria de lidar com ela, e acredite quando eu digo, é quase impossível não mergulhar junto com Ismael (o muito talentoso Louis Garrel) em seu sofrimento, exatamente por retratar tão bem como nos sentimos a perda de um amor. Ate que o sofrimento romântico de Ismael vai de encontro a um novo personagem, que lhe mostrará um recomeço e um outro caminho, sem precisar se desprender daquilo que ele já sentiu e viveu.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185890531279503090" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/R_f79lD5_vI/AAAAAAAAAKI/QmwB831raNI/s320/Le+Chansons+d%27amour+trio.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:78%;" &gt;Les Ch&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:78%;" &gt;ansons d'Amour: qual a sua maneira de lidar com a dor e o amor?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:78%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O musical remete a um material musical pré-existente: as canções escritas por Alex Beaupain. Mas diferente de quase todos os musicais da história, &lt;strong&gt;Les Chansons d’Amour&lt;/strong&gt; não possue dança ou coreografias. As interpretações musicais são sentidas ao mais pequeno diálogo. Assim, talvez ao ponto de nem mesmo poder ser chamado de um musical, &lt;strong&gt;Les Chansons d’Amour&lt;/strong&gt; consegue ser único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;PS.:&lt;/strong&gt; Um agradecimento muito especial ao &lt;a href="http://fredericoblahnik.blogspot.com/"&gt;Frederico Blahnik &lt;/a&gt;por mais um selo que fica ali ao lado e que eu repasso para o &lt;a href="http://xdahorax.blogspot.com/"&gt;Thiago da Hora&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-8047337571247789865?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/8047337571247789865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=8047337571247789865&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/8047337571247789865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/8047337571247789865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2008/04/se-vida-fosse-um-musical-voc-estaria.html' title='Se A Vida Fosse Um Musical Você Estaria Com Os Pés Sangrando Ou Com A Garganta Inflamada?'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/R_f6olD5_sI/AAAAAAAAAJw/E7NvSDwtjUA/s72-c/hairspray.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-8304566572542018658</id><published>2008-03-16T21:38:00.000-07:00</published><updated>2008-06-02T16:15:57.218-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='musica alternativa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tv'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='musica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Ociosidade Como Solução, Musica Que Embala E Tudo Aquilo Que Você (não) Pode Tirar da TV</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pessoas mais próximas a minha pessoa sabem que eu sofro de uma &lt;em&gt;“hiperatividade-do-contra”&lt;/em&gt;, ou seja, eu só me torno hiperativo de verdade quando eu sou obrigado a ficar na ociosidade. É o que aconteceu nessas duas semanas de descanso por causa da cirurgia. Tipo, eu não agüentava mais ficar em casa. Eu nunca li tanto, assisti uma porrada de filmes, baixei ilegalmente dezenas de musicas e conversei horrores pelo MSN como nessas últimas duas semanas. Num ataque de não ter &lt;em&gt;nada-mais-de-novo-pra-fazer &lt;/em&gt;(porque cultura cansa), eu resolvo partir pro trabalho braçal e num ataque de &lt;em&gt;mania-de-limpeza&lt;/em&gt; lavo todo o banheiro do meu quarto. Mas você acha que eu me restringi somente ao chão e ao vaso? &lt;em&gt;Hã-hã!&lt;/em&gt; Eu lavei parede, teto, espelho e o tubinho de plástico onde você pendura o papel higiênico. Aí, mães de família que lêem esse blog devem ta pensando, &lt;em&gt;“Que lindo! A mãe dele deve ter ficado super orgulhosa”&lt;/em&gt;. Porra nenhuma! Ela lembrou primeiro que todo mundo que eu havia feito uma cirurgia nos ossos do tórax e eu... bem, eu havia me esquecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, depois de dois dias e meio em que o lado direito da minha lombar pareceu esquecer que a dor que ela produzia não faria eu me arrepender de ter lavado o banheiro (que tinha ficado um brilho pelo menos), eu resolvo (por conta própria, mais uma vez) que já poderia sair de casa. Aí resolvo ir num show de bandas aqui do Acre em homenagem ao &lt;strong&gt;Dia da Mulher&lt;/strong&gt;. Foi bacana, tirando o fato que eu tava de camisa rosa bebê num universo de vestimentas afro-descentes. Tirei um momento também pra analisar as letras das bandas que se apresentaram (pelo menos as que eu peguei). É fato que nos últimos tempos tenho me entregado definitivamente a um momento musical que eu nunca me imaginara, minha playlist não para de tocar &lt;strong&gt;Bob Dylan&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;The Beatles&lt;/strong&gt;, ficando praticamente resumida a eles (bem, para meu deleite geral, meu irmão descobriu a existência de &lt;em&gt;Gimmi More&lt;/em&gt; agora, e eu não agüento mais escutar uma musica que começa com &lt;em&gt;“It’s Britney, bitch!”&lt;/em&gt;). Fica difícil então fazer uma análise do que eu escutei no festival, do momento da musica acreana em questão, ou simplesmente, do que eu achei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez haja uma tendência geral no rock (e não me resumo mais ao acreano) de se fazer musica com letras voltadas para o individualismo psico-social. Traduzindo: sabe aquela porrada de pensamentos sem/com nexo que todo mundo tem, de questionamentos próprios, de o que significa a vida pessoal, da importância de relacionamentos externos formando o próprio caráter? É isso que eu vejo enfocado nas musicas. E admito, isso não me agrada, não importa a melodia em si. E ai talvez esteja a desvantagem de se gostar tanto de Dylan, Beatles e lembrar a todo momento de &lt;strong&gt;Legião Urbana&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Raul Seixas&lt;/strong&gt;, pois suas letras pertencem a um coletivo, mais que isso, um pequeno coletivo, que em seu movimento de coletividade, começando sempre por uma minoria, aclamou revolução se espalhando pela maioria e criando um burbúrio gigantesco que não foi pelo sucesso de suas musicas, seus shows e a fortuna que ganharam, mas sim pela idologia e pela chama interna que eram capazes de gerar. Talvez eu goste mesmo de musica que incendeia a alma. E o rock atual no geral, mesmo com melodias que estejam se tornando fantásticas (e nesse ponto dou um mérito as bandas acreanas &lt;strong&gt;Blush Azul&lt;/strong&gt; e, principalmente, a &lt;strong&gt;Filomedusa&lt;/strong&gt;), esta repleto de letras de existencialismo individual, o que pode ser resumido no ideal de: &lt;em&gt;o meu “eu”, que é incompreensível ao “eu” dos outros.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:78%;" &gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178572543072319762" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/R938SmlquRI/AAAAAAAAAJQ/DrboSZNssms/s320/FITA+SAMUEL.JPG" border="0" /&gt;Nada de CD novo com single da Madonna e do Justin Timberlake: manda uma fita cassete metade Dylan, metade Beatles&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:78%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Ah, devo lembrar que no final do show, a dor do lado direito da minha lombar tinha sumido. Sim! Agora a dor dominava a lombar inteira. Na volta pra casa, (de ônibus, uma glória para dor crônicas na lombar), encontrei uma amiga que ficou &lt;em&gt;super-cara-que-vovó-faz-pra-mim-quando-eu-faço-coisa-errada&lt;/em&gt; por me ver fora de casa em pouco mais de duas semanas cirurgiado, &lt;em&gt;“Você ta louco, Samuel?”&lt;/em&gt;, e eu quase pedindo pro velho de 80 anos do meu lado deixar seu banco pra que eu sentasse porque eu tava quase um deficiente físico, &lt;em&gt;“Que nada maninha, to de boa, a única coisa que eu não posso fazer é dançar a marcha 4 e 5 do &lt;strong&gt;Créu&lt;/strong&gt;, o resto da valendo”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em musica, lembrei que se tem uma coisa que a gente faz muito quando ta em casa sem fazer nada, é assistir o horário nobre da &lt;strong&gt;Globo&lt;/strong&gt;. Lá vou eu me gongar de novo, mas eu virei fã de &lt;strong&gt;Duas Caras&lt;/strong&gt;. Gente, essa novela é tudo, primeiro, temos Juvenal Antena, o pai que todo garoto suburbano quer ter, aí vem a Susana Vieira achando que é Madonna com aquele cabelo, gritando &lt;em&gt;“pistoleira siiiim”&lt;/em&gt; pra Renata Sorrah e a Alinne Moraes dando um mega show de interpretação mesmo usando botox/enchimento no lábio (sai Nazaré e sua escada de &lt;strong&gt;Senhora do Destino&lt;/strong&gt;, entra Sílvia com vasos para quebrar sempre a disposição). Lógico, tem aquelas pessoas que eu queria pegar pelo pescoço e enfiar a cara na piscina ate ver as bolhinhas pararem de subir como a Maria &lt;em&gt;a Louca&lt;/em&gt; e o filho &lt;em&gt;“mamãe-mamãe-mamãe, me dá um Poney?”&lt;/em&gt; dela, o Caco Ciocler, naquele papel que se ele parasse de atuar ninguém ia sentir a diferença, e ela, a mulher que mesmo na merda, mesmo com um marido filho da puta em casa, mesmo com dois filhos chatos pra caralho e mesmo infeliz pacas, nunca pára de descer pelo pau, Alzira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:78%;" &gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178572787885455650" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/R938g2lquSI/AAAAAAAAAJY/AEafK8ahS-s/s320/alzira.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:78%;" &gt;Alzira: "A melhor terapia para a depressão feminia é descer pelo pau. Levanta a auto estima!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:78%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:78%;" &gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" align="left"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Duas Caras&lt;/strong&gt; atingiu seu auge com dois momentos. Primeiro, quando a Bárbara (se minha mãe faria, Beth Faria?) pegou a Sílvia de jeito numa chave de braço. Pra vocês terem uma idéia de como essa cena foi impactante, tava toda a minha família no churrasco, quando todos viram a cena houveram gritos de &lt;em&gt;“Eiiiita porra”&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;“Peeega filha da puta”&lt;/em&gt; pra todo lado. E só deu Samuel gritando &lt;em&gt;“calem a boca que eu quero ouvir o que ela vai falar enquanto tiver com a outra presa pelo gogó”&lt;/em&gt;. Sentiu o impacto? Não? Corre pra &lt;strong&gt;Globo.com&lt;/strong&gt; então. Segunda cena: todo mundo sabe que hoje não te mais novela das 8 sem gay como personagem, desde viado enrustinho, ate casal que parecia hétero e só vendia beleza, agora os gays da Globo são tão diversificados, mais tão diversificados, que gostam ate de mulher. Logo, a cena em que a turma dos &lt;em&gt;crentes-cavaleiros-do-apocalipse&lt;/em&gt; liderados pela &lt;em&gt;evangélica-que-deve-ser-parente-do-Coringa&lt;/em&gt; pegaram &lt;em&gt;o viadinho, a vadia e o preibói&lt;/em&gt; de jeito, entrou pros anais da história da teledramaturgia brasileira. Finalizando com o &lt;em&gt;Contra-Ataque-dos-Crentes-Bonzinhos &lt;/em&gt;e um nascimento a lá Virgem Maria dando a luz a Jesus. Palmas!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:78%;" &gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" align="left"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pergunta: por que falar de musica me lembrou &lt;strong&gt;Duas Caras&lt;/strong&gt; mesmo? Resposta: alguém já parou pra ver a playlist internacional daquela novela? Pai amado, &lt;em&gt;“segura Berenice, nós vamos bater”&lt;/em&gt;, começamos com &lt;em&gt;Gimme More&lt;/em&gt;, da &lt;strong&gt;Britney&lt;/strong&gt; (virou perseguição), &lt;em&gt;2 Hearts&lt;/em&gt; da &lt;strong&gt;Kylie Minogue&lt;/strong&gt; (não, ela não morreu) e &lt;em&gt;Same Mistake&lt;/em&gt; do &lt;em&gt;James Blunt&lt;/em&gt; (não lembra? Aquele que gritava You’re Beautiful). Dou um toque pros três: a decadência sempre começa assim, na novela das 8, ok? &lt;em&gt;Hurgh!&lt;/em&gt; Se pensa que acabou? Então vem a Pergunta-2: o que diaxos a &lt;strong&gt;Diana Krall&lt;/strong&gt; ta fazendo naquele CD mesmo? E pra completar, aquela cara de bunda da &lt;strong&gt;Marina Elali&lt;/strong&gt; cantando o &lt;em&gt;Xote das Meninas&lt;/em&gt; (isso mesmo que você leu) em inglês (isso mesmo que você leu²).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Continuando com o horário nobre (imagine se nós tivéssemos um &lt;em&gt;“horário esgoto”&lt;/em&gt;) tem o &lt;strong&gt;Big Brother Brasil&lt;/strong&gt;. Marcelo saiu (blá blá blá), a &lt;strong&gt;Globo&lt;/strong&gt; só quer fuder a Thaty colocando uma musica da Cássia Eller e Ana Carolina em seguida e fazendo um mini-clipe dela cantando/gritando sozinha, toda loucaça, numa total imagem de &lt;em&gt;“Eu sou lésbica, siiiim”&lt;/em&gt; e o Marcão sem poder falar nada mas com um olhar de &lt;em&gt;“Deus, ela ta se queimando sozinha”&lt;/em&gt; (blá blá blá), lá dentro agora só tem idiota (sim, o Rafinha também conta), depois de um mês que o programa acabar, a Natalia pousar nua na &lt;strong&gt;Playboy&lt;/strong&gt; e o Nelson Rubens não tiver mais de onde espremer merda pra colocar no &lt;strong&gt;TV Fama&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; sobre eles, eu vou esquecer tudinho (bla blá blá) e pra completar, Débora Secco vai passar um dia inteiro com os brothers (momento Bial) da casa mais badalada do país (péra aí, volta a fita).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:78%;" &gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178573144367741234" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/R9381mlquTI/AAAAAAAAAJg/VYKjk5uNEh8/s320/bbb8.jpg" border="0" /&gt;BBB8: Quem são vocês mesmo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Que porra foi essa? Débora Secco no &lt;strong&gt;BBB&lt;/strong&gt;? E eles ainda pagaram praquilo! &lt;em&gt;Quem é Débora Secco na noite?&lt;/em&gt; Ah gente, forçaram! Muito! O máximo que a Secco fez foi a pior interpretação numa novela das 8 (soy loco por ti, &lt;strong&gt;América&lt;/strong&gt;), dar pro Falcão, e atualmente pro Roger (foi a Galisteu que largou ele, ou o contrário?). Aí, ela acorda e ao mesmo tempo se maqueia, nem mesmo escova os dentes antes. Como dizia mamãe, &lt;em&gt;“Ela não tem vergonha de mostrar o rab* na &lt;strong&gt;Playboy&lt;/strong&gt;, mas não tem coragem de mostrar o rosto sem pó.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Para aqueles que acham que o nível desse blog caiu total hoje, boas notícias: a partir dessa segunda feira minha licença médica expira e eu volto a trabalhar lá no hospital (bota 9 horas do meu dia ai), e logo em abril, minha faculdade também recomeça (bota mais 4). Logo, não vou ter mais o mínimo tempo para o horário nobre global... e muito menos vou lavar o banheiro de novo!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-8304566572542018658?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/8304566572542018658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=8304566572542018658&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/8304566572542018658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/8304566572542018658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2008/03/ociosidade-como-soluo-musica-que-embala.html' title='Ociosidade Como Solução, Musica Que Embala E Tudo Aquilo Que Você (não) Pode Tirar da TV'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/R938SmlquRI/AAAAAAAAAJQ/DrboSZNssms/s72-c/FITA+SAMUEL.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-8249009645274222539</id><published>2008-03-16T21:27:00.000-07:00</published><updated>2008-03-20T10:25:57.683-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nota do autor'/><title type='text'>Nota do Autor - Ato I</title><content type='html'>&lt;!-- Inicio do button link-me - gerado by maisblog.com --&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;!-- Inicio do button link-me - gerado by maisblog.com --&gt;&lt;/span&gt;Quero agradecer imensamente pelo selo de “Esse blog vicia” que o Marcelo do ótimo &lt;a href="http://diariodemh.blogspot.com/"&gt;Bomba MH &lt;/a&gt;me deu. Obrigado mesmo, é meu primeiro selo. Repasso ele para a minha amada amiga Keth, do &lt;a href="http://www.maklaine.blogspot.com/"&gt;Inifinito Particular&lt;/a&gt; que eu gosto tanto. Também lembro que nunca agradeci por aqui a força que o &lt;a href="http://altino.blogspot.com/"&gt;Altino&lt;/a&gt; me deu, falando do meu blog no dele, obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como eu agradeço a todos que tem paciência para ler meus textos e comentar. Sei que eles são grandes (ok, enormes), mas eu ainda não reformulei o blog como eu imaginava que já teria feito, então, mudanças só no futuro próximo (ou longo).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-8249009645274222539?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/8249009645274222539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=8249009645274222539&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/8249009645274222539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/8249009645274222539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2008/03/nota-do-autor-ato-i.html' title='Nota do Autor - Ato I'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-2190473337356026821</id><published>2008-03-03T12:18:00.000-08:00</published><updated>2008-03-04T08:20:53.495-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='musica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='férias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Para Jovens, Velhos, Jovens Que Pensam Como Velhos, Velhos Que Pensam Como Jovens...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/R8xgGGxcaSI/AAAAAAAAAJI/afvzsyU04BM/s1600-h/DSC00827.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173615729955334434" style="margin: 0px auto 10px; display: block; cursor: pointer; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/R8xgGGxcaSI/AAAAAAAAAJI/afvzsyU04BM/s320/DSC00827.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:78%;" &gt;Volta das “Férias”: endividado até o pescoço&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E lá estava eu no aeroporto de Curitiba ultrapassando a máquina de Raio-X e esperando que as minhas sacolas da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Calvin Klein&lt;/span&gt; e da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Loja Vírus&lt;/span&gt; passassem pela máquina, quando alguma coisa apita e a mulher manda eu parar. Sinceramente, o negão do lado parecia que tinha colocado a mão no bolso, desconfiei que fosse uma arma, mas logo vi que ele estava coçando alguma coisa (?). Pensei que eles não levariam a sério uma sacola com o nome &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vírus&lt;/span&gt; (única loja do Brasil a vender só All Star’s), mas o problema era justamente com a sacola da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CK&lt;/span&gt;. A mulher do lado monitor, com um ar de&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Super Nanny&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“versão-mais-séria 2.0”&lt;/span&gt;, olha pra mim e afirma categoricamente, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Tem um abridor de latas na sua sacola”&lt;/span&gt;. E eu mais categoricamente ainda &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Não!”&lt;/span&gt;. Ela sem mudar a expressão, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Tem sim”&lt;/span&gt;, e eu, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Não, não tem, eu não botei nenhum abridor de latas aí não”&lt;/span&gt;. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Depois do 11 de setembro, andar com qualquer coisa q tenha ponta, inclusive agulha de tricô, é um perigo a segurança nacional, imagina um abridor de latas então, seria a mesma coisa que um atentado com &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Antrax&lt;/span&gt;. Então aquilo vira um embate, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Samuel Bryan versus a Maligna Megera da Visão Raio-X&lt;/span&gt;. Ela então, com um olhar de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“ah, é mesmo?”&lt;/span&gt; diz, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Dê a volta aqui por favor"&lt;/span&gt;. Eu piso firmemente no chão e ao ficar do lado dela observo minha sacola com todo o conteúdo em amarelo, porém, no fundo, em um lindo contraste de azul escuro, brilhava a forma anatômica de um... abridor de latas. Enquanto a minha reação natural foi a de ficar sem reação, eu imaginei que na cabeça dela, a mulher devia estar gritando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Peeeega, filho da puta”&lt;/span&gt;. Ai eu escuto a voz da minha avó (que pareceu pousar no aeroporto apenas naquele momento), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Aaaah, fui eu que coloquei esse abridor aí”.&lt;/span&gt; Tive vontade de gritar! O negão sorriu pra mim, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Pode pegar sua sacola, ta liberado”&lt;/span&gt;. E em silêncio sai sem nenhuma dignidade, imaginando que o Negão e a Vaca do Raio-X ririam horrores de toda essa situação no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Happy Hour&lt;/span&gt;. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Na conexão em Brasília, decido duas coisas: 1º- Nunca mais viajar de avião sem livros, vídeo games ou mp3, 2º- Já que eu deixei tudo isso na mala, iria comprar uma revista. Como na livraria não tinha &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Men’s Vogue&lt;/span&gt;, eu depois de muito analisar, resolvo comprar pela primeira vez, uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rolling Stone&lt;/span&gt;. A curiosidade da matéria de capa foi o que mais me impulsionou a compra. No avião, eu leio a entrevista com Johnny Depp e tipo, acho que foi o pior entrevistador que eu vi em anos. Simplesmente pela leitura dava pra se perceber que a condução da entrevista não era das melhores, não era bem trabalhada. O que salvava é que o Depp é foda, então não importava se o entrevistador não sabia muito o que tava fazendo, Depp foi capaz de transmitir tudo o que era necessário ainda assim, mesmo que em alguns momentos me parecera mais uma entrevista de respostas mecânicas, dessas que os artistas dão em 9 de cada 10 entrevistas. Tipo, já não havia gostado da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rolling Stone&lt;/span&gt;. Mas não acabou por ai.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/R8xeAGxcaOI/AAAAAAAAAIo/mm1rtwlMc4Q/s1600-h/Rolling+Stone.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173613427852863714" style="margin: 0px auto 10px; display: block; cursor: pointer; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/R8xeAGxcaOI/AAAAAAAAAIo/mm1rtwlMc4Q/s320/Rolling+Stone.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(255, 0, 0); text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Rolling Stone: onde numa mesm&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;a edição você encontra Radiohead, Bob Dylan, NXZero, Sandy e Junior, Johnny &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Depp e Mônica Mattos (a rainha do pornô brasileiro)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A matéria de capa (que tanto me interessou) anunciava, &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“O Futuro da Música Pertence a Thom Yorke e ao Radiohead”&lt;/span&gt;. Eu não vou entrar em momento nenhum no mérito da música do Radiohead, que diga-se de passagem, eu não gosto. Ouvi algumas musicas deles em 2005, a melodia não agradava meus ouvidos e as letras me remetiam a uma banda de disco de estréia, e não de um grupo&lt;span style="font-style: italic;"&gt; indie&lt;/span&gt; tão cultado. O problema era realmente a entrevista. O filme &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quase Famosos&lt;/span&gt; retrata bem o que eu vou dizer agora. Ele conta a história de um garoto meio nerd que embarca na turnê de sua banda favorita para escrever uma grande matéria para a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rolling Stone&lt;/span&gt;, num quase road movie, cheio de acontecimentos fortes na vida do garoto que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“nunca imaginara aquilo para a sua existencia”&lt;/span&gt;. Típico! Ao que parece, a relação dos entrevistadores da atual &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rolling Stone&lt;/span&gt; com os músicos da atualidade, se tornou algo tão fragilizado e superficial como o próprio cenário do mercado fonográfico (que o último álbum do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Radiohead&lt;/span&gt; balançou mais do que o cenário musical em si). A condução da reportagem em momento nenhum parece demonstrar explanação sobre o argumento da capa. Por que o futuro da musica esta nas mãos do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Radiohead&lt;/span&gt; mesmo? A resposta você não vai encontrar claramente na &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rolling Stone&lt;/span&gt;, no máximo, apenas uma afirmação de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Banda de rock mais importante do mundo”&lt;/span&gt;. Não há clareza. E mesmo o mundo da musica sendo repleto da falta de clareza, numa matéria jornalística que afirma algo claro, você tem que saber explanar. Parece que James Dimmock mais preferia se tornar um amigo da banda que em conversas de pubs caros em Lodres faria questão de ser conhecido como o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“grande James, amigo de musicos de calibre, como Thom Yorke”&lt;/span&gt;, do que um jornalista interessado em escrever uma matéria que realmente demonstre o porque de afirmações tão fortes como estas, igual ao personagem de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quase Famosos&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A minha decepção com a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rolling Stone&lt;/span&gt; foi gigantesca. Porém, algumas páginas depois me deparo com uma entrevista de 1969 com &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bob Dylan&lt;/span&gt;. Ah, eu me deleitei. Jann Wenner não só conduziu extraordinariamente a entrevista com um dos maiores ídolos da história musical, como ele foi capaz de fazer com que nas respostas a suas perguntas, Bob Dylan transparecesse a sua alma. Ele era foda. Dylan tinha noção de que sua musica mexia com o mundo, mexia com os jovens, era o símbolo da contracultura de sua geração e que só não gritava mais que o trabalho dos Beatles. E ele tinha noção da pressão enorme que isso fazia a ele, pressão que o próprio Wenner deixava claro em suas perguntas e afirmações. Mas Bob Dylan se mostrava receoso a tudo isso, ao mesmo tempo em que parecia se controlar para não se mostrar assustado diante de todo esse fardo. Ele só queria cantar, ele só queria mostrar ao mundo a sua obra e sentir que ela tocava a todos. Como ele mesmo disse, por causa de tudo isso, ele se vê como tudo também, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“como homem casado, poeta, cantor, compositor, guardião, porteiro... Tudo isso. Serei todos.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rolling Stone&lt;/span&gt; atual pode não ser das melhores, mas vendo aquela matéria de 1969, pode-se botar fé de mudanças igual &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bob Dylan&lt;/span&gt; colocava fé de mudanças no mundo de sua época, mesmo que elas não tenham acontecido.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A minha lista de decepções de começo de ano (porque no Brasil o ano só começa mesmo depois do carnaval) se estendeu pelo cinema também. Em São Paulo fui assistir o tão cultado, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Juno&lt;/span&gt;. O filme conta a história de Juno, jovem fora dos padrões de garotas americanas de 16 anos, que engravida de um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“levemente retardado mental que eu esqueci o nome”&lt;/span&gt;, ela não quer o filho, mas desiste do aborto e encontra um casal para adotar a sua criança. O filme é bom, tem diálogos maravilhosos e muito bem trabalhados, e diferente da maioria dos filmes atuais de Hollywood, tem coração, um coração tocante até, o momento em que o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“quase retardado”&lt;/span&gt; se encontra com Juno no hospital após o parto, mesmo sendo uma cena sem diálogo, é capaz de emocionar qualquer um. O que não me saiu da cabeça foi, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“por que esse filme ta concorrendo ao &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Oscar&lt;/span&gt; de melhor filme mesmo?”&lt;/span&gt;. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Em 2004 assisti o pouco comentado &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Galera do Mal&lt;/span&gt;, e para mim, sua comparação a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Juno&lt;/span&gt; é mais do que inevitável. O fato é que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Juno&lt;/span&gt; se torna uma obra muito mais aprimorada que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Galera do Mal&lt;/span&gt; (onde uma adolescente que estuda numa escola cristã, ao descobrir que seu namorado é gay, tenta “salva-lo” e acaba engravidando. Detalhe: o melhor amigo dela é o Macaulay Culkin interpretando um garoto cheio de humor negro numa cadeira de rodas). O problema de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Galera do Mal&lt;/span&gt; são os diálogos e as interpretações, no qual &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Juno&lt;/span&gt; vence de longe. Ainda assim, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Galera do Mal &lt;/span&gt;tem um carisma maior por sua ideologia e críticas, disfarçadas numa história que parece boba, mas que definitivamente não é. Mas decepção mesmo eu tive com &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eu Sou a Lenda&lt;/span&gt;, achei tão ruim que nem consigo falar desse filme.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/R8xeamxcaPI/AAAAAAAAAIw/NTeL2gg04GQ/s1600-h/Galera-do-Mal.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173613883119397106" style="margin: 0px auto 10px; display: block; cursor: pointer; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/R8xeamxcaPI/AAAAAAAAAIw/NTeL2gg04GQ/s320/Galera-do-Mal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(255, 102, 0); text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Galera do Mal: “Juno no Oscar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;!? C&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;adê meus créditos?”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Já que eu falei do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Oscar&lt;/span&gt;, lembrei que assisti &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Onde os Fracos Não Têm Vez&lt;/span&gt; no &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cinemark&lt;/span&gt; de Curitiba. É muito comum eu esquecer que tenho 19 anos, comum mesmo, mas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Onde os Fracos Não Tem Vez &lt;/span&gt;me lembrou a todo momento qual é a minha idade. Motivo? É difícil de explicar, mas não importa o quanto você seja um jovem com uma cabeça madura, se achando um velho de 80 anos mentalmente, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Onde os Fracos Não Têm Vez&lt;/span&gt; não é um filme feito pra jovens, e vou além, de certo modo, ele parece desprezar a juventude. É um filme para pessoas com a real experiência de vida, com a marca dos anos no couro, para pessoas que saibam o que a vida adulta (e suas frustrações, decepções, falta de fé e compaixão) são capazes de fazer a mente. A &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“obra prima” &lt;/span&gt;dos irmãos Coen não me soou como obra prima, porque ela mostrou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“meu lugar”&lt;/span&gt; e me desprezou, mas acho que daqui a vinte anos, quando eu assistir esse filme de novo numa seção &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“o melhor dos anos 00 (que não teve tão melhores assim)”&lt;/span&gt; eu vou achar &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Onde os Fracos Não Têm Vez&lt;/span&gt; foda pra caralho.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Nem só de decepções o começo do meu ano se alimentou é claro, na minha cirurgia tudo ocorreu bem (to todo inchado, dolorido, inflamado, sem poder fazer movimentos bruscos por uns 15 dias, mas ta tuuudo bem). E ainda teve São Paulo, com seus pequenos momentos de delícia pura, como a sessão de DVD’s da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fnac&lt;/span&gt;, o chocolate quente e amigos no &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fran’s Café&lt;/span&gt;, uma companhia doce até nas discussões em pleno metrô, e lógico, a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bubu Lounge&lt;/span&gt;, que mais que uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;buaty&lt;/span&gt;, é um templo de som, onde por pelo menos cinco horas, eu esqueço totalmente de todo o mundo fora de suas paredes.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-2190473337356026821?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/2190473337356026821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=2190473337356026821&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/2190473337356026821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/2190473337356026821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2008/03/para-jovens-velhos-jovens-que-pensam.html' title='Para Jovens, Velhos, Jovens Que Pensam Como Velhos, Velhos Que Pensam Como Jovens...'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/R8xgGGxcaSI/AAAAAAAAAJI/afvzsyU04BM/s72-c/DSC00827.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-6168028545920817760</id><published>2008-02-11T11:57:00.000-08:00</published><updated>2008-02-11T15:08:12.709-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='moda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='férias'/><title type='text'>Como Não Tratar Os Seus Clientes E... Fim Da 1ª Temporada</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/R7CrtYdbN7I/AAAAAAAAAIY/ll8piEFhQ6A/s1600-h/All%20Star%20cores.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165817568742291378" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/R7CrtYdbN7I/AAAAAAAAAIY/ll8piEFhQ6A/s320/All%2520Star%2520cores.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt; "Nike o caceta, eu uso é All Star?!" Hellow, a All Star &lt;strong&gt;É&lt;/strong&gt; da Nike&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Aí eu que eu tava acompanhando o Frederico no &lt;strong&gt;Shoe Shopping&lt;/strong&gt; dele. Aliás, o Frederico tem uma tara meio que bizarra por &lt;strong&gt;All Stars&lt;/strong&gt;’s, quando ele ta falando de &lt;strong&gt;All Stars&lt;/strong&gt;’s e caçando eles ao mesmo tempo ele meio que me assusta. Tipo, sabe um tarado psicopata sexual? É o Frederico, só que por tênis &lt;strong&gt;All Stars&lt;/strong&gt;’s. Beleza, estávamos nós pelo Centro, lindos, descolados, belos e jovens, quer dizer, o Frederico não é tão jovem assim (vingança com aquela brincadeirinha dos meus raríssimos fios de cabelo branco), quando entramos numa loja (que diga-se de passagem eu fiquei traumatizado com a nháca de gente feia que não toma banho pra fazer compras no Natal), quando o Frederico se encantou por um all star com xadrez por dentro (não faço a mínima de como se usa aquele sapato pra que a parte interna do xadrez apareça), pergunta pro vendedor o valor, o vendedor com uma cara meio de contragosto diz que custa R$87,00, ai o Frederico pergunta se tem outros modelos, e o vendedor com cara de nojinho informa: &lt;em&gt;“Temos sim. Os modelos masculinos estão no final da loja”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso dizer que eu me acabei de rir? Não, né?! Gente, a ignorância é uma benção. Não dava nem pra culpar o vendedor, o conceito de moda nunca foi o forte do Acre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, como o Ricardo me disse uma vez num passeio pela Gameleira, &lt;em&gt;“O acreano tem um jeito muito tradicional, tanto no de se vestir quanto no comportamento e jeito de agir. Dá pra descobrir quem é de fora só olhando”&lt;/em&gt;, isso me lembrou automaticamente o Arthur, um garoto que eu conheci na despedida dele numa buaty, conversando ele me disse que não estava nada triste de ir embora depois de três meses no Acre. Mesmo sendo jovem, bacana e bonito, sempre se sentiu vítima de preconceito e fofoca por parte dos outros garotos da cidade. Arthur achava que a juventude acreana era muito atrasada, não aceitava o novo e enquanto lá fora a cabeça das pessoas estava ficando mais aberta pra comportamentos e moda, aqui as pessoas pareciam empacadas. Não tirei muito a razão dele. Ele realmente estava certo em alguns aspectos, em outros nem tanto. Mas esse não é um assunto que eu quero tratar, nem naquele dia eu quis, pois voltamos super dignos pra encher a cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando as compras com o Frederico, fomos lá no &lt;strong&gt;Formigão – O Barato da Moda&lt;/strong&gt; e (adivinhem) sai de lá com uma calça jeans liiiinda de R$30,00. Minha mãe ligou pra mim pra perguntar algo e eu aproveitei, &lt;em&gt;“Mãe, a vó tá aí perto?”&lt;/em&gt;, ela: &lt;em&gt;“Tá, por quê?”&lt;/em&gt;, e eu super animado, &lt;em&gt;“Diz pra ela que eu to aqui no Formigão e comprei uma calça super tudo de 30 pilas. Eu tenho certeza que ela vai ter muito orgulho de mim e finalmente sentir que eu sou um verdadeiro neto dela”&lt;/em&gt;. Adoro o Formigão. Lá é muito divertido, tinha uma pilha de algum tipo de roupa e no alto dela uma bandeira vermelha. Por que eu disse “algum tipo de roupa”? Porque era tanta mulher em cima que eu não consegui identificar que tipo de peça elas estavam analisando/batalhando pra comprarem, ja que a bandeira vermelha significa &lt;em&gt;"promoção imperdível"&lt;/em&gt;. Ah, eu acho que existe algum nome praquelas práticas sexuais bizarras em que alguém enfia o braço todo no orifício de alguém (engraçado, a terminologia de comportamentos sexuais é gigantesca, tem nome pra tudo, acho até que quem tem tara de gozar no bife do dedão do pé esquerdo tem nome), seja qual for o nome da prática, era aquilo que o Frederico tava fazendo na pilha de calças. Eu olhava paralisado enquanto ele enfiava o braço nos jeans, segundo ele, &lt;em&gt;“as melhores calças estão sempre no fundo”&lt;/em&gt;. Valeu a dica amigo, vou guardar pra vida inteira e começar aquela prática de enfiar o braço todinho também. Nunca mais compro &lt;strong&gt;Calvin Klein Jeans&lt;/strong&gt;, só &lt;em&gt;underwear&lt;/em&gt; e camisetas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve ainda na loja de cosmético um causo bacana. Tava eu e o Frederico quando ele pergunta pra vendedora &lt;em&gt;“Tem redutor de volume?”,&lt;/em&gt; e ela &lt;em&gt;“Pra cabelo?”&lt;/em&gt;, nós dois assentimos levemente com a cabeça quando na verdade eu quis dizer, &lt;em&gt;“Não. Tem algum redutor de volume pros pêlos do suvaco, do peito e, de quebra, do c*?”.&lt;/em&gt; Já ouvi de alguns conhecidos que o Acre tem um dos piores atendimentos de loja do Brasil, mas aquilo que foi ridículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse final de semana eu tava aperriadinho pra terminar a primeira temporada de &lt;strong&gt;Skins&lt;/strong&gt; antes de viajar. Não consegui, falta um episódio e o especial de Natal. Aliás, eu to aperriado com muita coisa. Finalizar minhas notas, arrumar minha mala (Deus, eu nem comecei), assistir filmes, organizar musicas no mp3 (o Frederico disse que ia tentar salvar minha alma musical, to esperando) e eu não to pensando quanto tempo eu vou conseguir viver sem internet, mas a verdade é que de internet eu vou tentar distancia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom que eu vou pensando em novidades que eu vou trazer pro blog pra ver se levanto o ibope. Tipo, promoções culturais, layout novo e ensaios nus (não meus), a galera se amarra em putaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, queria falar um monte de coisas hoje, mas já escrevi besteira demais, queria fazer a crítica do magnífico filme coreano&lt;strong&gt; I’m a cyborg, but that’s ok&lt;/strong&gt;, que tanto me tocou (sem taradices por favor), mas fica pra segunda temporada. Dêem um jeito de assistir aí quem sabe criticamos juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demais, vou indo. Mesmo me preparando pra uma cirurgia, eu me sinto saindo de férias, mais do que simples férias, mas férias do Acre. Amo tudo aqui, mas as vezes eu me sinto sufocado, as vezes um sentimento meio Arthur, mas na verdade é uma sensação própria, um sentimento &lt;em&gt;Bryan-ante-inércia&lt;/em&gt;, meio &lt;em&gt;ante-raízes-muito-profundas&lt;/em&gt;, meio &lt;em&gt;silêncio-pra-alma&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou tentar ver o mar, e sorrir como um bobo, olhando a imensidão azul, sempre com a certeza que aquela é uma das obras mais magníficas de Deus. Sinto saudades do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado a todos. Nos vemos em março, se Deus (e vocês) quiserem.&lt;br /&gt;Aí, terminei meloso demais.&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165819600261822402" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/R7CtjodbN8I/AAAAAAAAAIg/nNjCawiAIeU/s320/im-a-cyborg04.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:78%;" &gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;I’m a cyborg, but that’s ok:&lt;/strong&gt;  Será que só os loucos conseguem ser plenos de si mesmos?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-6168028545920817760?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/6168028545920817760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=6168028545920817760&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/6168028545920817760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/6168028545920817760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2008/02/como-no-tratar-os-seus-clientes-e-fim.html' title='Como Não Tratar Os Seus Clientes E... Fim Da 1ª Temporada'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/R7CrtYdbN7I/AAAAAAAAAIY/ll8piEFhQ6A/s72-c/All%2520Star%2520cores.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6797937101047225255.post-6993264373371409361</id><published>2008-02-01T04:21:00.000-08:00</published><updated>2008-02-01T05:05:04.589-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carnaval'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UFAC'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Previsões de Carnaval, Ícones Cult do Terror e Porque Usar a UFAC Num Filme de Horror</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/R6MQDe--xYI/AAAAAAAAAIA/9BfxQPH_vNE/s1600-h/Rio%20Acre,%20entardecer.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161987249939596674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/R6MQDe--xYI/AAAAAAAAAIA/9BfxQPH_vNE/s320/Rio%2520Acre,%2520entardecer.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#cc0000;"&gt;Gameleira: "Carnaval da Gameleira morreu. Pegou gripe. Morreu."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Acho que esse vai ser o penúltimo post antes de eu sair de férias. Aí, pessoa que lê o blog deve tá dizendo, &lt;em&gt;“Beleza, tu vai sair de férias, e o Kiko?”&lt;/em&gt;. Povo sem coração. Mas eu informo do mesmo jeito. Na metade de fevereiro to me mandando pro Sul do país, vou fazer uma cirurgia e curtir um friozinho a la &lt;em&gt;“não tenho dinheiro pra ir pra Europa, então vou pro sul do país e finjo que é a mesma coisa”&lt;/em&gt;. Ai dá Ctrl+c no pensamento de um amigo meu, &lt;em&gt;“Grande porra, tu vai pro sul fazer uma cirurgia. Tu vai curtir alguma coisa por acaso?”&lt;/em&gt;. E lógico, eu tenho a resposta na ponta da língua, &lt;em&gt;“Eu vou estar sofrendo, tomando morfina, remédios pra dormir, com os ossos do tórax sendo contorcidos, mas a diferença é que eu vou sentir tudo isso de frente pro mar, ok? E tu vai morrer de calor no Acre”&lt;/em&gt;. Morra de inveja. Ah, só um lembrete, o primeiro que vier com a piadinha de &lt;em&gt;“Vai fazer cirurgia do que? Mudança de sexo?”,&lt;/em&gt; vai levar uma saraivada virtual. O assunto é sério e eu quero meu nome no caderninho de orações de todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes disso temos carnaval. E quais são minhas expectativas? Muito sexo, beijo na boca, rodinha ao redor das minas, bater &lt;strong&gt;Kenner&lt;/strong&gt;, bebida, gandaia, vexame e ressaca? Quem dera! Essa é uma das desvantagens de ter amigos &lt;em&gt;“politicamente corretos”&lt;/em&gt;, a maioria ta namorando, estudando cumpulsivelmente pra concursos e vestibulares, ou são um bando de sem graças incorporando a moda &lt;em&gt;"indie-cult-geração emo"&lt;/em&gt; de &lt;em&gt;“não gosto de carnaval, é uma coisa muito brasileira pra mim”&lt;/em&gt;, quando na verdade eles devem ter algum trauma no estilo &lt;em&gt;“se c* de bêbado não tem dono, no carnaval, se você não tomar cuidado, as proporções disso podem ser bem maiores”&lt;/em&gt;. Mágoa de caboclo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o carnaval desse ano aqui em Rio Branco não promete ser dos melhores com mudanças drásticas naquilo que a cidade melhor tinha de oferecer. Antes eu achava que o carnaval era uma festa boa ate no conceito de que havia uma generalização nas classes e comportamentos sociais, pois a estrutura que tinha aqui sempre foi homogênea, agora tanto o carnaval da Arena, quanto o do Juventos parece que irão gerar fases heterogêneas entre os foliões (papo químico mode: &lt;em&gt;off&lt;/em&gt;). Espero que eu esteja enganado. Ainda assim, a probabilidade de que eu durma e guarde dinheiro pra gastar nos &lt;em&gt;pub’s&lt;/em&gt; e mundo de livrarias da XV de Novembro, em Curitiba, ao invés de comprar uma mesa no&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vermelho&lt;/strong&gt; e &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Preto&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; e encher a cara com Red Label falsificado, (mesmo que os melhores amigos do homem sejam o &lt;strong&gt;Johnny&lt;/strong&gt; e o &lt;strong&gt;Walker&lt;/strong&gt;) é bem grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/R6MSNe--xZI/AAAAAAAAAII/OP77_P3qBlk/s1600-h/jason.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161989620761544082" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="279" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/R6MSNe--xZI/AAAAAAAAAII/OP77_P3qBlk/s320/jason.jpg" width="175" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Aliás, talvez eu aproveite esse feriado pra saciar o meu interesse mais que repentino sobre alguns ícones cults do cinema de terror que marcaram a minha infância e tem minha admiração até hoje, &lt;strong&gt;Jason Voohees, Freddy Kruger, Leatherface&lt;/strong&gt; e por último (e realmente menos importante) &lt;strong&gt;Michael Myers&lt;/strong&gt;. Ok, de todos os meus comportamentos bizarros, ser fã desse time aí de cima deve ser um dos piores. Mas cara, eles marcaram o cinema do horror, marcaram e marcam gerações, e (acima de tudo) geram dinheiro pra suas produtoras até hoje que insistem em afundar na lama a pouca &lt;em&gt;“reputação boa”&lt;/em&gt; que eles ainda tem. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Tipo, como não se admira o Jason, se &lt;strong&gt;Sexta Feira 13&lt;/strong&gt; é o pai de todos os clichês de filmes de terror &lt;em&gt;teen&lt;/em&gt;? Tá, eu dei um motivo mais pra vocês odiarem ele por ser pai de todo esse lixo cinematográfico que nós temos (que atingiu seu ápice com aquela obra prima com a Paris Hilton, &lt;strong&gt;A Casa de Cera&lt;/strong&gt;). Mas o que seria de nossas vidas sem esse tipo de cinema que aliena as pessoas e gera milhões as produtoras que produzem mais e mais dessa merda? (hum... não respondam). &lt;strong&gt;Sexta Feira 13&lt;/strong&gt; é um filme que ganhou 10 partes. Em TODAS, o grupo de futuros jovens mortos é SEMPRE igual, vamos por tópicos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1-&lt;/strong&gt;Os personagens são aquele primor de estereótipo: há a mocinha bobinha que quer dormir com um rapaz bonitão, há o casalzinho que só pensa em transar, uma gostosona, um rapaz que não tira o olho da gostosona e apronta para vê-la pelada, e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2-&lt;/strong&gt;TODOS os figurantes precisam morrer, sendo que a Parte 9 é a mais exagerada de todas, onde todo mundo que atravessa o caminho do Jason é morto sem motivo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3-&lt;/strong&gt;Tem o gordo feio no estilo &lt;em&gt;"ninguém me ama, ninguém me quer"&lt;/em&gt;, que só faz brincadeiras bobas e, quando a coisa pega de verdade, ninguém acredita nele. É deste gordo que Jason rouba a máscara de hóckey que passa a usar (Parte 3). Tem um casal de maconheiros que entra no filme mudo e sai calado, só fumam maconha, morrem, e nada mais (grande participação). E claaaro, não podemos esquecer o casal tarado que só pensa (e faz) sexo. O melhor, na Parte 2, um casal é transpassado por uma lança enquanto transa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4-&lt;/strong&gt;A mocinha sempre é virgem, ou seja, é a catisdade que salva. O namorado dela geralmente é o gostosão do grupo, que geralmente também morre de forma grotesca (tem uma cena beeem legal na Parte 1 da mocinha encontrando o namorado pregado do outro lado da porta por uma seta na garganta).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5-&lt;/strong&gt;Sustos de gato são praxe para depois do suspiro de aliviados Jason vir e PÉI, matou. E quando tudo parece mais perdido do que nunca, tem sempre um idiota que grita &lt;em&gt;“Vamos nos separar”&lt;/em&gt;, sendo que na verdade Jason é o mestre do teletransporte e não importa o quanto você corra, ele sempre vai estar na sua frente, mesmo a passo de tartaruga.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6-&lt;/strong&gt;Tomam banho de rio pelados; vão nadar de madrugada, sozinhos; vão a lugares desertos e escuros sozinhos, sem acender nenhuma luz; e NUNCA percebem como de uma hora para a outra todo mundo sumiu, e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jason no começo era um serial killer louco, depois ele assumiu status de ser místico imortal. Levou mais de 100 tiros, foi esfaqueado 26 vezes, levou 5 machadadas, foi atropelado por um trator e um carro, soterrado por um telhado, foi atingido por vasos, um sofá, alguns pedaços de madeira, duas cadeiras, livros, uma estante, uma televisão, foram fincados ao longo do seu corpo 15 barras de ferro, foi afogado em lixo tóxico, foi explodido... e sobreviveu. Porém, outro ótimo assassino místico é o Freddy Kruger, porra, desse sim eu me mijava todinho quando moleque. O primeiro &lt;strong&gt;A Hora do Pesadelo&lt;/strong&gt; era de tremer, magnífica obra do Wes Craven, apenas o final era meio tosco. Só que a partir do segundo, Fred virou um vilão que matava com efeitos especiais (e não com aquelas garras que são a maior invenção de morte do cinema) e sempre soltava piadinhas antes de fatiar. So voltou a ser gente na Parte 7, novamente dirigido por Wes Craven. Fred é uma das idéias do terror mais geniais que foram desperdiçadas nos próprios filmes produzidos, um assassino que mata pelo sonho. Fantástico.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161989908524352930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 171px; CURSOR: hand; HEIGHT: 230px; TEXT-ALIGN: center" height="270" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/R6MSeO--xaI/AAAAAAAAAIQ/qwsmyymAQ8s/s320/freddy.jpg" width="171" border="0" /&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#cc0000;"&gt;Freddy: Torce pro Vasco, mas é obrigado a trabalhar com a blusa do Flamengo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Está confirmado um remake de &lt;strong&gt;A Hora do Pesadelo&lt;/strong&gt;, tão só esperando o fim da greve dos roteiristas (que eu apoio). Eu gostaria muito que valorizassem a história de Freddy como um humano frio, assassino de crianças que foi linchado pelos moradores da rua Elm. A introdução de &lt;strong&gt;FreddyXJason&lt;/strong&gt; é ótima por mostrar justamente parte disso. Aliás, antes que perguntem, eu adorei esse filme; é uma merda, mas é legal, e faz olhinhos de fãs como eu brilhar em alguns momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que o melhor prólogo das grandes séries de terror que nasceram nos anos 70 e 80 é &lt;strong&gt;Halloween&lt;/strong&gt;, que eu não assisti e que nunca me interessou tanto, porém, a saga do &lt;em&gt;maníaco-psicopata-doente-desde pixocotinho&lt;/em&gt; Michael Myers é extremamente elogiada. Aliás, Robie Zombie fez um remake dele que a crítica ate gostou. Porém, pra mim, a melhor história de assassino doentio que existe, é dele, &lt;em&gt;O Senhor da Motosserra&lt;/em&gt;, Leatherface, do &lt;em&gt;melhor-filme-prólogo-de-terror-do-passado&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;melhor-remake-de-terror-da-história&lt;/em&gt;, &lt;strong&gt;O Massacre da Serra Elétrica.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui assistir o remake de 2005(4 ou3?) no cinema. Ótimo. Eu fiquei pregado na cadeira, vibrando, a adrenalina a mil. Boas atuações, uma boa humanização dos personagens e um desfecho do caralho. A produção estava impecável. E além de todo o terror de um filme já aterrorizante por si só, temos o inabalável fato de que tudo aquilo é baseado em fatos reais. O maior terror de &lt;strong&gt;O Massacre&lt;/strong&gt; é psicológico. Desse eu sou fã fã fã. Mesmo que também tenha sido degradado em continuações miseráveis e ridículas (embora &lt;strong&gt;O Início&lt;/strong&gt; seja também muito bom).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sonho em fazer um filme de terror que beira o trash e ao mesmo tempo pareça uma coisa boa. Não sei que assassino eu vou usar, quais clichês, que tipo de execução no roteiro ou como será a humanização dos personagens. Só sei que eu quero fazer. E sei também a ambientação, a UFAC. Me desculpa quem não conhece, mas a minha Universidade a noite é um terror puro. &lt;em&gt;C-l-i-m-ã-o&lt;/em&gt; é o que não vai faltar no meu filme. E só pra quebrar as regras, eu acho que a mocinha (ou inho, vai saber) não vai ser virgem, pelo contrário, vai ter um passado bem depravado, de preferência de promiscuidade no antigo Carnaval da Gameleira. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6797937101047225255-6993264373371409361?l=falaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/feeds/6993264373371409361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6797937101047225255&amp;postID=6993264373371409361&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/6993264373371409361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6797937101047225255/posts/default/6993264373371409361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falaconsciencia.blogspot.com/2008/02/gameleira-carnaval-da-gameleira-morreu.html' title='Previsões de Carnaval, Ícones Cult do Terror e Porque Usar a UFAC Num Filme de Horror'/><author><name>Samuel Bryan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15840943663564033714</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/Sgjt2ktKYMI/AAAAAAAAAfA/OSs_JC3KuQ0/S220/twitter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FNFpEoHn8Gw/R6MQDe--xYI/AAAAAAAAAIA/9BfxQPH_vNE/s72-c/Rio%2520Acre,%2520entardecer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger
